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Solos e Adubação, Notas de estudo de Engenharia Florestal

Solos e Adubação

Tipologia: Notas de estudo

2014

Compartilhado em 06/02/2014

http-engenheiros-florestais-blogspo
http-engenheiros-florestais-blogspo 🇧🇷

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Solos e Adubação
O feijão-caupi pode ser cultivado em quase todos os tipos de solos, merecendo destaque os
Latossolos Amarelos, Latossolos Vermelho-Amarelos, Argissolos Vermelho-Amarelos e Neossolos
Flúvicos. De um modo geral, desenvolve-se em solos com regular teor de matéria orgânica, soltos,
leves e profundos, arejados e dotados de média a alta fertilidade. Entretanto, outros solos como
Latossolos e Neossolos Quartzarenicos com baixa fertilidade podem ser utilizados, mediante
aplicações de fertilizantes químicos e/ou orgânicos.
Amostragem do solo
A amostragem deve seguir critérios que assegurem conança de representatividade em número
ideal de amostras. Para colher uma boa amostra, recomenda-se:
Subdividir as áreas em unidades homogêneas; nessa subdivisão considerar os tipos de solo,
a topograa, a vegetação e o histórico utilizado (uso de corretivos ou adubações).
Retirar uma amostra composta de áreas aparentemente uniformes. O número de amostras
simples (subamostras), que deverá formar uma amostra composta, deve ser de 15 a 20.
Fazer amostragem ao acaso em zigue-zague, vericando o grupo de homogeneidade da área.
As diversas subamostras devem ser colocadas em um recipiente limpo e misturadas,
separando-se então, cerca de 500g para serem enviadas ao laboratório. Para culturas anuais,
como o feijão-caupi, a profundidade de coleta é a da camada arável, ou seja, de 0-20 cm.
Identicar a amostra de solo com uma etiqueta contendo os nomes do município, do
proprietário, da propriedade, da cultura a ser plantada e o número da amostra.
Correção da acidez do solo
As recomendações para correção de acidez devem ser feitas com base em resultados de análise
química do solo. A tendência atual na recomendação de calagem é dar mais ênfase a percentagem
de saturação de alumínio no solo do que seu teor isoladamente.
Recomenda-se calagem para a cultura de feijão-caupi, quando esta percentagem de saturação de
alumínio for igual ou maior do que 20%.
A quantidade de corretivo, com base no teor de alumínio e cálcio + magnésio trocáveis, pode ser
calculada utilizando-se as seguintes fórmulas:
Dose de calcário (t/ha) = (0,2 x Al3+) + 20 - [(Ca2+ + Mg2+)]
quando o Ca2+ + Mg2+ for < que 20 mmolc.dm-3 de TFSA. .............(1)
Dose de calcário (t/ha) = 0,2 x Al3+
quando o Ca2+ + Mg2 for > que 20 mmolc.dm-3 de TFSA. ...............(2)
Outro critério para o cálculo da necessidade de calagem é pela elevação da saturação de bases a
um nível desejado. No caso do feijão-caupi, a elevação da saturação de base em 50% é feita
utilizando-se a fórmula:
Dose de calcário (t/ha) = (V2 - V1)T/PRNT x f x 10-1
onde:
T = mmolc.dm3+ de H+ + Al3+ + K+ + Ca2+ + Mg2+ + Na+
V1 = S/T x 100 sendo S = mmolc.dm-3de K+ + Ca2+ + Mg2+ + Na+
V2 = 50%
PRNT = poder relativo de neutralização total do calcário
f = fator de profundidade, 1 para calagem até 20 cm e 1,5 para calagem até 30 cm.
Na calagem são empregados, geralmente, calcários que podem ser calcíticos ou dolomíticos, o
último, pelo teor de magnésio que contém, deve ser usado sempre que possível.
O calcário deve ser aplicado pelo menos dois meses antes da semeadura para que se obtenham os
efeitos esperados. Contudo, essa é uma orientação geral, pois a reação do calcário está diretamente
condicionada à umidade do solo e às características do corretivo. Caso o calcário possua um PRNT
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Solos e Adubação

O feijão-caupi pode ser cultivado em quase todos os tipos de solos, merecendo destaque os Latossolos Amarelos, Latossolos Vermelho-Amarelos, Argissolos Vermelho-Amarelos e Neossolos Flúvicos. De um modo geral, desenvolve-se em solos com regular teor de matéria orgânica, soltos, leves e profundos, arejados e dotados de média a alta fertilidade. Entretanto, outros solos como Latossolos e Neossolos Quartzarenicos com baixa fertilidade podem ser utilizados, mediante aplicações de fertilizantes químicos e/ou orgânicos.

Amostragem do solo

A amostragem deve seguir critérios que assegurem confiança de representatividade em número ideal de amostras. Para colher uma boa amostra, recomenda-se:

  • Subdividir as áreas em unidades homogêneas; nessa subdivisão considerar os tipos de solo, a topografia, a vegetação e o histórico utilizado (uso de corretivos ou adubações).
  • Retirar uma amostra composta de áreas aparentemente uniformes. O número de amostras simples (subamostras), que deverá formar uma amostra composta, deve ser de 15 a 20.
  • Fazer amostragem ao acaso em zigue-zague, verificando o grupo de homogeneidade da área. As diversas subamostras devem ser colocadas em um recipiente limpo e misturadas, separando-se então, cerca de 500g para serem enviadas ao laboratório. Para culturas anuais, como o feijão-caupi, a profundidade de coleta é a da camada arável, ou seja, de 0-20 cm.
  • Identificar a amostra de solo com uma etiqueta contendo os nomes do município, do proprietário, da propriedade, da cultura a ser plantada e o número da amostra.

Correção da acidez do solo

As recomendações para correção de acidez devem ser feitas com base em resultados de análise química do solo. A tendência atual na recomendação de calagem é dar mais ênfase a percentagem de saturação de alumínio no solo do que seu teor isoladamente.

Recomenda-se calagem para a cultura de feijão-caupi, quando esta percentagem de saturação de alumínio for igual ou maior do que 20%.

A quantidade de corretivo, com base no teor de alumínio e cálcio + magnésio trocáveis, pode ser calculada utilizando-se as seguintes fórmulas:

  • Dose de calcário (t/ha) = (0,2 x Al3+^ ) + 20 - [(Ca 2+^ + Mg2+^ )] quando o Ca2+^ + Mg2+^ for < que 20 mmol c .dm-3^ de TFSA. .............(1)
  • Dose de calcário (t/ha) = 0,2 x Al3+ quando o Ca2+^ + Mg^2 for > que 20 mmol c .dm-3^ de TFSA. ...............(2)

Outro critério para o cálculo da necessidade de calagem é pela elevação da saturação de bases a um nível desejado. No caso do feijão-caupi, a elevação da saturação de base em 50% é feita utilizando-se a fórmula:

  • Dose de calcário (t/ha) = (V2 - V1)T/PRNT x f x 10 -

onde: T = mmolc .dm 3+^ de H +^ + Al 3+^ + K+^ + Ca2+^ + Mg 2+^ + Na+ V1 = S/T x 100 sendo S = mmolc .dm -3de K+^ + Ca2+^ + Mg2+^ + Na+ V2 = 50% PRNT = poder relativo de neutralização total do calcário f = fator de profundidade, 1 para calagem até 20 cm e 1,5 para calagem até 30 cm.

Na calagem são empregados, geralmente, calcários que podem ser calcíticos ou dolomíticos, o último, pelo teor de magnésio que contém, deve ser usado sempre que possível.

O calcário deve ser aplicado pelo menos dois meses antes da semeadura para que se obtenham os efeitos esperados. Contudo, essa é uma orientação geral, pois a reação do calcário está diretamente condicionada à umidade do solo e às características do corretivo. Caso o calcário possua um PRNT

diferente de 100%, é necessário corrigir a quantidade recomendada nas fórmulas 1 e 2, citadas anteriormente, utilizando-se a seguinte fórmula:

Dose a aplicar (t/ha) = dose recomendada (t/ha)/ PRNT do calcário x 100.

Nitrogênio

Elemento altamente móvel na planta e, por isso, os primeiros sintomas de deficiência surgem nas folhas mais velhas, em forma de clorose uniforme homogênea, amarelo-esverdeada, passando a amarelo-esbranquiçada, que se estende às folhas novas, com a intensificação dos sintomas. O número de folhas, a área foliar e o crescimento das plantas são reduzidos, dando lugar a um desfolhamento prematuro.

O feijão-caupi absorve, para seu desenvolvimento completo, uma quantidade superior a 100 kg de N/ha. Considerada como planta de boa capacidade noduladora e eficiente sistema de fixação, o caupi dispensa a adubação nitrogenada. Culturas desenvolvidas em áreas recém-desmatadas, arenosas ou com teor de matéria orgânica menor que 10 g/kg, geralmente apresentam deficiência de nitrogênio. Nessas condições, recomenda-se a aplicação de 20 kg de N/ha, em cobertura, aos 15 dias após a fase de emergência das plantas.

