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rolamento torque, Notas de estudo de Física

.............

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 27/04/2010

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bg1
Versão preliminar
6 de junho de 2002
Notas de Aula de Física
12. ROLAMENTO, TORQUE E MOMENTO ANGULAR.................................................... 2
ROLAMENTO....................................................................................................................... 2
O rolamento descrito como uma combinação de rotação e translação......................... 2
O rolamento visto como uma rotação pura................................................................... 3
A energia cinética.......................................................................................................... 3
TORQUE ............................................................................................................................ 3
MOMENTO ANGULAR ........................................................................................................... 4
MOMENTO ANGULAR DE UM SISTEMA DE PARTÍCULAS............................................................. 5
MOMENTO ANGULAR DE UM CORPO RÍGIDO ........................................................................... 6
CONSERVAÇÃO DO MOMENTO ANGULAR ............................................................................... 7
SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ....................................................................................... 8
01.................................................................................................................................. 8
02.................................................................................................................................. 8
07.................................................................................................................................. 9
11.................................................................................................................................. 9
13................................................................................................................................ 10
27................................................................................................................................ 11
32................................................................................................................................ 11
44................................................................................................................................ 12
45................................................................................................................................ 13
46................................................................................................................................ 14
49................................................................................................................................ 15
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pfd
pfe
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Versão preliminar 6 de junho de 2002

Notas de Aula de Física

12. ROLAMENTO, TORQUE E MOMENTO ANGULAR .................................................... 2

ROLAMENTO ....................................................................................................................... 2

O rolamento descrito como uma combinação de rotação e translação......................... 2 O rolamento visto como uma rotação pura ................................................................... 3 A energia cinética.......................................................................................................... 3 T ORQUE ............................................................................................................................ 3 MOMENTO ANGULAR ........................................................................................................... 4 MOMENTO ANGULAR DE UM SISTEMA DE PARTÍCULAS ............................................................. 5 MOMENTO ANGULAR DE UM CORPO RÍGIDO ........................................................................... 6 CONSERVAÇÃO DO MOMENTO ANGULAR ............................................................................... 7 S OLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ....................................................................................... 8 01 .................................................................................................................................. 8 02 .................................................................................................................................. 8 07 .................................................................................................................................. 9 11 .................................................................................................................................. 9 13 ................................................................................................................................ 10 27 ................................................................................................................................ 11 32 ................................................................................................................................ 11 44 ................................................................................................................................ 12 45 ................................................................................................................................ 13 46 ................................................................................................................................ 14 49 ................................................................................................................................ 15

12. Rolamento, torque e momento angular

Rolamento

Considere um aro de raio R , rolan- do sem deslizar em uma superfície plana horizontal. Quando essa roda girar de um ângulo θ , o ponto de contato do aro com a superfície horizontal se deslocou uma dis- tância s , tal que;

s = R θ

O centro de massa do aro também deslocou-se da mesma distância. Portanto, a velocidade de deslocamento do centro de massa do aro tem a forma:

v R w dt

d R dt

ds v (^) CM = = ⇒ CM =

θ

De maneira equivalente podemos encontrar a forma da aceleração do centro de massa do aro:

a R α dt

dw R dt

dv a (^) CM = CM = ⇒ CM =

R

s

s

O rolamento descrito como uma combinação de rotação e translação

v v CM

v v CM

v v CM

v v CM

v v CM

v v CM

v v CM

Movimento puramente rotacional , todos os pontos da roda movem- se com a mesma velocidade angular.

Movimento puramente translacional , todos os pontos da roda movem-se para a direita com a mesma velocidade.

O movimento de rola- mento da roda é uma combinação dos dois mo- vimentos anteriormente descritos.

Convenção para simbolizar um vetor saindo perpendicular à folha. Convenção para simbolizar um vetor entrando perpendicular à folha.

y

F

θ F ⊥ F ||

r

x

z

r F

τ = × y

r

F

θ

x

Momento angular

O momento angular de uma partí- cula de massa m localizada pelo vetor po- sição r

, que tem momento linear p

é

definido como:

L r p

= ×

Existe uma conexão entre o mo- mento angular de uma partícula e o torque associado à força resultante que atua sobre ela. Vamos considerar a variação do mo- mento angular no tempo:

(r p) dt

d dt

dL!!

= ×

dt

dp p r dt

dr dt

dL

= × + ×

z

L r p

= ×

y

r

p

θ

Mas

× = × = × =

F Forçaresul te dt

dp

p v p mv v dt

dr

tan

logo:

τ

= × ⇒ =

dt

dL r F dt

dL

Rotação Translação Equivalência L r p

= × →→→→^ p

r F

τ = × →→→→^ F

dt

dL

τ = →→→→ dt

dp F

Momento angular de um sistema de partículas

Quando estamos considerando um sistema de N partículas, o momento angular total é dado por:

=

N N (^) i i

L L L L L

(^121)

De modo equivalente à análise do caso de apenas uma partícula, vamos calcular a variação do momento angular total com o tempo:

= =

=  N

i

N i i i dt

dL L dt

d dt

dL 1 1

i (^) ( (^) i i) i i i i mvi vi ri Fi dt

dp p r dt

dr r p dt

d dt

dL!!!!

= × = × + × = × + ×

Mas

EXT i

INT i i

i (^) F F F dt

dp!!!

ou seja

EXT i

INT i

EXT i i

INT i i

i (^) r F r F dt

dL τ τ

= × + × = +

= =

N i

EXT i

N i

INT i dt

dL 1 1

τ τ

logo

INT EXT dt

dL τ τ

Vamos mostrar que o torque interno é nulo. As forças internas surgem aos pares como interação entre os pares de partículas, ou seja:

=

N j ij

INT Fi 1 f

Para calcular a componente z do momento angular, temos que:

L (^) iz = L (^) i sen θ = (ri sen θ) vi ∆mi = ri ⊥ vi ∆mi = ri ⊥ (w ri ⊥) ∆mi ou seja: L (^) iz = w ∆mi r^2 i ⊥

z (^) i iz i i i L L w m r^2

Mas

I = ∆Lim m i→∑i ∆miri⊥ = ∫r⊥dm

2 2 0

onde ri ⊥ é a componente do vetor posição da massa ∆mi perpendicular ao eixo de rota- ção, ou seja é a distância da massa ∆mi ao eixo de rotação, e portanto temos a nossa definição original de momento de inércia. Desse modo:

L = I w

onde omitimos o índice z do momento angular pois iremos tratar apenas de situações onde o momento angular de um corpo rígido será paralelo ao eixo de rotação (analisare- mos apenas situações onde o momento de inércia é uma grandeza escalar).

Estaremos interessados em situações onde

L I w

e ainda:

τ τ α

I

dt

dL = ⇒ =

Conservação do momento angular

Quando consideramos um sistema de partículas, a variação do momento angular total é igual ao torque externo.

EXT dt

dL τ

Se esse sistema estiver isolado, ou seja se o torque externo for nulo, o momento angular total será uma constante.

L cons te dt

dL = 0 ⇒ = tan

Esse resultado é o equivalente da conservação do momento linear total, e tem um significado e importância similar.

Solução de alguns problemas

Capítulo 12 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição

(^01) Um tubo de paredes finas rola pelo chão. Qual é a razão entre as suas energias ci- néticas translacional e rotacional, em torno de um eixo paralelo ao seu comprimento e que passa pelo seu centro de massa?

Inicialmente vamos calcular o momento de inércia do tubo mencionado, supondo que ele tenha raio R e comprimento L.

dm =σ dS=σ[ ( Rd θ)L]=σLRdθ

=∫ =∫ ( ) = ∫

π π σ θ σ θ

2

0

(^23)

0

I r^2 dm R^2 LRd R L d

RL

M

A

M

π

σ 2

(^3) ( 2 ) 2 2

R L I MR

RL

M

I  ∴ =

= π π

z

y L

x

( ) ( )

2 2

2

2

2 = = = MR w

MwR

Iw

Mv

K

K CM

R

T

Capítulo 12 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição

(^02) Um aro com um raio de 3m e uma massa de 140kg rola sobre um piso horizontal de modo que o seu centro de massa possui uma velocidade de 0,150m/s. Qual é o trabalho que deve ser feito sobre o aro para fazê-lo parar?

