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Suporte Básico à Vida, Esquemas de Enfermagem

Resumo sobre os principais tópicos da disciplina Suporte Básico de Vida. Sistema de Emergência Médica Estado de Choques Ferimentos de Tecido Mole Convulsão, Asma, Desmaio e Afogamento Mordida de Animais Peçonhentos Queimaduras e Choque Elétrico 1° Atendimento à Vítima de Trauma Trauma Crânio Encefálico, Trauma de Tórax e Trauma Abdominal PCR - Manobras de RCP no Adulto Trauma Musculoesquelético Emergências Clínicas - Infarto Agudo do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral

Tipologia: Esquemas

2023

À venda por 15/01/2023

Mônica_A_Silva
Mônica_A_Silva 🇧🇷

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Sistema de Emergência Médica .
Os acidentes acontecem e a todo o momento estamos
expostos a inúmeras situações de risco que poderiam ser
evitadas se, no momento do acidente a primeira pessoa a
ter contato com o paciente soubesse proceder
corretamente na aplicação dos primeiros socorros.
O socorro é decisivo para o futuro e para a sobrevivência
da tima. Tão importante quanto os primeiros socorros é
providenciar o atendimento especializado.
Solicitar ajuda - Contatar o serviço de atendimento
emergencial.
Localização exata da ocorrência;
Tipo e gravidade da ocorrência;
Número de vítimas e idade aproximada;
Detalhe importante da situação;
Número de telefone para contato.
Primeiros Socorros
São os cuidados imediatos prestados a alguém doente ou
ferido, com o objetivo de manter as suas funções vitais e
evitar o agravamento de suas condições, a que receba
assistência médica especializada.
Inicialmente deve-se ter em mente que quem presta
socorro deve:
Avaliar a situação;
Manter a segurança da área;
Avaliar o estado da tima e administrar socorro de
emergência;
Chamar por socorro.
Decisão de Prestar Atendimento
Algumas pessoas são obrigadas a prestar primeiros
socorros no trabalho, como, bombeiros, profissionais da
saúde, comissários de bordo, salva-vidas e etc.
Fora do serviço eles podem decidir se devem ou não
prestar os primeiros socorros.
Urgência
Ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco
potencial de vida, cujo portador necessita de assistência
médica imediata.
Não existe perigo iminente de falência de qualquer de suas
funções vitais. Necessita de intervenção médica de
imediato.
Emergência
É a constatação médica de condições de danos à saúde,
que implicam em risco de morte, exigindo tratamento
médico imediato.
Risco iminente de vida (falência das funções vitais). Todos
os profissionais da área da saúde podem efetuar, além
disso, leigo treinada pode atender até chegar socorro.
Existem casos na emergência que necessitam de
intervenção urgente (hemorragias, paradas respiratórias e
cardiovasculares).
Classificação de Risco - P. Manchester
I. Emergência 0min. - Necessitam de atendimento
imediato.
II. Muito Urgente 10min - Necessitam de atendimento
praticamente imediato.
III. Urgente 50min - Necessitam de atendimento rápido,
mas pode aguardar.
IV. Pouco Urgente 120min - Pode aguardar atendimento
ou ser transferido para outros serviços de saúde.
V. Não Urgente 240min - Pode aguardar atendimento
ou ser transferido para outros serviços de saúde.
Segurança da Vítima e do Socorrista
Certifique-se de que o local é seguro para você e para a
tima, sempre olhe ao redor e tenha certeza que o local
continuará seguro.
Avaliar o local;
Avaliar os riscos potenciais
Choque elétrico;
Incêndio;
timas secundárias.
Utilização do EPI
Use luvas de proteção
sempre que prestar
primeiros socorros;
Use proteção ocular se a tima
estiver sangrando;
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Sistema de Emergência Médica.

Os acidentes acontecem e a todo o momento estamos expostos a inúmeras situações de risco que poderiam ser evitadas se, no momento do acidente a primeira pessoa a ter contato com o paciente soubesse proceder corretamente na aplicação dos primeiros socorros.

O socorro é decisivo para o futuro e para a sobrevivência da vítima. Tão importante quanto os primeiros socorros é providenciar o atendimento especializado.

● Solicitar ajuda - Contatar o serviço de atendimento emergencial. ○ Localização exata da ocorrência; ○ Tipo e gravidade da ocorrência; ○ Número de vítimas e idade aproximada; ○ Detalhe importante da situação; ○ Número de telefone para contato.

Primeiros Socorros

São os cuidados imediatos prestados a alguém doente ou ferido, com o objetivo de manter as suas funções vitais e evitar o agravamento de suas condições, até que receba assistência médica especializada.

Inicialmente deve-se ter em mente que quem presta socorro deve:

● Avaliar a situação; ● Manter a segurança da área; ● Avaliar o estado da vítima e administrar socorro de emergência; ● Chamar por socorro.

Decisão de Prestar Atendimento

Algumas pessoas são obrigadas a prestar primeiros socorros no trabalho, como, bombeiros, profissionais da saúde, comissários de bordo, salva-vidas e etc.

Fora do serviço eles podem decidir se devem ou não prestar os primeiros socorros.

Urgência

Ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida, cujo portador necessita de assistência médica imediata.

Não existe perigo iminente de falência de qualquer de suas funções vitais. Necessita de intervenção médica de imediato.

