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Roteiro de Exame para Doenças Osteoarticulares, Manuais, Projetos, Pesquisas de História

Este documento fornece um roteiro completo para realizar um exame físico em pacientes suspeitos de doenças osteoarticulares. Aborda anamnese, topografia, sintomas, exame físico e manifestações sistêmicas. Inclui informações sobre sexo, idade, história de trauma, história familiar e história da doença atual.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2022

Compartilhado em 07/11/2022

Boto92
Boto92 🇧🇷

4.6

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Roteiro do exame osteoarticular
Laís Moreira Lopes e Márcia Sales
Anamnese
Sexo: algumas doenças prevalecem em mulheres (lúpus 9:1, artrite reumatóide 5:1) e outras em homens
(gota, espondilite anquilosante 9:1).
Idade: algumas doenças prevalecem na infância e juventude (febre reumática, artrite reumatóide, e
lúpus), outras mais comuns em idosos (osteoartrite, polimialgia reumática, arterite temporal).
História de trauma e movimentos repetitivos: traumas, movimentos repetitivos e determinadas
profissões podem precipitar certas doenças como osteoartrite secundária, bursite, tendinite, etc.
História familiar: história de doença autoimune na família?
História da doença atual:
Indagar causas precipitantes dos sintomas (traumas, infecção passada, exposição ao sol,
temperatura).
Análise de DOR ARTICULAR: quadro a seguir
Topografia
Punho, MCF, IFP, IFD,
cotovelo, ombro, coluna,
ATM, quadril, joelho,
tornozelo, MCF, IFP, IFD,
músculo, enteses
Especificar exatamente as
articulações acometidas,
irradiação e se a dor está
localizada nos músculos ou
enteses.
Fixa
Migratória
Somatória
Axial
Periférica
Bilateral/Simétrica
Assimétrica
Numero de articulações
Monoarticular
Ex.: Gota e artrite séptica
Oligoarticular
2 a 4
Ex.: espondiloartrite
Poliarticular
5 ou mais
Ex.: Artrite reumatóide,
Lúpus e febre reumática.
Padrão
Inflamatório
Dor ocorre mais pela
manhã, melhora com
movimento, perturba o
sono, rigidez de longa
duração e sinais flogísticos.
Mecânico
Dor piora ao longo do dia,
piora com movimentos e
tem rigidez de curta
duração.
Tempo
Aguda
Até 2 semanas
Subaguda
2 a 6 semanas
Evolução
Surtos
As crises de dor são
intermitentes com períodos
de remissão completa,
como na gota.
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Roteiro do exame osteoarticular

Laís Moreira Lopes e Márcia Sales

Anamnese

 Sexo: algumas doenças prevalecem em mulheres (lúpus 9:1, artrite reumatóide 5:1) e outras em homens (gota, espondilite anquilosante 9:1).  Idade: algumas doenças prevalecem na infância e juventude (febre reumática, artrite reumatóide, e lúpus), outras mais comuns em idosos (osteoartrite, polimialgia reumática, arterite temporal).  História de trauma e movimentos repetitivos: traumas, movimentos repetitivos e determinadas profissões podem precipitar certas doenças como osteoartrite secundária, bursite, tendinite, etc.  História familiar: história de doença autoimune na família?  História da doença atual:  Indagar causas precipitantes dos sintomas (traumas, infecção passada, exposição ao sol, temperatura).  Análise de DOR ARTICULAR: quadro a seguir

Topografia Punho, MCF, IFP, IFD, cotovelo, ombro, coluna, ATM, quadril, joelho, tornozelo, MCF, IFP, IFD, músculo, enteses

Especificar exatamente as articulações acometidas, irradiação e se a dor está localizada nos músculos ou enteses. Fixa Migratória Somatória Axial Periférica Bilateral/Simétrica Assimétrica Numero de articulações Monoarticular Ex.: Gota e artrite séptica Oligoarticular 2 a 4 Ex.: espondiloartrite Poliarticular 5 ou mais Ex.: Artrite reumatóide, Lúpus e febre reumática. Padrão Inflamatório Dor ocorre mais pela manhã, melhora com movimento, perturba o sono, rigidez de longa duração e sinais flogísticos. Mecânico Dor piora ao longo do dia, piora com movimentos e tem rigidez de curta duração. Tempo Aguda Até 2 semanas Subaguda 2 a 6 semanas Evolução Surtos As crises de dor são intermitentes com períodos de remissão completa, como na gota.

Surtos de agudização A dor é praticamente constante, mas ocorrem períodos de piora da dor, como na artrite reumatóide. Manifestações sistêmicas associadas

Úlceras orais Lúpus, doença de Behçet. Úlceras orais e vaginas Doença de Behçet Lesões cutâneas Dermatomiosite, artrite psoriática, lúpus. Fenômeno de Raynaud Esclerodermia, lúpus Uveíte Artrite reativa, espondilite anquilosante, artrite enteropática, doença de Behçet, sarcoidose, poliangeíte granulomatosa (Granulomatose de Wegener) Uretrite Artrite reativa, artrite gonocócica. Xeroftalmia e xerostomia Síndrome de Sjögren

Obs.: ARTRITE: Inflamação articular, 2 ou mais dos seguintes sinais: dor, calor, edema e eritema. Ex.: dor e edema ARTRALGIA: dor articular.

Exame físico

Inspeção  Comparar articulações e grupos musculares à procura de assimetrias e atrofia.  Observar se há lesões de pele.  Edema: sinal inflamatório. Aumento generalizado da articulação indica aumento de líquido sinovial. Edema periarticular indica inflamação de bainha de tendão. Edema de tecidos moles tende a ser mais difuso. Edema bem definido sobre proeminência óssea indica inflamação de bursa subcutânea.  Cor: a inflamação aguda da articulação pode causar cor eritematosa sobre a articulação  Deformidades: a inflamação e artrite crônica alteram a anatomia e desalinha articulações.  Atrofia muscular: pode indicar uma consequência da inflamação articular ou miosite.

Palpação  Hipersensibilidade: comprimir todas as articulações e grupos musculares para avaliar aparecimento de dor.  Melhora da dor no movimento passivo (provocado pelo examinador) indica periartrite (tendinite, bursite).  Geralmente quando a dor ocorre no movimento passivo e ativo a dor se origina de estruturas articulares.  Avaliação de edema: palpar interfaces articulares (expor limites articulares). Edema sinovial tem consistência de bola de borracha enquanto a hipertrofia sinovial é mais consistente. Inflamação de bainha de tendão tem edema mole ao longo do tendão. Osteófitos induzem hipertrofia óssea típica dos nódulos de Heberden (IF distal) e Bouchard (IF proximal).  Temperatura: avaliar com o dorso das mãos comparando com articulação simétrica e musculatura adjacente (a temperatura de área muscular é sempre maior que uma articulação normal).  Crepitação: Mobilidade articular pode produzir estalidos ou sensação de quebra à palpação conhecido como crepitação. Ocorre quando há degeneração de cartilagem, na osteoartrite por exemplo. Inflamação também pode causar crepitação.

Avaliação de tendinite de subescapular Teste de Gerber: coloca-se o ombro a ser examinado em extensão e rotação interna com a mão no dorso (cotovelo a 90º). A seguir, solicita-se ao paciente que abra distância entre mão e dorso. A incapacidade de realizar a manobra indica tendinite subescapular.

Mãos

 Observar presença de deformidades fixas como na artrite reumatóide, osteoartrite e artrite psoriática e deformidades redutíveis (artropatia de Jaccoud) como no lúpus e febre reumática.  Interfalangianas acometidas por osteoartrite são chamadas de: Nódulos de Bouchard: IFP Nódulos de Heberden: IFD  Rizoartrose: MCF do primeiro dedo acometida por osteoartrite.  Tipos de deformidades fixas da artrite reumatóide: Dedo em pescoço de cisne, dedo em abotoeira e desvio ulnar.

Avaliação de edema IF:

Avaliação de edema MCF:

Punho

Avaliação de edema em punho:

Avaliação de tendinite de DeQuervain

Teste de Finkelstein: cerrar o punho cobrindo o polegar com os outros dedos, desviar punho em direção ulnar.

Teste positivo quando ocorrer dor na lateral do punho.

Avaliação de síndrome do túnel do carpo:

Sinal de Tinel: percussão do nervo mediano no seu retináculo do ligamento carpal a presença de dor ou

parestesia no trajeto do nervo mediano (1°, 2°, 3° e face radial do 4° dedo) indicam teste positivo.

Sinal de Phalen : dor e parestesia ao se fletir totalmente os dois punhos por 1 minuto.

Joelho  observar alterações de arquitetura: valgo, varo, recurvados e flexos (podem ser causa de dor articular)  observar presença de tumefação difusa que pode ter origem liquida (derrame articular) ou óssea.

Teste de Apley: para distinguir lesões capsulares ou ligamentares. Doente em decúbito ventral e joelho fletido

a 90 graus, o examinador imprime uma rotação interna ou externa na perna, acompanhada primeiro de uma tração para cima, e depois de uma pressão para baixo. Quando surge dor ao tracionar para cima a lesão é

capsular ou ligamentar, quando para baixo a lesão é meniscal.