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sentidos tateis
Tipologia: Notas de estudo
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A fim de interagir com o ambiente, alimentar-se, manter a postura durante o caminhar, nadar ou voar, os animais necessitam de um fluxo constante de informações. Sendo assim, as informações provenientes dos sensores táteis como pressão, temperatura, textura de corpos/objetos, toque, vibrações e velocidade e direção de correntes de ar e/ou água são de extrema importância para que o animal explore o ambiente no qual está inserido. Diferentemente dos outros sentidos, o tato não está localizado em uma região corporal específica. Praticamente todas as partes do corpo do animal possuem mecanorreceptores que captam variações na pressão, detectando assim o toque. Além desta sensibilidade mecânica, o tato também possibilita à percepção de dor e de alterações de temperatura por meio de células sensoriais especializadas. Vamos conhecer como funciona esse sentido em cada grupo dos Vertebrados
A linha lateral dos peixes é de extrema importância para a detecção e localização de animais em movimento – predadores, presas ou parceiros sexuais. Este sistema também possui a vantagem de atuar em uma amplitude maior de condições ambientais em relação às demais modalidades sensoriais, desde a água límpida e transparente até águas barrentas e turvas. Mecanorreceptores -. Os receptores que captam estímulos mecânicos oriundos do ambiente externo e/ou interno ao animal
Escamas da linha lateral Linha lateral Canal Neuromasto Fibra Nervosa (^) Abertura Cúpula Cílios Neurônios Aferentes Fibra Nervosa
Os anfíbios não tem orelhas externas, em cada lado da cabeça, próximo aos olhos, há uma membrana chamada tímpano, que transmite os sons para o interior da orelha interna. Na pele apresentam terminações nervosas que recebem certos estímulos. Esse sentido pode ser comparado ao nosso tato.
Répteis Os Répteis assim como os peixes e os anfíbios, são animais pecilotérmicos: a temperatura do corpo varia de acordo com a temperatura do ambiente. Embora os répteis não tenham orelha externa, alguns deles apresentam conduto auditivo externo e curto, que fica abaixo de uma dobra da pele, de cada lado da cabeça. Na extremidade de cada conduto auditivo situa-se o tímpano, que se comunica com a orelha média e interna. Vários experimentos comprovaram que a maioria dos Répteis é capaz de ouvir diversos sons.
Aves O cérebro das aves é mais desenvolvidos que o dos répteis; apresentam sistema nervoso central e periférico com doze pares de nervos cranianos. O encéfalo apresenta cerebelo bem desenvolvido, pois necessitam de muito equilíbrio para o vôo. O sistema nervoso é bastante desenvolvido, principalmente as estruturas relacionadas com o equilíbrio e com a orientação espacial, como o cerebelo. Em algumas aves, já foram encontrados cristais de magnetita nos músculos do pescoço. Provavelmente, esses cristais devam estar associados com alguma forma de orientação magnética, como "bússolas internas", importantes para as aves que executam longos vôos migratórios. O paladar e o olfato são muito pouco sensíveis, ao contrário da visão e da audição.
Mamíferos Nos mamíferos as regiões do corpo em que mais possuem receptores táteis são aquelas que estão mais expostas ao contato com objetos do ambiente externo, como por exemplo, as que ocorrem com as extremidades do corpo. São particularmente sensíveis certas informações específicas de alguns mamíferos. As vibrissas (ou bigodes) são pêlos especializados presentes no focinho de muitos mamíferos, sendo constituídas por neurônios "entrelaçados" ao folículo piloso, ocorrendo a excitação nervosa mediante leves movimentos dos pêlos. As vibrissas são tão sensíveis à movimentação que podem responder às alterações de correntes de ar ou a leves toques. Felinos, roedores e outras espécies noturnas fazem uso de suas vibrissas para captar informações sobre o meio para auxiliar na sua locomoção no escuro. As terminações sensoriais podem ser livres ou protegidas por uma cápsula, caso em que são chamados de corpúsculos, pois a inervação cutânea é extremamente complexa. Os três principais tipos de corpúsculos são os: de Meissner, abundantes na palma da mão dos humanos; de Pacini, situados em regiões mais profundas da pele e no tecido conjuntivo subcutâneo das mãos e dos pés; de Ruffini, encontrados em ligamentos, juntas e tecidos subctâneos.
O Tato nos seres humanos A nossa pele nos permite perceber a textura dos diferentes materiais, assim como a temperatura dos objetos, pelas diferenças de pressão, captando as variações da energia térmica e ainda as sensações de dor. Podemos sentir a suavidade do revestimento externo de um pêssego, o calor do corpo de uma criança que seguramos no colo e a maciez da pele de um corpo que acariciamos. Sem essas informações, nossas sensações de prazer seriam diminuídas, poderíamos nos queimar ou nos machucaríamos com freqüência. Essa forma de percepção do mundo é conhecida como tato. Os receptores do tato percebem as diferenças de pressão (receptores de pressão), traduzem informações recebidas pelo contato com diferentes substâncias químicas, percebem também a transferência de energia térmica que ocorre de um corpo para outro (receptores de calor).