I (^) CM = M R^2

2 2 2

K = ICM w + MvCM

R = 3m M = 140kg v (^) CM = 0,15m/s

Considerando que v (^) CM = w R , temos que:

( ) ( ) 2 2 2 2 2

K = MR w + MwR =MvCM= 3,15J

W = ∆K = K F - K I = - KI = - 3,15J

2 10

K = MvCM

( )

( ) 7

7 2 gH h E (^) I EF Mg H h MvCM vCM

g

h L v t L v

g

h t gt h

CM CM

2

ou seja: ( ) 7

20 hH h L

= = 47,80m

Capítulo 12 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição

(^13) Uma bolinha de gude sólida de massa m e raio r rola sem deslizar sobre um trilho

mostrado a seguir, tendo partido do repouso em algum ponto do trecho retilíneo do trilho.

a) Qual é a altura mínima h , medida à partir da base do trilho, de onde devemos soltar a bolinha para que ela não perca o contato com o trilho no ponto mais alto da curva? O raio da curva é R e considere que R >> r.

A condição para que a bolinha não per- ca contato é que a normal seja nula na parte mais alta, ou seja que o peso seja a única força radial, e desse modo te- remos:

v R g R

v P = mg=m CM^ ⇒ CM^2 =

2

Mas como o sistema é conservativo, a energia mecânica será conservada:

h R Q

EI =EF ⇒ UI =UF+K F

ou seja

mgH mg ( R) mvCM mg( R) m(Rg ) mgR H 2 , 7 R 10

= 2 +^2 = + = ∴ =

b) Se a bolinha for solta de uma altura igual a 6R acima da base do trilho, qual será a componente horizontal da força que atua sobre ela no ponto Q?

Usando a conservação da energia mecânica entre os dois pontos, temos que:

E EQ mg ( R) mgR mvQ vQ Rg 7

0 = ⇒^6 = +^2 ∴^2 =

A força horizontal no ponto Q é a própria força radial nesse ponto, logo:

Rg F mg R

m R

v F (^) R m Q R 7

2  ∴^ = 

Capítulo 12 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição

(^27) Dois objetos estão se movendo como mostra a figura a seguir. Qual é o seu mo-

mento angular em torno do ponto O?

m 1 = 6,5kg v1 = 2,2m/s r 1 = 1,5m

m 2 = 3,1kg v2 = 3,6m/s r 2 = 2,8m

1 v 1

r 1 v 2

m 2 O r 2

2 2

2 2 2 2 2 1 1

1 1 1 1 1 ˆ

r i r

p mv jmv r jr

p mv imv !

( )

 ( )

= × = × =+

= × = × =−

2 2 2 2 2 2 2 2 2

1 1 1 1 1 1 1 1 1

L r p i jm r v km r v

L r p j i m rv km rv

!!!

L L 1 L 2

L =kˆ^ (^ m 2 v 2 r 2 −m 1 v 1 r 1 )

L =kˆ^9 , 798 kg.m^2 / s

y

m 1 v 1

r 1 v 2

m 2 O x r 2

Capítulo 12 - Halliday e Resnick - Edição antiga

(^32) Mostre que um cilindro deslizará sobre um plano inclinado, cujo ângulo de inclinação

é θ , quando o coeficiente de atrito estático entre o plano e o cilindro for menor que (tan θ)/.

mg F ma

N mg

θ a

θ

sen

cos 0

Quando estamos interessado em calcular

N

F a

P

θ

L 2 = I 2 w = 4 m L 2 w

c) O momento angular total das três partículas?

L = I w = 14 m L 2 w

Capítulo 12 - Halliday e Resnick - Edição antiga

(^45) Um cilindro de comprimento L e raio r tem peso P. Dois cordões são enrolados em volta do cilindro, cada qual próximo da extremidade, e suas pontas presas a gan- chos fixos no teto. O cilindro é mantido horizontalmente com os dois cordões exata- mente na vertical e, em seguida, é abandonado.

a) Determine a aceleração linear do cilindro durante a queda.

