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Resumo farmaco, Resumos de Farmacologia

FARMACOLOGIA

Tipologia: Resumos

Antes de 2010

Compartilhado em 11/11/2010

andre-tomaz-terra-junior
andre-tomaz-terra-junior 🇧🇷

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RESUMO DE FARMACOLOGIA
Farmacodinâmica
Definição de Farmacocinética:
Relação entre administração, absorção, distribuição, biotransformação e eliminação de um
fármaco
Em poucas palavras, é o que o corpo faz com a droga
Droga:
Conceito:
Toda e qualquer substância capaz de se ligar a um receptor específico e causar
alterações fisiológicas no organismo ( resposta biológica )
Especificidade:
A especificidade é recíproca: classes individuais de drogas ligam-se apenas a
determinados alvos, e alvos individuais reconhecem apenas determinadas classes de
drogas
Nenhum droga é totalmente específica em sua ação, e altas concentrações de
determinada droga pode gerar efeitos colaterais ( efeitos em locais não desejados )
Alvos de ação das drogas:
Canais iônicos
Receptores
Proteínas quinases
Reguladores da transcrição gênica
Agonista:
São substâncias capazes de se ligar a um receptor específico e provocar uma resposta
biológica ( excitatória ou inibitória )
A potência de um agonista depende da afinidade da droga pelo receptor e da eficácia
( capacidade de, uma vez ligado, provocar resposta biológica )
Apresentam seletividade pelo estado ativado do receptor
Os agonistas podem ser:
Totais:
Substâncias capazes de produzir uma resposta biológica máxima
Possuem ótima eficácia
Parciais:
Substâncias que são capazes de produzir uma resposta biológica sub-
máxima, mesmo ocupando 100% dos receptores disponíveis
Possuem eficácia intermediária
Antagonista:
São substâncias capazes de se ligar a um receptor
Tipos de antagonistas:
Competitivos:
Competem com outras drogas por um determinado receptor
Não competitivos:
Possuem afinidade individual por uma determinado receptor
Reversíveis:
Após ser cessada a administração e o efeito da droga, este se desloca do
receptor, deixando-o livre para que outra droga se ligue
Irreversíveis:
Mesmo na presença de um agonista para competir pelo sítio de ligação do
receptor, o antagonista não se desliga do receptor
EC50:
É a concentração da droga necessária para que se atinja 50% da resposta biológica
máxima
KD ( constante de dissociação ):
É o valor que demonstra a afinidade da droga por um receptor, em relação à concentração
da droga no organismo
Afinidade droga-receptor:
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pfa
pfd
pfe
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RESUMO DE FARMACOLOGIA

Farmacodinâmica

- Definição de Farmacocinética: - Relação entre administração, absorção, distribuição, biotransformação e eliminação de um fármaco - Em poucas palavras, é o que o corpo faz com a droga

