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O documento discute o papel do software livre na ampliação de projetos de inclusão digital, sua evolução mais complexa do que o software proprietário e a história do unix e do projeto gnu. Além disso, aborda as licenças de software livre, sua popularidade acadêmica e empresarial, e os benefícios para usuários comuns.
Tipologia: Notas de estudo
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Evolução e Benefícios para a Sociedade em Geral
Alunos: Carlos Gustavo Resque dos Santos Thiago Sylas Antunes da Costa
Professora: Marianne Kogut Eliasquevici
Belém
Pesquisa bibliográfica apresentada ao Curso de Bacharelado em Ciência da Computação como requisito parcial para obtenção de avaliação da disciplina Metodologia do Trabalho Científico sob orientação da professora Marianne Kogut Eliasquevici
Carlos Gustavo Resque dos Santos Thiago Sylas Antunes da Costa
Evolução e Benefícios para a Sociedade em Geral
Belém 2010 RESUMO
Logo após o advento do computador e da internet, o valor comercial do acesso a informática através desses dispositivos estava associado somente aos hardwares, pois um sistema operacional era único de cada computador, retraindo o comércio e o desenvolvimento de softwares.
O comércio de computadores de softwares únicos encarecia o produto e dificultava a sua disseminação para usuários comuns, pois demandava um alto custo de aquisição do produto e frequentes manutenções, tanto no sistema quando no hardware. E como cada computador tinha seu próprio sistema e peças, o preço dos serviços era ainda mais caro.
Pesquisas foram desenvolvidas com o intuito de gerar um sistema operacional que tivesse o poder de portabilidade de hardware, ou seja, o sistema poderia ser facilmente instalado e utilizado em diversos computadores, de marcas e modelos diferentes. O primeiro projeto ao ser lançado foi bem sucedido. Ele foi desenvolvido nos laboratórios da AT&T em 1969 e foi chamado de UNIX.
O sistema operacional UNIX, inicialmente tinha uma licença paga para usuários comercias, no entanto era distribuído gratuitamente no universo acadêmico, tornando-se muito popular neste ambiente. Muitos softwares e avanços da internet se desenvolveram baseados neste sistema.
No início dos anos 80, a AT&T, restringiu a política de modificação do código fonte do UNIX. E o termo UNIX passou a ser utilizado somente para a versão distribuída pela empresa. A Resposta das grandes empresas de hardware como IBM, HP, Sun e Digital, veio. Elas desenvolveram sistemas operacionais baseados em suas máquinas. Com o desenvolvimento de novas máquinas com tecnologias distintas, eliminaram a portabilidade de sistemas em seus computadores.
Em meio à disputa comercial gerada, um programador, chamado Richard Stallman, iniciou o desenvolvimento um projeto para a criação de uma versão livre de restrições do UNIX, ou seja, um novo sistema baseado no UNIX que não tivesse restrições comerciais com o código fonte de seu kernel (núcleo). Publicou um manifesto
O termo software livre foi discutido por muito tempo nos EUA, onde o movimento teve seu início, devido à primeira escolha do nome do movimento: “Free Software”. Como no inglês americano a palavra “free” é utilizada tanto para liberdade quando para gratuidade, o termo era muito confuso deixando uma ambiguidade quanto ao seu verdadeiro propósito. O termo free software em outros idiomas como espanhol, português e francês não geraram esse tipo de confusão, porque esse termo, traduzido, obedece perfeitamente seu propósito: o de liberdade apenas.
Em outras palavras, software livre é atribuído ao programa computacional que disponibiliza sua versão binária ou executável junto com seu código fonte, o algoritmo do programa escrito em alguma linguagem de programação, com nenhuma ou pequenas restrições, dependendo da licença utilizada. O conceito de livre se opõe ao conceito de software restritivo ( software proprietário), que disponibiliza apenas o código binário do programa, impossibilitando o estudo, a modificação e os ajustes do software proprietário.
Assim como o software proprietário, o livre tem que vir acompanhado de uma licença. O conceito de liberdade não que dizer que não haja regras para sua utilização. O fato do ser humano ser livre não quer dizer que ele tem o direito de fazer o que bem entende, existem leis e regras de boa conduta que formam uma espécie de organização, para os seres humanos poderem viver em harmonia. Não é diferente no mundo dos softwares, existem regras para que não haja atritos quanto sua política de utilização.
As licenças são as regras para a utilização de um determinado programa. Quanto ao software livre existem inúmeras licenças, que dizem como: um determinado programa dever ser distribuído; quais as políticas para a modificação do código fonte; quanto à divulgação de modificações no código; quanto sua migração para outras modalidades de licença; e inúmeras outras políticas de utilização.
O grupo GNU, desenvolvido por Stallman, foi o primeiro a lançar uma licença para software livre: a GPL. Conforme a definição criada, o software pode ser executado (usado), copiado, estudado, modificado (aperfeiçoado), redistribuído sem restrição. E com a disponibilização do seu código-fonte, para que tais liberdades sejam possíveis. Porém exige certas medidas como a publicação de qualquer modificação do código fonte e a impossibilidade da migração para outro tipo de licença.
Mascote da GNU. Figura 2. Disponível em:
O trecho do texto em português da Definição de Software Livre publicada pela FSF esclarece sua política de utilização. Segundo ele:
A aquisição do software livre por usuários comuns está começando a ocorrer pela facilidade em adquirir esses softwares e o baixo custo que ele tem, quando se tem algum custo. Pois existem licenças que são gratuitas podendo haver apenas a comercialização da mídia, onde está armazenado o programa, e não do programa em si. O que faz os preços serem baixíssimos em relação aos softwares proprietários, que além da mídia vendem o direito autoral de utilização do programa.
Quando um consumidor adquire um software ele está comprando os direitos autorais para a utilização do produto e não o produto em si, essa modalidade de comércio tem o nome de Copyright. O que justifica a proibição de distribuição de cópias afinal o programa não é de quem o comprou e sim de um proprietário. Algumas licenças gratuitas utilizam o mesmo conceito só que de forma inversa, como o nome diz:
Para alcançar essa inclusão digital proposta, o Governo Federal tem como proposta de intervenção o desenvolvimento do projeto “PC Conectado” que tem o intuito de viabilizar o acesso da classe C ao computador popular, que será fabricado por várias empresas como DELL, Positivo e será vendido com financiamento mais barato. O computador deverá custar no máximo R$ 1.400,00 e poderá ser financiado em até 24 vezes. O PC Conectado virá com 26 softwares livres, dentre OpenOffice.org, Gimp, que contemplará as atividades básicas do usuário, de editoração de textos, imagens até pesquisas na Internet e a sua principal característica será o GNU/Linux como sistema operacional do computador. A “Rede Floresta de Inclusão Digital Topawa Ka'a” concebido pela Eletronorte e o ITI um dos mais extensos projetos de ID na região norte. A ideia é utilizar a infraestrutura da Eletronorte e outros órgãos públicos para conceber Telecentros de ID e capacitação de moradores na administração, controle e gestão. O projeto Topawa Ka'a é composto por uma área que contém de 10 a 20 computadores que utilizam softwares livres conectados a Internet de alta velocidade. O “Casa Brasil” é um programa de ID do Governo Federal voltado para a comunidade de baixa renda, ou seja, classes D e E, que é desprovida de condições que lhe permita adquirir um computador pessoal. O programa ter telecentros com pelo menos 10 computadores que terão softwares livres, conectados a Internet de alta velocidade. Serão instalados 55 telecentros em todas as capitais brasileiras e 45 telecentros nos principais bairros que estiverem o IDH negativo, com acesso público e gratuito a Internet, além de uma sala de leitura e um auditório para até 50 pessoas. A “Rede de Software Livre para a Agropecuária – AgroLivre”, é um projeto desenvolvido através da parceira entre o EMBRAPA e o ITI e tem como objetivo atender as demandas do setor agropecuário nas áreas de Computer-Supported Cooperative Work (CSCW), através de telecentros que pos
suam computadores com softwares livres instalados, conectados a Internet de alta velocidade, com sistemas de apoio à tomada de decisão, de apoio à pesquisa tecno- científicas e apoio a projeto de ID.
“O incluído digital precisa esta capacitado para usar a tecnologia e ter um grau de educação, no sentido amplo, que permita aplicá-la de forma efetiva”. (Renato Cruz)
A educação é o principal elemento na formação de uma sociedade fundamentada na informação, no conhecimento e no aprendizado. Educar uma sociedade do conhecimento transcende as barreiras do treinamento, isso significa muito mais que treinar indivíduos para atender as demandas deste mundo globalizado. É preciso manipular o uso das tecnologias da informação e comunicação e investir na formação de competências capazes de atuar efetivamente na produção de conhecimentos, bens e serviços, para condicioná-los positivamente e suportarem a contínuas e aceleradas transformações ocorridas ultimamente nas tecnologias da informação. Nessa linha de raciocínio a tecnologia da informação e comunicação coloca-se a serviços da educação, para atuar como um instrumento auxiliar para o educador. O melhor método para ensinar é aquele em que o aluno se intriga com algo e busca a informação, o professor é aquele que vai contribuir para que os alunos tenham essa “sede” por informações e esclarecê-las na medida do possível. A internet é a ferramenta mais poderosa de conteúdo e conhecimento para qualquer um que o busque e os programas que os estudantes podem utilizar se distribuem nas mais diversas áreas, sendo que, para que a educação possa ser difundida em nosso país, que é um país com extensão continental é preciso que cortemos gastos desnecessários, pois para que os alunos tenham acesso a toda esta informação é preciso que as escolas possuam uma estrutura adequada, isto é, salas de informática, com um número mínimo de computadores relativamente adequados a cada escola e alguém que possa ficar monitorando e dando auxílio aos usuários, além de é claro, estar conectado a rede mundial para que assim o ensino seja de qualidade e, portanto, podemos utilizar os softwares livres, que além de muito práticos se revelam bastante eficazes e se aplicam a todos os níveis de ensino, desde o nível fundamental até o mais avançado, além de se destacarem nas mais diversas áreas do conhecimento e assim tornam mais fácil investir nesses grandes desafios para a utilização das TIC’s (Tecnologia de Informação e Comunicação). Para pensar a educação na sociedade do conhecimento é imprescindível reconhecer os vários aspectos relativos às TIC’s que têm como premissa o papel que as
um país desenvolvido por um tempo não tanto considerável e usando softwares livres pode-se alcançar pelos fatores acima mencionados este fim.
