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Software Livre, Trabalhos de Informática

Este trabalho tem por objetivo mostrar as principais características dos softwares livre e proprietário. Tentamos não emitir opiniões particulares sobre o assunto, restringindo apenas à mostrar os fatos e idéias de ambos tipos.

Tipologia: Trabalhos

2011

Compartilhado em 23/11/2011

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sergio-chaves-9 🇧🇷

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FACULDADES INTEGRADAS FACVEST
CURSO CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO
DIREITO E LEGISLAÇÃO PARA INFORMÁTICA
SOFTWARE LIVRE X SOFTWARE PROPRIETÁRIO
LAGES, 2008
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FACULDADES INTEGRADAS FACVEST

CURSO CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO

DIREITO E LEGISLAÇÃO PARA INFORMÁTICA

SOFTWARE LIVRE X SOFTWARE PROPRIETÁRIO

LAGES, 2008

FACULDADES INTEGRADAS FACVEST

CURSO CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO

DIREITO E LEGISLAÇÃO PARA INFORMÁTICA

SOFTWARE LIVRE X SOFTWARE PROPRIETÁRIO

Alunos: Sergio da Silva Chaves Emerson da Silva Hegon Laurimar Dexheimer

Profª. Cristina Goulart

LAGES, 2008

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem por objetivo mostrar as principais características dos softwares livre e proprietário. Tentamos não emitir opiniões particulares sobre o assunto, restringindo apenas à mostrar os fatos e idéias de ambos tipos.

1. SOFTWARE LIVRE

Na Sociedade da Informação, o conhecimento é incorporado como insumo e como resultado do processo produtivo, dando origem ao que se convencionou chamar de "Economia do Conhecimento". Ingressar na Sociedade da Informação não se resume, portanto, a ter acesso aos novos bens e serviços que oferece; implica, também, participação em sua produção e desenvolvimento, assim como sua utilização como meio de expressão de identidade cultural. Software Livre, ou Free Software, conforme a definição de software livre criada pela Free Software Foundation, é o software que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem restrição. A forma usual de um software ser distribuído livremente é sendo acompanhado por uma licença de software livre (como a GPL ou a BSD), e com a disponibilização do seu código-fonte. Software Livre é diferente de software em domínio público. O primeiro, quando utilizado em combinação com licenças típicas (como as licenças GPL e BSD), garante os direitos autorais do programador/organização. O segundo caso acontece quando o autor do software renuncia à propriedade do programa (e todos os direitos associados) e este se torna bem comum. Software Livre se refere à existência simultânea de quatro tipos de liberdade para os usuários do software.

As 4 liberdades básicas associadas ao software livre são:

A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº0). A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade. A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº2).

(modificado ou não), terá que mantê-lo com a mesma licença com que o recebeu. Nem todas as licenças de software livre incluem a característica de copyleft. A licença GNU GPL (adotada pelo kernel Linux) é o maior exemplo de uma licença copyleft. Outras licenças livres, como a licença BSD ou a licença ASL (Apache Software License) não incluem a característica de copyleft. O símbolo do copyleft, palavra que é um trocadilho com copyright, e cuja tradução aproximada seria “deixamos copiar”, ou “cópia permitida”, é um “c” invertido dentro de um círculo, enquanto que o do copyright é um “r” dentro de um círculo – ®. A definição de liberdade apresentada acima não faz nenhuma referência a custos ou preços. O fato de se cobrar ou não pela distribuição ou pela licença de uso do software não implica diretamente em ser o software livre ou não. Nada impede que um software livre obtido por você seja copiado e vendido, tenha ela sido modificado ou não por você. Software livre não necessariamente precisa ser gratuito. Portanto, você pode ter pagado para receber cópias de um software livre, ou você pode ter obtido cópias sem nenhum custo. Mas independente de como você obteve a sua cópia, você sempre tem a liberdade de copiar e modificar o software, ou mesmo de vender cópias ou distribuí-las gratuitamente. “Software Livre” não significa “não-comercial”. Um programa livre deve estar disponível para uso comercial, desenvolvimento comercial, e distribuição comercial. O desenvolvimento comercial de software livre não é incomum; tais softwares livres comerciais são muito importantes. Entretanto, você tem que deixar o código-fonte à disposição de quem vier a receber o código-executável (caso você não os distribua em conjunto, que é a forma mais apropriada), nos termos da licença. E, naturalmente, tem que respeitar todos os demais termos da licença livre adotada. Não. Mesmo se você fizer alterações em um software GPL e guardá-las para seu próprio uso, você não estará infringindo a licença. A obrigação básica da GPL, no que diz respeito à disponibilização de software, é que se você for disponibilizar para terceiros algum software obtido sob os termos da GPL (modificado por você ou não), esta disponibilização deve ocorrer sob os termos da GPL.