  • Droga:
    • Conceito:
      • Toda e qualquer substância capaz de se ligar a um receptor específico e causar alterações fisiológicas no organismo ( resposta biológica )
  • Especificidade:
    • A especificidade é recíproca: classes individuais de drogas ligam-se apenas a determinados alvos, e alvos individuais reconhecem apenas determinadas classes de drogas
    • (^) Nenhum droga é totalmente específica em sua ação, e altas concentrações de determinada droga pode gerar efeitos colaterais ( efeitos em locais não desejados )
  • Alvos de ação das drogas:
    • Canais iônicos
    • Receptores
    • Proteínas quinases
    • Reguladores da transcrição gênica
  • Agonista:
    • São substâncias capazes de se ligar a um receptor específico e provocar uma resposta biológica ( excitatória ou inibitória )
    • A potência de um agonista depende da afinidade da droga pelo receptor e da eficácia ( capacidade de, uma vez ligado, provocar resposta biológica )
    • Apresentam seletividade pelo estado ativado do receptor
    • Os agonistas podem ser:
      • Totais:
        • Substâncias capazes de produzir uma resposta biológica máxima
        • Possuem ótima eficácia
      • Parciais:
        • Substâncias que só são capazes de produzir uma resposta biológica sub- máxima, mesmo ocupando 100% dos receptores disponíveis
        • (^) Possuem eficácia intermediária
  • Antagonista:
    • São substâncias capazes de se ligar a um receptor
    • Tipos de antagonistas:
      • Competitivos:
        • Competem com outras drogas por um determinado receptor
      • Não competitivos:
        • Possuem afinidade individual por uma determinado receptor
      • Reversíveis:
        • Após ser cessada a administração e o efeito da droga, este se desloca do receptor, deixando-o livre para que outra droga se ligue
      • Irreversíveis:
        • Mesmo na presença de um agonista para competir pelo sítio de ligação do receptor, o antagonista não se desliga do receptor
  • EC50:
    • É a concentração da droga necessária para que se atinja 50% da resposta biológica máxima
  • KD ( constante de dissociação ):
    • É o valor que demonstra a afinidade da droga por um receptor, em relação à concentração da droga no organismo
  • Afinidade droga-receptor:
  • Quanto maior for o EC50 de uma droga, menor será a afinidade dela pelo receptor
  • Uma droga que apresente EC50 alto, não é aconselhável durante a prescrição da medicação
  • Ação das drogas :
  • Receptores:
  • As drogas que se ligam aos receptores podem ativá-los ou inativá-los, ou seja, abri- los ou fecha-los, respectivamente
  • Estas drogas podem ser:
  • Agonistas:
  • Os agonistas se ligam ao receptor, gerando uma resposta biológica
  • Pode agir no receptor de duas maneiras:
  • Ação direta:
  • Abertura/fechamento de canais iônicos
  • Mecanismo de transdução:
  • Ativação/inibição enzimática
  • Modulação dos canais iônicos
  • Transcrição do DNA
  • Antagonistas:
  • Não possuem efeito farmacológico, podendo também bloquear a ligação do agonista e reduzir seu ou bloquear sua ação
  • O mecanismo de transdução dos receptores são vários, sendo que um de destaque considerável é o acoplamento do receptor à proteína-G
  • Canais iônicos:
  • Poros na membrana por onde passam íons positivos ou negativos
  • As drogas que agem nos canais iônicos podem ser de dois tipos:
  • Moduladores:
  • (^) Drogas que atuam aumentando ou diminuindo a abertura do canal iônico
  • Bloqueadores:
  • Drogas que bloqueiam a permeabilidade do canal
  • Enzimas:
  • As drogas que atuam em enzimas são de três tipos básicos:
  • Inibidor:
  • Agem inibindo a ação da enzima específica de uma reção, agindo, por exemplo, por alosterismo
  • Substrato falso:
  • A droga se liga à enzima, porém o metabólito formado não consegue desempenhar sua função
  • Pró-droga:
  • A droga inativa sofre a reação enzimática, tornando-se então ativa
  • Transportadores:
  • Transportam substâncias através das membranas celulares
  • As drogas que atuam nos transportadores são:
  • Transporte normal:
  • A droga, ao se ligar ao transportador, é internalizada
  • Inibidor:
  • (^) A droga se liga ao transportador, bloqueando o sítio de ligação do ligante e/ou bloqueando o transportador por se ligar a um sítio que não o sítio de ligação do ligante
  • Substrato falso:
  • Não há internalização da droga, sendo que este composto se acumula no LEC
  • Classificação dos receptores:
  • Esta classificação é baseada em:
  • Critérios farmacológicos:
  • Qual o efeito das drogas ao se ligarem ao receptor
  • Afinidade dos receptores por tipos específicos de drogas
  • A análise da especificidade da ligação
  • A proteína G é composta por três subunidades ( Alfa, Beta e Gama ), sendo que há uma molécula de GDP ligada ao complexo
  • Com a ocupação do receptor, a atividade fosforilativa da proteína é ativada, fosforilando então esta molécula de GDP a GTP
  • O complexo alfa-GTP se desprende então das outras subunidades, desempenhando várias funções no organismo, sendo a principal delas a ativação de segundos mensageiros
  • Estes segundos mensageiros ativam proteínas quinases específicas
  • Dependendo de qual segundo mensageiro é ativado, têm-se um tipo de proteína quinase ativada e, consequentemente, efeitos biológicos diversos
  • Ralação agonista x antagonista:
  • O antagonista pode agir de várias maneiras sobre a ação do agonista, sendo as princiapais delas:
  • Competição por um sítio de ligação, com redução da ação do agonista
  • Ocupação irreversível do sítio de ligação, bloqueando a ação do agonista
  • Em geral, quanto maior for a concentração de um antagonista, menor será o efeito do agonista
  • A interação entre drogas:
  • Quando administradas concomitantemente, as drogas podem interagir umas com as outras
  • Estas interações podem potencializar ou reduzir a eficácia das drogas:
  • Eficácia do antagonista:
  • A eficácia de um antagonista é zero, tendo em vista que ele não produz resposta biológica

