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Este material corresponde às partes 3, 4 e 5 do Resumo de Embriologia – Capítulo 1, reunindo de forma completa todo o processo da espermatogênese, desde o período de latência das células germinativas masculinas até a formação do espermatozoide funcional. O resumo aborda a atuação das células de Sertoli, a organização dos túbulos seminíferos, a barreira hematotesticular, as divisões mitóticas e meióticas, a espermiogênese, a estrutura do espermatozoide e a capacitação, mantendo uma sequência lógica e conceitual. O material foi elaborado com linguagem acessível, permitindo a compreensão por estudantes do ensino médio, mas com nível de aprofundamento suficiente para atender estudantes de graduação de qualquer área da saúde. Estas páginas fazem parte de um resumo maior, publicado em partes, e juntas constituem um conteúdo completo e integrado sobre a embriologia, seguindo o mesmo padrão visual, didático e explicativo dos capítulos anteriores.
Tipologia: Resumos
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Nos machos, as PGCs agora chamadas de gonócitos entram em um período de latência no que seriam os futuros túbulos seminíferos, permanecendo metabolicamente inativas desde aproximadamente a sexta semana do desenvolvimento embrionário até a puberdade.
gonócitos
Na puberdade, os testículos começam a secretar quantidades crescentes do hormônio esteroide testosterona que estimula o desenvolvimento de várias características sexuais como o crescimento dos testículos e o amadurecimento dos túbulos seminíferos.
As células de Sertoli são células de suporte localizadas nos testículos e têm papel fundamental no desenvolvimento e na manutenção das células germinativas masculinas. Durante o desenvolvimento testicular, sob a ação da testosterona, essas células se diferenciam e passam a formar a estrutura dos túbulos seminíferos, que funcionam como “canais” onde ocorre a produção dos espermatozoides.
Essas células de Sertoli estão firmemente conectadas entre si por junções de oclusão, que são estruturas especializadas que selam o espaço entre células adjacentes, impedindo a passagem livre de substâncias e células entre um compartimento e outro. Esse conjunto de junções forma a chamada barreira hematotesticular, que divide o interior do túbulo seminífero em compartimentos e impede que o sistema imunológico tenha contato direto com as células germinativas em desenvolvimento.
Os gonócitos são células germinativas ainda imaturas, que se dividem por mitose e, ao se estabelecerem junto à membrana basal dos túbulos seminíferos, diferenciam-se em espermatogônias.
As espermatogônias ficam localizadas logo abaixo da membrana basal dos túbulos seminíferos, ocupando espaços entre as élulas de Sertoli.células de Sertoli.
Estruturas em epitélios que fundem membranas de células vizinhas, formando uma vedação quase impenetrável para criar uma barreira que controla a passagem de água, íons e moléculas entre elas
Junções de oclusão:
Durante a espermatogênese, as células germinativas masculinas passam por um deslocamento progressivo em direção ao lúmen do túbulo seminífero, local onde os espermatozoides maduros serão liberados.
As espermatogônias diferenciam-se em espermatócitos primários, que iniciam a meiose, um tipo especial de divisão celular responsável por reduzir o número de cromossomos à metade. Na meiose I, cada espermatócito primário (1) origina dois espermatócitos secundários (2). Na meiose II, cada espermatócito secundário dá origem a duas espermátides, totalizando quatro espermátides haploides (3) a partir de uma única célula inicial.
Após passarem pelo descolamento, as espermatogônias se dividem por mitose, garantindo tanto a renovação da população germinativa quanto a produção de células que seguirão o caminho da diferenciação. À medida que essas células entram no processo de maturação, elas passam a migrar entre as células de Sertoli, deslocando-se do compartimento basal para o compartimento adluminal, atravessando a barreira hematotesticular sem que essa barreira seja rompida.
mitose
Após o término da meiose, as espermátides ainda não possuem a forma nem a função de um espermatozoide. Elas então passam por um processo de intensa diferenciação morfológica, denominado espermiogêne, no qual ocorre a formação da cabeça, do acrossomo, da peça intermediária rica em mitocôndrias e do flagelo, além da eliminação do excesso de citoplasma
células de Sertoli
Durante essa migração, as células passam por profundas mudanças celulares:
1
2
3
espermiogênese
Partes do espermatozoide