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resumo sobre dentino pulpar, Resumos de Anatomia Dentária

resumo sobre manejo do complexo dentino pulpar

Tipologia: Resumos

2023

Compartilhado em 05/10/2023

suzane-souza-5
suzane-souza-5 🇧🇷

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ODONTOLOGIA UNINASSAU RN - @respirando_odonto
Introdução:
A polpa e a dentina formam um complexo, por estarem
íntimamente e fisiológicamente interligadas, como se
fosse uma única estrutura.
Histologicamente:
Os odontoblastos formam uma camada celular uniforme
em cima da polpa e possuem prolongamentos que
adentram a dentina. Os túbulos dentinários são espaços
entre essas projeções dos odontoblastos.
Os odontoblastos passam a vida inteira scretando pré-
dentina, que mineraliza e se transforma em dentina
posteriormente.
Quando ocorre uma agressão aos odontoblastos -
chegada de um estímulo através dos túbulos dentinários.
O odontoblasto vai secretando e entrando na polpa,
deixando os seus prolongamentos dentro da dentina.
Os túbulos dentinários proporcionam um contato direto
entre a polpa e a dentina.
A sensação dolorosa inicia na dentina quando ocorre a
vibração do líquido presente dentro dos túbulos, leva à
vibração do odontoblasto também e ocorre a geração de
um estímulo doloroso. Por isso, é importante proteger a
dentina e a polpa desses estímulos.
Como a dentina e a polpa formam uma estrutura
integrada, é necessário conhecer toda essa estrutura,
para que se possa utilizar materiais para protegê-la. E
dessa forma, não causar nenhum dano ao paciente
(Iatrogenia).
Dentina:
Mineralizado (- que o esmalte);
Avascular;
Permeada por túbulos (que ficam a partir do
prologamento dos odontoblastos);
Úmido;
70% de tecidos inorgânicos;
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Introdução:

  • A polpa e a dentina formam um complexo, por estarem íntimamente e fisiológicamente interligadas, como se fosse uma única estrutura. Histologicamente:
  • Os odontoblastos formam uma camada celular uniforme em cima da polpa e possuem prolongamentos que adentram a dentina. Os túbulos dentinários são espaços entre essas projeções dos odontoblastos.
  • Os odontoblastos passam a vida inteira scretando pré- dentina, que mineraliza e se transforma em dentina posteriormente.
  • Quando ocorre uma agressão aos odontoblastos - chegada de um estímulo através dos túbulos dentinários.
  • O odontoblasto vai secretando e entrando na polpa, deixando os seus prolongamentos dentro da dentina.
  • Os túbulos dentinários proporcionam um contato direto entre a polpa e a dentina.
  • A sensação dolorosa inicia na dentina – quando ocorre a vibração do líquido presente dentro dos túbulos, leva à vibração do odontoblasto também e ocorre a geração de um estímulo doloroso. Por isso, é importante proteger a dentina e a polpa desses estímulos.
  • Como a dentina e a polpa formam uma estrutura integrada, é necessário conhecer toda essa estrutura, para que se possa utilizar materiais para protegê-la. E dessa forma, não causar nenhum dano ao paciente (Iatrogenia).

Dentina:

  • Mineralizado (- que o esmalte);
  • Avascular;
  • Permeada por túbulos (que ficam a partir do prologamento dos odontoblastos);
  • Úmido;
  • 70% de tecidos inorgânicos;
  • 20% de componentes orgânicos;
  • 10% de água. A dentina desmineralizada após ataque ácido – apresenta os túbulos que surgiram das projeções dos odontoblastos e entre os túbulos (dentina intertubular) há tecido mineralizado e fibras colágenas. Deve ser mantida úmida para uma melhor adesão.
  • Os túbulos mais próximos do esmalte: Possuem mais dentina intertubular, menor teor de água e melhor adesão.
  • Os túbulos mais próximos da polpa: Possuem mais dentina intratubular, maior teor de água e pior adesão.
  • A deposição da dentina é radial – os odontoblastos ficam mais perto uns dos outros no centro da polpa e aos poucos dispersam a deposição da dentina. A permeabilidade vai depender de alguns fatores:
  • Idade do paciente;
  • Grau de mineralização dos túbulos – os túbulos podem estar mineralizados (estratégia de defesa para que os estímulos térmicos ou bactérias não continuem passando para a polpa) ;
  • Modificações teciduais na dentina (exemplo: paciente com bruxismo, possui uma deposição muito maior de dentina secundária);
  • Razão entre os túbulos e a dentina intertubular;
  • Presença de qualquer substância capaz de alterar a condutividade de fluidos através dos túbulos.
  • Produzida durante a odontogênese até a erupção do dente e completa formação do ápice radicular.
  • produzida após a erupção do dente por toda a vida em uma taxa lenta. Quanto mais velho o paciente, menor será a câmara pulpar.
  • é formada como resposta a agressões, como: ▪ Lesão de cárie; ▪ Traumas oclusais, funcionais ou mastigatórios; ▪ Traumas na execução de preparos; ▪ Materiais restauradores; Não apresenta padrão tubular uniforme: pode causar danos no prolongamento do odontoblasto e até a morte da célula (estímulo muito intenso). Depois de tantos estímulos, pode necrosar a polpa. Tipos de Dentina terciária:

▪ Agressões de menor intensidade; ▪ Odontoblasto depõe matriz mineral na luz do túbulo – para obliterar os túbulos; ▪ Esclerose dentinária; ▪ Obliteração dos túbulos;

▪ Agressões maiores; ▪ Morte dos odontoblastos; ▪ Deposição de matriz amorfa e atubular (desorganizada); ▪ Interrupção do estimulo: deposição mais organizada.