Emergência

É a constatação médica de condições de danos à saúde, que implicam em risco de morte, exigindo tratamento médico imediato.

Risco iminente de vida (falência das funções vitais). Todos os profissionais da área da saúde podem efetuar, além disso, leigo treinada pode atender até chegar socorro.

Existem casos na emergência que necessitam de intervenção urgente (hemorragias, paradas respiratórias e cardiovasculares).

Classificação de Risco - P. Manchester

I. Emergência 0min. - Necessitam de atendimento imediato.

II. Muito Urgente 10min - Necessitam de atendimento praticamente imediato.

III. Urgente 50min - Necessitam de atendimento rápido, mas pode aguardar.

IV. Pouco Urgente 120min - Pode aguardar atendimento ou ser transferido para outros serviços de saúde.

V. Não Urgente 240min - Pode aguardar atendimento ou ser transferido para outros serviços de saúde.

Segurança da Vítima e do Socorrista

Certifique-se de que o local é seguro para você e para a vítima, sempre olhe ao redor e tenha certeza que o local continuará seguro.

● Avaliar o local; ● Avaliar os riscos potenciais ○ Choque elétrico; ○ Incêndio; ○ Vítimas secundárias.

Utilização do EPI

● Use luvas de proteção sempre que prestar primeiros socorros;

● Use proteção ocular se a vítima estiver sangrando;

● Use máscara sempre que necessitar realizar ventilações (em caso de leigos não haverá necessidade de administrar as ventilações).

Regras Básicas

Manter a calma. Afastar os curiosos e agir com rapidez e segurança. Não remover a vítima enquanto tiver uma ideia precisa da natureza e extensão dos seus ferimentos. Evitar fazer a vítima sentar ou levantar. Não tentar dar de beber à pessoa que estiver inconsciente. Nunca dar bebidas alcoólicas.

Ligar para SAMU 192, COBOM 193, POLÍCIA 190. Em caso de suspeita de fratura ou luxação, não fazer massagem, nem mudar a posição da vítima. Não mexer em ferimentos com sangue já coagulado. Acalmar a vítima e evitar que ela veja o ferimento.

Medidas Importantes

● Evitar hemorragias; ● Manter a respiração; ● Proteger as áreas queimadas; ● Inspirar confiança; ● Chamar socorro o quanto antes; ● Evitar pânico.

Estrutura dos Serviços

RDC nº 50/2002 - Dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde.

Portaria nº 354/2014 - Publica a proposta de Projeto de Resolução "Boas Práticas para Organização e Funcionamento de Serviços de Urgência e Emergência”

Centro de Emergência

Sala Vermelha

Sistema Integrado de Comunicação

● Intercâmbio com outras unidades hospitalares; ● Unidades móveis.

Unidades Especiais

● Núcleo de educação; ● Centro de informática e de documentação; ● Sala de capacitação; ● Auditório ○ Aulas e conferências.

Equipe Multidisciplinar

● Médicos - Especialidades 24 horas ● Enfermagem (geral e especializada);

Bandeja para Procedimentos

● Toracocentese; ● Toracotomia; ● Drenagem pleural; ● Drenagem pericárdica; ● Traqueostomia; ● Entubação endotraqueal; ● Punção lombar.

Kit para Procedimentos

● Entubação endotraqueal; ● Acesso central; ● Toracocentese; ● Sondagem nasogástrica, vesical; ● Aspiração de vias aéreas.

Carrinho de Emergência

● Medicações; ● Materiais; ● Desfibrilador; ● Torpedo de oxigênio; ● Prancha rígida.

Papel do Enfermeiro

O papel do enfermeiro na unidade de emergência consiste em obter a história do paciente, fazer exame físico, executar tratamento, aconselhando e ensinando a manutenção da saúde e orientando os enfermos para uma continuidade do tratamento e medidas vitais.

Os enfermeiros das unidades de emergência aliam a fundamentação teórico-científica (imprescindível) à capacidade de liderança, o trabalho, o discernimento, a iniciativa, a habilidade de ensino, a maturidade e a estabilidade emocional.

O enfermeiro que atua nessa unidade necessita ter "conhecimento científico, prático e técnico, a fim de que possa tomar decisões rápidas e concretas, transmitindo segurança a toda equipe e principalmente diminuindo os riscos que ameaçam a vida do paciente".

Frente às características específicas da unidade de emergência, o trabalho em equipe se torna crucial. O enfermeiro "deve ser uma pessoa tranquila, ágil, de raciocínio rápido, de forma a se adaptar, de imediato, a cada situação que se apresente à sua frente".

Este profissional deve estar preparado para o enfrentamento de intercorrências emergentes necessitando para isso conhecimento científico e competência clínica (experiência).

Equipe de Enfermagem

● Enfermeiro emergencista; ● Enfermeiro de protocolo; ● Enfermeiro coordenador; ● Técnicos e auxiliares de enfermagem.

Estado de Choques e Hemorragias.

Hemorragias

As hemorragias são início a uma cadeia específica de eventos orgânicos para compensar a perda de líquido e a perda potencial de oxigênio que circula para o coração, cérebro, pulmões e outros órgãos.

O organismo começa a fabricar glóbulos vermelhos extras. O excesso de fluido é absorvido pela corrente sanguínea. As plaquetas se amontoam no local do ferimento para estimular a coagulação. Os glóbulos brancos se amontoam para ajudar a controlar infecções.

Se o sangramento se tornar descontrolado. O organismo não consegue compensar com rapidez para manter o volume necessário. A hemorragia se torna fatal.

A severidade do sangramento depende:

● Da rapidez que o sangue flui no vaso; ● Do tamanho do vaso; ● Se o vaso é uma veia ou uma artéria; ● Se o sangue fluirá livremente ou para uma cavidade do corpo; ● De onde o sangramento se originou; ● Da idade e do peso da vítima; ● Da condição geral da vítima; ● Se o sangramento é uma ameaça à respiração.

Antes de tomar medidas para controlar o sangramento:

● Determine a causa e a fonte do sangramento, assim como a condição geral da vítima. ● Exponha o ferimento para determinar de onde vem o sangue. ● Coloque a vítima na posição em que será menos afetada pela perda de sangue. ● Mantenha as vias aéreas desobstruídas.

O Que Não Fazer?

Nunca use pomadas, cremes, pastas, óleos ou qualquer tipo de pó em ferimentos abertos. Não use sabonetes muito abrasivos, detergentes ou sabão em pó para lavar o ferimento. Se possível, use sabão neutro.

A água oxigenada piora a lesão, pois afeta o tecido que está saudável, aumentando a área comprometida. Sempre utilize apenas água e sabão.

Caso exista perfuração com lâmina, prego ou outro objeto, nunca tente retirá-lo, pois aumentará o sangramento. Aguarde o SME.

➔Tipos de Hemorragias

Hemorragia Interna

É o extravasamento de sangue para o interior do corpo, geralmente precedido de trauma no abdome ou tórax, como socos, contusão do tórax no volante em acidente automobilístico, etc.

Uma contusão ou fratura de costela pode lesar uma artéria do pulmão causando hemorragia pulmonar. No abdome, um trauma externo pode romper o baço, ;gado, rins ou intestino fazendo-os sangrar internamente.

Pode ainda haver “explosão“ de órgãos ocos como estômago, intestinos e bexiga. Sinais comuns de hemorragias internas: torpor (pré desmaio), palidez, sede e aumento dos batimentos cardíacos.

Você também pode verificar a existência de uma hemorragia interna testando a perfusão capilar da polpa digital ou o leito ungueal (unha).

Caso uma dessas situações vier a ocorrer, acione imediatamente o SME, coloque a vítima deitada e eleve as pernas, monitore os sinais vitais e, se preciso, inicie a RCP.

Não dê qualquer tipo de alimento ou bebida à vítima, pois ela pode tornar-se inconsciente, vomitar e aspirar o alimento e/ou água. Caso ela se queixe muito de sede, apenas molhe um lenço para umidificar a língua.

Hemorragia Externa

É o tipo de sangramento exterior ao corpo, ou seja, que é facilmente visível. Pode ocorrer em camadas superficiais da pele por corte ou perfuração, ou mesmo agindo áreas mais profundas através de aberturas ou orifícios gerados por traumas. Pode ser conduzida, utilizando técnicas de primeiros socorros.

Hemorragia Arterial - Sangue vermelho vivo, rico em O2. Jorra do ferimento em sincronia com o batimento cardíaco. É o tipo mais sério pois perde muito sangue rápido.

Hemorragia Venosa - Sangue vermelho escuro, pobre em O2. Escorre do ferimento sem esguichos rítmicos. Também precisa ser controlado, pode oferecer risco.

Os sinais precoces de choque são:

● Taquicardia (FC > 100 bpm);

● Vasoconstrição cutânea, palidez e frialdade de extremidades, com lentificação do enchimento capilar após compressão digital.

● A queda da pressão arterial ocorre após o esgotamento dos mecanismos fisiológicos compensatórios, quando já houve perda de 30 a 40% da volemia.

➔Classificação do Choque

É classificado em 4 classes de acordo com a perda volêmica.

CLASSE I

Perda sanguínea (ml) adulto 70 kg Até 750 ml

% de perda sanguínea Até 15%

Pulso (bpm) Até 100 bpm

Pressão arterial (mmHg) Normal

Pressão de pulso (mmHg) Normal ou ↑

Frequência respiratória (ipm) 14-

Débito urinário (ml/H) Acima de 30 ml

Estado Mental Levemente ansioso

Líquido reposto Cristalóide

CLASSE II

Perda sanguínea (ml) adulto 70 kg 750-1.500 ml

% de perda sanguínea 15-30%

Pulso (bpm) Acima de 100 bpm

Pressão arterial (mmHg) Normal

Pressão de pulso (mmHg) Diminuída

Frequência respiratória (ipm) 20-

Débito urinário (ml/H) 20-

Estado Mental Moderadamente ansioso

Líquido reposto Cristalóide

CLASSE III

Perda sanguínea (ml) adulto 70 kg 1.500-2.000 ml

% de perda sanguínea 30-40%

Pulso (bpm) Acima de 120 bpm

Pressão arterial (mmHg) Diminuída

Pressão de pulso (mmHg) Diminuída

Frequência respiratória (ipm) 30-

Débito urinário (ml/H) 5-

Estado Mental Ansioso, confuso

Líquido reposto Cristalóide, sangue

CLASSE IV

Perda sanguínea (ml) adulto 70 kg Acima de 2.000 ml

% de perda sanguínea Acima de 40%

Pulso (bpm) Acima de 140 bpm

Pressão arterial (mmHg) Diminuída

Pressão de pulso (mmHg) Diminuída

Frequência respiratória (ipm) Acima de 35 ipm

Débito urinário (ml/H) Desprezível

Estado Mental Confuso, letárgico

Líquido reposto Cristalóide, sangue

➔Reposição Volêmica

Cristalóides

A reposição volêmica agressiva deve ser iniciada precocemente. Solução de ringer lactato e, em segundo lugar, a solução salina fisiológica (0,9%). A solução salina pode causar acidose metabólica hiperclorêmica.A dose é de 2L no adulto e até três “bolus” de 20 ml/kg em crianças previamente aquecidos a 39°C. Parâmetro do débito urinário acima de 50 ml/hora.

Hemotransfusão

Indicados na classificação de choque III e IV. Restabelece a capacidade de transportar oxigênio. Concentrados de hemácias devem ser transfundidos em pacientes que permanecem instáveis após a administração de 2000 ml de soluções cristalóides no adulto e após o segundo “bolus” de 20 ml/kg quilo nas crianças.

Ferimentos de Tecido Moles.

Lesões de Tecido Mole

Os tecidos moles são aqueles que não são ossos nem dentes, como a pele, tecidos gordurosos, músculos e órgãos internos.

As lesões traumáticas são provocadas pelo impacto contra objetos ou superfícies, sem perda da integridade da pele. O objetivo final do tratamento de qualquer lesão ou ferida traumática é fechá-la no menor tempo possível, sem deformações e sem perda de função.

O impacto provoca: ● Hemorragia: ruptura de vasos sanguíneos; ● Edema: lesão endotelial que permite a saída de plasma.

➔Tipos de Hemorragias de L. Superficial

● Equimose: Hemorragia por ruptura de vaso de pequeno calibre que se infiltra em planos superficiais da pele íntegra.

● Hematoma: Acúmulo de sangue por ruptura de vaso de médio ou grande calibre que separa os planos dos tecidos moles. Pode acompanhar lesões mais graves

➔Primeiros Socorros nas L. Superficiais

● Gelo; ● Compressa leve; ● Elevação das extremidades; ● Repouso/Imobilização.

Tipos de Lesões Traumáticas

● Abertas: É aquele em que existe uma perda de continuidade da superfície cutânea. ● Fechadas: A lesão ocorre abaixo da pele, porém não existe perda de continuidade da superfície.

➔Lesões Traumáticas Abertas

São provocadas pelo impacto de objeto cortante, pontiagudo ou superfície irregular, com perda da integridade da pele. Podem também ser causadas por pressão contínua e prolongada, resultando em dano à irrigação.

Tipos de Lesões Traumáticas Abertas

Perfurante ou Penetrante - Orifício (projétil, estilete,

prego).

Cortante ou Incisa - Bordos regulares (faca, lâmina, navalha).

Corto-contusa - Bordos irregulares (agente contundente).

Abrasão ou Escoriação - Camadas superficiais (atrito contra superfície áspera)

Avulsão - Arrancamento da pele (tração e deslocamento).

Lacerações - Lesões de bordas irregulares, produzidas por objetos rombos, onde o tecido ao longo da extremidade da ferida é rasgado, produzindo extremidades ásperas.

Amputações - São lesões geralmente relacionadas a acidentes automobilísticos.

Evisceração - A musculatura do abdome é rompida em decorrência de violento impacto ou lesão de objeto penetrante ou cortante, expondo o interior da região abdominal à contaminação, ou exteriorizando vísceras.

Convulsão/Asma/Desmaio/Afogamento.

Crise Convulsiva

➔Tipos

Convulsão ou Crise Convulsiva - Crise com atividade tônico-clônica.

Crise Não Convulsiva - Crise sem atividade tônico-clônica. Crise parcial simples ou complexa, crise tipo ausência, crise mioclônica.

Estado de Mal Epiléptico - Crise suficientemente prolongada ou repetitiva para causar uma condição fixa e duradoura.

Atividade Tônico-clônica - Compreende-se duas fases: ➢ Na fase tônica há perda de consciência, o paciente cai, o corpo se contrai e enrijece. ➢ Na fase clônica o paciente contrai e contorce as extremidades do corpo perdendo a consciência que após a crise é recobrada gradativamente.

➔Critérios de Diagnóstico para Status

Epiléptico

Status Convulsivo

Crise convulsiva com mais de 5 min de duração. 20 a 30 min de crises convulsivas contínuas. Pelo menos três convulsões em 1 hora.

Status Não-convulsivo

Crises não-convulsivas sem recuperação da consciência entre as crises.

➔Crise Convulsiva em Crianças

Aproximadamente 80% das crises agudas em crianças cessam antes do atendimento hospitalar. Grande parte dos episódios que apresentam duração maior que 5 minutos persistiram por mais de 20-30 minutos, podendo implicar em riscos de lesão não só no sistema nervoso central (SNC) como também sistêmicas.

➔O que fazer no caso de uma convulsão?

