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Uma bacteria chamada ribossomos
Tipologia: Notas de estudo
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Os ribossomos são pequenas estruturas presentes nas células, responsáveis pela produção de proteína celular por meio da informação genética trazida no RNA mensageiro. São organelas celulares, microestruturas presentes nas células que desempenham funções específicas para garantir o funcionamento celular. Os ribossomos possuem o semelhante a pequenos grãos. Estão presentes nas células procariontes (organismos unicelulares simples) e nos eucariontes (organismos unicelulares ou pluricelulares com membrana nuclear). Ficam localizados em várias regiões de uma célula, mas principalmente no citoplasma. Podem também ser encontrados em outras partes da célula, como nas mitocôndrias e no retículo endoplasmático rugoso.
A função principal dos ribossomos é produzir proteína nas células, ou seja, fazer a síntese proteica. A produção das proteínas acontece com a ação conjunta de ribossomos, enzimas, DNA e RNA (ácido ribonucleico). As proteínas são indispensáveis para as células e para garantir um bom funcionamento do organismo. Desempenham funções variadas, como: atuam no equilíbrio hormonal, na produção de anticorpos e na saúde de músculos e tecidos.
Os ribossomos são compostos por RNA, também chamado de RNA ribossômico. Possuem duas partes de tamanho diferentes - ambas formadas por RNA e proteínas - que unidas cumprem a importante função de sintetização proteica. Para que o ribossomo consiga cumprir essa função, é preciso que suas metades estejam ligadas e trabalhem unidas. Seu tamanho pode variar entre 20 e 30 milímetros, de acordo com o tipo de célula em que se encontra. Normalmente, são menores nas células procariontes.
A teoria endossimbiótica foi proposta por Lynn Margulis, em 1981, em um livro intitulado Symbiosis in Cell Evolytion. Essa teoria explica como os cloroplastos e as mitocôndrias surgiram nas células eucarióticas.
Segundo a teoria endossimbiótica, mitocôndrias e cloroplastos eram organismos procariontes que viviam de modo livre. Essas estruturas foram englobadas por células eucariontes, o que resultou em uma relação simbiótica, em que ambos os envolvidos eram beneficiados com a associação. As mitocôndrias provavelmente eram organismos procariontes aeróbios, e os cloroplastos eram procariontes fotossintetizantes. Esses organismos procariontes forneciam energia para a célula que os englobou, e a célula hospedeira fornecia proteção contra o ambiente externo.
Ao analisar mitocôndrias e cloroplastos, algumas características evidenciam a semelhança entre essas organelas e organismos procariontes, além de alguns pontos que reforçam a teoria de que essas estruturas foram englobadas em um processo de endocitose. Veja a seguir algumas dessas evidências: I. Mitocôndrias e cloroplastos possuem dupla membrana, resultado, provavelmente, do englobamento desses organismos. A mais interna seria proveniente do organismo englobado, e a mais externa seria resultado da membrana do organismo que o englobou; II. Mitocôndrias e cloroplastos possuem seu próprio genoma. O DNA das mitocôndrias e dos cloroplastos é circular e sem as proteínas denominadas de histonas; III. Mitocôndrias e cloroplastos possuem capacidade de autoduplicação; IV. Os ribossomos encontrados em mitocôndrias e cloroplastos são semelhantes aos de procariontes e diferentes dos encontrados em eucariontes; V. Certos antibióticos causam alterações na síntese de proteínas de mitocôndrias e cloroplastos; VI. Mitocôndrias e cloroplastos possuem tamanho semelhante ao das bactérias.