F 1 = F 2 = F

Como a força peso não produz torque em relação ao eixo de rotação, temos que:

r

I

Fr I F 2

α τ (^) = =α ⇒ =

Mas a = α r logo

2 r^2

Ia F =

Considerando as forças que atuam no cilindro, da segunda lei de Newton te- mos que: P F F M a

ou seja: P - 2 F = Ma

Ma r

Ia Mg (^) = 

Mr

I

g a

(^1) Mr 2

I

g a

F 1

F 2

w

P

F

w

P

Considerando que o momento de inércia do cilindro tem a forma 2

Mr^2 I = ,

encontramos que

2 g a =

b) Determine a tensão em cada cordão enquanto eles estão se desenrolando.

Mostramos anteriormente que:

2 r^2

Ia F =

logo

(^2) Mg F

g r

Mr F = ⇒ =

Capítulo 12 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição

(^46) As rodas A e B da figura a seguir estão conectadas por uma correia que não desli-

za. O raio da roda B é três vezes maior que o raio da correia A.

a) Qual seria a razão entre os momentos de inércia I (^) A / I (^) B se ambas tivessem o mesmo momento angular?

rB = 3 rA

Como as duas rodas estão conectadas, as velocidades das suas bordas serão iguais, ou seja:

vA = vB ou seja:

B

A

A B A

B B

A A A BB r w w

r w

w w r =w r ⇒ = = 3 ∴ = 3

L (^) A = IA w (^) A

L (^) B = IB w (^) B Como LA = LB

B

A A

B B

A A A B B I

I

w

w I

I

I w I w

b) Qual seria a razão entre os momentos de inércia^ I^ A / I^ B se ambas tivessem a mesma energia cinética de rotação?

Como K (^) A = K (^) B

2 (^2 2) ∴ =  

B

A A

B B

A A A B B I

I

w

w I

I

I w I w

Ao contrário do rolamento com deslizamento, neste caso as velocidades de translação e rotação não estão conectadas diretamente. Isso só vai acontecer quando cessar o deslizamento, e nesse ponto v1 = w 1 R.

Para o movimento de translação, temos a segunda lei de Newton:

a TRAN

a F Ma

N P

F P N Ma

Mas Fa = μC N = μC M g ∴ a (^) TRAN = μC g

Para o movimento de rotação temos:

a CM a C CM CM^ (^ )^ CM aROT R

I

R

R

I

R

I

F R I F Mg  

τ = = α ⇒ =μ = α= 2 α 2

CM

ROT C I

R

a g

2 μ

Considerando o que já foi mostrado, temos que:

1 0

1 0 1

1 0

1 v a a

a v a

v v a

v t v v a t

v R t a t

TRAN ROT

ROT ROT TRAN TRAN

ROT  

= α =

ou seja:

CM

C

TRAN ROT I

MR

g

v a a

v t (^002) μ 1

Considerando que para a esfera 2 5

I (^) CM = MR encontramos que:

g

v t 7 μC

= = 1,18s

b) A que velocidade está se movendo quando começa a rolar?

t g I

MR

v R t a t g C CM

α (^) ROT μC μ 2

= = = = 6,07m/s

c) Qual a distância que ela desliza na pista?

g

v v a

v v v v a d d TRAN C

(^2) TRAN 2 2 μ

2 1

2 0

2 1

2 (^20) 0

2 1

= − ⇒ = = 8,60m

d) Quantas revoluções fez antes de começar a rolar?

w 12 =w 02 + 2 αθ ⇒^ (w^1 R)^2 = 2 (α^ R)(R^ θ)^ ∴ v 12 = 2 aROTL

( ) 2

2 2 2

2 1 4

t I

MR

g R

a t R

a t N R N a

v L CM

C

ROT ROT ROT

= = = ⇒ = = μ π π

π

R

gt N C π

μ 8

= = 5,18rev