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Streptococcus pneumoniae: Patogenicidade, Fatores de Virulência e Tratamento - Prof. Morai, Slides de Microbiologia

Streptococcus pneumoniae Características gerais • Cocos Gram-positivos • Encapsulados • Diplococos (forma de lança) • Imóveis • Anaeróbios facultativos • Alguma cepas são capnofílicas

Tipologia: Slides

2022

À venda por 26/01/2023

cs-ciencias-da-saude
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Streptococcus pneumoniae
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Baixe Streptococcus pneumoniae: Patogenicidade, Fatores de Virulência e Tratamento - Prof. Morai e outras Slides em PDF para Microbiologia, somente na Docsity!

  • Classificação
    • Alfa hemolítico : causa hemólise parcial em meio Ágar sangue;
    • Não agrupável pela classificação de Lancefield – ausência do carboidrato C
  • Características gerais
    • Cocos Gram-positivos
    • Encapsulados
    • Diplococos (forma de lança)
    • Imóveis
    • Anaeróbios facultativos
    • Alguma cepas são capnofílicas
  • Também chamado de Pneumococo (informal)
  • Sorotipos
    • Existem mais de 85 tipos antigenicamente distintos de S. pneumoniae ;
    • Identificados de acordo com diferenças antigênicas capsulares (cápsula polissacarídica) detectados pela reação de Quellung; Procedimento: - É adicionado um antisoro tornando a cápsula (que é fixa) visível microscopicamente; - Identificar os sorotipos é fundamental para estudos clínicos e epidemiológicos; - Sorotipos mais isolados: 1 , 3 , 4 , 5 , 6 A, 6 B, 9 V, 14 , 18 C, 19 A, 19 F e 23 F
  • Patogenicidade
    • PNEUMONIA – principal infecção causada pelo S. pneumoniae na comunidade;
  • Quadro clínico:
    • Manifestação súbita de calafrios, febre, tosse e dor pleural;
    • O escarro apresenta coloração “ferruginosa” vermelha ou marrom;
    • A Bacteremia ocorre em 15 - 25 % dos casos;
    • A recuperação espontânea pode iniciar-se em 5 - 10 dias, sendo acompanhada pelo desenvolvimento de anticorpos anticapsulares;
  • BRONQUITE PURULENTAPERICARDITE
  • MENINGITE 15% dos casos de meningite em crianças 30 a 50% dos casos de meningite em adultos
  • Fatores de virulência
    • Hialuronidase - Enzima produzida pela maioria dos isolados de S. pneumoniae , degrada ácido hialurônico, importante constituinte do tecido conjuntivo.
    • Sorotipos produtores de elevadas concentrações de hialuronidases rompem mais facilmente a barreira hematoencefálica e disseminam mais eficazmente;
    • Estudos têm mostrado que pneumococos isolados de pacientes com meningites e meningoencefalites apresentam um aumento significante da atividade da hialuronidase quando comparados com isolados causando otite média purulenta;
    • Indicando a importância da hialuronidase na patogênese da meningite
  • Fatores de virulência
    • Pneumolisina – é uma toxina formadora de poros na membrana celular. É uma enzima citoplasmática que é liberada devido à ação da autolisina de superfície do S. pneumoniae.
    • Diminuir a atividade bactericida e migração de neutrófilos e impede o movimento ciliar das células epiteliais respiratórias humanas, comprometendo a depuração bacteriana;
    • Estimula a produção de mediadores inflamatórios como TNF-alfa, interleucina
      • 1 β e óxido nítrico pelos monócitos humanos;
    • Inibe a proliferação de linfócitos e síntese de anticorpos, e ativa a via clássica do SC;
    • Aumenta o processo inflamatório, rompe o epitélio do trato respiratório facilitando o acesso do S. pneumoniae para o sangue.
  • Fatores de virulência
    • Proteína A de superfície (PspA) - é essencial para virulência do S. pneumoniae, sorologicamente variável e está presente em todos os sorotipos.
    • Interfere na ativação e deposição da fração C 3 do SC, e como consequência a fagocitose mediada pela opsonização do SC é prejudicada;
    • Esta proteína funciona como um receptor para lactoferrina e por isso é essencial para aquisição de ferro para o S. pneumoniae;
  • Os fatores que diminuem a resistência, predispondo os indivíduos à

infecção por S. pneumoniae, são:

  • Intoxicação por álcool ou fármacos, ou outro comprometimento cerebral capaz de deprimir o reflexo de tosse e aumentar a aspiração de secreções;
  • Anomalias do trato respiratório (p. ex., infecções virais), acúmulo de muco, obstrução brônquica e lesões do trato respiratório causadas por irritantes (que perturbam a integridade e movimentação do revestimento mucociliar);
  • Dinâmica circulatória anormal (p. ex., congestão pulmonar e insuficiência cardíaca);
  • Tratamento
    • A maioria dos pneumococos são sensíveis às penicilinas e a eritromicina
    • Em infecções pneumocóccicas severas, a penicilina G é o fármaco de escolha,
    • Em infecções pneumocóccicas brandas, a penicilina V oral pode ser utilizada.
    • Em pacientes alérgicos à penicilina, a eritromicina ou um de seus derivados de ação prolongada, por exemplo, azitromicina, podem ser utilizados.
    • A vancomicina é o fármaco de escolha para pneumococos resistentes à penicilina
  • Profilaxia
    • Vacina pneumocócica polissacarídica 23 - valente : Inclui antígenos de 23 sorotipos de pneumococos: - 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 B, 7 F, 8 , 9 N, 9 V, 10 A, 11 A, 12 F, 14 , 15 B, 17 F, 18 C, 19 A, 19 F, 20 , 22 F, 23 F e 33 F - Não é administrada em crianças menores de 2 anos.
    • É uma vacina segura e relativamente efetiva, conferindo proteção de longa duração.
    • Uma dose de reforço é recomendada para:
      • Indivíduos acima de 65 anos que receberam a vacina há mais de 5 anos e apresentavam idade abaixo de 65 anos quando receberam a vacina;
      • Indivíduos asplênicos com idade entre 2 e 64 anos;
      • infectados por HIV, submetidos a quimioterapia contra câncer, ou recebendo fármacos imunossupressores para prevenir a rejeição de transplante.

FIM