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Quem são eles, e porque matam.
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!
Paulo Junio Pereira Vaz
ITER CRIMINIS : do latim: caminho do crime. Significa os atos
praticados pelo indivíduo com vistas a conseguir a conduta criminosa.
É dividido em 4 fases, sendo 1 interna e 3 externas:
FASE INTERNA: a) COGITAÇÃO: surge a ideia da prática
do crime e o criminoso o planeja. Essa fase não é passível de
punição.
MODUS OPERANDI : é uma expressão em latim que significa "modo
de operação". Utilizada para designar a maneira de agir, operar ou
executar uma atividade seguindo sempre os mesmos procedimentos.
Para ser considerado um " Serial Killer " é necessário que o
criminoso pratique mais de três crimes semelhantes e que se
passe um intervalo de tempo mínimo entre um assassinato e
outro. Este intervalo varia de acordo com o criminoso com o qual
se está lidando, ele pode ser de dias, semanas, ou até meses.
Quanto mais crimes ele comete, mais afunda-se em sua fantasia.
Portanto, sente cada vez mais vontade de continuar matando.
Por isso, um Serial Killer raramente deixa de matar. Na maioria
das vezes, ele prossegue com seus crimes até que seja preso ou
que morra.
Alguns estudos dão conta de que os homicidas em série
apresentam comportamentos destoantes na infância:
Mania de causar incêndios;
Prática de crueldade com animais;
Sofreram ou presenciaram algum tipo de abuso sexual;
Apresentam síndrome de Édipo, guardando grande afeição à
imagem da mãe;
ORGANIZADOS: normalmente apresentam uma inteligência
acima do normal; bem inseridos na sociedade (com filhos,
mulher, família, etc.); dificilmente são apanhados pois não
deixam grandes pistas, e por vezes, até as deixam de propósito
(como aviso ou como assinatura);
DESORGANIZADOS: impulsivos; não planejam os seus atos e,
portanto, é comum deixarem os objetos que utilizaram para matar
na própria cena do crime, e por consequência, deixarem provas e
serem facilmente apanhados.
INGLATERRA: Jack, o Estripador
Ocorreu nos fins do séc. XIX. O
criminoso matou, sem motivação sexual,
pelo menos cinco prostitutas no bairro
Londrino de Whitechapel. As vítimas
Mortas e evisceradas com extrema selvageria (mutilações
generalizadas por todo o corpo, extração dos órgãos sexuais
internos etc.) Seu modus operandi era a mutilação e a
evisceração, sem violência sexual.
Haroldo Frederick Shipman: “Dr. Morte”
Matou 215 pacientes com injeções de
morfina. Após o falecimento de suas vítimas,
falsificava seus registros para manipular o
resultado de suas mortes. Em janeiro de 200,
foi condenado à prisão perpétua.
Descobriu-se que aos 17 anos de idade, acompanhou a
longa agonia de sua mãe cancerosa e viu os médicos
abreviando-lhe o sofrimento com morfina. Em 2004, enforcou-se
com um lençol na cela onde estava recluso.
“Zodíaco”:
De outubro de 1966 a 1969, nas localidades de Riverside na
Califórnia, o homicida serial que em cartas criptografadas
subscritas somente por um “Z” que enviava à imprensa e nas
quais abordava seus crimes. Matou, sem motivação aparente, a
tiros e facadas e em locais públicos isolados. Matou
aproximadamente 50 pessoas.
Pedro Alonso Lopes: “Monstro dos Andes”
O mais mortal serial killer dos arquivos, conhecido como
Monstro dos Andes, agiu em 3 países. Nasceu na Colômbia, filho
de prostituta que o expulsou de casa aos 8 anos de idade por ele
ter acariciado sua irmã mais nova. Para
piorar as coisas, foi recolhido por um
pedófilo e sodomizado à força. Aos 18
anos, foi espancado na prisão por uma
gangue e se vingou matando 3 de seus
algozes. Estuprou e matou cerca de 300
meninas, agindo no Peru, Colômbia e
Francisco de Assis
Pereira:
“Chico Estrela”
Maníaco do Parque
Matou e estuprou 10
mulheres, enterrando-as
no Parque do Estado, na
cidade de São Paulo, em
autoria de todos os crimes. Foi condenado à pena de 273 anos de
reclusão.
Andrei Chikatilo: Rússia
Confessou ter assassinado pelo
menos 52 crianças e adolescentes, todos
estes crimes com conotação sexual.
Julgado, foi condenado à morte e
executado em 1994.
Atualmente, não se aceita que exista o tal "perfil criminoso",
mas defende-se que cada pessoa é diferente e tem traços
diferentes de personalidade, diferentes estímulos do meio em que
está envolvido e de contato com a sociedade.
Destarte, tem-se que os meios extrínsecos e intrínsecos
estão intimamente relacionados aos motivos determinantes da
prática criminosa.
Um criminoso em série tende a ter a sua própria
representação da realidade e não a real, desenvolvendo valores e
significados muito próprios e não aplicáveis a outros. A sua forma
de lidar com o "crime", também é muito própria muitos deles,
acham que não fizeram nada de mal, o que acaba por afetar
bastante a sua forma de estar na vida real.