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O conhecimento dos grupos sociais, desde das tribos às grandes civilizações, sempre tiveram como ponto de partida a sua arquitetura; seja nas realizações de menor importância ou de verdadeiras obras de arte, mas foi na sua arquitetura, que civilizações viveram seu primórdio, seu apogeu e sua decadência.
Tipologia: Resumos
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Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC Ensaio Teórico E Histórico Da Arquitetura, Urbanismo E Paisagismo Aluna: Raquel Peres Ferreira _______________________________________________________________ Resumo texto: Temática – Tema – Objeto - Projeto O conhecimento dos grupos sociais, desde das tribos às grandes civilizações, sempre tiveram como ponto de partida a sua arquitetura; seja nas realizações de menor importância ou de verdadeiras obras de arte, mas foi na sua arquitetura, que civilizações viveram seu primórdio, seu apogeu e sua decadência. Assim, viver arquitetura é a necessidade que acompanha o homem desde que se viu obrigado a organizar sua caverna para melhor ajusta-la às limitações da sociedade. Nos fazendo compreender que arquitetura e ser humano são duas entidades não separáveis. A evolução da humanidade pode ser resumida aos fatos arquitetônicos dá época que a representam como Stonehenge, e até o World Trade Center. A destruição deste conjunto arquitetônico projetado por Minoru Yamasaki, o tornou protagonista de mudanças históricas e culturais radicais. O arquiteto formado nos moldes tradicionais fica limitado criativamente, conforme o estágio de desenvolvimento da sociedade de que faz parte. Sendo um elemento social atuante, não só por fazer parte da sociedade, mas, por ser elemento que a interfere ao criar espaços físicos e ser modificador das estruturas ambientais. As conquistas cientificas e tecnológicas proporcionam ao arquiteto condições excepcionais para criar, o problema é o uso destas conquistas. Pois os problemas da arquitetura se apresentam como desafios, distinguindo a arquitetura das outras atividades humanas pelo “exercício continuo de escolher”. Qualquer composição arquitetônica deve ser precedida de coleta de dados, da situação real existente e da situação que se quer chegar, e de como passar de uma a outra. Os temas arquitetônicos, são apresentados no texto, determinados pelas necessidades e aspirações humanas.
- O Edifício: irá atender um programa que diz o tipo de obra deve ser realizada. O caráter de um edifício decorre do seu objetivo funcional e determinação estrutural. E suas características, levam o cunho do artista, mas exprimem uma alma coletiva, estereotipada em planta, na forma, na pintura, nos espaços, e nos materiais utilizados. O principal edifício da cidade é a habitação. Mais de 60% do solo brasileiro urbanizado é ocupado por habitações, na maioria das vezes de forma caótica. Mies Van der Rohe, em 1930 disse a frase “A habitação de nosso
tempo ainda não existe”. Resumindo que nossa habitação, naquele tempo (tanto quanto hoje), não correspondia às ansiedades do cidadão. Mas, além da habitação o “habitat” humano é composto também por outros edifícios, os equipamentos e serviços urbanos que são elementos indispensáveis à qualidade de vida urbana, e que formam a composição do espaço urbano e são as referências da população.
- O Urbanismo: O Urbanismo originou-se pós revolução industrial de dois paradigmas, de um lado o higienismo, pois as cidades passaram a receber a população do campo e novos hábitos deveriam ser criados, e por outro lado o embelezamento e o paisagismo, como fatores de engrandecimento de uma nova elite surgida dos novos meios de produção. Durante o século XX foi estabelecido na Carta de Atenas em 1933, novos conceitos foram desenvolvidos, tendo sido estabelecido o urbanismo moderno da cidade eficiente e racional. Com este documento se construiu e reformou a maioria das cidades modernas. Nas décadas de 30 e 40 do século XX, o urbanismo se transformou de culturalista a progressista, e buscava a racionalização do espaço, a eficiência através da padronização destes espaços. Após a Segunda Guerra Mundial surgiu o urbanismo de diagnósticos, dando origem as atuais legislações de uso do solo e zoneamento. No final dos anos 60, deu-se origem ao urbanismo de revitalização, com programas de renovação urbana para enfrentar problemas de transporte e habitação. E o atual momento do urbanismo aponta para a direção de um urbanismo não só participativo, mas também marcado por intervenções em pequenas escalas. - Plano Diretor: O termo Plano significa o sonho de realização da sociedade urbanizada. Em 1988 na Constituição Federal, foi incluído o dispositivo que obriga aos municípios com mais de 20 mil habitantes a elaborar um Plano Diretor. Instrumento jurídico-normativo que serve de base para o estabelecimento de diretrizes urbanísticas, organização do espaço urbano e ambiental. - Planejamento Urbano: É o instrumento de políticas públicas, que organiza os sistemas, equipamentos e modos de atendimento àquele grupo de pessoas habitantes de um determinado sítio diretamente ligado ao cidadão, como a casa, o lote, a rua, a quadra, a árvore, os lugares do seu bairro, fazendo a relação com o restante da cidade. - Desenho Urbano: Se constitui em processo decisório de organização e expressão arquitetônica dos espaços urbanos, seria a forma desenhada de distribuição dos espaços e volumes que compõem o espaço urbano. - Renovação Urbana: É a manutenção e recuperação de áreas da cidade, através da restauração de edifícios, de logradouros e praças, sempre realizando planos para cidades considerando os valores de seu tempo, e tendo em vista o progresso tecnológico das comunicações.