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Estudo complementar
Roscas
Cotagem funcional
Nesta seção...
P
d
Damos a seguir dois exemplos de aplicação de máquinas-ferramenta (a mola serve para
manter o jogo/folga das roscas sempre no mesmo sentido).
P
d H
P
P/2 P/
h
Comprimento do filete maior (melhor guia)
P e P’ : passos parecidos e de mesmo sentido
Passo P’ Passo P
Porca EEEEE
Parafuso diferencial Apalpador de Prony
Batente
Apalpador Arruelas elásticas
Passo P
Passo P’
Batente
Passo
É a distância que vai
de um filete ao seguinte.
As normas estabele-
cem passos para cada
diâmetro, mas também
podemos ter passos dife-
rentes para um mesmo
diâmetro. Veja o exem-
plo no quadro ao lado.
Número de filetes
É o número de entrada na extremidade da peça. Veja o método para reconhecer o número
de filetes:
Reparar sobre uma geratriz do cilindro de diâmetro d a distância que separa dois cumes con-
secutivos de uma mesma hélice (passo P) e contar o número de entalhes usinados entre esses
dois cumes.
E > e
Passo fino
d
Passo grosso
d
e
E
Comprimento do filete maior (melhor guia)
Sentido da hélice
É o sentido de penetração do parafuso em relação à porca. Se o sentido for horário, tere-
mos uma rosca direita, e se for anti-horário, uma rosca esquerda.
As roscas à esquerda podem ser marcadas de acordo com as normas estabelecidas.
Exemplos de marcação
Porcas com rosca à esquerda
- Parafusos com mais de uma entrada permitem obter um grande
deslocamento da porca para um giro do parafuso.
- Se desejamos obter microdeslocamentos, o passo do parafuso deve
enfraquecer até que a fabricação se torne bastante delicada. Podemos
utilizar nesse caso o parafuso diferencial de Prony. Para um giro do
parafuso, a porca E desloca-se de uma quantidade L = P – P’.
Ligeiros sinais, pouco profundos, que não afetam os ângulos do sextavado
Perfil dos filetes
É o perfil obtido no corte do parafuso ou da porca por um plano passante pelo eixo.
Diferentes perfis de rosca
Perfil métrico ISO
É utilizado para a maioria das peças filetadas.
Designação de uma rosca ISO:
Símbolo M segundo o diâmetro nominal (d = 8) e o passo (P = 1,25) separados por um
sinal de multiplicação. Em seguida indica-se a tolerância da rosca.
Para um parafuso – M8 x 1,
Para uma rosca fêmea – M8 x 1,
Perfil redondo
O perfil arredondado reduz ao máximo as concentrações de aperto. Ele resiste muito bem
aos grandes esforços e aos choques.
Aplicação
Parafuso de atrelagem de vagões de trem/ lâmpadas.
Designação de uma rosca redonda
Símbolo Rd seguido do diâmetro nominal (d = 24) e do passo (P = 3), separados pelo
sinal de multiplicação.
Exemplo: Rd 24 x 3, mais informações complementares: à esquerda, duas entradas etc.
Perfil assimétrico em “dentes-de-serra”
Esse perfil torna desprezível a componente radial de ação de contato de uma peça sobre a
outra. Ele é utilizado quando uma rosca sobre tubo fino tem, subitamente, esforços relativa-
mente grandes em um só sentido axial.
Aplicação
Pinças de giro/reguladores de um só sentido.
Designação de uma rosca em dentes-de-serra
Escrever “dentes-de-serra” seguido do diâmetro nominal (d = 36) e do passo (P = 3),
separados pelo sinal de multiplicação.
P
15º 15 º
R 3 R 1
R 1 R 2
d – 0,9 P d – P d 2 d
P/
d + 0,1 P
R 1 = 0,238 51 P
R 2 = 0,255 97 P
R 3 = 0,221 05 P
Exemplo de “dentes-de-serra” 36x
Parafuso
F axial F
F radial
d – 1,02 P
d + 0,1484 P
H/
P
d – 1,168 P d
45º 10º
H
H = 0,850 P
R max = 0,0899 P
Plano de calibração
Rosca incompleta
Rosca amortecida
Rosca útil (nunca inferior à somaRosca útil (nunca inferior à soma Rosca útil (nunca inferior à somaRosca útil (nunca inferior à somaRosca útil (nunca inferior à soma do comprimento de calibraçãodo comprimento de calibraçãodo comprimento de calibraçãodo comprimento de calibraçãodo comprimento de calibração com o comprimento de aperto)com o comprimento de aperto)com o comprimento de aperto)com o comprimento de aperto)com o comprimento de aperto)
Diâmetro de calibração
Conicidade 1:
1616161616
Comprimento de calibração
Margem equivalente à tolerância positiva na rosca interna
Comprimento de aperto
Comprimento de aperto a chave
Extremidade da maior rosca permissível quando a montagem é manual
Perfil gás para tubos e conexões
Porca
Macho Fêmea
Rosca Métrica – Paralela
A vedação de roscas métricas paralelas é obtida por meio de juntas de cobre ou de juntas cortantes de aço
C
A B
D
E
Macho Fêmea
Rosca UNF – Paralela
A vedação de roscas UNF é obtida por meio de anel de borracha sintéticao‘ring
C
E
B
A
Macho Fêmea
Rosca BSPT – Cônica
A rosca BSPT cônica é autovedante e posicionável
E
B
A
Macho Fêmea
Rosca Métrica – Cônica
E
B
A
Representação das peças filetadas
Uma peça filetada deve ser representada como uma peça lisa não-filetada, com a junção
do cilindro passante no fundo dos filetes em traço fino ou interrompido fino, segundo o que
está à vista ou oculto.
O comprimento de rosca x utilizável para o parafuso ou p para a porca é indicado por um
traço forte (ou interrompido fino, se ele for oculto). Os filetes incompletos formados são repre-
sentados por dois pequenos traços finos inclinados a 30 o^ aproximadamente, ou por dois traços
interrompidos finos se eles forem ocultos. Veja as figuras a seguir.
d
X
M10 – 6H
A – A (^) A
A
Montagem de peças filetadas
Deve-se aplicar a seguinte regra:
As roscas exteriores escondem sempre as roscas interiores
Cotagem das roscas
O diâmetro a cotar é o diâmetro nominal comum ao parafuso e à porca. O perfil utilizado
deve ser indicado ao lado das designações normalizadas.
O comprimento a cotar é o comprimento útil da rosca (cotas 15 e 16 da figura a seguir)
Ela deve ser indicada de acordo com os princípios de cotagem funcional.
M 30 x 1,
15 + 10
M 30 x 1,
16 mín.
Usinagem das roscas
Existe uma padronização para a escolha da broca para furação, antes de se roscar com o
macho. Podemos citar alguns exemplos:
Parafusos com sextavado interno
Conhecidos popularmente como parafusos “Allen “(fabricante), são confeccionados em
aço SAE 1045, tratados termicamente com têmpera (a 850°C) e revenimento (a 550°C), sem
limpeza superficial após o tratamento, o que lhe dá uma cor escura. O tratamento térmico
visa a dar mais resistência ao parafuso e também proteção à corrosão. Seu custo é maior, e
a tolerância empregada nesses parafusos é a fina (4H-5H/4h), tabelada e em função das di-
mensões dos filetes.
Rosca métrica
M8 (passo 1,25) – diâmetro da broca 6,8mm
Rosca métrica fina
M8 (passo 0,75) – diâmetro da broca 7,2mm
M8 (passo 1) – diâmetro da broca 7mm
Rosca R (BSP)
R 1/2 (N/1’’ = 14) diâmetro da broca 19mm
Rosca BSW
1/2 (N/1’’ = 12) diâmetro da broca 10,5mm
Rosca UNC
1/2 (N/1’’ = 13) diâmetro da broca 10,8mm
Rosca UNF
1/2 (N/1’’ = 20) diâmetro da broca 11,5mm
Rosca NPT/NPTF
1/2 (N/1’’ = 14) diâmetro da broca 18mm
Rosca NPS/NPSF
1/2 (N/1’’ = 14) diâmetro da broca 18,3mm
Ajustagem Básica – Estudo complementar
errado
Vamos praticar?
M
8
1,
6
H
1. O passo usual encontrado no comércio, nas roscas de parafusos e porcas,
é o passo grosso.
2. Para reconhecer o número de filetes de um parafuso, devemos reparar
sobre uma geratriz do cilindro de diâmetro d a distância que separa
dois cumes consecutivos de hélices diferentes.
3. A mola utilizada no parafuso diferencial de Prony serve para manter o jogo/
folga das roscas sempre no mesmo sentido.
4. Na rosca de um parafuso M8 x 1,25-6H, indicar o que representa cada
símbolo relacionado abaixo.
Certo Errado
Certo Errado
Certo Errado
11mm
19mm
13mm
10mm
14mm
11. Para se fazer uma rosca R (BSP) de 1/2 (N/1"=14), o diâmetro da broca
deve ser de:
10. Para se fazer uma rosca métrica fina M8 (passo 0,75), o diâmetro da broca
deve ser de:
Anotações
6,8mm
7mm
7,2mm
6,5mm
Cotagem funcional
Princípios
Unidade de comprimento
Todas as dimensões lineares (cotas e tolerâncias) devem ser expressas em uma mesma uni-
dade. Em mecânica, a unidade normalizada é o milímetro (mm).
Isso resulta nas seguintes vantagens:
Evita-se a indicação da unidade adotada.
A leitura se faz sem risco de confusão.
- É evidente que o valor a ser registrado é aquele que deve se obter
sobre a peça, qualquer que seja a dimensão sobre o desenho.
2,5cm 0,05mm
9mm
13mm13mm13mm13mm13mm (^) 7mm7mm7mm7mm7mm
Cota auxiliar
Se uma cota excessiva é estimada útil (por exemplo, para decréscimo de uma peça), deve-
mos escrevê-la entre parênteses a fim de indicar que não é necessário fazer a verificação. Uma
cota auxiliar não deve ser tolerada.
20 – 00,1 30 – 0,
Inscrição das cotas
Uma cota não deve ser inscrita mais do que uma vez. Além disso, o elemento cotado deve
ser representado o mais claramente possível.
Exemplo:
Repetição da cota 10 no desenho abaixo:
Ela aumenta o tempo passado sobre o desenho.
No caso de uma eventual modificação do valor da cota, há o risco de se modificar uma cota e
não a outra, o que pode conduzir a outras confusões antes, na fabricação e no controle da peça.
Ela não leva nenhuma informação nova para a fabricação.
Cotagem funcional
Cotar funcionalmente um desenho é fazer uma escolha racional entre suas diversas dimen-
sões geometricamente equivalentes, e não cotar e tolerar aquelas (ditas “dimensões funcionais”)
que expressam diretamente as condições de capacidade do produto a empregar (ditas “cotas
condicionais”).
Método geral para cotar funcionalmente
- Fazer uma análise completa do produto a fim de colocar em evidência as cotas condicionais
para assegurar um funcionamento normal.
- Trocar as cotas que expressam diretamente, para cada peça, as cotas condicionais.
Desenho de definição
Os desenhos de detalhes feitos a partir de uma montagem se chamam “desenhos de
definição”.
Eles determinam as exigências funcionais às quais deve satisfazer o processo de produção.
Um desenho de definição deve ser cotado funcionalmente. A cota indicada corresponde à
dimensão da peça acabada e a informações complementares sobre o revestimento de proteção,
o tratamento de superfície etc.
Indicar no desenho abaixo os elementos não-Indicar no desenho abaixo os elementos não-Indicar no desenho abaixo os elementos não-Indicar no desenho abaixo os elementos não-Indicar no desenho abaixo os elementos não- constituintes de uma montagem, como:constituintes de uma montagem, como:constituintes de uma montagem, como:constituintes de uma montagem, como:constituintes de uma montagem, como:
- ••••^ Resistência ou deformação mecânicaResistência ou deformação mecânicaResistência ou deformação mecânicaResistência ou deformação mecânicaResistência ou deformação mecânica
- •••• EncobrimentoEncobrimentoEncobrimentoEncobrimentoEncobrimento
- ••••^ Economia de massa ou materialEconomia de massa ou materialEconomia de massa ou materialEconomia de massa ou materialEconomia de massa ou material
- ••••^ Estética, etc.Estética, etc.Estética, etc.Estética, etc.Estética, etc.
Indicação dos elementos
não-constituintes de uma montagem
Notas
- Em geral, as cotas• Em geral, as cotas• Em geral, as cotas• Em geral, as cotas• Em geral, as cotas condicionais se exprimemcondicionais se exprimemcondicionais se exprimemcondicionais se exprimemcondicionais se exprimem diretamente (a cota a serdiretamente (a cota a serdiretamente (a cota a serdiretamente (a cota a serdiretamente (a cota a ser inscrita é igual à cotainscrita é igual à cotainscrita é igual à cotainscrita é igual à cotainscrita é igual à cota condicional).condicional).condicional).condicional).condicional).
- Para essas cotas, o modo• Para essas cotas, o modo• Para essas cotas, o modo• Para essas cotas, o modo• Para essas cotas, o modo de tolerar mais convenientede tolerar mais convenientede tolerar mais convenientede tolerar mais convenientede tolerar mais conveniente muitas vezes é o “princípiomuitas vezes é o “princípiomuitas vezes é o “princípiomuitas vezes é o “princípiomuitas vezes é o “princípio de independência”.de independência”.de independência”.de independência”.de independência”.