Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Teoria da Produção e dos Custos de Produção: Princípios Básicos, Resumos de Gestão da Qualidade

Os princípios básicos da teoria da produção e dos custos de produção, que são fundamentais para a análise dos preços e do emprego dos fatores na economia. A teoria da produção serve de base para a análise das relações entre produção e custos de produção, enquanto a teoria dos custos de produção serve de apoio para a análise da procura da empresa em relação aos fatores de produção. O documento também aborda a importância da eficiência técnica e econômica na produção.

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 03/09/2020

felipe-trindade-22
felipe-trindade-22 🇧🇷

1 documento

1 / 13

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Felipe Trindade Gomes
Teoria da Produção
Manaus
2020
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Teoria da Produção e dos Custos de Produção: Princípios Básicos e outras Resumos em PDF para Gestão da Qualidade, somente na Docsity!

Felipe Trindade Gomes Teoria da Produção Manaus 2020

Felipe Trindade Gomes Teoria da Produção Curso Gestão da Qualidade Matéria: Economia Professor Arildo Pimenta Manaus 2020

Introdução A Teoria de Produção e a Teoria dos Custos de Produção constituem a chamada Teoria da Oferta da Firma Individual. Esses temas forma inicialmente tratados pela Teoria Econômica e, com o decorrer do tempo, formas incorporadas nas áreas da Contabilidade, Engenharia e Administração. Os princípios da Teoria da Produção e da Teoria dos Custos de Produção são peças fundamentais para a análise dos preços e do emprego dos fatores, assim como de sua alocação entre diversos usos alternativos na economia. Assim sendo, a Teoria da Produção e a Teoria dos Custos de Produção desempenham dois papéis extremamente importantes: a) Servem de base para a análise das relações existentes entre produção e custos de produção; numa economia moderna, cuja tecnologia e processos produtivos evoluem diariamente, o relacionamento entre a produção e os custos de produção é muito importante na análise da Teoria da Formação dos Preços: b) Servem de apoio para a análise da procura da firma com relação aos fatores de produção que utiliza: para produzirem bens, a empresas dependem da disponibilidade de fatores de produção.

2. Produção É o processo de transformação dos fatores adquiridos pela empresa em produtos para a venda no mercado. É importante ressaltar que o conceito de produção não se refere apenas aos bens físicos e materiais, mas também a serviços, como transportes, atividades financeiras, comércio e outras atividades No processo de produção, diferentes insumos ou fatores de produção são combinados, de forma a produzir o bem ou serviço final. As formas como esses insumos são combinados constituem os chamados métodos de produção, que podem ser intensivos em mão-de-obra (utilizam mais mão-de-obra em relação a outros insumos), intensivos em capital ou intensivos em terra etc. Se, a partir de fatores, for possível produzir um único produto (ou output), teremos um processo de produção simples, se for possível mais de um produto, teremos um processo de produção múltiplo, ou produção múltipla. A escolha do método ou processo de produção depende de sua eficiência pode ser enfocado do ponto de vista técnico ou tecnológico, ou do ponto de vista econômico Um método tecnicamente eficiente (eficiência técnica ou Tecnológica) quando, comparado com outros métodos utiliza menor quantidade de insumos para produzir uma quantidade equivalente do produto. A eficiência económica está associada ao método de produção mais barato, isto é, os custos de produção são menores) relativamente a outros métodos 2.1 Função Produção O empresário, ao decidir o que, como e quanto produzir, com base nas respostas do mercado consumidor, variará a quantidade utilizada dos fatores, para com isso variar a quantidade produzida do produto a partir da quantidade física utilizada dos fatores de produção num determinado período de tempo. A função assim definida admite sempre que o empresário esteja utilizando de maneira mais eficiente de combinar os fatores e consequentemente, obter a maior quantidade produzida do produto. Ou seja, supomos que a questão da melhor tecnologia de produção já esteja resolvida pela área de Engenharia. É possível representar a função produção, da seguinte maneira: q = f(x1,X2,X,...Xa) Onde: q é a quantidade produzida do bem ou serviço, num determinado período de tempo; X, X2, X.,..Xn identificam as quantidades utilizadas de diversos fatores de produção; f indica que q depende, ou seja, é uma função da quantidade de insumos utilizados. Para efeitos didáticos, costuma-se considera-la com uma função de apenas duas variáveis: q=f (N.K) Onde: N= a quantidade utilizada de mão-de-obra: K= a quantidade utilizada de capital.

