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Saneamento - limpeza publica, Manuais, Projetos, Pesquisas de Engenharia Civil

Como fazer orçamento de limpeza pública

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 23/03/2020

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133
R. TCEMG Belo Horizonte v. 34 n. 1 p. 133-144 jan./mar. 2016
1 INTRODUÇÃO
Os técnicos do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), no exercício do controle
externo, fiscalizam as contratações de obras de naturezas distintas e realizam auditorias e inspeções,
com vistorias em obras e serviços realizados nos municípios mineiros. Muitas vezes, as vistorias
ocorrem em áreas insalubres de lixões, com proliferação de vetores de diversas doenças ou em regiões
alagadas onde correm esgoto a céu aberto.
Todavia, esta realidade vem mudando aos poucos. Atualmente, novas tecnologias vêm
sendo incorporadas aos trabalhos dos técnicos do TCEMG. se vislumbra a utilização
de drones, com o objetivo de realizar auditorias em locais de difícil acesso para produzir
imagens que, trabalhadas em softwares do tipo GIS, permitirão ao auditor realizar
inúmeras atividades sem, contudo, se expor a condições insalubres. Com a evolução
das metodologias de construção e o desenvolvimento tecnológico dos materiais empregados, e com
a incorporação de novas tecnologias de levantamento de dados, o auditor de engenharia procura
manter-se permanentemente atualizado. O TCEMG já tem dotado seus servidores de equipamentos
de proteção individual (EPIs), conforme determinam as normas regulamentadoras do Ministério do
Trabalho.
O Geo-Obras, software de acompanhamento das contratações e execução de obras e ser viços
de engenharia, é uma ferramenta que permite ao técnico realizar auditorias, desde a fase de
Limpeza Urbana
Luiz Henrique Starling Lopes
Especialista em Engenharia Econômica pela Fundação
Dom Cabral (PUC Minas). Especialista em Engenharia de
Estruturas de Concreto Armado pela Fundação Cristiano
Otoni (UFMG). Graduado em Engenharia Civil pela
UFMG. Analista de Controle Externo do TCEMG.
CRÉDITO: ARQUIVO PESSOAL
Valéria Conceição Chiaretti Ferro
Especialista em Educação pelo Centro de Estudos e
Pesquisas Educacionais de Minas Gerais (Cepemg)
- Instituto de Educação. Especialista em Controle
Externo da Gestão Pública Contemporânea pela PUC
Minas. Especialista em Direito Público pela Faculdade
de Direito de Ipatinga. Graduada em Matemática pela
Fafi BH. Graduada em Engenharia Civil pela Escola de
Engenharia Kennedy, Belo Horizonte/MG. Analista de
Controle Externo do TCEMG.
CRÉDITO: ARQUIVO PESSOAL
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1 INTRODUÇÃO

Os técnicos do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), no exercício do controle

externo, fiscalizam as contratações de obras de naturezas distintas e realizam auditorias e inspeções,

com vistorias em obras e serviços realizados nos municípios mineiros. Muitas vezes, as vistorias

ocorrem em áreas insalubres de lixões, com proliferação de vetores de diversas doenças ou em regiões

alagadas onde correm esgoto a céu aberto.

Todavia, esta realidade vem mudando aos poucos. Atualmente, novas tecnologias vêm

sendo incorporadas aos trabalhos dos técnicos do TCEMG. Já se vislumbra a utilização

de drones, com o objetivo de realizar auditorias em locais de difícil acesso para produzir

imagens que, trabalhadas em softwares do tipo GIS, permitirão ao auditor realizar

inúmeras atividades sem, contudo, se expor a condições insalubres. Com a evolução

das metodologias de construção e o desenvolvimento tecnológico dos materiais empregados, e com

a incorporação de novas tecnologias de levantamento de dados, o auditor de engenharia procura

manter-se permanentemente atualizado. O TCEMG já tem dotado seus servidores de equipamentos

de proteção individual (EPIs), conforme determinam as normas regulamentadoras do Ministério do

Trabalho.