Assim, é perfeitamente legal e normal um mesmo desenvolvedor disponibilizar alguns softwares com licenças livres e outros com licenças proprietárias, ter softwares livres e não-livres instalados no mesmo computador, usar softwares livres (como o compilador GCC) como ferramentas de desenvolvimento de softwares proprietários, ou incluir softwares livres e não- livres no mesmo CD-ROM, para citar alguns exemplos. Em 1998, um grupo de personalidades da comunidade e do mercado que gravita em torno do software livre, insatisfeitos com a postura filosófica do movimento existente e acreditando que a condenação do uso de software proprietário é um instrumento que retarda, ao invés de acelerar, a adoção e o apoio ao software livre no ambiente corporativo, criou a Open Source Initiative, que adota o termo Open Source (Código Aberto) para se referir aos softwares livres, e tem uma postura voltada ao pragmatismo visando à adoção do software de código aberto como uma solução viável, com menos viés ideológico que a Free Software Foundation. Ao contrário do que muitos pensam, Código Aberto não quer dizer simplesmente ter acesso ao código-fonte dos softwares (e não necessariamente acompanhado das “quatro liberdades” do software livre). Para uma licença ou software ser considerado como Código Aberto pela Open Source Initiative, eles devem atender aos 10 critérios da Definição de Código Aberto, que incluem itens como Livre Redistribuição, Permissão de Trabalhos Derivados, Não Discriminação, Distribuição da Licença e outros. De modo geral, as licenças que atendem à já mencionada Definição de Software Livre (da Free Software Foundation) também atendem à Definição de Código Aberto (da Open Source Initiative), e assim pode-se dizer (na ampla maioria dos casos, ao menos) que se um determinado software é livre, ele também é de código aberto, e vice-versa. A diferença prática entre as duas entidades está em seus objetivos, filosofia e modo de agir, e não nos softwares ou licenças. Segundo a Free Software Foundation, em sua página sobre o assunto: “O movimento Free Software e o movimento Open Source são como dois campos políticos dentro da comunidade de software livre. Grupos radicais na década de 1960 desenvolveram uma reputação de facções: organizações que se dividem devido a discordâncias em detalhes das

O movimento software livre, não toma uma posição sobre trabalhos que não sejam software e documentação dos mesmos, mas alguns defensores do software livre acreditam que outros trabalhos que servem um propósito prático também devem ser livres. Para o Movimento do Software Livre, que é um Movimento Social, não é ético aprisionar conhecimento científico, que deve estar disponível sempre, para permitir assim a evolução da humanidade. Já o Movimento pelo Código Aberto, que não é um Movimento Social, mas voltado ao Mercado, prega que o Software desse tipo traz diversas vantagens técnicas e econômicas. Este segundo movimento surgiu para levar as empresas a adotarem o modelo de desenvolvimento de Software Livre. Existem muitas licenças de software livre, e nada impede (embora isto não seja recomendado) que cada interessado crie sua própria licença atendendo às quatro liberdades básicas, agregando - ou não - uma cláusula de copyleft.” A Free Software Foundation mantém uma página com uma lista de licenças conhecidas, classificando-as entre livres (compatíveis ou não com a GPL) e não-livres, incluindo comentários sobre elas. Algumas das licenças livres mais populares são: GPL ou GNU General Public License (veja também a GPL em português e a CC GPL no site do Governo Brasileiro) Licença BSD MPL ou Mozilla Public License Apache License

