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Conceitos fundamentais da biologia celular, explorando mecanismos de adaptação celular ao estresse, os diferentes tipos de morte celular (necrose e apoptose) e o processo de envelhecimento celular. O texto descreve os principais tipos de adaptações celulares, como hipertrofia, atrofia, displasia e metaplasia, e detalha as características da necrose e da apoptose, incluindo suas causas e consequências. Além disso, o documento discute o processo de envelhecimento celular, incluindo os mecanismos moleculares envolvidos e as implicações para a saúde humana.
Tipologia: Resumos
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De acordo com sua capacidade de multiplicação, as células são classificados em: o LÁBEIS: se multiplicam durante toda a vida (células epiteliais) o ESTÁVEIS: podem se multiplicar, mas são quiescentes (hepatócitos, células endoteliais, fibroblastos) o PERMAENTES: que não se multiplicam (neurônios) As células se adaptam funcional e morfologicamente a estímulos, alterações ambientais e vários tipos de agressões. Um estresse persistente faz a célula se adaptar ou morrer. As principais respostas de adaptação são: o Regeneração Quando células se multiplicam para repor perdas teciduais Os tecidos podem ser destruídos por trauma, infecção, infarto ou removidos cirurgicamente o Hiperplasia Aumento do número de células em um órgão, devido o aumento do ritmo de divisão mitótica Manutenção do padrão morfofuncional, fluxo sanguíneo adequado e inervação íntegra o Hipertrofia Aumento do volume das células e do órgão Ocorre devido aumento da exigência de trabalho Células com maior número de componentes estruturais Células necessitam de maior síntese proteica o Atrofia Redução no volume e na função de uma célula ou órgão Resposta adaptativa da célula a um estresse persistente, que leva a redução das funções, necessidades energéticas e volume A célula atrófica pode conter vacúolos citoplasmáticos contendo fragmentos de organelas que foram destruídas por enzimas hidrolíticas carregadas pelo lisossomos As células tem sua função diminuída, mas não estão doetes ou mortas, elas desempenham suas funções. o Displasia Significa “dificuldade de formação ou crescimento”
Caracterizada como uma organização anormal ou diferenciação desordenada de células ou tecidos Apresenta variação citoplasmática e anormalidade nucleares Considerada uma forma anormal de hiperplasia/hipertrofia Está intimamente relacionada com as neoplasias Pode estar associada a metaplasia Exemplo esôfago de Barrett pode apresentar displasia e ter o câncer como consequência As displasias do colo do uterino são muito frequente e podem resultar em câncer devido o grau acentuado de alteração O HPV pode causar displasia cervical e câncer de colo do útero o Metaplasia Transformação de um tipo de tecido totalmente adulto e diferenciado para outro tipo de tecido Causada por irritações ou inflamações crônicas (prolongada) É reversível, desde que o estímulo irritante seja interrompido o Anaplasia Perda da capacidade celular de diferenciação, assumindo características semelhantes as das celulas embrionárias Caracteriza pela variação na forma e no tamanho da célula É irreversível e contribui para uma transformação maligna A presença de células anaplásicas em tumores indica mau prognostico e a certeza de uma neoplasia maligna LESÃO E MORTE DA CÉLULA Lesão celular: quando o equilíbrio homeostático das células é rompido por alguma agressão As células se adaptam, sofrem degeneração ou morrem Degeneração: quando a celula tem sua função diminuída Nas degenerações ocorrem acúmulos intracelulares de agua, lipídeos, proteínas, muco ou carboidratos Nas adaptações celulares pode ocorrer regeneração, atrofia, hipertrofia, hiperplasia, metaplasia, displasia ou anaplasia Quando a agressão é tão forte que a célula não consegue se adaptar, progressivamente ocorre a morte celular Morte celular: perda irreversível das atividades integradas da célula, com consequente incapacidade de manutenção de seus mecanismos de homeostasia Os principais tipos de morte celular são necroses ou apoptose o NECROSE
A epidemiologia é a ciência que investiga o processo saúde-doença. O processo evolutivo da epidemiologia levou à descoberta de outros tipos de doenças, como as doenças crónicas. Todo câncer é uma neoplasia, mas nem toda neoplasia é um câncer. Enquanto o tumor benigno é uma massa com crescimento celular organizado, a neoplasia maligna é aquela em que as células crescem desordenadamente e podem se espalhar para órgãos e tecidos adjacentes, processo chamado de metástase. o câncer é um dos principais problemas de saúde no Brasil e no mundo, está entre as principais causas de morte prematura (antes dos 70 anos) na maioria dos países. câncer é um termo genérico utilizado para se referir a um grande grupo de doenças que têm em comum a proliferação desordenada de células de um tecido ou órgão. Essas células acabam por formar uma massa celular denominada tumor, que pode ser maligno ou benigno. Destaca que diversos indicadores são utilizados para se realizarem análises epidemiológicas, desde a simples contagem de casos de determinada doença ou condição clínica até cálculos elaborados como a utilização de taxas, razões e proporções. Entre os mais utilizados em análises e estudos epidemiológicos, destacam-se a incidência, coeficiente muito utilizado para se calcular a frequência com que certa doença, por exemplo, um determinado tipo de câncer, ocorre em uma população de interesse, e a mortalidade, taxa
que representa o número de mortes ocorridos por determinada doença dentro de uma dada população. a incidência e a mortalidade são dois dos indicadores de saúde usados pela vigilância epidemiológica para controle e análise da ocorrência, da distribuição e da evolução de doenças, surtos e epidemias. os principais fatores de risco do câncer são relacionados ao ambiente, e conduz à formação de planos de ações realizadas para reduzir os riscos de ter a doença, ou seja, a criação de medidas de prevenção primária como a adoção de medidas que tenham o intuito de impedir o desenvolvimento do câncer. a investigação das características de um determinado tipo de câncer permite traçar o seu perfil na população analisada,e os indicadores de saúde são ferramentas essenciais para se entender a dinâmica do câncer nos indivíduos estudados além disso, conhecer os fatores de risco e saber interpretá-los é fundamental na determinação do diagnóstico e prognóstico do câncer.