Clima

Condições climáticas, Precipitação, Temperatura, Fotoperíodo, Vento, Radiação solar, Zoneamento de risco climático.

Condições climáticas No Brasil, poucos estudos de fisiologia do feijão-caupi têm sido conduzidos com a finalidade de se ver resposta dessa cultura aos fatores climáticos. A maioria dessas informações são obtidas por meio de trabalhos realizados em outros países. Dentre os elementos de clima conhecidos, destacam-se a precipitação e a temperatura do ar que, po intermédio do zoneamento de risco climático, possibilitam verificar a viabilidade e a época adequada implantação da cultura do feijão-caupi. Outros elementos do clima que exercem influência no crescim desenvolvimento dessa cultura são: fotoperíodo, vento e radiação solar.

Precipitação A cultura do feijão-caupi exige um mínimo de 300 mm de precipitação para que produza a contento, s necessidade de utilização da prática da irrigação. As regiões cujas cotas pluviométricas oscilem entre 500 mm anuais são consideradas aptas para a implantação da cultura. Entretanto, a limitação em ter hídricos encontra-se mais diretamente condicionada à distribuição do que à quantidade total de chuv ocorridas no período (Fig. 1). A ocorrência de ligeiros "déficits" hídricos no início do desenvolvimento da cultura pode concorrer par estimular um maior desenvolvimento radicular das plantas, porém, estresse hídrico próximo e anterio florescimento pode ocasionar severa retração do crescimento vegetativo, limitando a produção (Ellis 1994; Fancelli & Dourado Neto, 1997).

importante porque a cultura ocupa a área por menos tempo e proporciona um menor consumo de água e energia.

A arquitetura da planta de feijão-caupi é resultado da interação dos seguintes caracteres: hábito de crescimento, comprimento do hipocótilo, do epicótilo, dos entre-nós, dos ramos principal e secundários e do pedúnculo das vagens, da disposição dos ramos laterais em relação ao ramo principal e da consistência dos ramos. Esse último caráter tem grande influência no grau de acamamento das plantas. Para os cultivos tradicionais, geralmente em pequenas áreas e em consórcio, a arquitetura não é tão importante, mas deve ser dada preferência a cultivares semi- prostradas, com ramos de tamanho médio a longo. Para cultivos de sequeiro mais tecnificados e cultivos irrigados, a arquitetura passa a ter maior importância, devendo ser dada preferência por cultivares de porte mais compacto e mais ereto, de ramos curtos, que permitam, inclusive, a colheita mecânica.

Na região Meio-Norte são comercializados vários tipos de grãos de feijão-caupi, entretanto, os predominantes são os de cor mulata, sempre-verde e branco. Desses, os feijões branco e sempre- verde, em toda a cadeia comercial, são mais valorizados e obtêm os melhores preços, tanto no atacado como no varejo. Em relação a tamanho e forma, há uma preferência por grãos com peso de 100 grãos em torno de 18 g de formatos reniforme ou arredondado. Dessas características, entretanto, a cor parece ser o fator mais importante na formação do preço do produto. Portanto, é importante que o produtor procure usar cultivares que tenham grãos bem aceitos pelos comerciantes e consumidores.

Nas áreas semi-áridas, mais sujeitas à distribuição irregular das chuvas e a veranicos longos, devem ser usadas cultivares mais rústicas, mais tolerantes a estresses hídricos e com maior capacidade de recuperação após uma estiagem. Para áreas mais favorecidas e sistemas de produção em que são feitas correção de acidez de solo, aplicação de fertilizantes, controle de ervas e controle de pragas e de doenças, como no caso da região dos cerrados, devem ser usadas cultivares que respondam à melhoria na qualidade do ambiente.

Para produção de feijão verde (vagem verde ou grãos verdes) em pequenas áreas, deve ser dada preferência por cultivares semi-prostradas, com ramos médios a longos, com longo período de floração e frutificação, que possibilitem várias colheitas. Essas cultivares devem ter vagens atrativas para o comprador, devem ser uniformes, bem granadas, murchar mais lentamente e ter a relação de peso grão verde/peso vagem verde superior a 60%. Também devem ter a capacidade de preservar um bom aspecto pós-colheita e serem de fácil debulha manual. Os grãos devem ser claros para manter um bom aspecto pós-debulha. Grãos que escurecem com rapidez perdem o valor comercial. Para esse tipo de produção, há uma preferência por cultivares de vagens roxas e de grãos brancos.

