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Introdução ao Trauma, Resumos de Cirurgia Geral

A importância do estudo do trauma, a distribuição trimodal do trauma, a hierarquia no atendimento ao trauma, a avaliação primária ABCDE do trauma e medidas auxiliares. O objetivo é preparar o profissional para lidar com situações de trauma, que é a terceira causa de morte no Brasil. O ATLS é o protocolo de referência no tratamento inicial dos pacientes vítimas de trauma. informações relevantes para estudantes e profissionais da área da saúde.

Tipologia: Resumos

2023

À venda por 23/10/2023

maria-fernanda-nui
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bg1
MARIA FERNANDA MEIRA CARDOSO
TRAUMA
ciclo
Introdução ao trauma
POR QUE ESTUDAR O TRAUMA:
1. 20% das questões de provas de residência
cobram trauma
2. Trauma é a causa de morte no Brasil.
Entre os jovens, é a primeira
3. Algum dia na sua carreira você vai se
deparar com uma situação de trauma
O ATLS, suporte avançado de vida no trauma, é o
protocolo de referência em todo o mundo no
tratamento inicial dos pacientes vítimas de trauma,
desde 1978. A maioria dos protocolos de trauma
são baseados nele
Distribuição trimodal do trauma
Existem 3 momentos em que uma vítima de
trauma pode sofrer óbito. São os 3 picos de morte
no trauma
1. Imediato
2. Precoce
3. Tardio
MORTE IMEDIATA
O 1° pico ocorre de segundos a minutos do
momento do trauma, geralmente na cena
do acidente
Pequena parte desses pacientes podem
ser salvos devido a gravidade das lesões
A única maneira de intervir neste pico é
pela prevenção
MORTE PRECOCE
O pico ocorre dentro das primeiras
horas após o acidente, caso o paciente não
receba tratamento adequado
Ocorre por trauma craniano grave, que
leva a formação de hematomas epidurais e
subdurais
Ocorre por trauma torácico, abdominal e
pélvico que podem levar ao choque
hemorrágico ou obstrutivo
Neste pico, as intervenções médicas de
urgência, baseadas no ATLS podem
mudar e vem mudando o cenário de morte
MORTE TARDIA
O pico ocorre após alguns dias ou
semanas do trauma
Ocorre devido a embolia, sepse, ou
disfunção múltipla de órgãos
O tratamento oferecido nos picos
anteriores interfere diretamente no
desfecho deste 3° pico
Cuidados hospitalares após a avaliação
primaria são importantes para diminuir as
mortes neste pico
A hierarquia no atendimento ao trauma
Agimos primeiro nhoque mata mais rápido
O ABDCE do trauma:
A estabilizar a coluna cervical e manter a via
aérea pérvia
B garantir oxigenação e ventilação
adequadas
C controlar hemorragia e manter a circulação
sanguínea
D avaliação neurológica
E expor o paciente e evitar hipotermia
ANTES DO ABCDE VEM O PPP a preparação
PREPARAÇÃO PPP
Antes do paciente chegar
PREPARE O AMBIENTE
Mantenha a sala de emergência aquecida
e iluminada
Certifique-se de que todos os
equipamentos estão à disposição, foram
testados e estão funcionando
Tenha cristaloides e hemoderivados à
disposição e aquecidos
Saiba quais exames de imagem e
laboratoriais você tem a disposição
PREPARE A EQUIPE
Certifique-se de que todos que estão
trabalhando no atendimento estão
preparados para receber o paciente
Quem está na retaguarda? (bloco
cirúrgico, neurocirurgião, ortopedista,
obstetra, outros especialistas)
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TRAUMA

3° ciclo

Introdução ao trauma

POR QUE ESTUDAR O TRAUMA:

  1. 20% das questões de provas de residência cobram trauma
  2. Trauma é a 3° causa de morte no Brasil. Entre os jovens, é a primeira
  3. Algum dia na sua carreira você vai se deparar com uma situação de trauma O ATLS, suporte avançado de vida no trauma, é o protocolo de referência em todo o mundo no tratamento inicial dos pacientes vítimas de trauma, desde 1978. A maioria dos protocolos de trauma são baseados nele