● Dê espaço para a pessoa, afastando objetos que estejam próximos, como mesas ou cadeiras;

● Desaperte roupas apertadas, principalmente em volta do pescoço, como camisas e gravatas; ● Coloque a pessoa deitada de lado, para evitar que possa se engasgar com a própria língua ou com vômito.

➔Quando chamar a emergência?

I. Se a crise demorar mais de 5 minutos; II. Se ocorrer uma crise após a outra, sem que a pessoa

recobre a consciência entre as crises; III. Se ocorrerem várias crises no mesmo dia e isso não for habitual para aquele paciente; IV. Houver trauma ou lesão; V. A crise acontecer na água. VI. O paciente parecer ter dificuldades para respirar após a crise.

Asma

Doença respiratória causada pelo estreitamento das vias aéreas inferiores. Geralmente causada pela inflamação dos brônquios, assim os pulmões são impedidos de receber o ar.

➔Sinais e Sintomas

● Dificuldade de respirar, dispneia; ● Respiração rápida e difícil; ● Chiado no peito; ● Pode apresentar cianose nas extremidades.

➔Primeiros Socorros

● Acalmar e tentar tranquilizar o paciente; ● Ajude-o a sentar numa posição confortável que melhore a respiração; ● Questionar se ele já faz uso de algum medicamento para asma (broncodilatador, bombinha + corticóide); ● Manter repouso até chegar ajuda; ● Se não melhorar com a bombinha, procure um hospital.

Desmaio

O desmaio acontece quando há redução do suprimento de O2 para o cérebro. Isso faz com que o paciente perca a sua consciência, levando ao desmaio. Também é chamado de síncope.

Pode ter diversas causas,desde coisas mais simples (fome/hipoglicemia) até uma PCR. Ao presenciar um desmaio 𝑃𝐸Ç𝐴 𝐴𝐽𝑈𝐷𝐴 𝐼𝑀𝐸𝐷𝐼𝐴𝑇𝐴𝑀𝐸𝑁𝑇𝐸!

➔O que fazer?

Verifique a respiração e os batimentos cardíacos. Levante o queixo da vítima para facilitar a passagem de ar. Se for possível, coloque-a deitada de costas em um lugar confortável, retirando objetos que ela possa se machucar, como pulseiras, relógios e óculos.

Afrouxe as roupas da vítima. Se for possível, eleve suas pernas cuidadosamente, pois isso pode ajudar a pressão voltar ao normal caso ela esteja baixa. Acione o SAMU imediatamente. Se por acaso o estado de perda de consciência passar, deixe a vítima descansar enquanto aguarda o atendimento médico.

➔O que não fazer?

Não dê tapas no rosto para fazê-la acordar. Não ofereça bebidas ou comida. Não jogue água sobre a vítima.

Afogamento

Resultado de asfixia por imersão ou submersão em qualquer meio líquido, provocado pela entrada de água em vias aéreas, dificultando parcialmente ou por completo a ventilação ou a troca de oxigênio com o ar atmosférico.

➔O que fazer?

Mordida de Animais Peçonhentos.

O que são animais peçonhentos?

Animais peçonhentos são aqueles que produzem peçonha (veneno) e têm condições naturais para injetá-la em presas ou predadores. Essa condição é dada naturalmente por meio de dentes modificados, aguilhão, ferrão, quelíceras, cerdas urticantes, nematocistos entre outros.

Os animais peçonhentos que mais causam acidentes no Brasil são algumas espécies de:

● Serpentes; ● Escorpiões; ● Aranhas; ● Lepidópteros (mariposas e suas larvas); ● Himenópteros (abelhas, formigas e vespas); ● Coleópteros (besouros); ● Quilópodes (lacraias); ● Peixes; ● Cnidários (águas-vivas e caravelas).

Esses animais possuem presas, ferrões, cerdas, espinhos entre outros, capazes de envenenar as vítimas.

Atenção - Animais peçonhentos gostam de ambientes quentes e úmidos e são encontrados em matas fechadas, trilhas e próximos a residências com lixo acumulado. Manter a higiene do local e evitar acúmulo de coisas é a melhor forma de prevenir acidentes.

➔ Acidentes Por Animais Peçonhentos

Os acidentes, especialmente os acidentes ofídicos, foram incluídos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na lista das doenças tropicais negligenciadas que acometem, na maioria das vezes, populações pobres que vivem em áreas rurais.

Além disso, devido ao alto número de notificações, esse agravo (acidentes por animais peçonhentos) foi incluído na Lista de Notificação Compulsória do Brasil, ou seja, todos os casos devem ser notificados ao Governo Federal imediatamente após a confirmação. A medida ajuda a traçar estratégias e ações para prevenir esse tipo de acidente.

Acidentes por Abelhas

É o quadro de envenenamento decorrente da inoculação de toxinas por meio do ferrão. As manifestações variam de pessoa para pessoa, pela quantidade de veneno aplicado ou se o indivíduo tem reação alérgica ao veneno.

Uma pessoa pode ser picada por uma ou poucas abelhas, inflamação local. Múltiplas abelhas, manifestação tóxica grave, podendo ser fatal.

➔Primeiros Socorros

Em caso de acidente causado por múltiplas picadas de abelha é necessário levar o acidente rapidamente para o hospital, junto com alguns dos insetos que causaram o acidente.

A remoção dos ferrões pode ser feita por raspagem com lâminas, e não por pinças, pois esse procedimento resulta na inoculação do veneno ainda existente no ferrão.

Acidentes por Águas-vivas

Em casos de acidentes com águas-vivas e caravelas, primeiramente, para alívio da dor inicial devem ser utilizadas compressas geladas. Em seguida, o local deve ser lavado com ácido acético a 5% (vinagre), sem esfregar a região, e compressa do mesmo produto por cerca de 10 min para evitar o aumento do envenenamento.

Água doce pode piorar o quadro do envenenamento. A remoção dos tentáculos aderidos à pele deve ser realizada de forma cuidadosa, preferencialmente com lâminas ou pinças.

Acidentes por Aranhas

Os acidentes causados por aranhas são comuns, porém a maioria não apresenta repercussão clínica.

Os gêneros de importância em saúde são as seguintes espécies:

● Aranha-marrom; ● Aranha-armadeira ou macaca; ● Viúva-negra.

Atenção - As aranhas caranguejeiras, embora grandes e frequentemente encontradas em residências, não causam acidentes considerados graves.

➔Sintomas

Aranha-armadeira - Causa dor imediata e intensa, com poucos sinais visíveis no local. Raramente pode ocorrer agitação, náusea, vômitos e diminuição da pressão.

Aranha-marrom - A picada é pouco dolorosa e uma lesão endurecida e escura costuma surgir várias horas após, podendo evoluir para ferida com necrose de difícil cicatrização.

Viúva-negra - Dor na região da picada, contração nos músculos, suor generalizado e alterações na pressão e nos batimentos cardíacos.

➔O que fazer?

● Lavar o local da picada; ● Usar compressas mornas, para aliviar a dor; ● Elevar o local da mordida; ● Procurar o serviço de saúde mais próximo; ● Quando possível, levar o animal para identificação.

➔O que não fazer?

● Não fazer torniquete ou garrote; ● Não furar, cortar, queimar, espremer ou fazer sucção no lugar da ferida; ● Não aplicar folhas, pó de café ou terra para não provocar infecções; ● Não ingerir bebida alcóolica, querosene, ou fumo, como é costume em algumas regiões do país.

Acidentes por Escorpião

Acidente escorpiônico é o envenenamento provocado quando um escorpião injeta veneno através do ferrão. Os escorpiões são os aracnídeos predominantes da zona tropical e subtropical do mundo, com maior incidência nos meses que ocorre aumento de temperatura e umidade.

No Brasil os mais comuns são:

● Escorpião amarelo; ● Escorpião marrom; ● Escorpião amarelo-do-nordeste; ● Escorpião preto-da-amazônia.

➔O que fazer?

● Limpar o local com água e sabão; ● Aplicar compressas mornas no local; ● Procurar o serviço de saúde mais próximo; ● Atualizar-se junto à secretaria estadual de saúde para saber quais os pontos de tratamento com o soro específico; ● Quando possível, levar o animal para identificação.

➔O que não fazer?

● Não amarrar ou fazer torniquete; ● Não aplicar qualquer substância sobre o local da picada (fezes, álcool, querosene, fumo, ervas, urina), nem fazer curativos que fechem o local, pois isso pode favorecer o aparecimento de infecções; ● Não cortar, perfurar ou queimar o local da picada; ● Não dar bebida alcoólica ao acidentado, ou outros líquidos com álcool, gasolina ou querosene, pois não tem efeito contra o veneno e podem agravar o quadro.

Acidentes Ofídicos

Acidente ofídico ou ofidismo é o quadro de envenenamento decorrente da picada de serpentes. No Brasil, as serpentes peçonhentas de interesse em saúde pública pertencem às Famílias Viperidae e Elapidae.

O envenenamento ocorre quando a serpente consegue injetar o conteúdo de suas glândulas venenosas, mas nem toda picada leva ao envenenamento. Muitas espécies de serpentes não possuem presas, ou quando tem, estão localizadas na parte de trás da boca.

● Quadro Local ○ Sangramento no local da picada, edema, equimose, eritema e bolhas.

● Quadro Sistêmico ○ Gengivorragia, hematoma e hematúria.

➔O que essas espécies podem causar?

BOTRÓPICO ( Bothrops e Bothrocophias )

Espécies Jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, combóia …

Informação Causa a maioria dos acidentes com cobras no BR, tem 29 espécies no território nacional, são encontradas em ambientes diversos, como, beira de rios, igarapés, áreas litorâneas e úmidas,

Queimaduras/Choque Elétrico.

Anatomia e Fisiologia da Pele

A pele é uma túnica complexa, que reveste a superfície corporal. Um centímetro cúbico de pele possui:

● 5 milhões de células; ● 4 metros de nervos; ● 1 metro de vasos sanguíneos; ● 100 glândulas sudoríparas; ● 25 glândulas sebáceas; ● 5 folículos pilosos.

➔Camadas da Pele

➔Principais Funções

● Proteger contra o meio externo; ● Secreção; ● Termorregulação; ● Sensibilidade e adaptação metabólica.

Queimaduras

Relacionada às agressões por calor, agente elétrico, radioativo ou químico, provocando lesões da pele com coagulação direta dos tecidos e perda da barreira cutânea.