Farmacocinética I

  • Um fármaco, quando administrado no organismo, passa pelas seguintes etapas:
    • Aborção F 0D C Biodisponibilidade F 0D C Distribuição F 0D C Metabolização F 0D C Excreção
  • Bio-disponibilidade oral:
    • Quando se administra um fármaco pela boca, este fármaco passa pelo TGI, sendo então absorvida em cerca de 1-3 horas
    • Este fármaco, porém, sofre ação de vários fatores que podem alterar a taxa de absorção, sendo eles: - Motilidade gastrintestinal - Fluxo sangûíneo esplâncnico - Tamanho da partícula e formulação - Fatores físico-químicos
    • Estes fatores podem reduzir a taxa de absorção
    • Ao ser absorvida, a droga passa pelo fígado, onde sofre efeito de primeira passagem, podendo ter seu efeito potencializado ou não
    • Após passar pelo fígado, a concentração da droga que atinge a circulação sistêmica determina qual é o grau de biodisponibilidade da droga
    • Esta biodisponibilidade pode ser total ou parcial
      • Total:
        • Toda a droga que foi administrada atinge a circulação sistêmica
      • Parcial:
        • Apenas uma parte da droga administrada atinge a circulação sistêmica
  • Transporte plasmático:
    • Após atingir a circulação sistêmica, a droga é conduzida até seu local de ação geralmente ligada a proteínas plasmáticas denominadas carreadores
    • Os principais carreadores plasmáticos são:
      • Albumina:
  • Principal carreador plasmático
  • Se liga principalmente a drogas ácidas
  • Alfa-glicoproteína:
  • (^) Transporte principalmente drogas básicas
  • Beta-globulina:
  • Liga-se a drogas básicas, tendo sua ação em processos agudos de inflamação
  • Porém, para que a droga alcance o receptor e possa exercer sua função, ela deve estar livre, ou seja, desligada do carreador
  • Quando está livre no plasma ou no local de ação, a droga encontra-se no estado ionizado
  • Para atravessar a membrana plasmática, a droga deve estar no estado não- ionizado
  • Posologia:
  • Ciência que estuda a dosagem de um fármaco
  • Para se determinar a posologia de um fármaco, deve-se levar em consideração os seguintes aspectos fármacocinéticos:
  • Via de administração:
  • Oral, sublingual, intravenosa, retal, intramuscular, intratecal, etc.
  • Quantidade administrada:
  • Quantos miligramas devem ser administrados, levando-se em conta o grau de biodisponibilidade do fármaco
  • Tempo de administração:
  • De quanto em quanto tempo a droga deverá ser administrada, sendo que a nova administração deve acontecer afim de evitar que o efeito da droga caia acentuadamente
  • Mecanismo de ação:
  • Qual será o mecanismo desta droga ao se ligar ao receptor na célula alvo
  • Excreção:
  • As principais vias pelas quais os fármacos e seus metabólitos são excretados do corpo são:
  • Sistema renal:
  • Responsável pela excreção da maioria dos fármacos, por meio de filtração glomerular
  • Para ser excretada pela urina, a droga deve encontrar-se no estado polarizado, caso contrário será reabsorvida nos túbulos renais
  • A função renal é medida por meio do clearence ( depuração ), ou seja, qual a taxa de eliminação do fármaco pelos glomérulos renais por unidade de tempo
  • Sistema hepatobiliar:
  • Responsável pela excreção de alguns fármacos, como é o caso da rifampicina
  • Em indivíduos com insuficiência renal, fármacos com excreção potencialmente renais passam a ser excretados via bile pelas fezes
  • Pulmões:
  • Ocorre somente com agentes altamente voláteis ou gasosos, como por exemplos os anestésicos gerais administrados por via inalatória
  • Deve-se administrar pequenas doses por causa dos capilares
  • Subcutâneas:
  • Vantagem:
  • (^) Via de absorção lenta e complexa
  • Desvantagem:
  • Pode ser dolorosa
  • Pode causar fibrose ( uso prolongado )
  • A dose de administração deve ser pequena
  • Intramuscular:
  • Vantagem:
  • Pode se administrar um volume maior de fármaco
  • A droga é armazenada e absorvida mais lentamente
  • Desvantagem:
  • Dolorosa
  • Absorção é dependente do fluxo sangüíneo na região de aplicação
  • Retal:
  • Vantagem:
  • Livre do efeito de primeira passagem
  • Desvantagem:
  • Irritação da parede do canal
  • Aceitação do paciente
  • Intravenosa:
  • Vantagem:
  • (^) Rápida
  • Pode-se aplicar uma dose contínua
  • Droga vai direto para o átrio direito, não sofrendo o efeito de primeira passagem
  • Desvantagem:
  • As veias podem ser de difícil acesso em alguns pacientes
  • A chance de toxicidade é maior
  • Droga mais cara, de uso quase que exclusivo em instituições de saúde
  • Inalatória:
  • Vantagem:
  • Ação direta em vias aéreas
  • Rápida absorção
  • Desvantagem:
  • Tópica:
  • Vantagem:
  • Fácil aplicação
  • Produzida em larga escala
  • Desvantagem:
  • Depende de fatores corporais, tais como suor, roupas, coceira, etc., o que pode retirar o fármaco e impedir sua absorção
  • (^) Intratecal:
  • Na dura máter