Distribuição trimodal do trauma

Existem 3 momentos em que uma vítima de trauma pode sofrer óbito. São os 3 picos de morte no trauma

  1. Imediato
  2. Precoce
  3. Tardio MORTE IMEDIATA
  • O 1° pico ocorre de segundos a minutos do momento do trauma, geralmente na cena do acidente
  • Pequena parte desses pacientes podem ser salvos devido a gravidade das lesões
  • A única maneira de intervir neste pico é pela prevenção MORTE PRECOCE
  • O 2° pico ocorre dentro das primeiras horas após o acidente, caso o paciente não receba tratamento adequado
  • Ocorre por trauma craniano grave, que leva a formação de hematomas epidurais e subdurais
  • Ocorre por trauma torácico, abdominal e pélvico que podem levar ao choque hemorrágico ou obstrutivo
  • Neste pico, as intervenções médicas de urgência, baseadas no ATLS podem mudar e vem mudando o cenário de morte MORTE TARDIA
  • O 3° pico ocorre após alguns dias ou semanas do trauma
  • Ocorre devido a embolia, sepse, ou disfunção múltipla de órgãos
  • O tratamento oferecido nos picos anteriores interfere diretamente no desfecho deste 3° pico
  • Cuidados hospitalares após a avaliação primaria são importantes para diminuir as mortes neste pico

A hierarquia no atendimento ao trauma

Agimos primeiro nhoque mata mais rápido O ABDCE do trauma: Aestabilizar a coluna cervical e manter a via aérea pérvia Bgarantir oxigenação e ventilação adequadas Ccontrolar hemorragia e manter a circulação sanguínea Davaliação neurológica Eexpor o paciente e evitar hipotermia ANTES DO ABCDE VEM O PPP→ a preparação PREPARAÇÃOPPP Antes do paciente chegar PREPARE O AMBIENTE

  • Mantenha a sala de emergência aquecida e iluminada
  • Certifique-se de que todos os equipamentos estão à disposição, foram testados e estão funcionando
  • Tenha cristaloides e hemoderivados à disposição e aquecidos
  • Saiba quais exames de imagem e laboratoriais você tem a disposição PREPARE A EQUIPE
  • Certifique-se de que todos que estão trabalhando no atendimento estão preparados para receber o paciente
  • Quem está na retaguarda? (bloco cirúrgico, neurocirurgião, ortopedista, obstetra, outros especialistas)
  • Você tem um hospital de referência e uma ambulância disponível? PREPARE-SE
  • Você está preparado?
  • Conhece os princípios do atendimento de urgência e os protocolos da sua instituição?
  • Sabe usar os equipamentos disponíveis e realizar os procedimentos necessários?
  • Está pronto para tomar a decisão mais acertada e eficaz em benefício do seu paciente? TUDO PRONTO? ENTÃO VAMOS COMEÇAR

Avaliação primária

ABCDE DO TRAUMA

A – ESTABILIZAR A COLUNA CERVICAL

  • Todo paciente vítima de trauma precisa ter os movimentos da coluna cervical restringidos
  • Você sabe usar o colar cervical?
  • Posteriormente, na avaliação secundaria, determinaremos se o paciente deve manter ou não o colar cervical A - MANTER A VIA AEREA PERVIA
  • Garanta que a via aérea do paciente esteja e permaneça pérvia durante todo o tempo do atendimento
  • A perda da via aérea é a causa de morte mais rápida num paciente vítima de trauma
  • Ofereça oxigênio suplementar ao paciente B – GARANTIR VENTILAÇÃO E OXIGENAÇÃO ADEQUADAS
  • Traumas torácicos podem comprometer a ventilação e as trocas gasosas e causar morte rapidamente
  • As vias aéreas baixas e a caixa torácica precisam estar funcionando adequadamente para que haja a oxigenação dos tecidos
  • Realize os procedimentos indicados C – MANTER A CIRCULAÇÃO SANGUINEA E TRATAR O CHOQUE
  • Identificar os sinais de choque
  • Parar o sangramento
  • Repor volume e verificar se a reposição está adequada

D – AVALIAÇÃO NEUROLOGICA

  • Escala de coma de Glasgow
  • Avaliar resposta pupilar E – EXPOSIÇÃO E CONTROLE DA HIPOTERMIA
  • Expor completamente o paciente a procura de lesões ocultas
  • Proteger o paciente da hipotermia, que pode piorar o estado de choque e a gravidade das lesões

Medidas auxiliares

As medidas auxiliares são intervenções realizadas durante a Avalição Primaria para determinar a qualidade e eficácia da ressuscitação para manter o paciente estável. São 9 medidas: MONITORIZAÇÃO DE ECG

  • Atividade elétrica sem pulso pode indicar tamponamento cardíaco, pneumotórax hipertensivo ou hipovolemia grave
  • Taquicardia, arritmias, fibrilação atrial, podem ser sinais de trauma contuso cardíaco
  • Bradicardia pode ser causada por hipóxia e hipo MONITORIZAÇAÕ DA PA
  • Os estados de choque podem causar queda importante da PA
  • A monitorização constante da PA, principalmente da PAM pode indicar a eficácia da ressuscitação volêmica OXIMETRIA DE PULSO
  • A oximetria é um parâmetro de rápido acesso para avaliar a ventilação e oxigenação adequadas
  • Deve ser comparada á gasometria arterial, pois estados de hipotermia podem modificar sua acurácia CAPNOGRAFIA
  • A capnografia também é um parâmetro de rápido acesso para avaliar a ventilação e oxigenação adequadas
  • A capnografia é considerada o padrão ouro para determinar o posicionamento adequado do tubo orotraqueal GASOMETRIA ARTERIAL

Quais são os sinais de falta de ar só de olhar para o paciente?

  • Retração da fúrcula esternal (indício que está usando a musculatura acessória do tórax)
  • Batimento de asa nasal
  • Cianose (não está chegando O2 nos tecidos, acúmulo de gás carbono)
  • Respiração pela boca
  • Posição ortopneica (paciente busca uma posição em que consegue respirar melhor)
  • Agitação ou letargia Mensuráveis
  • Oximetria de pulso (>90%: dispneia)
  • Gasometria arterial (padrão ouro)
  • Estridor laríngeo (roncando ao respirar)
  • Sibilos (som de sopro)
  • Estertores (borbulhando)
  • Murmúrio vesicular diminuído (ar circulando no pulmão, quando está diminuído→ obstrução)

Obstrução da via aérea

As causas de obstrução da passagem de ar até os alvéolos ALTA

  • Corpo estranho, sangue e saliva
  • Trauma de face
  • Edema de faringe ou glote
  • Hematoma cervical
  • Queimadura
  • Engasgo BAIXA
  • Corpo estranho
  • Broncoespasmo
  • Broncoaspiração
  • Afogamento

Trauma de face

Trauma grave com obstrução comum da via aérea SEMPRE QUE TIVER TRAUMA DE FACE NÃO PODEMOS PASSAR NADA PELO NARIZ DO PACIENTE (SONDA etc.)

