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DEFINIÇÃO, CAUSAS, EPIDEMIOLOGIA, CRITERIOS, DIAGNOSTICO, TRATAMENTO E COMPLICAÇÕES.
Tipologia: Resumos
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Definição: doença osteometabólica mais comum na prática clínica, sendo definida por baixa massa óssea associada à deterioração da microarquitetura do osso, o que acarreta aumento do risco de fragilidade e, por consequência, aumento de fraturas. Fraturas vertebrais causam perda de estatura, dores crônicas, aumento do risco de quedas, menor capacidade pulmonar, distúrbios do sono, aumento da dependência desses pacientes a terceiros e diminuição do apetite, e isso prejudica de modo acentuado o estado de saúde, assim como a qualidade de vida. As fraturas por osteoporose ocorrem mais frequentemente nas vértebras, no rádio distal e no fêmur proximal. Essas fraturas ocasionam dor, incapacidade física, deformidades e promovem deteriorac¸ão da qualidade e expectativa de vida. Etio/fisiopatologia: O adulto apresenta 2 tipos de ossos: um compacto, chamado cortical, que serve de envoltório para a medula óssea e para dar forma e resistência aos ossos longos; e outro tipo, denominado osso esponjoso ou trabecular, localizado no interior dos ossos longos e no esqueleto axial. O osso trabecular tem elevada atividade metabólica, sendo mais sujeito às repercussões do processo de remodelação óssea. A remodelação óssea é um processo contínuo, que objetiva a renovação óssea Fatores de risco: A baixa densidade mineral óssea (DMO) é um importante fator de risco associado às fraturas, além da idade, história familiar (pais) de fratura de fragilidade (em especial de quadril), antecedente de fratura prévia não traumática do paciente, além do sedentarismo e de distúrbio de função neuromuscular (redução da força muscular e alteração no equilíbrio). O tabagismo pode acarretar diminuição da massa óssea e maior risco de fraturas, sobretudo com o avançar da idade. Ademais, uma elevada ingestão de álcool confere maior risco de fraturas. O consumo de mais de 4 doses diárias dobra o risco de fratura de quadril. O uso de glicocorticoide (dose de 5 mg/ dia ou equivalente de prednisona por 3 ou mais meses) é a principal causa secundária de osteoporose, também de modo independente da DMO. Estima-se que 30 a 50% dos usuários crônicos de glicocorticoides (GC) apresentarão fraturas. Artrite reumatoide é importante fator de risco para osteoporose, assim como diabetes melito. Outros fatores de risco já identificados foram: baixo peso (IMC < 18 kg/m2), amenorreia (sobretudo, em atletas), quedas (contribuem para 90% das fraturas de quadril), perda de altura ≥ 0,5 cm por ano e causas secundárias de osteoporose. Diagnóstico: Avaliação clínica : Anamnese detalhada com foco nos fatores de risco e exame físico cuidadoso para suspeitar de causas secundárias (p. ex., síndrome de Cushing, hipogonadismo, hipertireoidismo etc.) Considera-se que a osteoporose seja um distúrbio assintomático até a ocorrência de fratura. Cifose e perda estatural podem ser consequência de fraturas vertebrais.
Exames laboratoriais : uma avaliação laboratorial mínima é recomendada para identificar causas não detectáveis nessa propedêutica inicial. Exames mininos para investigação da osteoporose primária Osteoporose sem fratura •Cálcio •Creatinina •Hemograma •25-hidroxivitamina D •Calciúria 24 h Osteoporose com fratura por fragilidade ( adicionar, de acordo com suspeita clínica ) •Fósforo •PTH •Fosfatase alcalina •TSH •Eletroforese de proteínas •Testosterona •Marcadores de remodelação óssea Os chamados marcadores bioquímicos da remodelação óssea traduzem o estado de metabolismo ósseo e podem ser úteis para avaliar taxa de perda óssea, risco de fraturas e resposta mais precoce do tratamento. Os marcadores de formação óssea mais utilizados são a osteocalcina, fosfatase alcalina ósseo-específica e os pró- peptídeos terminais do colágeno tipo I, dosados no sangue. Determinação da massa óssea: é o melhor indicador mensurável do padrão ósseo e é útil na avaliação do risco de fraturas osteoporóticas. Classificação mais usada: Organização Mundial da Saúde (OMS), que usa o T- escore como referência e deve ser empregada em homens com mais de 50 anos e mulheres pós-menopausadas, ou na transição menopausal:^22 ■Normal: até – ■Osteopenia: de –1,01 a –2, ■Osteoporose: ≤ - 2, ■Osteoporose grave: ≤ - 2,5, associado a uma ou mais fraturas patológicas. Densitometria de coluna lombar em mulher de 71 anos com densidade mineral óssea classificada como osteoporose pelo T-escore Indicações para DMO em mulheres: