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REVISÃO PARA O ENEM E VESTIBULARES TRADICIONAIS
Tipologia: Esquemas
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Não perca as partes importantes!


01. (VUNESP) No fim da década de 20, anos de prosperidade, uma grave crise econômica, conhecida como a Grande Depressão, começou nos EUA e atingiu todos os países capitalistas. J. K. Galbraith, economista norte-americano, afirma que “à medida que o tempo passava tornava-se evidente que aquela prosperidade não duraria. Dentro dela estavam contidas as sementes de sua própria destruição.” (Dias de boom e de desastre in J.M. Roberts (org), História do Século XX.). A aparente prosperidade pode ser percebida nas seguintes características: A. o aumento da produção automobilística, a expansão do mercado de trabalho e a falta de investimentos em tecnologia. B. a destruição dos grandes estoques de mercadorias, o aumento dos preços agrícolas e o aumento dos salários. C. a cultura de massa com a venda de milhões de discos, as dívidas de guerra dos EUA e o aumento do número de empregos. D. a crise de superprodução, a especulação desenfreada nas bolsas de valores e a queda da renda dos trabalhadores. E. o aumento do mercado externo, o mito do American way of life e a intervenção do Estado na economia. 02. (ENEM) Texto I A Europa entrou em estado de exceção, personificado por obscuras forças econômicas sem rosto ou localização física conhecida que não prestam contas a ninguém e se espalham pelo globo por meio de milhões de transações diárias no ciberespaço. ROSSI, C. Nem fim do mundo nem mundo novo. Folha de São Paulo, 11 dez. 2011 (adaptado). Texto II Estamos imersos numa crise financeira como nunca tínhamos visto desde a Grande Depressão iniciada em 1929 nos Estados Unidos. Entrevista de George Soros. Disponível em: www.nybooks.com. Acesso em: 17 ago. 2011 (adaptado). A comparação entre os significados da atual crise econômica e do crash de 1929 oculta a principal diferença entre essas duas crises, pois A. o crash da Bolsa em 1929 adveio do envolvimento dos EUA na I Guerra Mundial e a atual crise é o resultado dos gastos militares desse país nas guerras do Afeganistão e Iraque. B. a crise de 1929 ocorreu devido a um quadro de superprodução industrial nos EUA e a atual crise resultou da especulação financeira e da expansão desmedida do crédito bancário. C. a crise de 1929 foi o resultado da concorrência dos países europeus reconstruídos após a I Guerra e a atual crise se associa à emergência dos BRICS como novos concorrentes econômicos. D. o crash da Bolsa em 1929 resultou do excesso de proteções ao setor produtivo estadunidense e a atual crise tem origem na internacionalização das empresas e no avanço da política de livre mercado. E. a crise de 1929 decorreu da política intervencionista norte- americana sobre o sistema de comércio mundial e a atual crise resultou do excesso de regulação do governo desse país sobre o sistema monetário. 03. Considerando-se a crise econômica mundial iniciada, em 1929, com a quebra da Bolsa de Nova Iorque, é CORRETO afirmar que: A. a Alemanha sofreu impacto imediato e violento desse evento, em razão dos laços econômicos estreitos que vinha mantendo com os Estados Unidos. B. a escassez de matérias-primas e de crédito, entre outras causas do crash norte-americano, muito contribuiu, na época, para alimentar a espiral inflacionária. C. a URSS foi um dos países atingidos por esse evento, pois a recessão no mundo capitalista prejudicou as exportações de petróleo do país. D. os países da América do Sul sentiram os efeitos desse evento, devido à repatriação do capital estrangeiro anteriormente investido nessa região. 