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Um estudo realizado na universidade federal rural do rio de janeiro sobre o desempenho ponderal e econômico de caprinos que receberam dois esquemas de suplementação mineral: uma comercial e outra seletiva. O estudo mostrou que a suplementação seletiva, que consiste em oferecer apenas os elementos minerais deficientes na dieta, foi mais econômica e resultou em ganhos semelhantes para os animais de ambas as raças testadas.
Tipologia: Esquemas
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(1)
(1) (^) Trabalho conduzido no setor de caprinocultura da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro; (2) (^) Estudante do Curso Tecnólogo em Agroecologia da Universidade Federal de Roraima, [email protected] (3) (^) Professor da Escola Agrotécnica da Universidade Federal de Roraima, [email protected], [email protected] (4) (^) Zootecnista Autônoma, [email protected] (5) (^) Professor na Universidade Federal Rural do Rio de janeiro, [email protected]
RESUMO: O desempenho ponderal e os aspectos econômicos de caprinos recebendo dois esquemas de suplementação mineral foram avaliados em dois experimentos em Seropédica, RJ, Brasil. Os animais foram alimentados diariamente com feno de Cynodon dactilon (tifton 85), o concentrado foi formulado sem a mistura mineral e foi oferecido com a forragem, na quantidade de 400g/animal/dia. No primeiro experimento quatorze animais mestiços foram divididos em dois grupos, da mesma forma no segundo experimento doze animais da raça Saanen foram divididos em dois grupos. Para um grupo foi usada uma mistura mineral comercial e o outro grupo recebeu uma mistura mineral seletiva contendo apenas sódio (Na) e cobre (Cu). Não houve diferença no ganho de peso diário entre os animais que receberam a mistura mineral comercial ou seletiva para ambos experimentos. A suplementação mineral seletiva foi de 3,8 a 4,8 vezes mais econômica do que a suplementação convencional com a mistura mineral “completa”. No primeiro experimento os dois grupos tiveram aumento da pigmentação periocular, que foi atribuída à correção da deficiência de cobre. Portanto, quando os animais recebem um concentrado adequado e uma forragem de qualidade, somente o(s) elemento(s) mineral(is) deficiente(s) precisam ser oferecidos. Os resultados destes experimentos confirmam a hipótese de que a suplementação seletiva, que é a suplementação do(s) elemento(s) deficiente(s) na dieta, foi correta e resulta em redução dos custos com a suplementação mineral do rebanho.
Termos de indexação : cobre, deficiência mineral, ganho de peso
Além da necessidade de ingerir nutrientes orgânicos (carboidratos, proteínas, lipídeos e vitaminas), os animais também precisam consumir elementos inorgânicos (minerais) para garantir sua manutenção, crescimento e atividades produtiva e reprodutiva normais. Enquanto os macroelementos minerais (cálcio, fósforo, sódio, cloro, potássio, magnésio e enxofre) são necessários em maiores quantidades, os microelementos (ferro, cobre, cobalto, iodo, manganês, zinco e selênio) são exigidos em quantidades menores nas dietas. Um mineral é considerado essencial quando entra na composição de alguma substância essencial ao animal (por exemplo, o ferro que faz parte da estrutura da hemoglobina), quando faz parte de uma enzima ou se for necessário, como co-fator, à atividade de alguma enzima essencial ao metabolismo do animal. Um elemento mineral é considerado como deficiente quando, observamos sintomas carenciais no rebanho ou quando após um experimento, existe resposta positiva do animal à sua ingestão na dieta.
Os elementos minerais são essenciais para todos os animais, exercendo influência direta sobre a eficiência da produção, correspondendo a aproximadamente 5% do peso corporal. Desequilíbrios minerais (deficiência ou excesso) têm sido responsáveis por baixa produção, além de problemas reprodutivos (RIBEIRO, 1997). O objetivo foi observar os efeitos da suplementação mineral comercial, que é considerada ideal por ser “completa”, e da suplementação mineral seletiva onde são suplementados apenas os elementos sabidamente deficientes na dieta do animal.
Os estudos foram conduzidos no setor de Caprinocultura do Instituto de Zootecnia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), no município de Seropédica, RJ (latitude: 22°46’59’’ S; longitude 43°40’45’’ W; altitude: 33m). Durante todo o período experimental, os animais foram mantidos confinados, em sistema de piso ripado. Após a desmama, os animais foram previamente vermifugados. Na formação dos dois grupos experimentais, os animais foram separados em dois lotes, com pesos similares e mantidos em baias coletivas. Duas vezes por semana, os animais foram conduzidos a um piquete, próximo do aprisco, para receberem radiação solar e se exercitarem. Nos dois experimentos os animais foram pesados a cada 21 dias, em jejum hídrico e sólido de, no mínimo, 12 horas.
No primeiro experimento utilizaram-se quatorze caprinos mestiços ½ sangue Boer- Saanen, oriundos do próprio capril da UFRRJ. O período experimental teve início quando os animais atingiram 13-14 kg e foram desmamados. Esse experimento teve início em 15 de outubro de 2003, estendendo-se por 152 dias.
Neste primeiro experimento, sete animais tiveram acesso a um suplemento mineral comercial específico para caprinos. Da mesma forma, no tratamento 2, sete animais receberam suplemento mineral seletivo, formulado apenas com cloreto de sódio (1000g) e sulfato de cobre (5g), elemento sabidamente deficitário na região segundo estudos realizados por TOKARNIA et al. (1971) e MALAFAIA et al. (2004). No segundo experimento, foram utilizados doze animais da raça Saanen, recebidos de doação. O período experimental teve início quando os animais atingiam em média 6 kg, em 29 de abril de 2004 e foi encerrado em 10 de setembro de 2004, durando 134 dias.
No segundo experimento, cinco animais tiveram ao seu dispor o mesmo suplemento mineral comercial, utilizado no experimento 1. De forma idêntica ao experimento 1, sete animais receberam o suplemento seletivo, formulado apenas com cloreto de sódio (1000g) e sulfato de cobre (5g).
Ao término do experimento os animais estavam com aproximadamente 22 kg de peso vivo.
Os experimentos foram montados em delineamento inteiramente casualizado. Os valores dos ganhos médios diários de peso foram submetidos à analise de variância segundo o modelo yij = m + ti + eij, onde: yij =eqüivale ao valor observado na j-ésima unidade experimental, que recebeu o i-ésimo tratamento; m = média geral; ti = eqüivale ao efeito de tratamento; eij = significa o erro experimental. Os dados de desenvolvimento ponderal e consumo dos suplementos entre os dois grupos sangüíneos foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey, (P < 0.05). Para a execução das análises estatísticas utilizou-se o programa estatístico (SISVAR, FERREIRA, 1999).
Em ambos grupos genéticos, não foram observadas diferenças significativas (P >0,05) no ganho médio diário entre os grupos que consumiram os dois tipos de suplementos minerais