Farmacocinétia II

  • Distribuição das drogas:
  • O transporte de moléculas através das membranas celulares é diretamente proporcional a lipossolubilidade, ou seja, substâncias apolares atravessam facilmente as membranas
  • (^) Substâncias polares, para atravessarem as membranas, devem sofrer uma biotransformação ou se ligar a transportadores transmembrana
  • Distribuição entre os compartimentos do corpo:
    • As drogas, em geral, podem se apresentar ligadas a proteínas plasmáticas, ou confinadas em compartimentos como células, tecidos e líquidos corporais
    • Drogas insolúveis em lipídeos estão praticamente confinadas ao plasma sangüíneo e ao líquido intersticial
    • Drogas solúveis em lipídeos atravessam todos os compartimentos do corpo, podendo se armazenar no tecido adiposo
    • As drogas que se acumulam fora do plasma sangüíneo, por exemplo no tecido adiposo, a concentração da droga pode ultrapassar o volume corporal total
    • Quanto maior for o coeficiente gordura-água, mais a droga tende a ser apolar e se distribuir por todos os compartimentos do corpo ( capaz de atravessar membranas celulares ), podendo se armazenar em tecidos apolares ( adiposo )
    • O pKa das drogas também influencia em sua distribuição, tendo em vista que apenas drogas não-ionizadas atravessam as membranas celulares
    • Se uma droga com pKa ácido é colocada num compartimento básico, ela tenderá a se ionizar e ficará impossibilitada de atravessar as membranas celulares, ficando confinada neste local
    • Já drogas básicas, se colocadas em meio ácido, se ionizaram e também ficarão confinadas no compartimento específico
    • As drogas se movimentam através dos compartimentos por três processos principais: - Difusão passiva: - Tipo de transporte decorrente das diferenças de concentração entre compartimentos adjacentes - Não há gasto de energia - Difusão facilitada: - Tipo de transporte onde se tem a necessidade de transportadores transmembrana para que a droga possa se movimentar - Não há gasto de energia - Difusão ativa: - Tipo de transporte que acontece contra um gradiente eletro- químico - Necessita da hidrólise do ATP para acontecer
  • Metabolismo das drogas:
  • O principal órgão responsável pelo metabolismo dos fármacos é o fígado, sendo que órgãos como rins, pulmão e TGI também podem exercer esta função
  • Ao passarem pelo fígado, os fármacos sofrem ação direta de vários complexos enzimáticos, dentre os quais se destaca o complexo Citocromo-P 450
  • Este complexo enzimático, presente principalmente nos hepatócitos, é responsável por todas as reações químicas referentes à biotransformação, ativação, inativação e excreção dos fármacos
  • O metabolismo dos fármacos envolvem dois tipos básicos de reações químicas, conhecidas como Reação de Fase I e Reação de Fase II
  • A principal via de excreção dos fármacos no organismo é a renal, sendo que os fármacos possuem velocidades de excreção variável