Alguns softwares livres notáveis são o Linux, o ambiente gráfico KDE, o compilador GCC, o servidor web Apache, o OpenOffice.org e o navegador web Firefox, entre muitos outros. Nas referências empregadas no BR-Linux, assume-se que a expressão “Software Livre” (ou “Free Software”) será empregada conforme a definição da Free Software Foundation, e que a expressão “Código Aberto” (ou “Open Source”) será empregada conforme definido pela Open Source Initiative. Softwares serão considerados como livres quando estiverem sob uma licença que se qualifique como software livre pela definição acima, e serão considerados como abertos quando estiverem sob uma licença que se

qualifique como código aberto pela definição acima, levando em consideração a intersecção entre os dois conjuntos.

qualquer lugar do mundo. E, não custa lembrar, tudo isso é grátis. Quem paga a conta são os anunciantes. Essa concorrência assusta e muito a Microsoft. O Office é uma máquina de fazer dinheiro. De acordo com o relatório anual divulgado em junho, a divisão de negócios teve faturamento de 16,4 bilhões de dólares e lucro de 10, bilhões, e o grande responsável pelo resultado é o pacote de programas de escritório. A maior parte das vendas é feita para clientes corporativos, que pagam um preço bem inferior ao do varejo, mas compram licenças em grandes volumes. É claro que grandes empresas não vão correr para trocar os programas mais utilizados por seus funcionários por versões gratuitas baseadas na web. Mas há outras possibilidades. A IBM anunciou em meados de setembro o pacote Lotus Symphony. Qualquer empresa ou consumidor pode baixar o programa de graça do site da empresa. O Symphony, que é construído sobre uma versão de software livre chamada Open Office, também inclui os três principais programas de escritório e é mais uma peça na estratégia da IBM de minar a Microsoft. “O que entregamos de graça não dá dinheiro”, diz Steve Mills, chefe de software da IBM. É uma platitude, sem dúvida, mas ela tem um complemento não tão óbvio. Clientes que abandonam o Office terão sobra no orçamento de tecnologia, e é essa a receita que a IBM quer abocanhar.

Google e IBM são apenas duas de uma série de empresas que podem, graças aos flancos abertos pela internet, incomodar a Microsoft. E a palavra “incômodo” é a única adequada para descrever um gigante encastelado que conta com 500 milhões de clientes de seus programas de escritório e que vendeu, apenas seis meses após o lançamento, mais de 70 milhões de cópias da nova versão do pacote Office. Além dessa enorme base instalada, existe outra barreira importante para os concorrentes: as companhias e as pessoas já estão habituadas a utilizar os programas. Todas as estruturas de assistência técnica estão montadas para resolver eventuais problemas do Excel, enquanto a versão do Google é gratuita e, naturalmente, não oferece nenhum tipo de suporte. Apesar disso, a Microsoft não está parada. Recentemente entrou no ar a versão online de alguns produtos do Office. São poucos e esparsos recursos, pois a empresa não quer jogar areia nas engrenagens de sua máquina de

imprimir dinheiro. A pressão se faz sentir na maior empresa de software do mundo. Falando à revista britânica The Economist, o presidente da consultoria Forrester Research, George Colony, definiu de forma brilhante a situação da Microsoft e o dilema vivido por seu fundador: “Bill Gates sabe concorrer com quem cobra por produtos, mas a cabeça dele explode quando tem de confrontar alguém que dá os produtos de graça".