  • Odontoblastos secretam dentina a vida inteira. Quanto mais velhos, menor será a câmara pulpar. Por isso, é necessário ter mais cuidados com pacientes mais jovens para atingir a polpa, pois é mais fácil de chegar lá.
  • Os materias restauradores e sistemas adesivo são formados por monômeros. Esses monômeros podem se difundir através dos túbulos e gerar uma inflamação.
  • Corte intermitente, irrigação abundante, instrumentos de corte efetivos.
  • Componentes químicos dos materiais restauradores. De acordo com a pesquisa: Análise do Desgaste de Pontas Diamantadas 1014 por Meio de MEV: Andrea Barros Tolentino Pedro Henrique Rezende Spini Ramon Correa de Queiroz Gonzaga Alexandre Coelho Machado Paulo Vinícius Soares.
  • Padronizaram o uso das pontas diamantadas. E estabeleceram o diferencial entre dois tipos de brocas.
  • Primeira broca utilizada por 9 minutos – Não desgastou e realizou a sua função adequadamente.
  • A segunda marca, após os 9 minutos, praticamente perdeu todos os diamantes da ponta. Nesses casos, ela não realiza mais o desgaste adequadamente, apenas vai esquentar o substrato, podendo causar um trauma. Diante disso, fica claro a importância de trocar as brocas depois de muito utilizadas. Essas borcas desgastadas podem ser utilizadas para realizar o acabamento do preparo.

Proteção do CDP:

  • A proteção pulpar indireta é realizada para evitar que determinados estímulos cheguem a polpa.
  • A proteção pulpar direta é realizada quando os estímulos já atingiram a polpa.
  1. Promover isolamento térmico e elétrico;
  2. Efeito antimicrobiano;
  3. Adesividade às estruturas dentárias;
  4. Ser biocompatível;
  5. Estimular a reparação tecidual;
  6. Preservar a vitalidade;
  7. Estabilidade de cor. Essa proteção irá depender da profundidade da cavidade:
  • em esmalte/ até o 1º terço de dentina.
  • 2º terço de dentina.
  • 3º terço de dentina.
  • Capeadores: que ficam em contato com a região mais profunda;
  • Base: ficam no meio da cavidade;
  • Selamento: faz o selamento dos túbulos na região mais externa. ▪ Foram utilizados por muito tempo em restaurações com amálgama (passaram a ser pouco utilizados depois que o amálgama caiu em desuso); ▪ Isolante semipermeável; ▪ Bom isolante elétrico, mas ineficaz contra estímulos térmicos; ▪ Evita escurecimento das estruturas dentárias; ▪ Aplicação realizada em duas camadas, com um minuto de intervalo entre as aplicações. ▪ Adesão à estrutura dentária; ▪ Capacidade de união a múltiplos substratos unindo material restaurador ao dente; ▪ Película fina do material; ▪ Ótimo isolante térmico; ▪ Aplicação realizada de acordo com as recomendações do fabricante.
  • Instrumental utilizado: v
  • Cavidade rasa: Apenas hibridização (sistema adesivo)
  • Cavidade média: Apenas hibridização (sistema adesivo)
  • Cavidade profunda: Ionômero + Adesivo + resina composta/amálgama OBS: O adesivo é colocado após o ionômero de vidro. E o ionômero pode ser aplicado diretamente na dentina, sem a aplicação prévia do ácido poliacrílico. Rasa Adesivo Adesivo Adesivo Adesivo Média Adesivo Adesivo Adesivo Adesivo Profunda Iônomero de vidro e Adesivo Iônomero de vidro e Adesivo Adesivo * Iônomero de vidro e Adesivo
    • Autocondicionante. Protocolo GBPD – adaptado UFRN.
  • Se a dentina estiver esclerótica, basta utilizar adesivo autocondicionate, mesmo na cavidade profunda, pois a proteção pulpar já foi dada pelo próprio dente (dentina terciária). Passo a passo para o sistema adesivo:
  • Condicionamento ácido: 15s em tudo;
  • Lavagem pelo mesmo tempo do condicionamento;
  • Secagem com papel absorvente;
  • Aplicação de uma camada de sistema adesivo (5ª geração);
  • Volatilização por 10s;
  • Aplicação da segunda camada de adesivo (5ª geração);
  • Volatilização por 10s;
  • Fotoativação por 20s; 5ª geração: sistema adesivo mais comum. Autocondicionantes: condicionamento seletivo- ácido apenas em esmalte!
  • Objetivo: bloquear as agressões que atingem a polpa através da cavidade da cárie, túbulos dentinários, inativar bactérias, remineralizar parte da dentina, estimular a formação de dentina terciária, permitindo assim posterior remoção da cárie sem exposição pulpar;
  • Atualmente não é mais preconizado remover toda a dentina cariada. Deve-se, sempre que possível, buscar por um tratamento conservador (sem desgastar dente);
  • Então, deve-se remover todo o tecido cariado das paredes circundantes, o tecido mais cariado da parede de fundo e deixar um pouco de dentina amolecida (não é tão mole, possui consistência de couro) nessa região mais profunda. A dentina muito amolecida (pastosa) não deve ser deixada.
  • Principalmente as paredes circundantes devem ser limpas, pois o selamento ocorrerá nessas paredes. Se elas não estiverem bem seladas, ocorrerá infiltração.
  • Raio - X inicial;
  • Anestesia;
  • Isolamento do campo operatório;
  • Remoção de parte do tecido cariado;
  • Limpeza da cavidade;
  • Aplicação de hidróxido de cálcio pasta (porta amálgama)
    • nos casos em que está quase havendo uma exposição da polpa (visualização uma coloração rosada) deve-se utilizar a pasta de H. cálcio;
  • Cimento de ionômero de vidro;
  • Restauração final com resina/amálgama – estudos vêm comprovando que o tratamento de lesões cariosas profundas poder ser realizado em uma única sessão, com a colocação da restauração definitiva, mesmo sem a completa remoção da dentina cariada;
  • Ajuste oclusal;
  • Raio - X de controle. Antigamente, costumava-se colocar o ionômero de vidro provisoriamente e depois trocar pela resina permanente. Mas estudos comprovaram que o tratamento de lesões cariosas profundas pode ser realizado em uma só sessão, com a colocação da restauração definitiva mesmo sem a completa remoção da dentina cariada.
  • Indicação: exposição mecânica ou acidental recentes estando a polpa com vitalidade e num estágio de reversibilidade;
  • Fatores importantes: diagnóstico correto, ausência de contaminação bacteriana, emprego de materiais adequados e selamento efetivo da cavidade (deve haver saúde pulpar);
  • Sangramento forte e com sangue vivo representa uma polpa saudável. Um sangue escurecido e com consistência pastosa, retrata uma polpa que está quase necrosando.
  • Deve-se avaliar a idade do paciente – quanto mais jovem, maior é a possibilidade de exposição da polpa (possui menos dentina secundária – câmara pulpar maior);
  • Diagnóstico e prognóstico;
  • Diferentes níveis de inflamação pulpar definem o tratamento – Uma polpa com uma inflamação irreversível, não adianta mais realizar a remoção seletiva do tecido cariado;
  • Anamnese;
  • Detalhar a dor: localização, frequência, intensidade e duração;
  • Irrigação da cavidade com solução de Ca(OH)2;
  • Controle da hemostasia;
  • Aplicação de Otosporin por 10 minutos ou 48 horas;
  • Nova lavagem;
  • Pó de Ca(OH)2;
  • Cimento de Ca(OH)2;
  • Cimento de ionômero de vidro;
  • Restauração definitiva na mesma sessão ou após 60 dias;
  • Controle radiografico e de sensibilidade. Existem situações clínicas em que a polpa, apesar de estar clinicamente normal, necessita ser removida. Essa situação é definida como pulpectomia eletiva:
  • Indicações protéticas;
  • Indicações periodontais;
  • Indicações cirúrgicas. Capeamento pulpar indireto Quando não há exposição da polpa. Tratamento expectante/ remoção seletiva Para cavidade profundas que estão quase acessando a polpa
  • Deixar restos de dentina cariada (dentina amolecida) para estimular a formação de dentina terciária. Capeamento pulpar direto Em casos de exposição acidental da polpa ou cavidades muito profundas Curetagem pulpar Remoção superficial de pequeno tecido conjuntivo pulpar. Pulpotomia Remoção do tecido pulpar coronário inflamado, mantendo a polpa radicular. Pulpectomia Remoção total da polpa dentária.

Conclusões:

  • A proteção pulpar é de grande importância para a manutenção da vitalidade do dente e não pode ser negligenciada;
  • É preciso conhecer bem os materiais utilizados para fazer uma correta aplicação;
  • É preciso muita leitura e busca na literatura em estudos clínicos para indicar os procedimentos!

Referências:

CONCEIÇÃO; E. N. e COLS. - Dentística - Saúde e Estética. 2a Edição. Porto Alegre. Artes Médicas. 2007. Aula teórica de Dentística laboratorial. Faculdade Maurício de Nassau, Professor Rodolfo Xavier de Sousa Lima, Odontologia, 2021. Pulpectomia: remove uma camada da polpa (espécie de raspagem); Pulpotomia: remove todo o tecido pulpar coronário inflamado.