O Geo-Obras, software de acompanhamento das contratações e execução de obras e serviços

de engenharia, é uma ferramenta que já permite ao técnico realizar auditorias, desde a fase de

Limpeza Urbana

Luiz Henrique Starling Lopes

Especialista em Engenharia Econômica pela Fundação

Dom Cabral (PUC Minas). Especialista em Engenharia de

Estruturas de Concreto Armado pela Fundação Cristiano

Otoni (UFMG). Graduado em Engenharia Civil pela

UFMG. Analista de Controle Externo do TCEMG.

CRÉDITO: ARQUIVO PESSOAL

Valéria Conceição Chiaretti Ferro

Especialista em Educação pelo Centro de Estudos e

Pesquisas Educacionais de Minas Gerais (Cepemg)

  • Instituto de Educação. Especialista em Controle

Externo da Gestão Pública Contemporânea pela PUC

Minas. Especialista em Direito Público pela Faculdade

de Direito de Ipatinga. Graduada em Matemática pela

Fafi BH. Graduada em Engenharia Civil pela Escola de

Engenharia Kennedy, Belo Horizonte/MG. Analista de

Controle Externo do TCEMG.

CRÉDITO: ARQUIVO PESSOAL

planejamento até a identificação de possíveis riscos, de forma virtual, antecedendo a fase de auditoria.

Desta forma, ganha-se em eficiência e redução de tempo nos trabalhos de campo.

Agregam-se a essas evoluções a edição e a publicação, pelo Tribunal de Contas, do Manual de Auditoria,

que define os procedimentos a serem adotados pelo engenheiro no planejamento e execução das

auditorias, orientando desde a fase de planejamento e execução até a elaboração do relatório de

auditoria.

Com a utilização dessas ferramentas, vislumbra-se uma redução do tempo de trabalho em campo

para cada obra, com redução dos prazos entre o início da auditoria e a entrega dos relatórios finais.

Anteriormente, o procedimento adotado pelo auditor consistia em identificar, em campo, as licitações

e as contratações elaboradas pelos jurisdicionados. Apenas depois deste procedimento eram

selecionadas as obras auditadas, o que tornava extenso o tempo de elaboração dos trabalhos.

Quanto aos serviços de coleta de resíduos sólidos urbanos requer-se um aprofundamento muito grande

na questão de metodologias e logísticas de execução, além de conhecimento técnico das formas de

execução desses serviços. Tal conhecimento permitirá ao auditor detectar formas inadequadas de

procedimentos na coleta e destinação dos resíduos sólidos e apontar melhores soluções.

Atualmente, os caminhões de coleta são equipados com aparelhos de GPS, que permitem ao auditor

o conhecimento das distâncias e do tempo percorrido em cada rota, inclusive identificando os locais

de parada do motorista, disposição final, etc.

O Brasil é um país cujas leis são criadas e alteradas com muita frequência, tornando-se difícil o

acompanhamento dessas alterações. Fiscalizar ou auditar a contratação e a execução de serviços

de limpeza urbana, por exemplo, demanda do técnico conhecimentos específicos, contidos na

Constituição Federal, Constituição Estadual, Lei Orgânica de cada município mineiro (total de 853),

Lei da Política Nacional de Saneamento, Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, Normas da

ABNT, legislação de meio ambiente, além, é claro, de todo o conhecimento de engenharia trazido do

meio acadêmico e da vida prática bem como a facilidade na elaboração de planilhas, a montagem de

composições de custos, conhecimento da logística e das variáveis que influenciam na execução de

serviços.

Este trabalho abordará especificamente a contratação dos serviços de coleta e transporte de resíduos

sólidos urbanos sem, todavia, aprofundar na legislação que abrange a matéria, um tanto quanto

extensa.

2 ORÇAMENTO PARA O SERVIÇO DE COLETA E TRANSPORTE DE

RESÍDUOS URBANOS

O orçamento para a execução do serviço de coleta e transporte de resíduos sólidos urbanos (RSU)

será tratado de forma destacada em face de sua importância para a licitação e para a sociedade, que

financia diretamente, por meio da taxa de limpeza urbana, a execução do serviço.

A escolha de metodologia ou logística equivocada para o serviço de limpeza urbana pode ocasionar

sobrepreço na licitação, onerando diretamente o cidadão, que paga a taxa de coleta pública em seus

Tabela 1 – Tabela de referência de produção de resíduos sólido

Tamanho da cidade População Urbana(habitantes) Geraçãohab/dia)^ per capita (kg/ Máximo (kg/hab/dia) Pequena Até 30.000 0,5 0, Média 30.000 até 500.000 0,50 a 0,80 0, Grande 500.000 até 5.000.000 0,80 a 1,00 1 Megalópole Acima de 5.000.000 Acima de 1,00 1,

Fonte: Valéria Cristina Gonzaga e Alberto Magalhães Fonseca.

A título de exemplo, foram extraídas do SNIS as seguintes informações sobre a produção de resíduos

de um município, com população de 91.453 habitantes, obtendo-se os valores do quadro que se

segue:

Tabela 2 – Informações do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS)

Município Estado (^) ReferênciaAno de População(hab.) Nome da Unidade (^) resíduos (t/ano)Quantidade de

Paradigma MG 2014 91.453 ATERRO SANITÁRIOMUNICIPAL 18.000,

Observa-se que o “município paradigma”, com uma população de 91.453 habitantes, enquadra-se

como cidade média brasileira. A quantidade de resíduos gerada por ano atinge uma geração per

capita de 0,539 kg/dia (resultado da operação: 18.000.000 kg / 365 dias/ 91.453 habitantes), o que

confirma os valores da Tabela 1.

Deve-se observar, todavia, que à medida que a sociedade se desenvolve e as cidades crescem, a

geração per capita aumenta.

Quanto ao orçamento dos serviços de coleta domiciliar, o primeiro ponto a ser observado é o

levantamento da produção de resíduos sólidos gerada no município.

Os setores, as rotas, as distâncias a serem percorridas, os estudos sobre a frequência, os horários e os

turnos de trabalho são de suma importância para o dimensionamento da frota de caminhões, das

equipes de trabalho e para a elaboração do preço de um serviço de coleta de resíduos sólidos. Em

alguns municípios, a legislação municipal proíbe que caminhões façam a coleta durante o dia nas

áreas denominadas hipercentro, sendo o trabalho realizado à noite. Há municípios que limitam a

capacidade do caminhão em conformidade com as vias públicas. Alguns adotam a frequência diária

para a coleta, já outros alternam os dias de coleta residual.

Definida a quantidade gerada de resíduos, a frequência, os turnos e os horários de trabalho, conhecendo-

se os setores e as rotas a percorrer dentro de cada campo, a distância do deslocamento à garagem, a

distância ao aterro sanitário/local de destinação final, entre outros, será possível dimensionar a frota e

a mão de obra necessárias, além de estimar o seu custo e preço para a execução dos serviços.

3 CÁLCULO DO NÚMERO DE CAÇAMBAS/CAMINHÕES

Para verificar o número de caminhões coletores informados no edital, o auditor pode utilizar as Tabelas

3 e 4, a seguir, considerando que os caminhões coletores de resíduos são equipados com caçambas

compactadoras de lixo.

Tabela 3 – Características das caçambas compactadoras de lixo

Caçamba Capacidade em Volume (m³) Capacidade em massa (t) 6 3, 8 4, 10 5, 12 6, 15 8, 17 9, 20 10, 25 13, Obs.: a informação da capacidade da caçamba deve ser um dado de projeto básico.

No cálculo da capacidade em massa da caçamba, observa-se a densidade do resíduo sólido compactado

igual a 0,54 t/m³. No dimensionamento da quantidade de caminhões, divide-se a quantidade gerada

por dia pela capacidade da caçamba e considera-se que cada caminhão faz em média duas viagens

por dia até o aterro.

Considerando as incertezas que giram em torno da quantidade real de resíduo gerada por dia,

utilizam-se apenas 85% da capacidade da caçamba.

Considerando, ainda, a necessidade de retirada de caminhões de serviço devido às manutenções

preventivas ou corretivas, deve-se considerar uma reserva técnica de 10% dos caminhões calculados.

Assim, o cálculo pode ser feito conforme o quadro abaixo:

Tabela 4 – Dimensionamento do número de caminhões necessários

Quantidade de Caminhões Coletores para toda a coleta do Município Item Descrição Unid. Sigla Valor 1 Quantidade de resíduos mensal t QM Apropriado 2 Quantidade de Resíduos coletados/dia t/dia QD QD = (1) / 3 Quantidade de Resíduos Coleta Diurna tdia QDD QDD = X%(2) 4 Quantidade de Resíduos Coleta Noturna t/dia QDN QDN = Y%(2) 5 Número de viagens por período/caminhão unid. NVC 2 (em média) 6 Capacidade da caçamba compactadora volume) m³ CCV Tabela 3 7 Capacidade da caçamba compactadora (massa) t CCM Tabela 3 8 Número de caminhões coleta diurna unid. NCD NCD = (3) / [(0,85(7)(5)] 9 Capacidade utilizada da caçamba % CC 85 10 Número de caminhões coleta noturna unid. NCN NCN = (4) / [(0,85(7)5)] 11 Número de caminhões necessários unid. NC se (8) > (10) então (8) senão (10) 12 Reserva técnica - 10% unid. NCR NCR = (12)*10% 13 Número total de caminhões caçambas unid. NCT NCT = (12) + (13)

Obs.: A quantidade de resíduos gerada no município, o número de viagens e a capacidade da caçamba são dados de projeto básico.

Tabela 6 – Dimensionamento do número de motoristas

Dimensionamento do número de motoristas Item Descrição Unid Sigla Valor 1 Motorista Diurno Unid. MD MD =(8) da tabela 4 2 Motorista Noturno Unid. MN MN = (10) da tabela 4 3 Motorista Reserva Diurno Unid. MRD MRD =10% * (8) da tabela 4 4 Motorista Reserva Noturno Unid. MRN MRN =10 % * (10) da tabela 4 5 Total de Motoristas (mensal) Unid. MT MT = (1) + (2) + (3) + (4)

Tabela 7 – Dimensionamento do número de coletores

Dimensionamento do número de Coletores Item Descrição Unid. Sigla Valor 1 Coletor Diurno Unid. CD CD = 4 * (1) da tabela 6 2 Coletor Noturno Unid. CN CN = 4 * (2) da tabela 6 3 Coletor Reserva Diurno Unid. CRD CRD = 2 * (3) da tabela 6 4 Coletor Reserva Noturno Unid. CRN CRN = 2 * (4) da tabela 6 5 Total de coletores (mensal) Unid. CT CT = (5) + (6) + (7) + (8)

6 CÁLCULO DO CUSTO DO SERVIÇO DE COLETA E TRANSPORTE DE

RSU

6.1 Custo da mão de obra

O custo de mão de obra é calculado multiplicando-se o número de motoristas e garis pelo custo

de remuneração de cada um. Na remuneração mensal deve-se considerar as parcelas relativas à

insalubridade, os encargos sociais, o vale-refeição, o plano de saúde, o vale-transporte, o uniforme,

o EPI, etc. conforme o caso. A composição do custo de mão de obra para motoristas e garis deve

considerar os direitos adquiridos nas convenções coletivas de trabalho e/ou acordos com os sindicatos

patronais.

Tabela 8 – Custo por empregado

Item DESCRIÇÃO(1) Diurno (2)Motoristas Noturno (3)^ Diurno (4) ColetoresNoturno (5)

1 Salário Mensal Convenção Convenção Convenção Convenção 2 Adicional noturno Não 20% hora normalapós 22:00 Não 20% Hora normal após22: 3 Insalubridade 40% SM 40% SM 40% SM 40% SM 4 Encargos sociais -mensalista *[(1)+(2)+(3)]% apurado *[(1)+(2)+(3)]% apurado *[(1)+(2)+(3)]% apurado % apurado *[(1)+(2)+(3)]

5 Salário comencargos (1)+(2)+(3)+(4) (1)+(2)+(3)+(4) (1)+(2)+(3)+(4) (1)+(2)+(3)+(4) Direitos trabalhistas – Convenção coletiva 6 Vale -refeição Convenção Convenção Convenção Convenção

Direitos trabalhistas – Convenção coletiva 7 Plano de saúde Convenção Convenção Convenção Convenção 8 Vale transporte 52 x passe 52 x passe 52 x passe 52 x passe (^9) empregado - 6%Desconto 6%(1) 6%(1) 6%(1) 6%(1) 10 Uniforme Convenção Convenção Convenção Convenção (^11) trabalhistasDireitos (6)+(7)+(8)-(9)+(10) (6)+(7)+(8)-(9)+(10) (6)+(7)+(8)-(9)+(10) (6)+(7)+(8)-(9)+(10)

(^12) por empregadoCusto mensal MD= (5) + (11) MN= (5) + (11) CD=(5) + (11) CN=(5) + (11)

Obs.: SM= Salário Mínimo vigente; encargos sociais devem ser apurados em planilha detalhada; a quantidade de vale- transporte varia de acordo com a realidade dos operários.

Apurado o custo mensal de motoristas e coletores e multiplicando pela quantidade dimensionada

obtém-se o custo direto de mão de obra:

Tabela 9 – Custo direto de mão de obra para o serviço de coleta

Custo de mão de obra (mensal) Motoristas Item Descrição Unid. Sigla Valor 1 Motorista Diurno R$ MD MD= (1) da tabela 6 * (12) coluna 2 da tabela 8 2 Motorista Noturno R$ MN MN= (2) da tabela 6 * (12) coluna 3 da tabela 8 3 Motorista Reserva Diurno R$ MRD MRD= (3) da tabela 6 * (12) coluna 2 da tabela 8 4 Motorista Reserva Noturno R$ MRN MRN=(4) da tabela 6 * (12) coluna 3 da tabela 8 5 Total de Motoristas(mensal) R$ MT MT= (1) + (2) + (3) + (4) Coletores 6 Coletor Diurno R$ CD CD= (1) da tabela 7 * (12) coluna 4 da tabela 8 7 Coletor Noturno R$ CN CN= (2) da tabela 7 * (12) coluna 5 da tabela 8 8 Coletor Reserva Diurno R$ CRD CRD= (3) da tabela 7 * (12) coluna 4 da tabela 8 9 Coletor Reserva Noturno R$ CRN CRN= (4) da tabela 7 * (12) coluna 5 da tabela 8 10 Total de Coletores (mensal) R$ CT CT=(6) + (7) + (8) + (9) 11 Custo Direto Total com mãode obra R$ CDTMO Total de Motorista + total de coletoresCDTMO = (5)+(10)

6.2 Custos operacionais com veículos

Os custos operacionais nos serviços de coleta de resíduos sólidos urbanos referem-se aos gastos

com combustível, pneus e câmaras de ar, manutenção, lubrificação e lavagem, despesas com IPVA e

licenciamento dos caminhões, monitoramento e depreciação.

6.2.1 Custo de combustível

O custo de combustível é calculado por mês, considerando o consumo médio, seu valor e data de

referência. Basta dividir o produto da quantidade pelo preço unitário.

Tabela 12 – Custo com manutenção

Manutenção por veículo por mês Item Descrição Unid. Sigla Valor 1 Valor do Caminhão compactador, com caçamba e sempneus (Chassi + caçamba - pneus ) R$ VCCSP Valor de aquisição 2 Custo de manutenção durante a vida útil – 80% % CM CM= 0,80 * (1) 3 Quantidade de caminhões Unid. NCT NCT= (14) da tabela 4 4 Vida útil em meses (5 anos x 12 meses) Meses VUCAM 60 5 Custo direto mensal com manutenção de todos oscaminhões R$ CMA CMA = (2) * (3) / (4)

6.2.4 Custo com lubrificação e lavagem

O custo com lubrificação e lavagem dos caminhões, por via de regra, é estimado em 10% do custo de

combustível.

Tabela 13 – Custo com lubrificação e lavagem

Lubrificação e Lavagem I Descrição Sigla Unid. Valor 1 Coeficiente de lubrificação e Lavagem (médio)-10% CLL % 0, 2 Custo mensal de combustível: CCB R$ CCB= (5) da tabela 10 3 Custo direto mensal de lubrificação CLUB R$ CLUB = (1) * (2)

6.2.5 Custo com licenciamento, seguros em IPVA

Neste item são considerados os valores de IPVA, seguros, seguros obrigatórios e licenciamento.

Tabela 14 – Custo com Licenciamento, seguros e IPVA

Licenciamento, seguros e IPVA I Descrição Unid. Sigla Valor (^1) caçamba e sem pneus (só o valor do chassi)Valor do Caminhão compactador, sem R$ VCCHA Valor de aquisição 2 Coeficiente médio (licenciamento e IPVA) – 1% % CMLI CMLI =0,01 * (1) 3 Seguro obrigatório R$ TAXASO Valor da taxa no Detran (^4) incêndio e danos (4,50 % do valor do chassi)Coeficiente médio para Seguro contra % CMSCI CMSCI= 0,045 * (1) 5 Taxa de licenciamento R$ TAXALICEN Valor da taxa no Detran 6 Quantidade de caminhões Unid. NCT NCT= (13) da tabela 4 7 Período de 1 ano (12 meses) Meses PERI 12 8 Custo mensal do licenciamento, seguros eIPVA - R$ CLI CLI=[ 2)+(3)+(4)+(5) ](6)/(7)*

6.2.6 Custo com depreciação

O custo de depreciação do caminhão leva em conta o custo de aquisição do chassi mais o da caçamba

compactadora, sem os custos dos pneus. Nestes custos não é prevista a parcela referente ao custo de

capital. Esta entra no cômputo das despesas financeiras, inseridas na composição dos Benefícios e

Despesas Indiretas (BDI).

Tabela 15 – Custo de depreciação

Depreciação Linear Item Descrição Unid. Sigla Valor 1 Valor do Caminhão compactador, com caçamba pneus (Chassi + caçamba - pneus) sem R$ VCCSP VCCSP = (1) da tabela 12 2 Quantidade de Caminhões Unid. NCT NCT = (13) da tabela 4 3 Valor residual – 20% % VR VR = 0,20 * (1) 4 Multiplicador – 80% % MU M = 0,80 * (1) 5 Vida útil em meses Meses VUCAM VUCAM =(4) da tabela 12 6 Custo direto mensal da depreciação R$ CDE CDE= (1)(2)(4) / (5)**

6.2.7 Custo com monitoramento

Atualmente é necessário que os caminhões sejam monitorados por GPS. O objetivo é identificar

possíveis desvios de funcionalidade.

Tabela 16 – Custo com monitoramento

Monitoramento Item Descrição Unid. Sigla Valor 1 Monitoramento, incluindo instalação e manutenção R$ MON Valor de mercado 2 Quantidade de Caminhões Unid. NCT NCT= (13) da tabela 4 3 Custo direto mensal com monitoramento R$ CMON CMON= (1) * (2)

6.2.8 Custo operacional

Por fim, discutidos todos os itens previstos nas Tabelas 10 a 16, que compõem o custo direto

operacional, basta proceder à soma conforme Tabela 17, obtendo-se o custo total.

Tabela 17 – Despesas operacionais com veículos

Resumo do custo com veículos coletores compactadores Item Descrição Unid. Sigla Valor 1 Custo direto Combustível R$ CCB CCB = (5) da tabela 10 2 Custo direto Pneus e câmaras R$ CPN CPN = (15) da tabela 11 3 Custo direto Manutenção R$ CMA CMA = (5) da tabela 12 4 Custo direto Lubrificação e Lavagem R$ CLUB CLUB = (3) da tabela 13 5 Custo direto Licenciamento, seguro e IPVA de veículos R$ CLI CLI = (8) da tabela 14 6 Custo direto Depreciação R$ CDE CDE = (6) da tabela 15 7 Custo direto Monitoramento dos veículos com GPS via satélite R$ CMON CMON = (3) da tabela 16

8 Custo direto operacional R$ CDO CDO = (1) + (2) + (3) + (4) + (5) +(6) + (7)

7 CUSTO TOTAL DA COLETA

O custo total para os serviços de coleta e de transporte de resíduos sólidos urbanos é dado pela adição

do custo direto da de mão de obra e custo direto operacional.