04. (UFRGS 2016) Leia o segmento abaixo, sobre a história da América Latina no século XX. A Grande Depressão da década de 1930 terminou a demolição do neocolonialismo e energizou movimentos nacionalistas por toda a América Latina. Nos anos após o colapso da Bolsa de Nova York, de 1929, o volume do comércio internacional latino-americano reduziu- se à metade, em um violento espasmo. Com o avanço da década de 1930, ocorreu um importante fenômeno, um efeito colateral positivo do colapso do comércio internacional. CHASTEEN, J. América Latina: uma história de sangue e fogo. Rio de Janeiro: Campus, 2001. p. 187. O segmento faz referência a um importante fenômeno histórico na América Latina. Assinale a alternativa que indica esse fenômeno. A. Industrialização por substituição de importações, modelo econômico que se tornaria predominante na região até os anos 1980. B. Dependência das exportações do setor primário, com a consequente ampliação das monoculturas nos países latino- americanos. C. Desindustrialização local decorrente do colapso do comércio internacional com os Estados Unidos, principais compradores dos manufaturados latino-americanos. D. Adoção de políticas neoliberais, como privatizações de empresas públicas e cortes de gastos sociais, no período subsequente à Grande Depressão. E. Transformação da América Latina na região mais industrializada do globo, a partir do colapso completo das indústrias europeias e norte-americanas, durante a década de 1930. 05. (G1) A Crise de 1929, com a queda da Bolsa de Nova York e a Grande Depressão nos EUA, começaram a ser superadas com a política do NEW DEAL (protecionismo alfandegário, subvenção às empresas privadas e aumento dos gastos públicos). Essa política representou um marco na passagem do: A. capitalismo clássico, liberal e concorrencial para o capitalismo monopolista e estatal. B. capitalismo monopolista e estatal para o capitalismo clássico, liberal e concorrencial. C. capitalismo monopolista e estatal para o socialismo cooperativista. D. do capitalismo clássico, liberal e concorrencial para o mercantilismo monopolista. E. do capitalismo clássico, liberal e concorrencial para o capitalismo humanitário sem intervenção do Estado na economia.
06. (FUVEST) O Brasil recuperou-se de forma relativamente rápida dos efeitos da crise de 1929 porque A. o governo de Getúlio Vargas promoveu medidas de incentivo econômico, com empréstimos obtidos no exterior. B. o país, não tendo uma economia capitalista desenvolvida, ficou menos sujeito aos efeitos da crise. C. houve redução do consumo de bens e, com isso, foi possível equilibrar as finanças públicas. D. acordos internacionais, fixando um preço mínimo para o café, facilitaram a retomada da economia. E. um efeito combinado positivo resultou da diversificação das exportações e do crescimento industrial. 07. (MACKENZIE) As causas da crise de 1929 foram: A. aumento das taxas de juros, explosão de consumo, quebra da produção agrícola e nacionalização de empresas. B. consolidação do Nazi-Fascismo, aumento do consumo, valorização do mercado financeiro e aumento das exportações. C. "crack" da Bolsa de New York, aumento dos preços do petróleo, redução dos salários. D. intervenção do Estado na economia, contradição entre capacidade de consumo e produção e concorrência com os produtos asiáticos. E. superprodução agrícola e industrial, diminuição do consumo, "crack" da Bolsa de New York e diminuição das exportações. 08. (G1) A crise de 1929, que teve início nos Estado Unidos, afetou o Brasil econômica e politicamente, provocando sobretudo: A. a crise nas exportações industriais, prejudicando a burguesia; B. a redução dos investimentos estrangeiros na extração do látex; C. o aumento do desemprego nas atividades comerciais e as greves operárias; D. um salto nas exportações devido ao desabastecimento norte-americano; E. a crise na lavoura cafeeira, comprometendo a "República das Oligarquias". 09. (CESGRANRIO) A adoção do "New Deal", após a crise de 1929, nos Estados Unidos, identifica-se com: A. o intervencionismo do Estado na Economia, para controlar o sistema de crédito, regulamentar os salários e garantir o investidor; B. a intenção de socializar progressivamente a economia norte- americana através de mecanismos nitidamente estatizantes; C. a política de juros baixos adotadas pelos bancos privatizados pelo governo de F. D. Roosevelt; D. a recuperação econômica das indústrias falidas (com o "crack" da Bolsa), através da entrada de capitais estrangeiros; E. o emprego de mão de obra, subsidiada pelo governo, tanto na indústria como na agricultura. 