determinado tecido que sofreram algum tipo de mutação, podendo ser benignas ou malignas. Quando desenvolvem metástases são chamadas de tumores malignos ou câncer. A carcinogênese é o processo de formação do câncer, o qual há mais de 100 tipos que podem ocorrer em diferentes áreas do organismo.
ou malignas. As possíveis causas são variadas, incluindo fatores genéticos, como mutações em genes, e ambientais, como exposições ambientais e hábitos do próprio indivíduo.
às células do tecido normal que lhe deram origem, apresentam um desenvolvimento lento, não são capazes de gerar metástase e raramente causam danos importantes ao organismo do paciente afetado.
benignos, e a possibilidade de cura depende muito de um diagnóstico precoce e adequado tratamento.
Exsudato é o líquido rico em macromoléculas e células que se acumula nos interstícios da área inflamada; A aproximação das células do sangue ao endotélio se chama marginação de leucócitos; A adesão dos leucócitos no endotélio se chama pavimentação; A travessia dos leucócitos da parede vascular para o interstício é chamado diapedese; Quimiotaxia é a migração dirigida de leucócitos pela ação de substâncias liberadas no foco inflamatório. CÉLULAS IMUNES PRESENTES NO EXSUDATO Os leucócitos polimorfonucleares são os primeiros a migrar para o exsudato (por dias ou semanas); Os neutrófilos são dominantes nas primeiras 24-48 horas, fazem fagocitose e liberam mediadores inflamatórios; Os monócitos do sangue migram e são ativados nos tecidos, passando a se chamar macrófagos (fazem fagocitose); Os eosinófilos também podem migrar para o local da agressão e fazer fagocitose; CÉLULAS IMUNES PRESENTES NO EXSUDATO Os linfócitos liberam mediadores químicos no local, aumentando a migração de células inflamatórias (mais tardiamente); Os linfócitos podem ser: o Linfócitos B: atuam na produção de anticorpos; o Linfócitos T: estimulam a migração de células imunes; o Linfócitos NK (Natural Killers): possuem ação citotóxica. Os mastócitos atuam nas reações de hipersensibilidade (alergia); As hemácias também migram, só que em pequeno número. FAGOCITOSE Leucócitos polimorfonucleares e macrófagos englobam estruturas estranhas para eliminá-las. CLASSIFICAÇÃO DAS INFLAMAÇÕES
Quanto as características teciduais: o Aguda: predomina fenômenos vasculares e exsudativos, como hiperemia, edema e infiltrado de neutrófilos; o Crônica: predomina fenômenos proliferativos, como proliferação de fibroblastos e vasos sanguíneos, além de infiltrado de linfócitos e macrófagos. CLASSIFICAÇÃO DAS INFLAMAÇÕES Quanto ao tempo de duração: o Superaguda: de horas a dias; o Aguda: de dias a semanas; o Subaguda: de semanas a meses; o Crônica: de meses (mais de 3 meses) a anos. INFLAMAÇÕES AGUDAS Podem ser classificadas que acordo com o exsudato em: o Serosas: constituído por líquido, presentes em cavidades como pleura e peritônio, além de bolhas por agressão na pele; o Fibrinosas: contém fibrinogênio, comum na superfície da pleura e pericárdio; o Hemorrágicas: contém grande quantidade de hemácias, ocorre comprometimento vascular e destruição de vasos sanguíneos; o Purulentas: contém muitos neutrófilos, possui pus, ocorre em agressões por bactérias e substâncias químicas. TIPOS ESPECIAIS DE INFLAMAÇÃO AGUDA o Abscessos: são inflamações purulentas que provocam cavidades cheias de pus; o Flegmão: inflamação purulenta em tecidos frouxos (como nas fáscias ou músculos); o Empiema: o pus se concentra em uma cavidade pré- formada, como cavidade pleural, articulação, vesícula biliar. o Úlcera: perda de tecido em uma superfície de pele ou mucosas por traumatismos, toxinas bacterianas ou substâncias químicas.
