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RESUMO SOBRE OSTEOPOROSE, Resumos de Endocrinologia

DEFINIÇÃO, CAUSAS, EPIDEMIOLOGIA, CRITERIOS, DIAGNOSTICO, TRATAMENTO E COMPLICAÇÕES.

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 24/03/2020

ana-luisa-gomes
ana-luisa-gomes 🇧🇷

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Osteoporose
Definição: doença osteometabólica mais
comum na prática clínica, sendo definida
por baixa massa óssea associada à
deterioração da microarquitetura do osso,
o que acarreta aumento do risco de
fragilidade e, por consequência, aumento
de fraturas.
Fraturas vertebrais causam perda de
estatura, dores crônicas, aumento do risco
de quedas, menor capacidade pulmonar,
distúrbios do sono, aumento da
dependência desses pacientes a terceiros e
diminuição do apetite, e isso prejudica de
modo acentuado o estado de saúde, assim
como a qualidade de vida.
As fraturas por osteoporose ocorrem mais
frequentemente nas vértebras, no rádio
distal e no fêmur proximal. Essas fraturas
ocasionam dor, incapacidade física,
deformidades e promovem deteriorac¸ão
da qualidade e expectativa de vida.
Etio/fisiopatologia:
O adulto apresenta 2 tipos de ossos: um
compacto, chamado cortical, que serve de
envoltório para a medula óssea e para dar
forma e resistência aos ossos longos; e
outro tipo, denominado osso esponjoso ou
trabecular, localizado no interior dos ossos
longos e no esqueleto axial. O osso
trabecular tem elevada atividade
metabólica, sendo mais sujeito às
repercussões do processo de remodelação
óssea.
A remodelação óssea é um processo
contínuo, que objetiva a renovação óssea
Fatores de risco: A baixa densidade
mineral óssea (DMO) é um importante
fator de risco associado às fraturas, além
da idade, história familiar (pais) de fratura
de fragilidade (em especial de quadril),
antecedente de fratura prévia não
traumática do paciente, além do
sedentarismo e de distúrbio de função
neuromuscular (redução da força muscular
e alteração no equilíbrio).
O tabagismo pode acarretar
diminuição da massa óssea e maior
risco de fraturas, sobretudo com o
avançar da idade.
Ademais, uma elevada ingestão de
álcool confere maior risco de fraturas.
O consumo de mais de 4 doses diárias
dobra o risco de fratura de quadril.
O uso de glicocorticoide (dose de 5 mg/
dia ou equivalente de prednisona por 3
ou mais meses) é a principal causa
secundária de osteoporose, também
de modo independente da DMO.
Estima-se que 30 a 50% dos usuários
crônicos de glicocorticoides (GC)
apresentarão fraturas.
Artrite reumatoide é importante fator
de risco para osteoporose, assim como
diabetes melito.
Outros fatores de riscoidentificados
foram: baixo peso (IMC < 18 kg/m2),
amenorreia (sobretudo, em atletas),
quedas (contribuem para 90% das
fraturas de quadril), perda de altura
0,5 cm por ano e causas secundárias de
osteoporose.
Diagnóstico:
Avaliação clínica: Anamnese detalhada
com foco nos fatores de risco e exame
físico cuidadoso para suspeitar de causas
secundárias (p. ex., síndrome de Cushing,
hipogonadismo, hipertireoidismo etc.)
Considera-se que a osteoporose seja um
distúrbio assintomático até a ocorrência de
fratura. Cifose e perda estatural podem ser
consequência de fraturas vertebrais.
- Na anamnese é de suma importância a
avaliação das queixas atuais da paciente,
bem como da história reprodutiva (época
da menarca, característica dos ciclos
menstruais e idade à menopausa), do
padrão nutricional (incluindo ingestão de
cálcio alimentar ao longo da vida) e dos
antecedentes mórbidos.
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Osteoporose

Definição: doença osteometabólica mais comum na prática clínica, sendo definida por baixa massa óssea associada à deterioração da microarquitetura do osso, o que acarreta aumento do risco de fragilidade e, por consequência, aumento de fraturas. Fraturas vertebrais causam perda de estatura, dores crônicas, aumento do risco de quedas, menor capacidade pulmonar, distúrbios do sono, aumento da dependência desses pacientes a terceiros e diminuição do apetite, e isso prejudica de modo acentuado o estado de saúde, assim como a qualidade de vida. As fraturas por osteoporose ocorrem mais frequentemente nas vértebras, no rádio distal e no fêmur proximal. Essas fraturas ocasionam dor, incapacidade física, deformidades e promovem deteriorac¸ão da qualidade e expectativa de vida. Etio/fisiopatologia: O adulto apresenta 2 tipos de ossos: um compacto, chamado cortical, que serve de envoltório para a medula óssea e para dar forma e resistência aos ossos longos; e outro tipo, denominado osso esponjoso ou trabecular, localizado no interior dos ossos longos e no esqueleto axial. O osso trabecular tem elevada atividade metabólica, sendo mais sujeito às repercussões do processo de remodelação óssea. A remodelação óssea é um processo contínuo, que objetiva a renovação óssea Fatores de risco: A baixa densidade mineral óssea (DMO) é um importante fator de risco associado às fraturas, além da idade, história familiar (pais) de fratura de fragilidade (em especial de quadril), antecedente de fratura prévia não traumática do paciente, além do sedentarismo e de distúrbio de função neuromuscular (redução da força muscular e alteração no equilíbrio).  O tabagismo pode acarretar diminuição da massa óssea e maior risco de fraturas, sobretudo com o avançar da idade.  Ademais, uma elevada ingestão de álcool confere maior risco de fraturas. O consumo de mais de 4 doses diárias dobra o risco de fratura de quadril.  O uso de glicocorticoide (dose de 5 mg/ dia ou equivalente de prednisona por 3 ou mais meses) é a principal causa secundária de osteoporose, também de modo independente da DMO. Estima-se que 30 a 50% dos usuários crônicos de glicocorticoides (GC) apresentarão fraturas.  Artrite reumatoide é importante fator de risco para osteoporose, assim como diabetes melito.  Outros fatores de risco já identificados foram: baixo peso (IMC < 18 kg/m2), amenorreia (sobretudo, em atletas), quedas (contribuem para 90% das fraturas de quadril), perda de altura ≥ 0,5 cm por ano e causas secundárias de osteoporose. Diagnóstico:Avaliação clínica : Anamnese detalhada com foco nos fatores de risco e exame físico cuidadoso para suspeitar de causas secundárias (p. ex., síndrome de Cushing, hipogonadismo, hipertireoidismo etc.) Considera-se que a osteoporose seja um distúrbio assintomático até a ocorrência de fratura. Cifose e perda estatural podem ser consequência de fraturas vertebrais.

  • Na anamnese é de suma importância a avaliação das queixas atuais da paciente, bem como da história reprodutiva (época da menarca, característica dos ciclos menstruais e idade à menopausa), do padrão nutricional (incluindo ingestão de cálcio alimentar ao longo da vida) e dos antecedentes mórbidos.

Exames laboratoriais : uma avaliação laboratorial mínima é recomendada para identificar causas não detectáveis nessa propedêutica inicial. Exames mininos para investigação da osteoporose primária Osteoporose sem fratura •Cálcio •Creatinina •Hemograma •25-hidroxivitamina D •Calciúria 24 h Osteoporose com fratura por fragilidade ( adicionar, de acordo com suspeita clínica ) •Fósforo •PTH •Fosfatase alcalina •TSH •Eletroforese de proteínas •Testosterona •Marcadores de remodelação óssea Os chamados marcadores bioquímicos da remodelação óssea traduzem o estado de metabolismo ósseo e podem ser úteis para avaliar taxa de perda óssea, risco de fraturas e resposta mais precoce do tratamento. Os marcadores de formação óssea mais utilizados são a osteocalcina, fosfatase alcalina ósseo-específica e os pró- peptídeos terminais do colágeno tipo I, dosados no sangue.  Determinação da massa óssea: é o melhor indicador mensurável do padrão ósseo e é útil na avaliação do risco de fraturas osteoporóticas. Classificação mais usada: Organização Mundial da Saúde (OMS), que usa o T- escore como referência e deve ser empregada em homens com mais de 50 anos e mulheres pós-menopausadas, ou na transição menopausal:^22 ■Normal: até – ■Osteopenia: de –1,01 a –2, ■Osteoporose: ≤ - 2, ■Osteoporose grave: ≤ - 2,5, associado a uma ou mais fraturas patológicas. Densitometria de coluna lombar em mulher de 71 anos com densidade mineral óssea classificada como osteoporose pelo T-escore Indicações para DMO em mulheres:

  • Mulheres com idade igual ou superior a 65 anos Medida da absorção de dupla energia de raios X (DXA): trata-se de um método sensível, preciso, rápido e seguro. Os locais mais importantes a serem medidos são coluna lombar (L1-L4), fêmur total e colo do fêmur. O antebraço distal, o calcanhar e as falanges são outros sítios que podem ser avaliados. Medem-se o Z-escore, que é o número de desvios padrões (DP) distantes da média para a própria idade do paciente, e o T-escore, que corresponde ao número de DP distantes da média da DMO em adultos jovens (20 a 30 anos). Para cada desvio padrão de diminuição na DMO em relação ao adulto jovem, o risco de fraturas se eleva em 1,5 a 3 vezes. Pelo menos dois sítios devem ser avaliados, em geral coluna e fêmur, caso não seja possível avaliar um deles, complementa-se o exame com a realização do
  • Vitamina D: deficiência de vitamina D é um importante fator contribuinte para a osteoporose, por levar à menor absorção intestinal de cálcio, à alteração da microestrutura óssea e à diminuição da força muscular. Baixas concentrações de vitamina D têm sido também associadas a várias doenças crônicas, como cânceres de próstata, de mama e colorretal, diabetes melito e doenças cardiovasculares. muito pequena de vitamina D está naturalmente disponível na nossa dieta habitual, em óleos, peixes gordurosos (salmão, atum, sardinha e cavala), gema de ovo e fígado. Por outro lado, a exposição solar é um fator bastante importante para a produção de vitamina D e, caso não exista contraindicação, deve ser estimulada. Evidências sugerem que a reposição de vitamina D, associada ou não a cálcio, reduz o risco de fraturas.^37 Observa-se ainda aumento da força muscular e melhora do equilíbrio, com diminuição do risco de quedas.
  • Exercicío físico: iversos trabalhos demonstraram que a prática regular de exercícios causa aumento de DMO, melhora o equilíbrio, aumenta a força muscular e diminui o risco de quedas.^40 ,^41 Pacientes com osteoporose grave em coluna devem evitar exercícios de flexão anterior ou lateral do tronco, porque tais movimentos exercem força de compressão sobre a coluna vertebral, aumentando o risco de fratura nesse sítio.
    • Outras medidas incluem: Todas as pacientes devem ser estimuladas a parar de fumar e evitar o consumo excessivo de cafeína e de álcool. É essencial ainda que o médico discuta com os pacientes as estratégias para prevenir quedas e melhorar a segurança em casa, ou seja, calçados adequados, corrimão, carpetes antiderrapantes, iluminação adequada etc., bem como verifique e corrija distúrbios visuais e auditivos, conforme necessário.
    • Indicação do tto farmacológico: para mulheres menopausadas está indicado nos seguintes casos, de acordo com a National Osteoporosis Foundation^42 e a American Association of Clinical Endocrinologists:^21 ■Presença de fratura por fragilidade, independentemente do T-escore ■T-escore ≤ –2,5 em coluna, fêmur total ou colo de fêmur ■T-escore entre –1,0 e –2,5 quando, de acordo com algoritmo FRAX®, o risco de fraturas em 10 anos encontrar-se acima de 3% no quadril ou acima de 20% em qualquer sítio. De acordo com o último Consenso Brasileiro de Osteoporose , as recomendações para tratamento medicamentoso são: ■Mulheres com osteoporose na pós- menopausa  Fraturas atraumáticas  T-escore ≤ –2, ■Mulheres com DMO baixa limítrofe (T- escore ≤ –1,5) na presença de fatores de risco ■Mulheres em quem medidas preventivas não farmacológicas não são efetivas (perda óssea persistente ou fraturas atraumáticas). Vale a pena comentar que muitas mulheres que apresentam fraturas não têm osteoporose à densitometria, apenas osteopenia. SBEM : para pacientes sob risco para deficiência, nos quais se enquadram os pacientes com osteoporose, é prudente manter as concentrações acima de 30 ng/mℓ. Para isso, ingestão de 1.500 a 2.000 UI/dia, com um limite máximo de 10.000 UI. Nos casos de deficiência comprovada, é necessária uma reposição mais intensa com a administração de vitamina D em doses orais de ataque de 7.000 UI/dia ou 50. UI/semana durante 6 a 8 semanas, seguidas pela dose de manutenção