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Principais pontos sobre a Roma Antiga resumidos.
Tipologia: Notas de aula
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Até hoje, os marcos da fundação de Roma são debatidos por historiadores e arqueólogos, porém, é amplamente conhecido por estudiosos um mito de origem muito divulgado durante o império, principalmente pelo poeta Virgílio, em Eneida e por Tito Lívio, que contavam a história de Rômulo e Remo. No mito, a sacerdotisa Reia Silvia, obrigada a se manter virgem, engravida do deus Marte e nomeia seus filhos gêmeos de Rômulo e Remo, descendentes do antigo guerreiro troiano Enéas. Contrariado, o rei Amúlio, de Alba Longa, pune a sacerdotisa a prendendo em um calabouço e jogando às duas crianças no rio Tibre. Os bebês, no entanto, são salvos por uma loba aos pés do monte Palatino, que os amamenta sob as ordens do deus Marte. Em seguida, os dois irmãos são encontrados por uma família de pastores locais e crescem na região. Futuramente, após a vingança dos irmãos contra Amúlio e o retorno ao monte Palatino, os irmãos decidem fundar uma nova cidade, mas, por conta de um desencontro de ideias, Rômulo assassina Remo e funda Roma, em 753 a.C., tornando-se o primeiro rei. Apesar dos mitos difundidos, é conhecido pela historiografia que, inicialmente, a região da península itálica era composta por diferentes povos, como os sabinos, os latinos, os etruscos, os italiotas e, ao sul os próprios gregos com suas colônias. Visto isso, a partir deste período, a história da Roma Antiga pode ser dividida cronologicamente em três fases: a Monarquia, a República e o Império.
A região de Roma, sem muitas terras férteis, foi primeiro povoada por pastores e pequenas famílias, que passaram a centralizar o poder e desenvolver sistemas administrativos, mas logo foram dominados por outros povos, sobretudo os etruscos, que impuseram seu domínio militar e político. Neste período a divisão social já se destacava de forma hierárquica, com os chamados patrícios dominando as terras férteis e os privilégios políticos; os plebeus, que eram trabalhadores livres, mas sem direitos políticos; os clientes, que também eram trabalhadores livres, mas prestavam serviços aos patrícios e, por fim, os escravizados, que se encontravam nesta situação por dívidas ou por serem espólios de guerras. Este período monárquico durou até o século VI a.C., com uma predominância de reis etruscos no poder, sendo Tarquínio, o Soberbo, o último dos reis. Este, por sua postura audaciosa e tirânica e pelos conflitos causados com o senado e com a aristocracia local, logo foi derrubado em uma espécie de golpe articulado pelos patrícios e pelo próprio senado, que exilou Tarquínio e instalou em Roma uma república dominada pelos patrícios.
No período republicano, Roma conquistou toda a península itálica e iniciou sua expansão territorial, dando forma ao seu modelo econômico baseado na escravidão e na conquista de novas terras. Os romanos nesse período eram governados por um Senado composto por homens que detinham cargo vitalício e decidiam as principais questões referentes ao Estado. Durante a república, o Senado manteve suas funções legislativas, mas também atuava nas partes administrativas e financeiras apoiando os magistrados, que se dividiam em: cônsules (encarregados do poder executivo), pretores (judiciário), censores (faziam o censo), edis (responsáveis pelo controle urbano) e os questores (administravam o tesouro público). Neste período a sociedade romana manteve a forte hierarquia, de difícil mobilidade, estando no topo ainda os patrícios, que eram proprietários de terras, cidadãos romanos, donos de escravos e responsáveis pelos altos cargos políticos. Desta forma, apesar de existir uma república como sistema político, o que, na prática, se adotava como regime era uma oligarquia, pois o poder continuava concentrado nas mãos de poucos privilegiados. Essa relação entre as classes e os privilégios do topo, assim como em Atenas, acabaram por gerar uma série de tensões sociais. Um dos momentos mais sensíveis aconteceu em 494 a.C., quando insatisfeitos com o sistema político romano os plebeus abandonaram a capital e passaram a exigir uma série de mudanças políticas, conquistando, enfim, o cargo de tribuno da plebe , que poderia vetar decisões do Senado. Outras conquistas para os plebeus também vieram nesse período para amenizar as tensões entre as classes, como a criação da Lei das 12 Tábuas , em 450 a.C., que garantia a organização e registro das leis romanas; as Leis Licínias , que estabeleciam a obrigatoriedade de um cônsul ser plebeu; a Lei Canuleia , que autorizava o casamento entre membros de classes sociais diferentes. Entretanto, apesar dessas leis apaziguarem momentaneamente as tensões sociais, as crises internas não deixaram de existir. Muitos desses problemas se aprofundaram com a própria expansão romana, pois, com o domínio na península itálica e, posteriormente, com a conquista de Cartago nas chamadas Guerras Púnicas (264 – 146 a.C.), a República romana ganhou dimensões gigantescas, de difícil administração. Piorando ainda mais a situação, a massiva entrada de escravizados em Roma impossibilitou o trabalho de muitos camponeses, que migraram para as cidades e se tornaram massas famintas e desempregadas. Os pequenos proprietários, não conseguiam disputar com os grandes agricultores e os pequenos comerciantes pouco vendiam com a entrada crescente de produtos estrangeiros e com a ascensão dos grandes comerciantes. Toda essa conjuntura de concentração de terras, má administração pública e empobrecimento da plebe acabou sendo responsável por acumular ainda mais problemas para o Senado e, por fim ampliar os conflitos sociais. Apesar dos irmãos Gracos tentarem elaborar propostas de reforma agrária e projetos para apaziguar os problemas sociais, a saída romana para a crise acabou sendo pelo recrudescimento do poder, com a instalação de uma ditadura militar na república. No ano 60 a.C., o Senado enfim iniciou um regime de triunvirato, que seria formado por três generais, sendo inicialmente Pompeu, Crasso e Júlio César. Deste
O cristianismo se tornou então uma ideia subversiva em Roma, que conquistou principalmente os escravizados ao falar sobre amor ao próximo, ao pregar a não violência e ao profetizar uma vida melhor aos pobres após a morte. O crescimento dessa religião foi tão grande que, posteriormente, acabou conquistando inclusive a elite romana, com a conversão do Imperador Constantino em 313 d.C., que declarou a liberdade de culto no império e, em 391 d.C., o cristianismo se tornou a religião oficial de Roma, perseguindo todas as outras, consideradas pagãs. A partir do século II d.C., o império romano passou a viver seus maiores momentos de crise, pois, com um território de proporções colossais, a administração já não conseguia mais alcançar todas as fronteiras, que cada vez mais eram pressionadas pelos chamados povos bárbaros. Esses grupos, que configuravam diversas tribos e etnias espalhadas pelas fronteiras do império passaram a invadir regiões distantes e fazer parte do império ou dominar territórios isolados. Sendo assim, a queda do império romano, ou melhor, seu desmantelamento, deve-se a uma série de invasões bárbaras nas fronteiras, à crise de desabastecimento de alimentos e mão de obra, aos próprios conflitos políticos internos e uma crise do escravismo. O seu fim foi marcado pelo saque à Roma promovido por Odoacro, o rei dos hérulos, em 476 d.C., que depois foi coroado Rei da Itália. Assim, portanto, começava o processo de transição da antiguidade para a Idade Média. A maioria dos governantes das províncias, que eram muitas vezes antigos líderes dos povos das regiões, devido às crises já não obedeciam mais às ordens de Roma, o que contribuiu, enfim, para o desmantelamento do império do Ocidente e para a formação do feudalismo.