Limpeza: o Ocorre após a lesão e a formação de exsudato; o Forma-se um processo inflamatório local intenso; o Células de defesa removem detritos celulares e corpos estranhos. Retração: o Ocorre alguns dias após a lesão (3 a 5 dias); o Fibroblastos se proliferam e se diferenciam em tecidos vizinhos o As novas células estabelecem junções entre si e aproximam as bordas da lesão. Formação de Tecido de Granulação: o Ocorre a formação de novo tecido para preencher o defeito, por meio da proliferação de fibroblastos, colágeno e angiogênese; o Tecido de granulação é avermelhado e inicia o reparo tecidual. Epitelização: o Ocorre quando o tecido conjuntivo acaba de preencher o defeito; o As células epiteliais crescem e dão continuidade ao revestimento da área lesionada. ENVELHECIMENTO CELULAR Os indivíduos envelhecem porque suas células envelhecem; O envelhecimento é um processo gradual de deterioração funcional das células e do organismo como um todo. Grande parte das mortes nos seres humanos é atribuída às doenças crônicas associadas ao envelhecimento; O aumento da idade constitui fator de risco para: o Doença de Alzheimer; o Doenças cardíacas e pulmonares; o Diabetes; o Doenças renais; o Acidente vascular encefálico; o Câncer. Envelhecimento celular estudado com o declínio progressivo do tempo de vida e das funções das células; O conhecimento e consequente avanço das ciências biomédicas, permitiram entender melhor o processo de envelhecimento. Idosos nos países desenvolvidos são aqueles com idade igual ou superior a 65 anos; Em países em desenvolvimento são considerados idosos aqueles com idade igual ou superior a 60 anos;
De forma geral, considera-se idosos aqueles entre 60 e 80 anos e longevos aqueles com idade superior a 80 anos. A expectativa de vida se refere à média total de anos que se espera que o ser humano sobreviva, já o tempo de vida refere-se ao tempo máximo que um indivíduo pode sobreviver; O impacto direto dos avanços científicos na saúde é observado pelo crescente aumento da expectativa de vida da população; Atualmente a população brasileira vive um processo agudo de envelhecimento, devido o declínio das taxas de fecundidade e aumento da expectativa de vida de idosos. ALTERAÇÕES DO ENVELHECIMENTO CELULAR A exposição excessiva ao álcool, cigarro e outras drogas ilícitas aceleram o processo de envelhecimento; A partir dos 30 anos, observa-se mudanças na pele, com o aparecimento de rugas finas; Com o passar dos anos, devido a exposição a radiação solar, a pele torna-se mais seca, fina, amarelada e escamosa; Ocorre também a redução do calibre dos vasos sanguíneos, o que prejudica a oxigenação e a nutrição celular. Todos que chegam à velhice experimentam as alterações desse processo natural chamado de senescência; As células senescentes diminuem a sua capacidade de captação de nutrientes; Os núcleos e o aparelho de Golgi ficam com bordas irregulares, as mitocôndrias tornam-se pleomórficas (formas variadas) e o retículo endoplasmático tem seu tamanho reduzido; As células vão perdendo a capacidade de regeneração e de reparação, ficando mais expostas a modificações teciduais. MECANISMOS DE ENVELHECIMENTO CELULAR Lesão no DNA: células envelhecidas fazem menos reparação de lesões no DNA nuclear e mitocondrial pelas enzimas de reparo, e a formação de radicais livres acelera esse processo; Diminuição da Replicação Celular: as células possuem capacidade limitada de divisões e após esse número estacionam em um estado conhecido como senescência replicativa; Deficiência da homeostasia proteica: com o passar do tempo, as células tornam-se incapazes de manter uma homeostasia na síntese proteica. LESÃO NO DNA
O envelhecimento precoce é o desgaste acelerado das células antes da velhice, que pode ocorrer por causas externas, como a radiação solar, ou internas, como a genética; A poluição ambiental e hábitos como o consumo de álcool e cigarro, além do estresse, sedentarismo e má alimentação são determinantes para o envelhecimento precoce; Os danos celulares causados pelo envelhecimento precoce diminuem a eficiência de reparo do DNA, ativando mais vias de senescência celular. ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL