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semiologia do Abdome, Notas de estudo de Semiologia

semiologia abdome

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 19/08/2015

larissa-karkow-2
larissa-karkow-2 🇧🇷

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EXAME FÍSICO DO ABDOME
1. Hipocôndrio direito: Fígado e vesícula
2. Epigástrio: estômago
3. Hipocôndrio esquerdo: Baço e espaço de Traube*
4. Flanco ou lombar direito: alça intestinal (cólon ascendente) e rim direito
5. Mesogástrio: intestino delgado
6. Flanco ou lombar esquerdo: alça intestinal (cólon descendente) e rim esquerdo
7. Fossa ilíaca direita: apêndice vermiforme (local mais doloroso numa apendicite),
ovário direito
8. Hipogástrio: Bexiga e útero
9. Fossa ilíaca esquerda: colo sigmoide e ovário esquerdo
* O Espaço de Traube é uma zona de percussão de timbre timpânico de formato
semilunar, limitada à direita pelo lobo esquerdo do fígado, acima pelo diafragma
e pulmão esquerdos e à esquerda pela linha axilar anterior esquerda. A expressão
“Traube Livre”, muito usado no cotidiano dos hospitais e acadêmicos, significa
dizer que a percussão do espaço apresenta o timbre timpânico e que a loja de
Traube encontra-se “livre” de ocupação, conforme normal.
INSPEÇÃO ABDOMINAL IDENTIFICA-SE:
Pele – verificar cor, presença de estrias, hematomas, etc.
Tecido SC
Musculatura
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EXAME FÍSICO DO ABDOME

  1. Hipocôndrio direito: Fígado e vesícula
  2. Epigástrio: estômago
  3. Hipocôndrio esquerdo: Baço e espaço de Traube*
  4. Flanco ou lombar direito: alça intestinal (cólon ascendente) e rim direito
  5. Mesogástrio: intestino delgado
  6. Flanco ou lombar esquerdo: alça intestinal (cólon descendente) e rim esquerdo
  7. Fossa ilíaca direita: apêndice vermiforme (local mais doloroso numa apendicite), ovário direito
  8. Hipogástrio: Bexiga e útero
  9. Fossa ilíaca esquerda: colo sigmoide e ovário esquerdo
    • O Espaço de Traube é uma zona de percussão de timbre timpânico de formato semilunar, limitada à direita pelo lobo esquerdo do fígado, acima pelo diafragma e pulmão esquerdos e à esquerda pela linha axilar anterior esquerda. A expressão “Traube Livre”, muito usado no cotidiano dos hospitais e acadêmicos, significa dizer que a percussão do espaço apresenta o timbre timpânico e que a loja de Traube encontra-se “livre” de ocupação, conforme normal. INSPEÇÃO ABDOMINAL IDENTIFICA-SE:  Pele – verificar cor, presença de estrias, hematomas, etc.  Tecido SC  Musculatura

 Circulação venosa  Lesões e cicatrizes  Circulação venosa colateral superficial (cabeça de medusa, veias varicosas, circulação portal ou tipo cava inferior)  Distribuição de pêlos.  Tipo de abdome  Movimentação respiratória – Homens apresentam respiração toracoabdominal, processos inflamatórios no peritônio com rigidez da parede abdominal ou processos dolorosos no abdome superior levam a abolição deste movimento.  Movimentos peristálticos – quando visível é sinal de luta para desobstruir algum ponto do trato gastrointestinal.  Abaulamento da parede ou herniações Formas de abdome mais frequentes:

  1. Abdome normal ou atípico – plano, simétrico e sem aumento ou diminuição do volume abdominal.
  2. ABDOME DISTENDIDO com circulação co-lateral - O abdômen distendido consiste em um inchaço na região abdominal ou um aumento no volume do abdômen provocado pela presença de alguma substância em seu interior, como gás, líquido ou sólido. Pode ser o início de um quadro de ascite.
  3. ABDOME GLOBOSO - Gravidez no último trimestre, Ascite, Obesidade, Obstrução intestinal, Hepatoesplenomegalias volumosas, tumor policístico do ovário.
  4. ABDOME EM VENTRE DE BATRÁQUIO (sapo) - Paciente em regressão da Ascite.
  5. ABDOME PTÓTICO ou pendular – uma variante do abdômen em avental, porém não está ligado a obesidade e sim a uma grande fraqueza da musculatura do andar inferior do abdome. Estando o paciente de pé, as vísceras pressionam a

Inspeção dinâmica: AUSCULTA (sempre antes da percussão e palpação): Avaliar motilidade intestinal pela presença de Ruídos Hidraéreos aumentados ou ausentes; Pesquisar sopros em aorta abdominal, artérias renais, ilíacas, femorais se suspeita de HAS ou insuficiência renal, insuficiência arterial em membros inferiores. a) Ruídos intestinais (peristalse)- ouvir por pelo menos 2-5 minutos em cada quadrante/ Borborigmos (borbulhamentos) - “ roncar do estômago ” com líquido. Em caso de hiperperistaltismo desconfiar de obstrução intestinal ou diarreia. Caso a obstrução esteja na fase tardia haverá hipoperistaltismo. b) Sopros vasculares (focos na aorta/ a. renais/ a. ilíacas/ a. femorais); Oclusão vascular- arterioesclerose ( sistólicos-diastólicos/ epigástrica e lateral ao reto abdominal); Estenose de A. renal; Zumbido venoso c) Atrito - inflamação de superfície peritoneal de órgão (tumor hepático, pós-biópsia hepática, infarto esplênico) Obs: Os sons do borborigmo intestinal são mais audíveis na região da fossa ilíaca direita, caso esteja ausente deve-se auscultar todos os outros focos.

Ausculta de sons vasculares:

  • Sinal do Obturador: dor durante a rotação interna da coxa fletida; indica apendicite.
  • Sinal de Giordano: dor à punho percussão na região lombar; indica acometimento renal (positivo em litíase, pielonefrite aguda).
  • Sinal do piparote: Pede-se que o paciente coloque sua mão na linha mediana do abdome e realiza-se a percussão na lateral, se aparecer sensação de ondas líquidas no lado oposto ao da percussão é sinal positivo para ascite de GRANDE volume.
  • Sinal de Rovsing: dor na fossa ilíaca direita à palpação da fossa ilíaca esquerda; indica apendicite.
  • Sinal de Gersuny: Observado em casos de fecaloma. Quando se comprime uma massa abdominal de maneira profunda e demorada, ao se reduzir a pressäo da mão, percebe-se que a parede intestinal "desprega-se" subitamente do bolo fecal, produzindo uma sensação semelhante a uma "crepitação, resultante da interposição de ar entre a parede intestinal e o bolo fecal.
  • Sinal de Lenander (diferença entre a temperatura axilar e retal). Se estiver aumentado em 1°C PODE INDICAR APENDICITE.
    • Sinal de Lapinsky (do psoas): dor à compressão da fossa ilíaca direita enquanto o doente eleva o membro inferior direito estendido. Indicativo de irritação peritoneal, sendo a apendicite a mais comum nesta região.
  • Manobra de Glenard: paciente em decúbito lateral; médico põe seu polegar na parede lateral e os dedos anteriormente; apalpa rim durante a respiração. - Sinal de Torres-Homem: Dor à percussão hepática; pode indicar processo inflamatório como no caso do abscesso hepático.
  • Sinal de Courvoisier-Terrier: palpação da vesícula em pacientes ictéricos. Indicativos de CA de cabeça de pâncreas, de colédoco ou ampola.
  • Manobra de Ribeiro Carvalho: Pct respira fundo e segura a resp. enquanto o médico palpa o abdome na região epigástrica, se tiver retorno venoso nas câmeras cardíacas direita, essa manobra irá aumentar o sopro da insuficiência tricúspide, onde vc sente uma pulsação mais forte no epigástrio.
  • Manobra de Smith-Bates: paciente contrai os mm. abdominais, elevando os MMII sem fletir os joelhos. Esta manobra é útil para diferenciar hérnia, lipoma ou massas abdominais. Tumores intracavitários se interiorizam com essa manobra.
  • Manobra do rechaço: com a palma da mão comprime com firmeza a parede abdominal e com a face central dos dedos provoca-se impulso rápido na parede. Se percebe-se um choque na mão que provocou o impulso, é tumor sólido flutuando num meio líquido de ascite.
  • Tríade de Charcot: Icterícia, febre e dor abdominal.
  • Pentâde de Reynoulds: Além da febre, icterícia e dor abdominal paciente apresenta choque séptico e confusão mental. Pode ser complicação por colecistite.
  • Sinal de Carnett: Pct cruza os braços e se ergue levemente como se fosse sentar. Positivo se o pct sentir dor na parede abdominal. Obs: Pct com macicez nos flancos e timpanismo na região umbilical é indicativo de líquido na cavidade peritoneal. Neste achado vc pede ao paciente ficar em decúbito lateral, se a área antes maciça ficar timpânica constitui uma macicez móvel de decúbito. AVALIAÇÃO DO ABDOME Posição relaxada e confortável  Decúbito dorsal, braços ao lado do corpo  Exposição total do abdome (genitália coberta)  Esvaziar bexiga  Aquecer mãos e estetoscópio, unhas curtas  Examinar pelo lado direito do paciente  Evitar movimentos bruscos e inesperados

7- Aumento na pressão venosa (cirrose, esquistossomose, câncer de pâncreas e insuficiência cardíaca congestiva Palpação: Dp de palpar as 9 regiões do abdome, deve-se palpar a cicatriz umbilical. Palpação superficial: Palpação profunda:

Palpação do fígado: Obs: Lobo de Riedel – neste o lobo direito do fígado possui uma alteração na forma, sendo mais alongado. Pode ser fisiológico ou um possível crescimento neoplásico, imp. Diferenciar.

  • Nem sempre fígado palpável indica hepatomegalia. Por exemplo, em DPOC este é apenas rebaixado dando a impressão de aumento.
  • Imp. Verificar a superfície, consistência, borda, tamanho e sensibilidade na região do fígado.
  • Superfície nodular: causado por Hepatite B e C, neoplasia com metástase e cirrose.
  • Borda cortante ou lisa: indica patologia aguda.
  • Manobra em garra Mathieu: manobra importante de palpação do fígado. 1- Examinador deve ser posicionar à direita do tórax com as costas voltadas para a face do paciente; 2- Posiciona as mãos paralelas sobre o hipocôndrio direito do paciente e com as extremidades dos dedos fletidos, formando uma garra 3- Tenta-se palpar a borda hepática com as falanges distais dos dedos indicador e médio durante a inspiração profunda. O fígado sem patologia pode ou não ser palpável; se palpável, é macio, tem superfície lise, borda fina e usualmente é pouco doloroso. Seu limite não ultrapassa dois ou três dedos transversos abaixo do rebordo costal, exceto em crianças com idade inferior à 1 ano, onde é comum ser palpável a vários centímetros abaixo do rebordo costal sem haver enfermidade hepática.

Palpação de massas pulsáteis: Palpação renal: Pontos renoureterais: São 8 pontos, sendo 5 renais e 3 ureterais descritos abaixo:

Doenças abdominodigestivas:

Obs: Rosa Rey: Além da hidronefrose, o rim pode ser palpável em rimpaticístico (doença genética autossômica que gera insuficiência renal) e tumor renal (já um tumor na suprarrenal seria mt pequeno, não levando a uma possível palpação).