➔Classificação

● Agente causador; ● Profundidade; ● Localização; ● Gravidade; ● Extensão.

Agente Causador

❖ Queimadura Térmica

Calor - Principal fator provocador de lesões.

Permanência por tempo prolongado em ambientes quentes - Queimadura de vias aéreas, inalação de fumaça e produtos tóxicos, com asfixia ou intoxicação, e a presença de explosão pode levar à formação de pneumotórax.

Adultos - Correlação com lesões profissionais e acidentes automobilísticos.

Crianças - Lesões com líquidos quentes, água quente, domicílio, sólidos quentes, ferro de passar roupa e tampas de forno, em casos de violência nas escaldaduras, imersão em água quente.

Idosos - associação com patologias clínicas e ortopédicas, dificuldade na mobilidade que podem levar ao contato com o fogo.

❖ Queimadura Química

Ácidos e as Bases fortes (ácido sulfúrico, clorídrico, soda cáustica, álcool, gasolina, etc.)

A lesão tecidual depende: ● Concentração do agente químico;Q ● Quantidade de substância; ● Modo e duração do contato com a pele; ● Extensão corporal exposta ao agente; ● Mecanismo de ação do produto.

Ácidos - Necrose por coagulação e formação de placas de escara.

Álcalis - Necrose de liquefação, deixando a área exposta e mais acessível a infecções, fica aderidos à pele e não sai apenas com a lavagem local.

Não deve neutralizá-las, pois não se sabe ao certo o produto e nem o volume para a neutralização.

Em caso de queimaduras oculares, lavagem por 20 min, SF 0,9% ou água limpa.

❖ Queimadura Elétrica

Passagem da corrente - Pelo corpo da vítima, identificando a lesão de entrada e de saída da corrente, lesões ocultas de órgãos. Lesões graves e óbito. Lesões musculares, desordens elétrica do miocárdio, lesões ósseas

e de órgãos vitais, muitas vezes, ocultas.

Profundidade

❖ Queimaduras 1° Grau

Ocorre na epiderme. Fazer hidratação oral. Geralmente não deixam cicatriz.

Características - Avermelhadas, dolorosas; presença de perfusão; discreto ou nenhum edema e seca.

Raramente têm significado clínico, com exceção das grandes áreas de queimadura solar, em que o paciente tem muita dor e risco de desidratação.

❖ Queimaduras 2° Grau

Ocorre na epiderme e partes variadas da derme subjacente. Superficiais ou Profundas. Cicatrização de 2 a 3 semanas. As lesões profundas exigem correção cirúrgica.

Características - Formam vesículas ou Flictenas (bolhas), são dolorosas, hiperemiada, edema, folículos pilosos permanecem intactos. Podem ter bolhas ou áreas sem epiderme com base brilhante ou úmida.

❖ Queimaduras 3° Grau

Espessas, secas, esbranquiçadas e com aspecto de couro. Casos graves, aparência carbonizada, com trombose visível dos vasos sanguíneos, tecido enegrecido (carbonizado), aperolado, esbranquiçado, seco e endurecido, destruição de fibras nervosas. Dor - Podem ser circundadas por queimaduras de segundo grau.

Podem ser incapacitantes e ter risco de vida. É necessário fazer a excisão cirúrgica imediata e a reabilitação intensiva em um centro especializado (UTQ).

❖ Queimaduras 4° Grau

Atingem todas as camadas da pele e queimam o tecido adiposo, músculos, ossos ou órgãos internos subjacentes.

➔Tratamento Inicial da Queimadura

● Parar o processo de queimadura; ● Extinguir as chamas sobre a vítima ou suas roupas; ● Remover a vítima do ambiente hostil; ● Remover as roupas que não estejam aderidas ao corpo da vítima; ● Promover o resfriamento da lesão e de fragmentos de roupas ou de substâncias como asfalto que estejam aderidos ao corpo do queimado; ● Retirar das extremidades anéis, pulseiras, relógios ou jóias antes que o membro edemaciado; ● Avaliar a Superfície Corporal Queimada (SCQ).

Acometimento da Face

● Proteger os olhos da vítima com gaze limpa umedecida em soro ou água limpa; ● Proteger as áreas queimadas com pano limpo e úmido para aliviar a dor; ● Se a área afetada envolver mãos ou pés, separar os dedos com pequenos rolos de gaze umedecida com soro fisiológico antes de cobri- los; ● Cobrir a vítima com lençol descartável e por cima deste colocar o cobertor térmico. ● Iniciar o mais rápido possível a Hidratação do Paciente (Parkland).

Curativo

● Proteger o local; ● Curativos estéreis e não aderentes; ● Cobrir com pano limpo e seco (compressas, roupas cirúrgicas estéreis) ou papel alumínio; ● Proteger do fluxo de ar sobre as terminações nervosas expostas, para diminuir a dor; ● Não é recomendada a aplicação de cremes, pomadas caseiras ou populares de qualquer tipo (café, pasta de creme, vegetais ou outros), são prejudiciais à lesão, dificultam a avaliação e proporcionam a retenção do calor, apesar da sensação de frescor.

Curativo - Queimadura Superficial - 1° Grau

● 1° Semana ○ Lavar com água corrente, por 5 min, 3 vezes ao dia, com sabão neutro ou sabonete de glicerina.