3.1. Conceito de Produção Total, Produtividade Média e Produtividade Marginal 3.1.1 Produção Total (PT) Representa as máximas quantidades do produto (Y) que podem ser obtidas a determinados níveis de usos do insumo (mediante adequada escolha do processo produtivo). Como um exemplo, considere que q é a quantidade produzida de milho, x1 é a quantidade utilizada de fertilizantes e x 2 é a área plantada (igual a 80 hectares). A quantidade do produto (q) altera à medida que x1 muda sua magnitude. A partir da curva de PT podemos derivar as curvas de PMeX1, PMaX1 que são conceitos bastante importantes na tomada de decisão pela firma com respeito ao uso dos fatores. 3.1.2 Produtividade Média do Fator Variável Relação entre o nível do produto e a quantidade do fator de produção, num determinado período de tempo: Exemplos: - Produtividade média da mão-de-obra: (é o produto por trabalhador)

  • Produtividade média do capital: (é o produto pelo capital empatado) - Produtividade média da terra: (é a produção por hectare) 3.1.3 Produtividade Marginal do Fator Variável Produtividade marginal do fator: É a relação entre as variações do produto total e as variações da quantidade utilizada do fator. Ou seja, é a variação do produto total quando ocorre uma variação no fator de produção. 3.1.4 Lei dos Rendimentos Decrescentes Um dos conceitos mais conhecidos entre os economistas, dentro da Teoria da Produção, é o da Lei ou Princípio dos Rendimentos Decrescentes, que pode ser assim enunciado: elevando-se a quantidade do fator variável, permanecendo fixa a quantidade dos demais fatores, a produção inicialmente aumentará a taxas crescentes: a seguir, depois de certa quantidade utilizada do fator variável, continuará a crescer, mas a taxas decrescentes (ou seja, com acréscimos cada vez menores): continuando o incremento da utilização do fator variável, a produção total chegará a um máximo, para depois decrescer. Exemplo, considerando-se dois fatores terra (fixo) e mão-de-obra (variável), podemos verificar que, se várias combinações de terra e mão-de- obra forem utilizadas para produzir arroz e se a quantidade de terra for mantida constante os aumentos da produção dependerão do aumento da mão-de-obra utilizada na lavoura. Nesse caso, a produção de arroz aumentará até certo ponto e depois decresce isto é a maior quantidade de homens para trabalhar, associada a área constante de terra, permitirá que a produção cresça até um máximo e depois passe a decrescer. Como a proporção entre os fatores fixos e variáveis se alterando quando aumenta a produção, essa Lei também chamada de Lei das Proporções Variáveis.

4. Análise de longo prazo A hipótese de que todos os fatores são variáveis caracteriza a análise de longo prazo. A função de produção simplificada, considerando a participação de apenas dois fatores de produção, é representada da seguinte forma: q= f(N,K) A suposição de que todos os fatores de produção varam, inclusive o tamanho da empresa, dá origem aos conceitos de economias ou deseconomias de escala. 4.1 Economias de Escala ou Rendimentos de Escala Os rendimentos de escala ou economias de escala representam a resposta da quantidade produzida a uma variação da quantidade utilizada de todos os fatores de produção, ou seja, quando a empresa aumenta seu tamanho. Os rendimentos de escala podem ser. 4.1,1 Os rendimentos crescentes de escala (ou economias de escala): Ocorrem quando a variação, na quantidade do produto total é mais do que proporcional a variação da quantidade utilizada dos fatores de produção. Por exemplo, aumentando-se utilização dos fatores em 10%, o produto cresce 20%. Equivale a dizer que a produtividade dos fatores aumentou. Pode-se apontar como causas geradoras dos rendimentos crescentes de escala: a) Maior especialização no trabalho, quando a empresa cresce; b) A existência de indivisibilidades entres os fatores de produção (por exemplo, numa siderúrgica, como não existe : "meio forno"; quando se adquire mais um forno, deve ocorrer um grande aumento na produção). Rendimentos constantes de escala: Ocorrem quando a variação do produto total é proporcional à variação da quantidade utilizada dos fatores de produção: aumentando-se a utilização dos fatores em 10%, o produto também aumenta em 10%. Rendimentos decrescentes de escala (ou deseconomias de escala): Ocorrem quando a variação do produto é menos do que proporcional à variação do produto é menos do que proporcional à variação na utilização dos fatores: por exemplo, aumenta-se a utilização dos fatores em 10% e o produto cresce em 5%. Houve, nesse caso, uma queda na produtividade dos fatores. A causa geradora dos rendimentos decrescentes de escala reside no fato de que o poder de decisão e a capacidade gerencial e administrativa são:

