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DESENHO PROJETIVO
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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A transposição de elementos do espaço para superfícies bidimensionais é denominada de projeção. A figura abaixo representa um Sistema de Projeções, onde:
denominada de projetante de (A);
objetivos;
projeção de (A).
No Desenho Técnico, as representações são feitas utilizando-se um sistema de projeções denominado de sistema de projeções reta-plano. A figura abaixo representa este sistema, onde a projetante é uma reta, denominada de reta projetante e a superfície de projeção é um plano, denominado de plano de projeção (α).
14.1 Projeções Cilíndricas:
O Sistema de Projeções Cilíndricas, caracterizado por estar o centro de projeções a uma distancia infinita do plano de projeções, o que faz com que as projetantes tenham uma única direção (d), é subdividido em dois sub-grupos, segundo a direção das projetantes. A figura abaixo ilustra o Sistema de Projeções Oblíquas, onde a direção das projetantes é oblíqua do plano (α). O ângulo de incidência das projetantes, neste caso será qualquer um, diferente de 0°, 90° e 180°.
Por fim, o mais nos interessa: o Sistema de Projeções Cilíndricas Ortogonais. Neste Sistema, o centro de projeções também está a uma distancia infinita do plano de projeções. Isto faz com que as projetantes tenham uma única direção (d), a qual, neste caso específico, é ortogonal do plano (α). Dessa forma, o ângulo de incidência das projetantes será, neste caso, de 90°. O Sistema de Projeções Cilíndricas Ortogonais é mais comumente conhecido como Sistema de Projeções Ortogonais. Sua utilização é a base para representação para o Desenho Técnico (Mecânico, Topográfico e Arquitetônico).
15.1. Introdução:
A representação dos objetos tridimensionais em uma superfície plana consiste em desenhar as vistas ortográficas necessárias e suficientes, que definem com exatidão e clareza as formas e dimensões dos objetos, dispostas de modo coerente.
A vista ortográfica é a figura resultante da projeção cilíndrica ortogonal de um objeto sobre um plano de referência, segundo uma direção de observação determinada. Para desenhar e interpretar as projeções utiliza-se inicialmente planos de projeção: um vertical e outro horizontal, que dividem o espaço em quatro semi-espaços iguais denominados 1º, 2º, 3º e 4º diedros, como convencionam a geometria descritiva.
Plano vertical e horizontal de projeções
De acordo com a NBR 10067, os desenhos devem ser executados utilizando-se o primeiro ou terceiro diedros, embora sejam adotados como referência, os desenhos no primeiro diedro. Esta norma especifica que a vista frontal é sempre definida pela posição do observador à frente do plano vertical e olhando-o de frente. As demais vistas, consequentemente, são definidas em relação à posição do observador e são denominadas: vista superior, vista lateral esquerda, vista lateral direita, vista inferior e vista posterior.
a) 1º Diedro:
A posição relativa de um objeto colocado no 1º diedro é: observador , objeto , plano de projeção.
Posição relativa de um objeto colocado no 1º diedro
b) 3º Diedro:
A posição relativa de um objeto colocado no 3º diedro é: observador , plano de projeção , objeto.
Posição relativa de um objeto colocado no 3º diedro
A vista posterior é obtida utilizando-se um plano vertical auxiliar, sempre respeitando a ordem: observador, objeto e plano de projeção.
Vista superior de um objeto colocado no 1º diedro.
15.3. Rebatimento dos Planos de Projeção:
Os seis planos de projeção contendo as vistas do objeto formam um paralelepípedo como indicado na figura abaixo:
Paralelepípedo formado pelas projeções do objeto colocado no 1º diedro.
Para representação do objeto tridimensional no plano, é necessário o desenvolvimento do paralelepípedo conforme as figuras abaixo:
Desenvolvimento do paralelepípedo
Paralelepípedo desenvolvido.
16. Cotagem – NBR 10126
As dimensões mostradas nos desenhos recebem o nome de cotas, que têm relevância fundamental, pois elas permitirão sua construção exata e objetiva. Os desenhos devem conter todas as cotas necessárias de maneira a permitir a completa execução da peça, sem que para isso seja necessário recorrer à medição no desenho, o que não seria cômodo e nem adequado. As cotas devem ser distribuídas nas vistas ortográficas que melhor caracterizam as partes cotadas. Na figura abaixo encontramos todos os elementos que compõem o sistema de cotagem.
16.1. Linha de extensão ou chamada:
É uma linha perpendicular às linhas de cotas, ultrapassando cerca de 3 mm. Suas características são contínuas e estreitas. As linhas de chamada NÂO tocam o desenho.
16.2. Limitação externa:
São elementos que visam à indicação dos limites da linha de cota. Podem ser representados por:
a)
b)
c)
Nos casos da utilização de pontos ou traços de 45°, a linha de cota ultrapassa a linha de chamada em aproximadamente 2 mm (fig. a e b ).
abaixo:
60°, com a seta tocando o detalhe, escrevendo-se a notação na extensão horizontal do indicador;
referente ao valor do diâmetro ou do raio, a palavra ESFERA, ou, simplesmente, a abreviação ESF.
16.4. Observações Complementares:
uma perfeita idéia das dimensões da peça em estudo, não deixando margem a futuros cálculos;
de espessura fina;
como linhas de cota;
representações das medidas reais do objetivo;
deverão estar também perspectivados.
17. Referências Bibliográficas:
ACCETI JR, A.; CLAPIS, A. P.; SIMÃO R. Desenho Técnico para Engenheiros. 2 ed.
Uberlândia: Editora UFU Centro de Ciências Exatas e Tecnologia, 1988. 91 p.
BUENO, C. P; PAPAZOGLOU, R. S. Desenho Técnico para Engenharias. Curitiba: Ed.
Juruá, 2008. 198p.
MONTENEGRO, Gildo A. Desenho Arquitetônico. 3ª Edição. São Paulo: Editora Edgard
Blücher Ltda., 1997. 158 p.