Existem inúmeros softwares com licença de código aberto, suas aplicações estão nas áreas de redes, banco de dados, sistemas operacionais, editores de textos e planilhas, servidores web, gerenciadores de serviços, ambientes de interfaces gráficas, linguagens de programação e entre outras aplicações. Por mais que esta modalidade de distribuição seja relativamente nova se comparada com a dos softwares privados, já tem uma amplo mercado e grandes feitos.
Sua aplicação consiste principalmente para empresas e estudantes da área de informática, pois eles podem estudar estes programas ou adapta-los para seus fins. Por exemplo, em uma empresa um determinado programa não está gerando um resultado satisfatório e é necessária apenas uma pequena modificação em seu código. Se o código for aberto, o funcionário encarregado do sistema de informações da empresa pode analisar o código e corrigir esse pequeno erro. Agora se o código não for aberto, a empresa terá que notificar o erro ao distribuidor, que não conhece o problema de perto e talvez não de a solução mais apropriada para a empresa.
Outra facilidade que o software livre pode proporcionar é a de adaptar o software ao seu cotidiano. Exemplo: se um aluno da área de informática tiver um software que lhe ajude nas matérias de cálculo, porém seu aplicativo não tem a função de plotar gráficos. O aluno poderá programar essa função no seu programa, caso seja de
código aberto. No caso de software proprietário, o aluno será aconselhado a comprar outro software com que tenha essa funcionalidade.
Com as crescentes aplicações de software livre a realidade de adaptação está se fazendo possível, pode-se ficar o dia inteiro citando aplicações de código aberto, porém os principais podem representar perfeitamente todos os softwares livres existentes.
▲ Sistemas operacionais: GNU/Hurd, GNU/Linux (está sofrendo grande expansão e aceitação por parte das empresas e instituições de ensino, principalmente com o a versão Ubuntu que corresponde a 54% das empresas que usam Linux), BSDs e OpenSolaris. ▲ Ferramentas de desenvolvimento:
Aplicações para todas as áreas não faltam e a evolução desses softwares não depende só da empresa, entidade ou pessoa que o produziu, mas também de todos os usuários que tem o poder de avaliar, melhorar e adaptar esses softwares. Com essas medidas, usuários comuns têm uma ampla variedade de aplicativos e podem escolher o que melhor atende-los, tanto para o seu objetivo quanto para o seu lado financeiro.
A pesquisa bibliográfica foi construída com o objetivo de ampliar o conhecimento em softwares livres e mostrar os benefícios que ele proporciona no meio acadêmico, empresarial e até para usuários comuns. Como esse tipo de licença ainda está em evolução, usuários ainda têm muitas dúvidas quanto à utilização desses softwares. A forte modificação em softwares e a quantidade absurda de licenças que existem dificultam ainda mais a sua acessibilidade. Conclui-se a importância de uma explicação plausível, pois como visto no trabalho, os softwares livre são de extrema importância para a evolução em diferentes aspectos. Uma das mais importantes é a evolução da comunidade acadêmica que pode estudar os softwares feitos e ter um ponto de partida para continuar evoluindo e assim retornar benefícios à sociedade.
CAMPOS, Augusto. O que é software livre. BR-Linux. Florianópolis, março de 2006. Disponível em . Acesso em: 26/set/2010. LIMA, Presleyson Plínio de. A Importância da Inclusão Digital no Processo de Inserção Social e Educacional Através da Utilização do Software Livre. Disponível em < http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ea000031.pdf>
Organização GNU. The Free Software Definition. Atualizado em: 21/04/2008. Disponível em:. Acesso em: 26/09/2010.
RAMOS, Sérgio. Porquê software livre?. Disponível em: Maio de 2008 Acessado dia: 02/10/10.
ROCHA, S.S.D. O Uso do Computador na educação: informática educativa. Revista Espaço Acadêmico. n° 85. Ano VIII. junho de 2008. Disponível em