  • Os processos responsáveis por estas diferenças são filtração glomerular, secreção e reabsorção tubulares, e difusão através do túbulo renal: - Filtração glomerular: - Este mecanismo depende do tamanho e do peso molecular da substância, sendo que macromoléculas não são filtradas - Proteínas plasmáticas, tais como a albumina, são quase que totalmente retidas, sendo que drogas que possuam alta afinidade por estas proteínas terão sua taxa de depuração renal reduzida - Secreção e reabsorção tubulares: - 20% do fluxo plasmático renal é filtrado pelo glomérulo, de modo que 80% do fármaco passam pelos capilares peritubulaes do túbulo distal - Neste local, os fármacos são transportados para a luz tubular por dois mecanismos: - Um para drogas ácidas e outro para bases orgânicas - Estes transportadores podem transportar as moléculas contra um gradiente eletro-químico, reduzindo assim a concentração plasmática do fármaco - Este é o mecanismo mais eficaz de eliminção renal do fármaco - Difusão através do túbulo renal: - O volume de urina que é excretado, é apenas 1% do total de plasma filtrado pelos glomérulos, sendo que a água é reabsorvida nos túbulos renais - Devido à reabsorção de água, se a membrana for permeável ao fármaco, este será reabsorvido, mantendo-se com uma taxa reduzida de depuração - A única forma de o fármaco ser eficientemente eliminado por via renal é se ele for altamente polar ou se apresentar na forma ionizada - Fenômeno íon-trapping: - Técnica farmacológica que tem como finalidade aumentar a depuração dos fármacos, utilizando para isso os valores de pKa e pH dos fármos e da urina, respectivamente - Mecanismo para: - Aspirina ( ácido fraco ): - O aumento do pH urinário fará com que o ácido se apresente no estado ionizado, impedindo sua reabsorção e aumentando sua taxa de depuração - Anfetamina ( base fraca ): - A redução do pH urinário fará com que a base se apresente no estado ionizado, impedindo sua reabsorção e aumentando sua taxa de depuração - Drogas com eliminação exclusivamente renal: - Aminoglicosídeos - Antivirais - Bloqueadores B

Neurofarmacologia

  • O Seistema nervoso de um indivíduo é subdividido em três grande grupos:

    • Sistema nervoso central
    • Sistema nervoso periférico
  • O sistema nervoso periférico é subdividido em:

    • Sistema nervoso autônomo:
      • É um sistema de caráter involuntário, com presença de gânglios nervosos
      • Os recptores ganglionares são sempre nicotínicos
      • O Sistema nervoso autônomo é subdividido em Simpático, Parassimpá´tico e Entérico: - (^) Sistema Nervoso Autônomo Simpático: - Presença de gânglios paravertebrais - Neurônio pré-glanglionar possui axônio menor que o pós ganglionar, tendo sua origem a nível tóraco-lombar - Os receptores dos órgãos efetores são do tipo adrenérgicos ( vasos sangüíneos ), muscarínicos ( sudoríparas ) e nicotínicos ( supra-renal ), sendo que no caso da supra-renalo, há ausência de gânglios paravertebrais - Principais órgãos de eferência deste sistema: - Olho, vasos, glândulas salivares, coração, pulmão, adrenal, fígado, TGI, bexiga, genitália - Sistema Nervoso Autonomo Parassimpático: - Ausência de gânglios paravertebrais, estando os gãnglios próximos ou dentro dos órgãos efetores - Os receptores presentes nos órgãos efetores são principalmente do tipo muscarínico ( glândulas salivares, olho, coração, pulmão, TGI, bexiga, genitálias ) - As fibras pré-ganglionars possuem axônios maiores que as pós- ganglionares, e tem sua origem a nível crânio-sacrais ( 3, 7, 9 e 10 par cranianos ) - (^) Sistema Nervoso Entérico: - Constituído pelo plexo mientérico
    • Sistema nervoso somático:
      • Sistema que tem como característica principal o fato de ser voluntário, agindo principalmente na musculatura esquelética
  • Tipos de receptores autonômicos:

    • Os neurotransmissores liberados pelo sistema nervoso autônomo podem agir em receptores ligados a canais iônicos ou em receptores ligados a proteína G
    • Receptores para acetilcolina:
      • Muscarínicos:
        • Acoplados principalmente a proteína G, tendo por esse motivo um mecanismo de ação mais lento
        • Está presente na musculatura lisa de vasos sangüíneos e vísceras
        • Subdivididos em 3 grupos:
          • M1 ( presente em neurônios )
          • M2 ( presente no músculo cardíaco )
          • M3 ( presente em glândulas )
      • Nicotínicos:
        • Acoplados a canais iônicos, tendo por isso um mecanismo de ação rápido
        • (^) Presente nos gânglios e na musculatura esquelética
    • Receptores para Noradrenalina:
  • Grupo acetil:
    • Proveniente da Acetil-Coa produzida pela mitocôndria durante a respiração aeróbica
    • (^) A enzima acetil transferase reage com a Acetil-Coa, liberando o grupo acetil para se ligar á colina e formar o neurotransmissor acetil-colina
  • Após ser formada, a acetilcolina é internalizada em vesícular endoplasmáticas, por meio de um transporte ativo realizado pelo transportador VachT ( transportador de acetil colina ):
  • Sendo internalizada, o neurotransmissor está pronto para ser exocitado
  • O processo de exocitose acontece após despolarização da membrana pré-sináptica, com conseqüente influxo de cálcio
  • O aumento do cálcio citoplasmático ativa proteínas sinápticas, responsáveis por facilitar a interação da vesícula com a membrana da zona ativa
  • Após a fusão da vesícula com a membrana pré-sináptica, o neurotransmissor é liberado para a fenda sináptica, podendo então se ligar aos receptores nicotínicos
  • Na fenda sináptica está presente a enzima acetilcolinesterase, enzima responsável por metabolizar a acetilcolina, transformando-a em dois produtos distintos
  • Um deles, o acetato, é reabsorvido pela célula, enquanto que o outro, a colina, é recaptada para dentro do terminal pré-sináptico para ser reutilizada na síntese de novos neurotransmissores
  • As formas de se inibir a síntese de acetilcolina é:
    • Inibição ou bloqueio da acetiltransferase, do transportador de coina e de acetil- colina, dos canais de cálcio e da acetilcolinesterase
    • (^) A substância Botox age impedindo a fusão da vesícula, impedindo assim a exocitose do neurotransmissor
    • A droga vesamicol impede a internalização do neurotransmissor na vesícula
    • A droga neostigmina impede a ação da acetilcolinesterase
    • A droga hemicolínio impede a recaptação de colina para o terminal pré- sináptico
  • Agonistas muscarínicos ( diretos ):
  • Um bom agonista é aquele que possui baixa afinidade pela acetilcolinesterase, aumentando sua permanência na fenda sináptica
  • Principais agonistas muscarínicos:
  • Esteres de colina:
  • Carbacol
  • Metacolina
  • Betanecol
  • Alcalóides:
  • Muscarina
  • Pilocarpina:
  • É uma agonista fraco, utilizado na clínica frequentemente em fórmulas de colírio
  • Uma aplicação clínica importante da pilocarpina é no tratamento do glaucoma