Em ambos os tipos de produção, grãos secos e vagens verdes, é muito importante que as cultivares sejam bem adaptadas, tenham uma boa capacidade produtiva, um bom nível de resistência a doenças e pragas e um bom aspecto no campo.

Cultivares locais

Na região Meio-Norte, há um grande número de cultivares locais, as quais ainda são muito cultivadas, principalmente por pequenos e médios produtores, que produzem suas próprias sementes. Esse germoplasma possui uma variabilidade genética imensurável, a qual pode ser observada a partir dos diferentes tipos de grãos que são encontrados nas feiras livres e nos mercados das médias e grandes cidades. Há algumas características que são predominantes nas cultivares locais:

  • (^) Em sua maioria são misturas varietais com cinco ou mais componentes.
  • Crescimento indeterminado e porte semi-prostrado ou prostrado.
  • Ciclo médio, de 71 a 90 dias.
  • Folhas globosas.
  • (^) Vagens no nível ou acima da folhagem.
  • Comprimento médio de vagem em torno de 18,0 cm.
  • Número médio de grãos por vagem em torno de 14,0.
  • Peso médio de 100 grãos em torno de 19,0 g (Freire Filho et al., 1981).

Os nomes das cultivares locais geralmente são dados em função de alguma característica que se destaca na cultivar, em sua maioria relacionadas à cor ou forma dos grãos. Com base na portaria no 85, de 06 de março de 2002, 7ª parte, anexo XII, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o feijão-caupi pertence ao Grupo II (Feijão-de-corda, feijão-caupi ou feijão-macassar, espécie Vigna unguiculata (L.) Walp.) e tem as seguintes classes: Branco, Preto, Cores e Misturado (Brasil, 2002). Para facilitar o entendimento dessa classificação, dada a enorme diversidade de cores do feijão-caupi, Freire Filho et al. (2000) propuseram a inclusão de subclasses, nas classes Branco e Cores, visando a obter uma nomenclatura que pudesse ser usada por pesquisadores, técnicos, produtores, industriais, comerciantes e consumidores. Assim, as cultivares podem ser reunidas nas seguintes classes:

  • Classe Branco - cultivares com grão de tegumento de cor branca:
    • Subclasse Brancão - cultivares com grãos de tegumento de cor branca, rugoso, reniformes sem halo e relativamente grandes;
    • Subclasse Branca - cultivares com grãos de tegumento branco, liso, sem halo ou com halo, pequeno, com ampla variação de tamanhos e formas:
    • Subclasse Fradinho - cultivares com grãos brancos e com um grande halo preto, cultivadas principalmente nos Estados da Bahia e do Rio de Janeiro, e atualmente em expansão na região Sudeste.
  • Classe Preto - cultivares com grãos de tegumento preto, cultivadas principalmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina para adubação verde, e na Tailândia e Miamar, para alimentação humana.
  • Classe Cores - cultivares que tem grãos com tegumento com cores diferentes das classes Branco e Preto: - Subclasse Mulato - cultivares com grãos de tegumento de cor marrom claro a escuro, com ampla variação em tamanho e forma; - Subclasse Canapu - cultivares com grãos com tegumento de cor marrom claro, relativamente grandes, bem cheios, levemente comprimidos nas extremidades, com largura, comprimento e altura aproximadamente iguais; - Subclasse Sempre-Verde - cultivares com grãos de tegumento de cor esverdeada; - Subclasse Vinagre - cultivares com grãos de tegumento de cor vermelha; - Subclasse Corujinha - cultivares com grãos de tegumento mosqueado cinza ou azulado; - Subclasse Azulão - cultivares com grãos de tegumento azulado; - Subclasse Manteiga - cultivares com grãos de cor creme-amarelada, muito uniforme e que praticamente não se altera com o envelhecimento do grão; - Subclasse Verde - cultivares que têm o tegumento e/ou cotilédones verdes. - Subclasse Carioca - são cultivares que têm o tegumento de cor marrom com estrias longitudinais com tonalidade mais escura, semelhantes às do carioca do feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris L.). Essa característica ocorre em materiais silvestres e no cultigrupo sesquipedalis, mas não há informação de que haja cultivares comerciais dessa subclasse em nenhum país.
  • (^) Classe Misturado - produto resultado da mistura de cultivares que não atende às especificações de nenhuma das classes anteriores.

Produção de sementes

A semente é o ponto de partida para se ter uma boa lavoura e, conseqüentemente, uma boa produçã Desse modo, uma lavoura destinada à produção de sementes deve obedecer às normas de produção cultura. Essas normas são estabelecidas pelas Comissões Estaduais de Sementes e Mudas - CESMI's e