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Resume o documentário sobre o Holocausto Brasileiro, muito importante na área da Enfermagem.
Tipologia: Resumos
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Documentário “O Holocausto Brasileiro” Quais evoluções os serviços de saúde mental sofreram desde os manicômios, bem como a percepção sobre o documentário. A principal evolução que os serviços de saúde mental sofreram a partir dos manicômios foi a Reforma Psiquiátrica, que teve como início do processo juntamente o “movimento sanitário”, nos anos 70, buscando objetivos como melhoras os modelos de atenção e gestão nas práticas de saúde, bem como defesa da saúde coletiva, entre outros. Contudo, apesar de ser equiparado a Reforma Psiquiátrica tem uma história própria, objetivando primordialmente a violência asilar. Fundado, ao final dos anos 70, na crise do modelo de assistência centrado no hospital psiquiátrico, por um lado, e na eclosão, por outro, dos esforços dos movimentos sociais pelos direitos dos pacientes psiquiátricos, o processo da Reforma Psiquiátrica brasileira é maior do que a sanção de novas leis e normas e maior do que o conjunto de mudanças nas políticas governamentais e nos serviços de saúde (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2005). A Reforma Psiquiátrica é processo político e social complexo, composto de atores, instituições e forças de diferentes origens, e que incide em territórios diversos, nos governos federal, estadual e municipal, nas universidades, no mercado dos serviços de saúde, nos conselhos profissionais, nas associações de pessoas com transtornos mentais e de seus familiares, nos movimentos sociais, e nos territórios do imaginário social e da opinião pública(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2005). Através da Reforma é possível que se compreenda como um conjunto de transformações de práticas, saberes, valores culturais e sociais, é no cotidiano da vida das instituições, dos serviços e das relações interpessoais que o processo da Reforma Psiquiátrica avança, marcado por impasses, tensões, conflitos e desafios. O Documentário mostra a história do maior manicômio do Brasil, em Barbacena, Minas Gerais, conhecido como Colônia, que tem esse nome pois era muito parecido com os acontecimentos na Alemanha nazista, um verdadeiro caos, atrocidades, muita falta de direitos humanos. A história ficou
conhecida como um genocídio com pelo menos 60 mil pessoas entre homens e mulheres entre 1903 e 1980. Os pacientes eram deixados no local, a maioria deles chegava ao local de em um vagão no trem naquela época, esse vagão era chamado de “vagão dos loucos”, porém, em 70% dos casos ao pacientes não possuíam nenhum diagnóstico de insanidade mental, na maioria das vezes eram pessoas que não eram bem vindas na sociedade “comum”, como gays, moradores de ruas, prostitutas, crianças rejeitadas pelos pais, entre vários outros tipos de pacientes, o que mais me chamou a atenção também, além das atrocidades de falta de higienização, alimentação, medicamentos sem prescrição, condições nada humanas, entre outros absurdos, o fato da maioria dessas pessoas eram negras, ou seja, racismo e preconceito exacerbado neste local de muita tristeza e indignação. Um documentário minucioso, carregado de depoimentos que nos leva a uma reflexão muito crítica sobre como a sociedade pôde ser omissa em esconder um passado tão cruel e cheio de marcas que ainda causam dor em todos os envolvidos nessa história. História verídica que nos causa pânico, tristeza e muitos momentos de emoção contínua. Finalizando, o mesmo é bastante atual, diante dos riscos de retrocesso que o campo da saúde mental brasileira está sofrendo. Fornece também ao público que assistiu e assiste, elementos expressivos para compreender, refletir e problematizar a constituição e o funcionamento das relações de poder que vigoram no Brasil, relações que sustentam processos de inclusão e exclusão social.