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Roma na Antiguidade: a
transição da República
para o Império
Aluno: Pedro Frederick
Turma: 1°C
Monarquia Romana
A forma de governo adotada em Roma até o século VI a.C. foi a Monarquia. Os
romanos acreditavam que o rei tinha origem divina.
Esse período foi marcado pela invasão de outros povos os etruscos que durante
cerca de 100 anos, dominaram a cidade, impondo-lhe seus reis. Em 509 a.C., os
romanos derrubaram o rei etrusco Tarquínio o Soberbo, e fundaram uma
República. No lugar do rei, elegeram dois magistrados para governar.
Conquistas do exército
As conquistas transformaram exército romano em um grupo imbatível.
A comunidade militar era formada por:
- Cidadãos de Roma, dos territórios, das colônias e das tribos latinas que também tinham cidadania
romana
- Comunidades cujos membros não possuíam cidadania romana completa não podiam votar nem
ser votados.
- Aliados autônomos faziam tratados de aliança com Roma.
Além do exército, as estradas construídas por toda a península itálica também contribuíram para
explicar as conquistas romanas. Os romanos desenvolveram armas e aperfeiçoaram também a
técnica de montar acampamentos e construir fortificações.
A disciplina militar era severa e a punição consistia em espancamentos e decapitações. Os
soldados vencedores recebiam prêmios e honrarias e o general era homenageado, enquanto que
os perdedores eram decapitados nas prisões.
As sucessivas conquistas provocaram, em Roma, grandes transformações sociais, econômicas e
políticas.
Na economia, surgiu uma nova camada de comerciantes e militares homens novos ou cavaleiros
que enriqueceram com as novas atividades surgidas com as conquistas: cobrança de impostos,
fornecimento de alimentos para o exército, construção de pontes e estradas e etc.
Além disso, sociedade romana também sofreu forte influência
da cultura grega e helenística:
- Influência da religião grega
- Escravos vindos do oriente introduziram suas crenças e práticas
religiosas
- Influência grega na arte e na arquitetura
- Escravos gregos eram chamados de pedagogos, pois ensinavam
para as famílias ricas a língua e a literatura grega
Essas influências geraram graves consequências sobre a moral:
multiplicou-se a desunião entre casais e as famílias ricas evitavam
ter muitos filhos.
Tais transformações foram exploradas pelos grupos que lutavam
pelo poder e esse fato desencadeou uma série de lutas políticas. A
sociedade romana dividiu-se em dois partidos: o partido
popular (formado pelos homens novos e desempregados) e
o partido aristocrático (formado pelos grandes proprietários rurais).
Essas lutas caracterizaram a fase de decadência da República
Romana.
Em compensação, os ricos que se sentiram prejudicados começaram a conspirar. No dia 15 de março de 44 a.C., Júlio César foi assassinado. Seu sucessor Otávio, recebeu o título de Augusto, que significava “Escolhido dos Deuses”. O governo de Augusto marcou o início de um longo período de calma e prosperidade. Principais medidas tomadas por Augusto:
- Profissionalizou o exército
- Criou o correio
- Magistrados e senadores tiveram seus poderes reduzidos
- Criou o conselho do imperador que se tornou mais importante que o senado
- Criou novos cargos
- Os cidadãos começaram a ter direitos proporcionais aos seus bens. Surgiu assim três ordens sociais: Senatorial tinham privilégios políticos, Equestre podiam exercer alguns cargos públicos e Inferior não tinham nenhum direito.
- Encorajou a formação de famílias numerosas e a volta da população ao campo
- Mandou punir as mulheres adúlteras
- Estimulou o culto aos deuses tradicionais: Apolo, Vênus, César, etc.
- Combateu a introdução de práticas religiosas estrangeiras
- Passou a sustentar escritores e poetas sem recursos: Virgílio autor de “Eneida”, Tito Lívio, Horácio. Quando chegou a hora de deixar um sucessor, Augusto nomeou Tibério um de seus principais colaboradores. A História Romana vivia o seu melhor período. A cidade de Roma tornou-se o centro de um império que crescia e se estendia pela Europa, Ásia e África. Após a morte de Augusto, houve quatro dinastias de Imperadores: Dinastia Julio-Claudiana ( 14 - 68 ): Tibério executou os planos deixados por Augusto. Porém, foi acusado da morte do general Germanicus e teve o povo e o Senado contra ele. Sua morte ( 78 anos) foi comemorada nas ruas de Roma. Seus sucessores foram Calígula (filho de Germanicus), Cláudio (tio de Calígula) e Nero. Essa dinastia caracterizou-se pelos constantes conflitos entre o Senado e os imperadores. Dinastia dos Flávios ( 69 - 96 ): neste período, os romanos dominaram a Palestina e houve a dispersão (diáspora) do povo judeu.
Dinastia dos Antoninos ( 96 - 192 ): marcou o apogeu do Império Romano. Dentre os imperadores dessa dinastia, podemos citar: Marco Aurélio (que cultivava os ideais de justiça e bondade) e Cômodo que por ser corrupto, acabou sendo assassinado em uma das conspirações que enfrentou. Dinastia dos Severos ( 193 - 235 ): várias crises internas e pressões externas exercidas pelos bárbaros (os povos que ficavam além das fronteiras) pronunciaram o fim do Império Romano, a partir do século III da era cristã. Alguns fatores contribuíram para a crise do império: colapso do sistema escravista, a diminuição da produção e fluxo comercial e a pressão dos povos que habitavam as fronteiras do Império (bárbaros). A partir do ano 235 , o Império começou a ser governado pelos imperadores-soldados (que tinham como principal objetivo combater as invasões). Com a ascensão de Diocleciano no poder, em 284 , o Império foi dividido em dois: Oriente (governado por ele mesmo) e Ocidente (governado por Maximiliano). Cada um deles era ajudado por um imperador subalterno – o César. Diocleciano acreditava que essa estrutura de poder uma Tetrarquia, aumentava a eficiência do Estado e facilitava a defesa do território. Diocleciano tomou várias medidas para controlar a inflação. Seu sucessor Constantino governou de 313 até 337. Constantino legalizou o cristianismo e fundou Constantinopla – para onde transferiu a sede do governo, além de ter abolido o sistema de tetrarquia. A partir do século IV, uma grave crise econômica deixou o Império enfraquecido e sem condições de proteger suas fronteiras, isso fez com que o território romano fosse ameaçado pelos bárbaros que aos poucos invadiram e dominaram o Império Romano do Ocidente formando vários reinos: Vândalos, Ostrogos, Visigodos, Anglo-Saxões e Francos. Em 476 ano que é considerado pelos historiadores um marco divisório entre a Antiguidade e a Idade Média, o Império Romano do Ocidente desintegrou-se restando apenas o Império Romano do Oriente com a capital situada em Constantinopla é também conhecido como Império Bizantino – por ter sido construído no lugar onde antes existia a colônia grega de Bizâncio, que ainda se manteve até o ano de 1453 quando Constantinopla foi invadida e dominada pelos turcos.