Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Revoltas nativistas e separatistas, Transcrições de História

Um resumo simples e completo sobre as principais revoltas Nativistas e separatistas brasileiras

Tipologia: Transcrições

2022

Compartilhado em 12/01/2022

anna-karollina-santana-1
anna-karollina-santana-1 🇧🇷

1 documento

1 / 3

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
revoltas nativistas
Revolta dos Beckman (1784)
Local Maranhão
Motivações Insuficiência da companhia de comercio do Maranhão
Durante o século XVII o Maranhão enfrentava dificuldades em escoar sua produção e em obter
produtos da metrópole, principalmente escravos, e por isso, era comum o apresamento de
indígenas para o trabalho compulsório, que desde 1680 já estava proibido. Com a criação do
Conselho Ultramarino em 1642 houve a promessa de que os problemas da região seriam
solucionados. Entretanto, a companhia de comercio além de monopolizar o comercio local,
dificultando as vendas para o exterior e repassando aos colonos preços abusivos pelos
produtos metropolitanos, não supria a demanda local por escravos, o que impactava
diretamente a produção açucareira local. Em 1684, Manuel Beckman assumiu o governo local,
destituindo o governador geral e permitindo a escravidão indígena e expulsando o jesuítas do
Maranhão. O irmão de Manuel foi enviado a Portugal para apresentar a Lisboa as reivindicações
locais. Entretanto, a junta recém chegada à metrópole foi aprisionada, um novo governador
gera foi designado e os demais revoltosos foram presos. Manuel Beckman foi enforcado para
servir de exemplo da forma metropolitana no trato com insurgentes.
Guerra dos emboabas (1784)
Local: Entre Minas Gerais e São Paulo (Vila de São Vicente)
Motivações: Disputas entre bandeirantes paulistas e estrangeiros (embobas) pela posse das
regiões mineradoras
Com a chegada cada vez maior de estrangeiros (emboabas) os bandeirantes paulistas,
temerosos de perderem seu domínio sobre a mineração, principalmente pela falta de aparato
de exploração, entraram em conflito com os novos mineradores. O administrador local, o
paulista Manuel Borba Gato, líder dos paulistas intimou os novos mineradores a abandonarem
a região das minas, o que obviamente, não foi cumprido. Quando Nunes Viana, líder dos novos
mineradores assumiu o foi aclamado governador das minas ocorreu o episódio do capão da
tração, quando emboabas liquidaram os paulistas no rio das mortes. Visando solucionar o
conflito, o rei de Portugal substituiu o governador local, criou a capitania de são Paulo e da de
Minas de Ouro além de aplicar o sistema de sorteio de datas para a exploração local de ouro,
apaziguando ânimos e garantindo à coroa grandes lucros. Os paulistas entretanto deixaram o
local e rumaram para o interior da colônia a fim de fugir de novos conflitos, fundando novos
povoados em Goiás e Mato Grosso.
pf3

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Revoltas nativistas e separatistas e outras Transcrições em PDF para História, somente na Docsity!

revoltas nativistas

Revolta dos Beckman (1784)

Local Maranhão Motivações Insuficiência da companhia de comercio do Maranhão Durante o século XVII o Maranhão enfrentava dificuldades em escoar sua produção e em obter produtos da metrópole, principalmente escravos, e por isso, era comum o apresamento de indígenas para o trabalho compulsório, que desde 1680 já estava proibido. Com a criação do Conselho Ultramarino em 1642 houve a promessa de que os problemas da região seriam solucionados. Entretanto, a companhia de comercio além de monopolizar o comercio local, dificultando as vendas para o exterior e repassando aos colonos preços abusivos pelos produtos metropolitanos, não supria a demanda local por escravos, o que impactava diretamente a produção açucareira local. Em 1684, Manuel Beckman assumiu o governo local, destituindo o governador geral e permitindo a escravidão indígena e expulsando o jesuítas do Maranhão. O irmão de Manuel foi enviado a Portugal para apresentar a Lisboa as reivindicações locais. Entretanto, a junta recém chegada à metrópole foi aprisionada, um novo governador gera foi designado e os demais revoltosos foram presos. Manuel Beckman foi enforcado para servir de exemplo da forma metropolitana no trato com insurgentes.

Guerra dos emboabas (1784)

Local: Entre Minas Gerais e São Paulo (Vila de São Vicente) Motivações: Disputas entre bandeirantes paulistas e estrangeiros (embobas) pela posse das regiões mineradoras Com a chegada cada vez maior de estrangeiros (emboabas) os bandeirantes paulistas, temerosos de perderem seu domínio sobre a mineração, principalmente pela falta de aparato de exploração, entraram em conflito com os novos mineradores. O administrador local, o paulista Manuel Borba Gato, líder dos paulistas intimou os novos mineradores a abandonarem a região das minas, o que obviamente, não foi cumprido. Quando Nunes Viana, líder dos novos mineradores assumiu o foi aclamado governador das minas ocorreu o episódio do capão da tração, quando emboabas liquidaram os paulistas no rio das mortes. Visando solucionar o conflito, o rei de Portugal substituiu o governador local, criou a capitania de são Paulo e da de Minas de Ouro além de aplicar o sistema de sorteio de datas para a exploração local de ouro, apaziguando ânimos e garantindo à coroa grandes lucros. Os paulistas entretanto deixaram o local e rumaram para o interior da colônia a fim de fugir de novos conflitos, fundando novos povoados em Goiás e Mato Grosso.

Guerra dos mascates ( 1710 )

Local: Recife e Olinda Motivações: senhores de engenho de Olinda x mascates de Recife Com a ocupação holandesa em Pernambuco, Recife passou a ganhar destaque no cenário nacional, principalmente após os empreendimentos de Nassau, enriquecendo os comerciantes locais, principalmente os portugueses. Com a expulsão dos flamengos o comércio local se desenvolveu mais ainda. Em contra partida, Olinda passava por dificuldades financeiras, já que o açúcar antilhano desbancou o brasileiro (vindo principalmente de Olinda) e o preço do cativo aumentava a medida que o ouro era explorado na região das minas. Os comerciante de Recife cada vez mais ricos concediam empréstimos vultuosos aos senhores de engenho de Olinda, e com o poder econômico em ascensão , os comerciantes portugueses almejavam maior poder politico, (na época representado pelas câmaras municipais), entretanto os olindenses se recusavam a deixar os comerciantes lusitanos participarem da politica local. Em 1709 o rei de Portugal, a pedido dos comerciantes portugueses fundou uma vil municipal em recife, separando a de Olinda, os senhores de engenho de Olinda se revoltara, invadiram Olinda, fecharam a câmara municipal e impediam os comerciantes a cobrarem impostos dos olindenses. Como represália, o governo português interveio em favor dos comerciantes portugueses, mantendo as medidas anteriores, promovendo Recife a capital de Pernambuco e condenando olindenses ao exilio ou apreendendo suas terras.

Revolta de Vila Rica (1720)

Local: Minas Gerais Motivação: tributação abusiva da região Em 1720, a fim de mitigar ar as perdas com o contrabando do ouro (na época em pó) a coroa portuguesa criou no Brasil as casas de fundição, passando a exigir que ouro fosse comercializado em barra e quintado, o que dificultaria seu contrabando, aumentando a receita portuguesa. Os mineradores, descontentes com a decisão que dificultaria o contrabando de ouro passaram a protestar, dentre eles há destaque para o tropeiro Felipe dos Santos. A repressão da coroa foi cruel, enforcou e esquartejou Felipe dos Santos, e os demais envolvidos foram presos e perderam suas posses, além de ter aumentado a fiscalização na região.