● 2° Semana

1° Atendimento à Vítima de Trauma.

Trauma

É o dano resultante da ação de qualquer forma de energia sobre o corpo.

Epidemiologia do Trauma no Brasil

● 120 mil óbitos por ano; ● Acidentes de transporte - 30%; ● Homicídios - 39%; ● Suicídios - 5%; ● Quedas e outros - 26%; ● Predominio do sexo masculino - 80-90%.

Atendimento

Tem o objetivo de restabelecer os sinais vitais.

Atendimento Inicial na Sala de Urgência

Uma vítima deve receber atendimento inicial prioritariamente. Sequência centrada na estabilização dos sinais vitais.

Sinais Vitais - Pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória, saturação, temperatura e dor.

Atendimento Inicial no Traumatizado

● Preparação; ● Fase pré-hospitalar; ● Organização do sistema ○ Regulação médica; ○ Operacional. ● Samu ○ 192; ○ Hospitais de referência.

➔Preparação

Pré-hospitalar

Coordenação entre a equipe de atendimento pré-hospitalar

(SAMU) com o hospital de referência.

Intra-hospitalar

Existência de um serviço de emergência preparado para o atendimento do traumatizado no hospital que recebe a vítima.

➔Triagem

● Vítimas múltiplas; ● Situações de desastres; ● Tratamento prestado por prioridades; ● 1° - cena do acidente; ● X, A, B, C, D, E. ● Equipe de trauma ○ Número de vítimas que superam as condições do hospital.

Avaliar o paciente na chegada. Rápida avaliação primária. Priorizar os pacientes críticos. Determinar a área de atendimento, clínica, cirúrgica, obstétrica, pediátrica, etc.

Avaliação Primária

Sistematização proposta pelo ATLS e MAST.

➔X - Exsanguination - Exsanguinação

  • Controle de Hemorragia Externa

Deve-se realizar a contenção da hemorragia externa grave, antes mesmo do manejo das vias aéreas. Pode ser realizada a pressão direta da hemorragia ou o torniquete.

➔A - Vias Aéreas - AirWay

  • Controle da Coluna Cervical

Observar a permeabilidade. Presença de secreção. Corpo estranho. Base da língua, paciente inconsciente. Capacidade de emitir voz. Atenção com a coluna. Imobilização manual, colar cervical e protetor lateral da

cabeça.

I. Colar cervical; II. Posicionar a língua; A. ↓ nível de consciência pode causar vias aéreas obstruídas pela queda da língua. III. Manobra de Chin Lift e Jaw Thrust;

Jaw Thrust - Abrir a boca da vítima que não deve comprometer a coluna cervical. Projeção da mandíbula e visualização da cavidade oral. Pesquisa de corpos estranhos, próteses dentárias, tudo que possa ocasionar a obstrução das VA.

IV. Cânula orofaríngea (Guedel); V. Aspiração das vias aéreas; VI. Via aérea definitiva.

➔B - Breathing

  • Respiração e Ventilação

● Presença ou ausência de movimentos respiratórios; ● Frequência respiratória e oximetria de pulso; ● Padrão respiratório; ● Cianose de extremidade; ● Ruídos respiratórios; ● Enfisema subcutâneo; ● Presença de lesões na caixa torácica; ● Desvio de traquéia e estase jugular.

Toda vítima grave na SU deve receber suporte ventilatório através de máscara facial com fluxo de O2 a 12 à 15 I/min.

Ventilação - Deve acontecer somente após a remoção de corpos estranhos da cavidade oral e instalação da cânula orofaríngea (Guedel).

Toda vítima grave na SU que necessite de ventilação mecânica deve-se proceder a ventilação manual com bolsa-válvula-máscara.

➔C - Circulation

  • Circulação com Controle de Hemorragia

Hipovolemia com consequente choque hemorrágico é a principal causa de morte em pacientes traumatizados.

● Lesões intratorácica e intra-abdominais; ● Fraturas de pelve e fêmur; ● Lesões penetrantes com comprometimento venoso arterial.

Avaliação Clínica

● Estado hemodinâmico; ● Frequência cardíaca; ● Pulso; ● Cor da pele e mucosas; ● Enchimento capilar; ● Pressão arterial; ● Umidade e temperatura da pele; ● Hemorragias externas.

Acesso Venoso - Acesso de grosso calibre. Reposição volêmica. Coleta de sangue.

Punção Intraóssea - Introdução da agulha na cavidade da medula óssea, possibilitando acesso a circulação sistêmica venosa

Sondagem Vesical - Padrão mais fidedigno para avaliar a eficácia da reposição volêmica. Contra indicada em casos de lesão da uretra.

Sondagem Gástrica - Prevenir vômito. Possível aspiração do conteúdo gástrico. Descompressão gástrica. Análise do líquido drenado. Contra indicada em casos de ser introduzida através das narinas nos casos de lesão da placa cribiforme.

➔D - Disability

  • Condição Neurológica

Rápida avaliação do padrão neurológico deve determinar o nível de consciência e a reatividade pupilar.

A. Alerta V. Resposta verbal D. Resposta a dor N. Nenhuma resposta

Avaliar as condições basais: ● Avaliação pupilar; ● Escala de Glasgow; ● Sinal de Battle; ● Sinal de Guaxinim.

Avaliação Pupilar