  • Possível lesão da lâmina cribriforme→ ao invés da sonda descer, ela pode passar pela lâmina quebrada e subir para o cérebro--> causar lesão cerebral QUETSÃO DE PROVA

CUIDADOS

  • Demanda manejo rápido e cuidados da VA
  • CONTRAINDICADA A PASSAGEM DE SONDAS PELO NARIZ COMPLICAÇÕES
  • Edema
  • Hemorragia
  • Fraturas da lâmina cribriforme
  • Fraturas na mandíbula
  • Aspiração de dentes
  • Queda da língua

Trauma de pescoço

Trauma grave com perda rápida da VA CUIDADOS

  • Demanda um manejo rápido e cuidados da VA
  • Procure rouquidão, gorgorejos e enfisema subcutâneos (ar onde não deveria estar, ar debaixo da pele do paciente) COMPLICAÇÕES
  • Edema
  • Hemorragia de vasos cervicais
  • Fraturas da laringe
  • Fraturas de traqueia
  • Lesões nervosas
  • Trauma raquimedular

Manobras de via aérea

Como abrir, manter e proteger a via aérea ABERTURA

  • Jaw thrust (levar a mandíbula do paciente para frente)
  • Chin lift (levantar o queixo do paciente)→ controverso, pois movo o pescoço do paciente→ risco de lesão PROTEÇÃO
  • Aspiração orofaríngea
  • Cânula de guedel o Causa vômito, se ele não vomitar significa que ele não possui o reflexo do vomito→ necessidade de intubação, risco de obstrução o Provisória
  • Sondagem nasogástrica o Esvaziar o estomago, risco de vomitar e aspirar

Fontes de oxigênio

Formas de adm. o oxigênio suplementar ao paciente NÃO INVASIVA

  • Passiva: máscara com reservatório (10L)
  • Ativa: AMBU (10 – 15L)→ bolsa-válvula- máscara INVASIVA
  • Intubação orotraqueal
  • Ventilação mecânica

Intubação orotraqueal

Quando devo fazer? INDICAÇÕES QUESTÃO COMUM EM PROVA DE RESIDENCIA

  • Inalação de fumaça (mesmo que o paciente esteja conversando com você)
  • Paciente com queimadura em face e pescoço
  • Trauma de face e pescoço, com hematoma ou sangramento ativo, obstruindo a via aérea
  • Sensório rebaixado (Glasgow 8 ou menor) → QUESTÃO DE PROVA
  • Incapacidade de manter ventilação e oxigenação adequadas mesmo com a máscara de O2 (SATO2 < 90% ou PPO2 < 60MMHG)
  • Apneia O que devo fazer? ANTES
  • Checar se todo o equipamento está disponível e funcionando
  • Preparar-se para uma via aérea difícil e para uma via aérea cirúrgica VIA AEREA DIFICIL→ tento intubar o paciente 3x e não consigo
  • Me preparo novamente, chamo ajuda OU
  • Me preparo para via aérea cirurgia Quanto tempo posso levar para tentar intubar o paciente? 2 minutos (o tanto que conseguimos ficar sem respirar) DURANTE:
  • Posicionar corretamente o paciente, mantendo a coluna cervical estável e o alinhamento do eixo faríngeo
  • Passar o tubo entre as cordas vocais Materiais e técnicas adjuvantes TUBO
  • Separar o tubo de tamanho adequado
  • 7,5 – 8 para mulheres
  • 8,5 – 9 para homens
  • Verificar o funcionamento do balonete FIO GUIA
  • Depende da preferência pessoal de cada um
  • Usá-lo como um taco de hockey (tubo reto e na ponta uma curvinha para frente)
  • Saber posicionar e retirar o guia corretamente
  • Saber posicionar e retirar o guia corretamente B.U.R.P
  • Manobra que auxilia na visualização das cordas vocais durante a intubação
  • Backwards
  • UP
  • Right
  • Posição
  • Para trás, para cima e para a direita Drogas de sequência rápida FENTANIL
  • Em bolus 2 min antes da laringoscopia
  • Dose: 2 – 10 MCG/KG de peso
  • 3 – 10 ml da ampola de 50mcg/ML ETOMIDATO
  • Em bolus, 1 min antes da laringoscopia
  • Dose: 0,2 – 0,3 mg/kg de peso
  • 1ml da ampola de 20mg/10ml para cada 10kg de peso SUCCINIL
  • Reconstituir em 10 ml de ABD, 1 min antes da laringoscopia
  • Dose: 1 – 1,5 mg/kg de peso
  • 1 ml da solução reconstituída para cada 10 KG de peso Consegui intubar. E agora?
  • Padrão ouro. Deve ser realizada sempre que disponível
  • Caso haja lesão em coluna cervical, tomografar toda a coluna vertebral RX DE COLUNA
  • Caso não haja tomografia disponível
  • Especificidade baixa, pode ter lesão pequena que não consigo visualizar por raio X
  • RX em AP, perfil e transoral, visualizando da base do crânio a T! Tórax

Trauma torácico

Causa comum de lesões fatais e potencialmente fatais, porém...

