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Serial Killer, Notas de estudo de Direito

Quem são eles, e porque matam.

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 01/01/2012

fabricio-henrique-12
fabricio-henrique-12 🇧🇷

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PERFIL CRIMINOSO DO
SERIAL KILLER
CRIMINOLOGIA
Paulo Junio Pereira Vaz
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PERFIL CRIMINOSO DO

SERIAL KILLER

CRIMINOLOGIA

Paulo Junio Pereira Vaz

[email protected]

ITER CRIMINIS : do latim: caminho do crime. Significa os atos

praticados pelo indivíduo com vistas a conseguir a conduta criminosa.

É dividido em 4 fases, sendo 1 interna e 3 externas:

FASE INTERNA: a) COGITAÇÃO: surge a ideia da prática

do crime e o criminoso o planeja. Essa fase não é passível de

punição.

MODUS OPERANDI : é uma expressão em latim que significa "modo

de operação". Utilizada para designar a maneira de agir, operar ou

executar uma atividade seguindo sempre os mesmos procedimentos.

SERIAL KILLERS

Para ser considerado um " Serial Killer " é necessário que o

criminoso pratique mais de três crimes semelhantes e que se

passe um intervalo de tempo mínimo entre um assassinato e

outro. Este intervalo varia de acordo com o criminoso com o qual

se está lidando, ele pode ser de dias, semanas, ou até meses.

Quanto mais crimes ele comete, mais afunda-se em sua fantasia.

Portanto, sente cada vez mais vontade de continuar matando.

Por isso, um Serial Killer raramente deixa de matar. Na maioria

das vezes, ele prossegue com seus crimes até que seja preso ou

que morra.

ANÁLISE COMPORTAMENTAL

Alguns estudos dão conta de que os homicidas em série

apresentam comportamentos destoantes na infância:

Mania de causar incêndios;

Prática de crueldade com animais;

Sofreram ou presenciaram algum tipo de abuso sexual;

Apresentam síndrome de Édipo, guardando grande afeição à

imagem da mãe;

ESPÉCIES DE SERIAL KILLER

ORGANIZADOS: normalmente apresentam uma inteligência

acima do normal; bem inseridos na sociedade (com filhos,

mulher, família, etc.); dificilmente são apanhados pois não

deixam grandes pistas, e por vezes, até as deixam de propósito

(como aviso ou como assinatura);

DESORGANIZADOS: impulsivos; não planejam os seus atos e,

portanto, é comum deixarem os objetos que utilizaram para matar

na própria cena do crime, e por consequência, deixarem provas e

serem facilmente apanhados.

SERIAL KILLERS:

INGLATERRA: Jack, o Estripador

Ocorreu nos fins do séc. XIX. O

criminoso matou, sem motivação sexual,

pelo menos cinco prostitutas no bairro

Londrino de Whitechapel. As vítimas

Mortas e evisceradas com extrema selvageria (mutilações

generalizadas por todo o corpo, extração dos órgãos sexuais

internos etc.) Seu modus operandi era a mutilação e a

evisceração, sem violência sexual.

Haroldo Frederick Shipman: “Dr. Morte”

Matou 215 pacientes com injeções de

morfina. Após o falecimento de suas vítimas,

falsificava seus registros para manipular o

resultado de suas mortes. Em janeiro de 200,

foi condenado à prisão perpétua.

Descobriu-se que aos 17 anos de idade, acompanhou a

longa agonia de sua mãe cancerosa e viu os médicos

abreviando-lhe o sofrimento com morfina. Em 2004, enforcou-se

com um lençol na cela onde estava recluso.

“Zodíaco”:

De outubro de 1966 a 1969, nas localidades de Riverside na

Califórnia, o homicida serial que em cartas criptografadas

subscritas somente por um “Z” que enviava à imprensa e nas

quais abordava seus crimes. Matou, sem motivação aparente, a

tiros e facadas e em locais públicos isolados. Matou

aproximadamente 50 pessoas.

Pedro Alonso Lopes: “Monstro dos Andes”

O mais mortal serial killer dos arquivos, conhecido como

Monstro dos Andes, agiu em 3 países. Nasceu na Colômbia, filho

de prostituta que o expulsou de casa aos 8 anos de idade por ele

ter acariciado sua irmã mais nova. Para

piorar as coisas, foi recolhido por um

pedófilo e sodomizado à força. Aos 18

anos, foi espancado na prisão por uma

gangue e se vingou matando 3 de seus

algozes. Estuprou e matou cerca de 300

meninas, agindo no Peru, Colômbia e

Francisco de Assis

Pereira:

“Chico Estrela”

Maníaco do Parque

Matou e estuprou 10

mulheres, enterrando-as

no Parque do Estado, na

cidade de São Paulo, em

  1. Confessou a

autoria de todos os crimes. Foi condenado à pena de 273 anos de

reclusão.

Andrei Chikatilo: Rússia

Confessou ter assassinado pelo

menos 52 crianças e adolescentes, todos

estes crimes com conotação sexual.

Julgado, foi condenado à morte e

executado em 1994.

PERFIL CRIMINOSO

Atualmente, não se aceita que exista o tal "perfil criminoso",

mas defende-se que cada pessoa é diferente e tem traços

diferentes de personalidade, diferentes estímulos do meio em que

está envolvido e de contato com a sociedade.

Destarte, tem-se que os meios extrínsecos e intrínsecos

estão intimamente relacionados aos motivos determinantes da

prática criminosa.

Um criminoso em série tende a ter a sua própria

representação da realidade e não a real, desenvolvendo valores e

significados muito próprios e não aplicáveis a outros. A sua forma

de lidar com o "crime", também é muito própria muitos deles,

acham que não fizeram nada de mal, o que acaba por afetar

bastante a sua forma de estar na vida real.