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Odontologia: Guia Completo de Preparo Cavitário e Materiais de Restauração, Esquemas de Odontologia

Resumo de Dentística Restauradora do curso de Odontologia.

Tipologia: Esquemas

2022

À venda por 09/09/2024

marcella-marques-11
marcella-marques-11 🇧🇷

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Dentistica
Resumão
NOMENCLATURA DAS CLASSES
Tipos de Cavidades: PATOLÓGICA e
TERAPÊUTICA.
PATOLÓGICA: Possui forma e dimensão
irregular causada pela destruição dos tecidos
dos dentes
TERAPÊUTICA: Possui forma geométrica e
dimensões resultantes do procedimento
cirúrgico, visando remover tecido cariado.
OBJETIVO DO PREPARO CAVITÁRIO
Remover tecido cariado;
Obter formas precisas;
Impedir fratura do dente e do material
restaurador;
Impedir a instalação da cárie.
ISOLAMENTO DO CAMPO OPERATÓRIO
Isolamento Absoluto (I.O.) VANTAGENS:
Retração e proteção de tecidos moles;
Melhor acesso e visibilidade;
Traz condições adequadas para inserir
materiais;
Auxilia no controle da infecção;
Reduz o tempo de trabalho;
Traz condições assépticas;
Proteção para o paciente.
DESVANTAGENS:
Consumo de tempo;
Objeção do paciente;
Deve ser colocado em menos de 5 min.
IMPOSSIBILIDADES:
Dentes NÃO erupcionados;
Alguns tipos de 3°molares
MATERIAL PARA I.O.
Lençol de borracha;
Arco;
Perfurador;
Grampos;
Sugador de saliva;
Fio Dental;
Caneta Hidrográfica.
INSTRUMENTAL DE AUXÍLIO:
Espelho;
Pinça;
Sonda Exploradora;
Tesoura;
Espátula de Inserção.
Isolamento Relativo (I.R.)
Auxilia no controle da umidade no
campo operatório.
INDICAÇÕES:
Intervenção de curta duração;
Aplicação de flúor/selantes;
Restauração provisória;
Erupção parcial dos dentes;
Pacientes alérgicos a borracha;
Pacientes com dificuldades respiratórias;
MATERIAL:
Rolos de algodão;
Pinça sonda, espelho;
Sugador de saliva;
Mantenedores do rolo de algodão.
OBSERVAÇÕES:
Deve ser utilizado na impraticabilidade do
isolamento absoluto;
Requer atendimento a quatro mãos;
Uso sistemático do sugador de saliva;
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Dentistica

Resumão

NOMENCLATURA DAS CLASSES

 Tipos de Cavidades: PATOLÓGICA e TERAPÊUTICA.  PATOLÓGICA: Possui forma e dimensão irregular causada pela destruição dos tecidos dos dentes  TERAPÊUTICA: Possui forma geométrica e dimensões resultantes do procedimento cirúrgico, visando remover tecido cariado. OBJETIVO DO PREPARO CAVITÁRIO  Remover tecido cariado;  Obter formas precisas;  Impedir fratura do dente e do material restaurador;  Impedir a instalação da cárie. ISOLAMENTO DO CAMPO OPERATÓRIO  Isolamento Absoluto (I.O.) – VANTAGENS:  Retração e proteção de tecidos moles;  Melhor acesso e visibilidade;  Traz condições adequadas para inserir materiais;  Auxilia no controle da infecção;  Reduz o tempo de trabalho;  Traz condições assépticas;  Proteção para o paciente.  DESVANTAGENS:  Consumo de tempo;  Objeção do paciente;  Deve ser colocado em menos de 5 min.  IMPOSSIBILIDADES:  Dentes NÃO erupcionados;  Alguns tipos de 3°molares

 MATERIAL PARA I.O.

 Lençol de borracha;  Arco;  Perfurador;  Grampos;  Sugador de saliva;  Fio Dental;  Caneta Hidrográfica.  INSTRUMENTAL DE AUXÍLIO:  Espelho;  Pinça;  Sonda Exploradora;  Tesoura;  Espátula de Inserção.  Isolamento Relativo (I.R.)  Auxilia no controle da umidade no campo operatório.  INDICAÇÕES:  Intervenção de curta duração;  Aplicação de flúor/selantes;  Restauração provisória;  Erupção parcial dos dentes;  Pacientes alérgicos a borracha;  Pacientes com dificuldades respiratórias;  MATERIAL:  Rolos de algodão;  Pinça sonda, espelho;  Sugador de saliva;  Mantenedores do rolo de algodão.  OBSERVAÇÕES:  Deve ser utilizado na impraticabilidade do isolamento absoluto;  Requer atendimento a quatro mãos;  Uso sistemático do sugador de saliva;

Adesivo

INDICAÇÕES:

 - restaurações estéticas diretas  - cimentação adesiva  - colagem de fragmentos em dentes anteriores  - cimentação de pinos intra radiculares TRÊS ETAPAS PARA ADESÃO NAS ESTRUTURAS DENTÁRIAS:  - preparo da superfície para receber o adesivo, que consiste no básico na remoção seletiva hidroxiapatita  - Aplicação dos monômeros que infiltram nos espaços da remoção do hidroxiapatita  - transformação de monômeros líquidos em polímeros sólidos realizado pela reação. ADESÃO EM ESMALTE:  O esmalte tem sua maior parte constituída de prismas de hidroxiapatita e pertencem esses primas, o condicionamento com o ácido fosfórico promove a desmineralização dos primas formando uma porosidade, para que posteriormente sejam preenchidas com os monômeros resinosos, formando o tag resinoso, auxilia na retenção processo micromecânico. ADESÃO EM DENTINA:  Em dentina essa adesão é mais complexa, isso se deve a composição orgânica da dentina que traz maior unidade, com o preparo cavitário a dentina tem a formação da camada de Smear layer (restos dentinários provenientes do preparo, saliva, bactérias, sangue) tal camada fica depositada na dentina e nos túbulos dentinários, assim reduzindo a permeabilidade, o condicionamento ácido serve para remover a camada smear layer como também a desmineralização do tecido para que as fibras colágenas sejam expostas e assim o material adesivo penetre, no processo de condicionamento a dentina não pode estar totalmente seca e sim úmida para que haja a infiltração dos monômeros. DENTINA É COMPOSTA:  Dentina Intratubular rede de colágeno envolvida por cristais de hidroxiapatita  Dentina Peritubular é mais mineralizada e possui poucas fibras colágenas  Túbulos dentinários  Como em esmalte sua adesão também é micromecânica FUNÇÕES DO ADESIVO:  União à estrutura dentária  Vedamento dos túbulos  Proteção do tecido pulpar  Dessensibilizante do ácido  Impede a ação solubilizadora dos ácidos  Os adesivos dentinários são combinações de monômeros resinosos diluídos em solventes orgânicos como exe.: acetona, para atingir fluidez para aplicação. TIPOS DE ADESIVOS:  Convencionais com Ácido Fosfórico  1º ácido + Primer+ Adesivo - 3 passos  1º ácido + primer/adesivo - 2 passos Nesse tipo o ácido aplicado fica 15s esmalte e 10s em dentina depois lavar, fricciona o adesivo por 20 s na cavidade e fotopolimeriza por mais 20s.  - Auto condicionantes realização uma menor desmineralização e uma menor retirada da camada de smear layer do que o ácido convencional possui boa adesão em dentina,

TÉCNICA DE INSERÇÃO:

 As inserções do material devem se iniciar pelas superfícies aderidas com incrementos de 2mm, e posteriormente a superfície lisa  Fator C: n° de superfícies aderidas sobre o n° de superfícies lisas, quanto maior o fator C mais chances da restauração falhar mais a contração, o fator C deve ser controlado entre 1 e 1,5. FASES DE CONTRAÇÃO POLIMERIZAÇÃO:  - Fase Pré Gel: fase visco elástico o material escoa  - Fase Ponto Gel: grau de conversão neste momento não permite mais escoamento do material  - Fase Pós Gel: rígido / elástico o momento da contração do estresse. Objetivo para melhorar a contração de polimerização é ficar o maior tempo possível na fase pré gel, colocar por incrementos o material 2mm, nas paredes aderidas, pois a contração é das paredes para o centro.  - A resina só deve ter seu polimento final em 24 horas para que o material não aqueça no procedimento, assim causando danos a restauração. RESINA FOTOPOLIMERIZAÇÃO:  - Quanto maior a intensidade de fotoativação maior o grau de polimerização mais contração  - Se não aderir de forma correta temos os resultados insatisfatórios  - Técnicas de fotopolimerização: Convencional (intensidade constante)  Step (inicialmente com intensidade baixa que é aumentada e se mantém constante)  Ramp (inicialmente com baixa intensidade, que vai gradualmente aumentando para maior intensidade.).

Selante

Tipos de selantes:

 Resinoso, mais difícil aplicação, necessita

de isolamento absoluto;

 Ionomérico, mais fácil aplicação, e

isolamento relativo, liberação de flúor.

Vantagens:

 Selar fossas, fissuras dos dentes

posteriores;

 Diminuir o n° de bactérias da cavidade;

 Prevenção de lesão de cárie.

Desvantagens:

 Pode ocluir bolhas de ar se mal aplicado

 Técnica inadequada

Aplicação:

 Definir qual o tipo do selante;

 Profilaxia;

 Detergente tergensol nas fossas e

fissuras;

 Condicionamento Ácido;

 Aplicar o selante;

 Fotopolimerizar;

 Remover isolamento e ajustar a oclusão.

Restaurações ultra Conservadoras:

 Slot Horizontal: Quando a cárie proximal

está pelo menos 2 mm de distância da

crista marginal e o acesso é possível

pela vestibular ou lingual, realiza-se,

então, o "slot" horizontal, preservando a

crista marginal. A abertura e o contorno

da cavidade são realizados com

instrumentos rotatórios cortantes.. Para

preservar o dente adjacente, é fixada

uma matriz metálica juntamente com

uma cunha para evitar o desgaste

desnecessário do dente ao lado. A crista

marginal mantém sua integridade após a

abertura e contorno da cavidade. Os

ângulos internos são arredondados e as

paredes regularizadas. Após a

confecção do preparo, é realizada a

limpeza da cavidade, o condicionamento

ácido, aplicação do adesivo,

preenchimento com resina composta e

fotoativação. .Esse tipo de preparo

geralmente é realizado em pré-molares.

 Slot Vertical: Geralmente é indicado para

as faces proximais dos molares, que são

menos convexos, dificultando a visão e

o acesso por vestibular ou lingual. É

também indicado em pré-molares

quando a crista marginal está

comprometida ou ficará fragilizada após

algum preparo. Nesses preparos, o

acesso à cárie proximal se dá pela face

oclusal, através da crista marginal, com

um instrumento cortante rotatório em

forma de pêra (broca 329, 330). A

extensão deve ser suficiente para

remover a estrutura cariada. O preparo

adquire forma de gota. Os ângulos

internos são arredondados e as paredes

regularizadas. São mais indicados em

molares, devido à dificuldade de acesso

para o preparo de "slot" horizontal que

são mais conservativos, pois preserva a

crista marginal. Após a confecção do

preparo, é realizada a limpeza da

cavidade, o condicionamento ácido,

aplicação do adesivo, preenchimento

com resina composta e fotoativação. Os

preparos do tipo "slot" (tanto vertical

quanto horizontal) devem ser

restaurados com resina composta

microhíbrida, de alta fluidez (resina flow),

prevenindo assim, formação de bolhas

de ar dentro da cavidade.

 Cavidade Em Túnel: Quando uma cárie

proximal em um dente posterior está

localizada abaixo da relação de contato

e pretende-se manter a crista marginal,

não existindo acesso por vestibular ou

lingual, estará indicado o preparo

cavitário em túnel. Isto pode acontecer

quando já existe uma caixa oclusal ou

mesmo uma face oclusal íntegra. Para

evitar danos no dente adjacente, coloca-

se uma matriz fixada com cunha. Para

realizar o preparo, um instrumento

cortante rotatório (em forma de pêra

329 ou 330).

Cimentos Odontológicos

TIPOS DE CAVIDADE

A proteção dentina/polpa é definida conforme a profundidade do preparo.  Cavidade Rasa: 0.5-1m Limite amelodentinário  Cavidade Média: 1m ou mais da dentina remanescente (antes da dentina)  Cavidade Profunda: 1 – 0,5mm da dentina remanescente (dentro da dentina)

CLASSE 4

 Angulo incisal faces proximais dos anteriores  Preparo: proteger dente vizinho com cunha e matriz, IAD 1012, ICR 2, 3, BIZEL 1190 F 1- 2 mm para restauração dessa classe utilizam guia de silicone para moldar a resina da área incisal. CLASSE 5  Terço cervical de todos os dentes;  Preparo: IAD 1012, ICR 2,3 BIZEL 1190F 1-2 mm. OBJETIVOS DO PREPARO DAS CLASSES  Realizar forma e contorno com o Instrumento Abrasivo diamantado (1012,1011);  Remoção do Tecido Cariado com Instrumento cortante rotatório 2,3 de carbide ou aço;  Acabamento das margens, remoção de prismas de esmalte sem suporte com ICM;  Forma e resistência paredes lisas, cavo superficial sem prismas de esmalte sem suporte, ângulos internos arredondados. MATERIAIS I. Materiais para isolamento absoluto; II. Articulador de dentes; III. Alta Rotação, contra ângulo; IV. Recortador de margem gengival; V. IAD, ICR, ICM. PROCESSO DE RESTAURAÇÃO  Realizar profilaxia (pedra pomes e água), lavar e secar;  Realizar a escolha da cor do material restaurador;  Realizar a anestesia para início do procedimento;  Realizar o isolamento absoluto, colocar cunha e matriz para proteger o dente vizinho nas classes 2,3 e 4;  Realizar a abertura e contorno com IAD (1012,1011) que será definida pela lesão de cárie;  Realizar a remoção do tecido cariado com ICR 2, 3, maior compatível com a lesão de cárie;  Se for classe 3,4 e 5 realizar bizél 1190f 2mm.;  Limpeza cavitária dos resíduos;  Proteção do complexo dentino pulpar (definindo a cavidade se rasa, média, profunda, muito profunda) para uso adequado dos materiais. RESTAURAÇÃO  Lavar com pedra pomes e água, secar;  Realizar o condicionamento ácido 15 s em esmalte e 10 s em dentina, lavar secar deixando a dentina brilhante;  Aplicar o adesivo friccionando por 20 s e depois fotopolimerizar por 20s;  Aplicar material restaurador (resina) por incrementos de forma oblíqua nas paredes aderidas depois na livre;  Acabamento inicial retirada dos excessos do material;  Polimento Final realizado 24 horas após a restauração para que não haja danos à mesma, com lixas, ponta de silicone abrasiva, pasta abrasiva para polimento e finalização da restauração.