  • Glaucoma é uma patologia caracterizada por defeito na drenagem do humor aquoso, levando a um aumento da pressão intra-ocular
  • A aplicação em gotas do fármaco pilocarpina leva a contração do músculo constritor da pupila, com liberação do canal responsável pela drenagem do humor
  • Isso faz com que a pressão intra-ocular volte ao normal
  • Aplicação / Mecanismo de Ação
  • Oxotremorina:
  • Fármaco ainda em fase experimental
  • Principais efeitos fisiológicos ( semelhantes aos efeitos parassimpáticos ):
  • Miose
  • F 0E 2 Contração atrial
  • (^) Dilatação de artérias e veias
  • Broncoconstrição
  • Aumento da motilidade intestinal
  • Relaxamento dos esfincteres
  • Aumento da secreção gástrica
  • Contração da musculatura da bexiga
  • Aumento na secreção de glândulas salivares, lacrimais e sudoríparas
  • Antagonistas muscarínicos:
  • São drogas com caráter altamente apolares, sendo ionizáveis em pH fisiológico
  • Muito utilizados por oftalmologistas, por causar midríase ( dilatação da pupila )
  • Os antagonistas mais comumente utilizados na clínica são:
  • Atropina:
  • Tratamento de bradicardia sinusal
  • Hiscina:
  • Prevenção de cinetose ( distúrbio neurológico )
  • Ipatrópio:
  • Utilizado em crises asmáticas, por provocar broncodilatação
  • Pirenzepina:
  • Utilizada no tratamento de úlceras pépticas, por diminuir a secreção gástrica
  • (^) Droga seletiva para receptores M
  • Agonistas indiretos ( drogas acetilcolinesterásicas ):
  • Drogas que facilitam a ação da acetilcolina pela inibição da enzima acetilcolinesterase
  • O fármaco edrofônio é um importante anticolinesterásico de ação curta, utilizado frequentemente para ganho de força muscular em pacientes portadores de miastenia gravis
  • A pralidoxina é um fármaco utilizado na tentativa de se reverter a ação dos organofosfatos ( anticolinesterásicos )
  • Bloqueadores ganglionares:
  • Muito pouco utilizados na prática clínica, tendo sua aplicação restrita no uso do trimetafan para produção de hipotensão controlada na anestesia
  • Estas drogas promovem bloqueio total dos gânglios autônomos e entéricos, tendo como efeitos principais:
  • Hipotensão e perda de reflexos cardíacos
  • Inibição de secreções
  • Paralisia gastrintestinal
  • Principais:
  • Hexametônio e tubocurarina:
  • Não são utilizados na clínica atual
  • (^) Trimetafan:
  • Única droga bloqueadora ganglionar utilizada autalmente
  • Bloqueadores neuromusculares:
  • Dividos em grupos distitos, dependendo de sua aplicação:
  • Drogas que bloqueiam a captação de acetilcolina:
  • Hemicolínio e trietilcolina
  • Não são utilizados clinicamente
  • Drogas que bloqueiam a liberação de acetilcolina:
  • Aminoglicosídeos e toxina botulínica
  • Drogas que produzem paralisia durante anestesia:
  • Principal efeito:
    • Lipólise
  • Síntese, amarzenamento e liberação de noradrenalina e adrenalina:
  • (^) A noradrenalina e a adrenalina são produzidas em neurônios do sistema nervoso simpático
  • Mecanismo:
  • Tirosina F 0D C Tirosina Hidroxilase F 0D C DOPA F 0D C DOPA descarboxilase F 0D C Dopamina F 0 D C Dopamina Beta-Hidoxilase^