10. (CESGRANRIO) A solução americana para a crise de 1929 caracteriza-se como: A. o processo de busca de alternativas socialistas para a crise do capitalismo com a mudança de regime político. B. o resultado das pressões comunistas sobre o governo americano, que acaba assumindo, como política, a eliminação dos interesses privados na economia. C. o resultado da insatisfação da sociedade americana com relação aos princípios liberais assumidos pelos partidos de esquerda que se vinculavam ao governo. D. a introdução, na cultura americana, de valores europeus através da incorporação de tecnologia à economia americana e de alternativas de seguridade total. E. uma saída nacional que acentua o papel dirigente do Estado em determinados setores econômicos, conhecida como "New Deal". 11. (UERJ) "Os estados ocidentais inquietam-se sob os efeitos da metamorfose incipiente. Texas e Oklahoma, Kansas e Arkansas, Novo México, Arizona, Califórnia. Uma família isolada mudava-se de suas terras. O pai pedira dinheiro emprestado ao banco e agora o banco queria as terras. A companhia das terras - que é o banco, quando se ocupa dessas transações - quer tratores, em vez de pequenas famílias nas terras. Um trator é mau? A força que produz os compridos sulcos na terra não presta? Se esse trator fosse nosso, não meu, nosso, prestaria. Se esse trator produzisse os compridos sulcos em nossa própria terra, prestaria, na certa. Não nas minhas terras, nas nossas. Então, aí sim, a gente gostaria do trator, gostaria dele como gostava das terras quando ainda eram da gente. Mas esse trator faz duas coisas diferentes: traça sulcos na terra e expulsa-nos delas (...). Há que pensar sobre isso." (STEINBECK, John. "As Vinhas da Ira." São Paulo: Círculo do Livro /s.d./) Esse trecho do romance de Steinbeck reflete as dificuldades de famílias de agricultores norte-americanos durante a Grande Depressão de 1929. A crise de 1929 resultou de um fator acentuado após a 1º Guerra Mundial, a saber: A. diminuição da produção agrícola norte-americana, devido a problemas climáticos B. recuo da produção industrial, devido à falência das instituições de crédito em todo o mundo C. falência da democracia-liberal, devido à não-intervenção do Estado nas questões econômicas D. desequilíbrio entre produção e consumo, devido ao crescimento não integrado da economia norte-americana. 12. (PUCMG) A crise econômica de 1929 não deixa intocado nenhum ramo da economia e atingiu diferentes segmentos sociais, determinando, EXCETO: A. diminuição drástica do volume do comércio internacional. B. afastamento do poder público do cenário econômico. C. desemprego em massa e aumento do número de falências. D. a queda acentuada da produção em nível mundial. E. a retração da taxa de crescimento e da renda nacional. 1 3. (PUCCAMP) A crise de 1929 I. estava inserida dentro de um contexto do próprio desenvolvimento do capitalismo e resultou do caráter contraditório desse capitalismo, onde a capacidade de consumo do mercado não acompanhava o ritmo de crescimento da produção. II. foi uma crise de superprodução que atingiu, em maior ou menor intensidade, todos os países do mundo, fenômeno que pode ser explicado pela interdependência da economia capitalista como um todo, fazendo com que a crise se propagasse rapidamente. III. estava relacionada ao baixo nível de produtividade existente nas economias centrais, principalmente nos Estados Unidos, provocando a falta de gêneros alimentícios de primeira necessidade e bens de consumo duráveis. IV. foi uma crise financeira, que provocou pânico entre os acionistas das principais companhias dos Estados Unidos, não tendo grandes repercussões no processo de produção industrial e agrícola das economias americanas. Pode-se afirmar que são corretas SOMENTE: A. I e II. B. I e III. C. II e III. D. II e IV. E. III e IV.