  • Apenas 10% dos traumas contusos e 30% dos traumas penetrantes requerem intervenção cirúrgica
  • As lesões torácicas são diagnosticadas e tratadas na avaliação primaria
  • A maioria das lesões torácicas potencialmente fatais pode ser tratada com o controle da via aérea e a descompressão do tórax com uma agulha, um dedo ou um tubo

Pneumotórax simples

Escape de ar para o espaço pleural através de uma lesão no parênquima pulmonar SINAIS E SINTOMAS

  • Dor torácica murmúrio vesicular diminuído ou abolido
  • Expansibilidade torácica diminuída no lado afetado
  • Timpanismo à percussão
  • Dispneia proporcional ao tamanho do pneumotórax RAIO X DE TÓRAX
  • Pulmão colabado
  • Cavidade pleural cheia de ar e ausência de trama pulmonar

Tratamento do pntx simples

Drenagem torácica em selo d’água COMO FAZER?

  • Procedimento asséptico
  • Incisar a pele
  • Divulsionar o subcutâneo e músculos intercostais
  • Perfurar a pleura parietal
  • Explorar com o dedo
  • Introduzir o dreno de tórax póstero- superiormente→ sempre colocar o dreno para cima, quando borbulha→ significa que está bem-posicionado, mas ainda assim, devo pedir um raio X de tórax
  • Fixar o dreno
  • Solicitar RXTX Lembrar de sempre incisar a borda superior da costela inferior→ cuidado com o feixe vasculo nervoso LOCAL: 5° ESPAÇO INTERCOSTAL ENTRE AS LINHAS AXILARES ANTERIOR E MEDIA→ QUESTÃO DE PROVA Observar oscilação e borbulhamento do selo d’água

Pneumotórax perfurativo

Escape de ar para o espaço pleural através de uma lesão no parênquima pulmonar e lesão na parede torácica SINAIS E SINTOMAS

  • Dor torácica
  • Murmúrio vesicular diminuído ou abolido
  • Expansibilidade torácica diminuída no lado afetado
  • Timpanismo a percussão
  • Dispneia, proporcional ao tamanho do pneumotórax
  • Ferimento soprante LESAO NA PAREDE:
  • Se tiver 2/3 do diâmetro da traqueia, o ar passa preferencialmente pela lesão
  • O paciente não tem oxigenação nem ventilação

Tratamento do PNTX perfurativo

CURATIVO DE 3 LADOS + DRENAGEM

COMO FAZER?

  • Colocar um curativo impermeável sobre a lesão e prender os seus 3 lados (usar um plástico, preferencialmente a embalagem da gaze)
  • Forma-se um mecanismo de válvula que impede a entrada de ar na inspiração e permite sua saída na expiração DRENAGEM:
  • Sempre drenar o tórax em selo d’água após o curativo
  • Ocluir a lesão torácica e drenar no 5° espaço intercostal

Pneumotórax hipertensivo

EMERGENCIA TRAUMATICA

SINAIS E SINTOMAS:

  • Dor torácica
  • Murmúrio vesicular abolido
  • Expansibilidade torácica diminuída no lado afetado
  • Timpanismo à percussão
  • Dispneia grave
  • Choque obstrutivo
  • Turgência jugular
  • Desvio da traqueia RX DE TÓRAX
  • Está CONTRAINDICADO fazer RXTX no pneumotórax hipertensivo
  • O diagnóstico é EXCLUSIVAMENTE CLÍNICO e deve ser feito mais rápido possível, pelo risco iminente de morte

o Idoso quebra a costela, costela não consegue segurar o choque do trauma→ vai para pulmão o Costelas das crianças são muito maleáveis, toda energia cinética do trauma, será passada para o pulmão (deforma e volta, não quebra a costela) o Atenção com contusão pulmonar ALTA ENERGIA:

  • Fraturas de esterno, escapulas e dos arcos costais 1 e 2 denotam grande impacto o Se o trauma for forte a ponto de quebrar estes ossos, quer dizer que possuiu alta energia e foi para os órgãos→ rompimento maior do parênquima pulmonar, foi transmitido “lá dentro” o Preocupar pois o paciente terá lesão intratorácica
  • Podem estar relacionadas a lesões de grandes vasos e parênquima pulmonar

Tórax instável

Fratura grave de arcos costais DEFINIÇÃO:

  • Pelo menos 2 sítios de fratura em 2 arcos costais consecutivos
  • O segmento fraturado perde a conexão com o arcabouço do tórax
  • SINAL CLÍNICO: OCORRE A RESPIRAÇÃO PARADOXAL→ movimentação da lesão é contraria ao movimento torácico da respiração→ quando o tórax expande a lesão “contrai”, quando o tórax contrai, a lesão expande→ respiração fica comprometida
  • Enérgica cinética passa para o pulmão→ contusão pulmonar→ gravidade define a gravidade do tórax instável TRAUMA GRAVE:
  • Todo tórax instável está associado a uma contusão pulmonar
  • A gravidade desta contusão é que determina a gravidade do tórax instável

Contusão pulmonar

Lesão do parênquima pulmonar DEFINIÇÃO:

  • Hematoma do parênquima pulmonar, geralmente causado por um trauma de grande impacto
  • Há edema do parênquima, com exsudato e sangramento para a luz dos alvéolos e bronquíolos SINAIS E SINTOMAS
  • Dispneia e hipoxia, diminuição da expansibilidade da caixa torácica
  • Piora clínica progressiva Imagem de raio X é parecida com pneumonia e covid→ pulmão inchado e cheio de líquido A diferença é que o paciente foi vítima de trauma TRATAMENTO DA CONTUSÃO PULMONAR: ANALGESIA
  • Adm. de analgésicos potentes
  • Opioides
  • Bloqueio dos nervos intercostais SUPORTE VELTILATORIO
  • Oxigenioterapia
  • Fisioterapia respiratória precoce
  • Considerar intubação orotraqueal se SATO2 < 90% ou PPO2 < 60mmhg EVITAR HIPER-HIDRATAÇÃO
  • Administração parcimoniosa de volume, para evitar o aumento do edema e da exsudação nos alvéolos

Tamponamento cardíaco

DEFINIÇÃO:

  • Acúmulo de sangue no saco pericárdico devido trauma cardíaco
  • Causa CHOQUE OBSTRUTIVO por impedimento do retorno venoso (pré- carga)
  • Causado por traumas penetrantes no precordio SINAIS E SINTOMAS: Tríade de beck
  • Hipofonese de bulhas
  • Hipotensão
  • Turgência jugular o Os 3 elementos da tríade estão presentes em apenas 30% dos casos de tamponamento cardíaco DIAGNOSTICO DE IMAGEM: FAST (janela cárdica) para confirmar os achados clínicos TRATAMENTO DO TAMPONAMENTO CARDÍACO RETIRAR SANGUE E COAGULOS DO PERICARDIO DE ESCOLHA:
  • Toracotomia ântero-lateral esquerda
  • Esternotomia EXCEÇÃO:
  • Pericardiocentese
  • Manobra de alívio, para os pacientes que não tem acesso imediato à toracotomia COMO DIFERENCIAR TAMPONAMENTO CARDIACO DE PNEUMOTORAX HIPERTENSIVO? POR MEIO DA AUSCULTA Abdome TRAUMA FECHADO X TRAUMA ABERTO

Trauma fechado

No trauma abdominal contuso CAUSAS:

  • Agressão física com socos, chutes e golpes
  • Acidentes de trânsito
  • Queda de altura ÓRGÃOS MAIS ACOMETIDOS?
  1. Baço: 50%
  2. Fígado: 40%
  3. Intestino: 10% QUAL EXAME DE IMAGEM FAZER? PACIENTE INSTAVEL
  • Lavado peritoneal diagnostico (LPD)
  • Ou focused assessment with sonography for trauma (FAST) PACIENTE ESTÁVEL
  • Laparotomia mediana xifo-púbica com total exposição da cavidade peritoneal
  • Laparoscopia→ CONTRAINDICADA

Trauma abdominal aberto

Trauma abdominal penetrante CAUSAS:

  • Ferimento de arma de fogo
  • Ferimento por arma branca
  • Ferimento por intrusão de objeto na cavidade abdominal LOCAIS MAIS COMUM DE ACOMENTIMENTO QUESTÃO DE RESIDENCIA No trauma abdominal aberto ou penetrante por ARMA DE FOGO:
  • Intestino delgado: 50%
  • Cólon: 40%
  • Fígado: 30% No trauma abdominal aberto penetrante por ARMA BRANCA
  • Fígado: 40%
  • Intestino delgado: 30%
  • Diafragma: 20% QUAL EXAME DE IMAGEM FAZER? Paciente instável→ LAPAROTOMIA→ não há necessidade de exame de imagem Paciente estável→ tomografia de abdome total INDICAÇÕES DE LAPAROTOMIA No trauma abdominal aberto ou penetrante
  • Sinais de irritação peritoneal
  • Instabilidade hemodinâmica
  • Ferimento por arma de fogo com trajeto transperitoneal
  • Evisceração
  • Sangramento gastrintestinal persistente evidenciado como sangue na SNG, hematêmese ou sangue pelo reto, ou no trato urinário CIRURGIA Tratamento definitivo para os pacientes com indicação ANTES:
  • A, B, C, D, E
  • Estabilização hemodinâmica com ressuscitação volêmica e hemotransfusão, se necessário PROCEDIMENTO:
  • Laparotomia mediana xifopúbica com total exposição da cavidade peritoneal
  • Laparoscopia: CONTRAINDICADA CIRURGIA DE CONTROLE DE DANOS Cirurgia rápida e efetiva para evitar a TRÍADE LETAL Tento resolver o mais rápido que puder, o que necessito no momento→ salvo a vida do pct, que vai para o CTI, é estabilizado e depois volta para o bloco para finalizar Tríade letal:
  • Consequência do choque causado pelo trauma: o Hipotermia o Acidose metabólica o Coagulopatia Controle da hemorragia:
  • Ressecção de órgãos não vitais (baço), ligadura de vasos, empacotamento Controle da infecção:
  • Reparo ou ressecção intestinal com grampeadores, sem fazer anastomoses

Trauma esplênico

O baço é o órgão mais acometido no trauma abdominal (aberto ou fechado) SINAIS E SINTOMAS

  • Sinal de KEHR→ dor referida no ombro esquerdo
  • Dor no QSE
  • Fratura de arcos costais baixos à esquerda TRATAMENTO
  • Será conservador ou cirúrgico a depender da estabilidade do paciente e do grau de lesão esplênica TRATAMENTO CONSERVADOR OU CIRURGICO? Paciente instável→ ESPLENECTOMIA
  • Choque
  • Irritação peritoneal
  • Outras lesões intra-abdominais
  • Falha no tratamento clínico Paciente estável→ TOMOGRAFIA
  • Lesão graus: 1, 2 e 3→ observação no CTI
  • Lesão graus 3 e 4 com extravasamento de contraste (blush)→ embolização
  • Lesão graus 4 e 5→ esplenectomia

Trauma hepático

O fiado é o órgão mais acometido no trauma abdominal penetrante por arma branca SINAIS E SINTOMAS:

  • Dor no QSD
  • Fratura de arcos costais baixos à direita TRATAMENTO:
  • será conservador ou cirúrgico a depender da estabilidade do paciente e do grau da lesão hepática CONTROLE DE DANOS E PRINGLE Empacotamento hepático:
  • Paciente instável no intraoperatório
  • Evitar tríade letal
  • Empacotamento com compressas, laparostomia e reabordagem Manobra de PRINGLE
  • Pinçamento do ligamento hepatojejunal, a. hepática, veia porta e ducto colédoco→ objetivo de parar o sangramento
  • Pode permanecer por 45 a 60 minutos→ se passar esse tempo→ risco de necrose

Trauma retroperitoneal

Dividir o retroperitônio em 3 zonas: ZONA I

  • Artéria aorta
  • Veia cava inferior
  • Origem dos vasos renais e mesentéricos
  • Pâncreas e duodeno ZONA II
  • Rins
  • Glândulas suprarrenais
  • Ureteres
  • Cólons ascendente e descendente

ZONA III

  • Artérias ilíacas internas
  • Veias ilíacas externas
  • Ureteres distais
  • Sigmoide e reto TRAUMA PENETRANTEexplorar TRAUMA CONTUSO COM HEMATOMA
  • Zona I→ explorar
  • Zona II→ explorar o Choque o Hematoma pulsátil o Hematoma em expansão o Sangramento renal persistente
  • Zona III→ não explorar/explorar se houver hemorragia exsanguinante Pelve Identificar instabilidade e estabilizar

Fratura de pelve

Causa comum de choque hemorrágico BACIA:

  • Os ossos que compõem a pelve são passiveis de fratura e podem sangrar por eles mesmos ou formar espiculas pontiagudas PLEXO VENOSO
  • A pelve é revestida por um emaranhado plexo venososacral e, em casos de sangramento grave, pode conter toda a volemia do paciente MECANISMOS DE TRAUMA

D DO ABCDE

Estimular as pupilas com fonte luminosa e observar sua resposta:

  • Fotoreagentes?
  • Isocóricas?
  • Anisocoricas?
  • Miose?
  • Midríase?

Trauma cranioencefálico

CLASSIFICAÇÃO

De acordo com a gravidade Leve: Glasgow 13 – 15 Moderado : Glasgow 12 – 8 Grave: Glasgow 8 - 3 Lembrando: TCE GRAVE É IGUAL A INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL INDICAÇÃO DE TC Quando solicitar exame de imagem? GRAVE

  • SEMPRE MODERADO
  • SEMPRE LEVE
  • Critérios de gravidade: o Sincope por mais de 30 minutos o Amnesia por mais de 30 minutos o Glasgow < 15 após 2hrs do trauma o Cefaleia grave progressiva o Sinais neurológicos focais o Crise convulsiva o Vômitos 2 ou mais episódios o Rigidez de nuca o Sinais de fratura craniana o Mecanismo grave de trauma o Idade > 65 anos

Fraturas de crânio

REFLETEM TRAUMA GRAVE

ABÓBADA

  • Sinais de afundamento
  • Fraturas expostas = TC de crânio

BASE

  • Guaxinim
  • Battle
  • Rinoliquorreia
  • Otorragia
  • Desoclusão

Anatomia das meninges

AS MEMBRANAS QUE REVESTEM O

CEREBRO

HEMATOMA EPIDURAL

Entre a dura máter e o crânio Características:

  • Traumas parietais e temporais
  • Sangramento da meníngea média
  • Intervalo lucido e piora subida Imagem:
  • Semelhante a uma lente biconvexa HEMATOMA SUBDURAL Entre a dura máter e a aracnoide Características:
  • Traumas parietais e frontais
  • Sangramento das veias pontes
  • Evolução lenta, comum em idosos Imagem:
  • Semelhante a uma lua crescente ou minguante