F 0 D C Noradrenalina^

F 0 D C Feniletanolamina - N-metil trasferase F 0D C Adrenalina

  • Após sua síntese, estes neurotransmissores são armazenados dentro de vesículas endoplasmáticas
  • A noradrenalina é internalizada por ação de uma proteína transportadora denominada VMAT
  • Este transporte é dependente de ATP
  • Existem dois tipos de VMAT ( I e II ), sendo que o tipo I é o de maior quantidade
  • Porém, como a noradrenalina é uma substãncia apolar, sua tendência é atravessar a membrana da vesícula e voltar para o axoplasma
  • Neste ponto, torna-se de fundamental importância a proteína CronograninaA, que se liga à noradrenalina, reduzindo sua osmolaridade dentro da vesícula, impedindo com isso a saída do neurotransmissor
  • A despolarização do axônio promove influxo maciço de cálcio
  • Este cálcio promove a fosforilação de enzimas sinápticas, que promovem a interação da vesícula com a membrana da zona ativa, possibilitando a exocitose
  • A liberação de noradrenalina é regulada por receptores presentes na membrana pré- sináptica, e acredita-se que uma dos mecanismos de regulação seja o controle por retroalimentação, no qual o próprio neurotransmissor se liga a um receptor pré- sináptico e inibe a produção de adenilato ciclase
  • Isto leva a uma redução do AMPcíclico com bloqueio dos canais de cálcio
  • Destino da noradrenalina no terminal:
  • Após ser liberada na fenda sináptica, a noradrenalina tem 3 destinos principais:
  • Se ligar a receptores pós-sinápticos
  • Se difundir
  • Ser recaptada pelos terminais sinápticos:
  • Sitema de recaptação tipo I:
  • Sistema de recaptação presente em células neuronais, no qual o neurotransmissor é recaptado para o terminal pré-sináptico
  • É um sistema de recaptação lento, pois depende da participação de transportadores
  • Este sistema possui maior afinidade por noradrenalina, podendo ser inibido por:
  • Cocaína
  • Antidepressivos tricídicos
  • Anfetamina
  • Sistema de recaptação tipo II:
  • Sistema de recaptação presente em células neuronais e não neuronais ( adrenal ), no qual o neurotransmissor é recaptado para o terminal pós-sináptico
  • É um sistema de recaptação rápida, pois independe da participação de transportadores
  • Este sistema possui maior afinidade por adrenalina, podendo ser inibido por:
  • Hormônios esteróides ( corticóides e testosterona )
  • Degradação metabólica das catecolaminas ( adrenalina e noradrenalina ):
  • MAO ( Monoaminaoxidase ):
  • Ocorre no interior das células, estando ligada à superfície esterna da mitocôndria
  • As catecolaminas são transformadas em seus aldeídos correspondentes
  • (^) Existem dois tipos principais de MAO, a saber:
    • Monoaminaoxidase tipo A:
      • Maior afinidade por noradrenalina
    • Monoaminaoxidase tipo B:
      • Maior afinidade por Dopamina
  • COMT ( Catecol-O-Metiltransferase ):
  • Enzima altamente bem distribuída, ocorrendo tanto em tecidos neuronais quanto não neuronais
  • Atua metabolizando as próprias catecolaminas, possuindo maior afinidade por noradrenalina
  • Inibição da ação da noradrenalina pode ser conseguida por:
  • Inibição da tirosina-hidroxilase, dopa-descarboxilase, DBH, VMAT, Influxo de cálcio, Sistemas I e II de recaptação
  • Adminstração de guanetidina, um fármaco com ação semelhante à da toxina botulínica:
  • Impede a liberação de neutrotransmissores, clivando a ligação da vesícula com a proteína da zona ati va
  • Metildopa:
  • Utilizada no tratamento da hipertensão durante a gravidez
  • É captada por neurônios adrenérgicos, onde compete com a DOPA pela reação de formação da noradrenalina, formando então metilnoradrenalina
  • Este falso neurotransmissor não é metabolizado no interior do neurônio pela MAO, acumulando-se e deslocando a noradrenalina da vesícula sináptica, ocupando seu lugar
  • O falso neurotransmissor, ao ser liberado na fenda sináptica, possui dois efeitos principais:
  • Possui menor afinidade por receptores alfa1, reduzindo a ação vasoconstritora da noradrenalina
  • Possui maior afinidade por receptores alfa2, se ligando a estes receptores presentes na membrana pré-sináptica, ativando o mecanismo de retroalimentação ( inibição da adenilato ciclase F 0D C redução de AMPcíclico F 0D C bloqueio dos canais de cálcio F 0D C redução na liberação de neurotransmissores )
  • Efeito colateral:
  • Sedação
  • Está associada a um risco hemolítico de reação imune e hepatotoxicidade, tendo seu uso restrito atualmente nos casos de hipertensão no final da gravidez
  • Anfetamina:
  • Estruturalmente relacionada com a adrenalina
  • Por se assemelharem a noradrenalina, competem com este neurotransmissor pelo sistema de recaptação I
  • Mecanismo de ação:
  • (^) São então internalizadas nas vesículas em substituição pela noradrenalina, que se desloca para o citossol
  • Parte da noradrenalina citossólica é degradada pela MAO, enquanto que outra escapa, pela troca com a anfetamina, pelo sistema de recaptação 1
  • A noradrenalina liberada na fenda se liga aos receptores pós sinápticos, promovendo sua ação
  • A anfetamina também reduz o sistema de recaptação 1 da noradrenalina, potencializando assim os efeitos deste neurotransmissor