5. Custos Médios e Marginais

  • Custo total médio (CTMe ou Cme): É obtido por meio do quociente entre o custo total e a quantidade produzida: CTMe = Cme= CT = custo total (em $) q total produzido Ou seja, é o custo por unidade produzida, também chamada custo unitário. Custo variável médio (CVMe): É quociente entre o custo variável total e a quantidade produzida CVMe = CVT = custo variável total q total produzido Custo fixo médio (CFMe): É o quociente entre o custo fixo total e a quantidade produzida. CFMe = CFT = custo fixo total q total produzido Custo marginal (CMg): É dado pela variação do custo total em resposta a uma variação da quantidade produzida: CMg = ΔCT =CT = variação do custo total ΔCT =q acréscimo de I unidade na produção Como o custo fixo total não se modifica com as variações da produção, a curto prazo, o custo marginal e determinado apenas pela variação do custo variável total 5.1 Custos de Produção Com o aumento do volume produzido, os custos totais, com exceção dos custos fixos, só podem crescer. Os custos médio e marginal, entretanto, podem ser decrescentes numa certa etapa do processo de produção. O custo variável médio, o custo total médio e o custo marginal têm todos o formato em U, primeiro decrescem, para depois crescer. Isso porque, no início do processo de produção, a empresa trabalha com reservas de capacidade (muito capital e pouca mão-de-obra). Assim, os custos totais crescem menos que a produção, fazendo com que os custos médios e marginal decresce (o "denominador" cresce mais que o "numerador").

Após um certo nível de produto, os custos totais passam a crescer mais que o aumento da produção, e os custos médios e marginais passam a ser crescentes. Essa é a chamada Lei dos Custos Crescentes, que no fundo é a Lei dos Rendimentos Decrescentes, da Teoria da Produção, aplicada à Teoria dos Custos da Produção. 5.1.2 Custos de longo prazo Uma situação de longo prazo caracteriza-se pelo fato de todos os fatores de produção serem variáveis, inclusive o tamanho ou dimensão da empresa. Ou seja, os custos totais correspondem aos custos variáveis, uma vez que não existem custos fixos ao longo prazo. É importante saber que o comportamento do custo total e do custo médio de longo prazo está intimamente relacionado ao tamanho ou dimensão da planta escolhida para operar em longo prazo, Tamanho como exemplo a curva de Custo Médio de Longo Prazo (CMcL), ela também terá um formato em U, como o custo médio de curto prazo, devido à existência de rendimentos ou economias de escala, pois o tamanho da empresa está variando em cada ponto da curva. No gráfico abaixo, até o ponto A, o aumento da produção da empresa leva a uma diminuição do custo médio (existem ganhos de produtividade), relevando rendimentos decrescentes ou deseconomias de escala. 5.1.3 Custo Médio de Longo Prazo O formato em U da curva de custo médio de longo prazo deve-se às economias de escala, com todos os fatores de produção variando, incluindo o próprio tamanho ou escala da empresa, enquanto o formato em U do custo médio de curto prazo deve-se à lei dos custos crescentes (Lei dos Rendimentos Decrescentes), que supões um fator fixo de produção. 5.1.4 A Receita total O lucro total (LT) é o máximo quando a diferença entre a receita total (RT)e o custo total (CT) for a maior possível. Em termos de gráficos, a receita total de uma empresa em concorrência perfeita é representada por uma reta que passa pela origem e cuja inclinação é dada pelo preço de mercado do bem X. Assim: RT = P.Q P = preço de mercado Q = quantidade vendida 5.1.5 A Receita Marginal A receita marginal (RMg) é o acréscimo na receita total decorrente da venda de uma unidade adicional do bem X. Num mercado de concorrência perfeita, a receita marginal é igual ao preço do bem X (P), pois sendo este fixo, cada unidade vendida a mais proporciona ao produtor um acréscimo de receita exatamente igual ao preço.

Bibliografia Fontes: https://pt.slideshare.net/anatasse/teoria-da-produo https://www.docsity.com/pt/teoria-da-producao-1/4720882/