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Primeiros Socorros: Guia Completo para Emergências Médicas, Resumos de Semiologia

BLS para universitários e leigos

Tipologia: Resumos

2019

Compartilhado em 06/09/2019

luciana-bartolli-9
luciana-bartolli-9 🇧🇷

4.6

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SUPORTE BÁSICO DE VIDA (BLS)
Para iniciar os primeiros socorros à vítima acidentada ou em situação de urgência, o socorrista (aquele
que prestará os primeiros socorros à vítima) deverá assumir o controle da situação rapidamente,
obtendo todas as informações possíveis do ocorrido.
Para um atendimento tranquilo, o socorrista deverá seguir algumas regras:
Manter-se calmo;
Usar bom senso;
Pedir ajuda;
Chamar por ajuda: Telefones de emergência: 193 (Bombeiro), 192 (SAMU), 190 (Polícia Militar) e
outros
Afastar os curiosos;
Atender a vítima com mais uma ou duas pessoas;
Trabalhar com segurança;
Utilizar proteção (luvas), para evitar contato direto com sangue ou outras secreções.
Quando se aproximar da vítima, tenha certeza de que tem segurança para o atendimento. É importante
observar rapidamente se existem perigos para o acidentado e para quem estiver prestando o socorro
nas proximidades da ocorrência. Por exemplo: Fios elétricos soltos e desencapados; vazamento de gás;
máquinas funcionando, etc.
MANOBRAS EM PRIMEIROS SOCORROS
Suporte Básico de Vida (SBV): Os procedimentos de primeiros socorros, ou o Suporte Básico de Vida
(SBV) podem determinar a diferença entre a vida e morte. É um conjunto de medidas e procedimentos
técnicos com o objetivo de manter o suporte de vida à vítima até a chegada da equipe de emergência.
Os procedimentos de emergência visam manter as funções vitais e evitar o agravamento de uma
pessoa ferida, inconsciente ou em perigo de morrer, até que ela receba assistência qualificada. Este
atendimento imediato poderá ser realizado por qualquer pessoa habilitada.
Segundo o dicionário Aurélio, Urgência é a “qualidade do que é urgente; necessidade imediata;
aperto”. Em termos médicos é quando há uma situação que não pode ser adiada, que deve ser
resolvida rapidamente, pois se houver demora, corre-se o risco até mesmo de morte.
Emergência é a circunstância que necessita de intervenção imediata. Em situações de emergência, a
avaliação da vítima e seu atendimento devem ser prontamente realizados de forma objetiva e eficaz.
O suporte básico de vida inclui o reconhecimento precoce de pacientes com os primeiros sinais e
sintomas de síndrome coronariana aguda, acidente vascular cerebral e obstrução de via aérea. Inclui as
manobras de reanimação cardiopulmonar nas vítimas de parada e manobras de desobstrução de vias
aéreas por corpo estranho.
ETAPAS:
Reconhecimento imediato da Parada cardiorrespiratória (PCR) e acionamento do Serviço de
Emergência;
A reanimação cardiopulmonar precoce, com ênfase nas compressões torácicas;
Rápida desfibrilação com uso do desfibrilador externo automático (DEA);
Suporte Avançado de vida eficaz;
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SUPORTE BÁSICO DE VIDA (BLS)

Para iniciar os primeiros socorros à vítima acidentada ou em situação de urgência, o socorrista (aquele que prestará os primeiros socorros à vítima) deverá assumir o controle da situação rapidamente, obtendo todas as informações possíveis do ocorrido. Para um atendimento tranquilo, o socorrista deverá seguir algumas regras: Manter-se calmo; Usar bom senso; Pedir ajuda; Chamar por ajuda: Telefones de emergência: 193 (Bombeiro), 192 (SAMU), 190 (Polícia Militar) e outros Afastar os curiosos; Atender a vítima com mais uma ou duas pessoas; Trabalhar com segurança; Utilizar proteção (luvas), para evitar contato direto com sangue ou outras secreções. Quando se aproximar da vítima, tenha certeza de que tem segurança para o atendimento. É importante observar rapidamente se existem perigos para o acidentado e para quem estiver prestando o socorro nas proximidades da ocorrência. Por exemplo: Fios elétricos soltos e desencapados; vazamento de gás; máquinas funcionando, etc. MANOBRAS EM PRIMEIROS SOCORROS Suporte Básico de Vida (SBV): Os procedimentos de primeiros socorros, ou o Suporte Básico de Vida (SBV) podem determinar a diferença entre a vida e morte. É um conjunto de medidas e procedimentos técnicos com o objetivo de manter o suporte de vida à vítima até a chegada da equipe de emergência. Os procedimentos de emergência visam manter as funções vitais e evitar o agravamento de uma pessoa ferida, inconsciente ou em perigo de morrer, até que ela receba assistência qualificada. Este atendimento imediato poderá ser realizado por qualquer pessoa habilitada. Segundo o dicionário Aurélio, Urgência é a “qualidade do que é urgente; necessidade imediata; aperto”. Em termos médicos é quando há uma situação que não pode ser adiada, que deve ser resolvida rapidamente, pois se houver demora, corre-se o risco até mesmo de morte. Emergência é a circunstância que necessita de intervenção imediata. Em situações de emergência, a avaliação da vítima e seu atendimento devem ser prontamente realizados de forma objetiva e eficaz. O suporte básico de vida inclui o reconhecimento precoce de pacientes com os primeiros sinais e sintomas de síndrome coronariana aguda, acidente vascular cerebral e obstrução de via aérea. Inclui as manobras de reanimação cardiopulmonar nas vítimas de parada e manobras de desobstrução de vias aéreas por corpo estranho. ETAPAS: Reconhecimento imediato da Parada cardiorrespiratória (PCR) e acionamento do Serviço de Emergência; A reanimação cardiopulmonar precoce, com ênfase nas compressões torácicas; Rápida desfibrilação com uso do desfibrilador externo automático (DEA); Suporte Avançado de vida eficaz;

Cuidados pós-PCR. DEA: O Desfibrilador Externo Automático – DEA é um equipamento eletrônico portátil que tem como função identificar o ritmo cardíaco. A leitura automática é realizada através de pás adesivas que são fixadas no tórax da vítima. Ele pode ser utilizado por público leigo, com recomendação que o operador faça um curso de Suporte Básico em parada cardíaca. Este equipamento é autoinstrutivo, ou seja, tem todas as informações de como deve ser utilizado. Depois de ligado, ele dá instruções verbais para o procedimento a ser executado. Identifica automaticamente o ritmo cardíaco normal e as arritmias potencialmente letais (Fibrilação Ventricular- FV e Taquicardia Ventricular- TV). Além de diagnosticar, ele é capaz de tratá-las, através da desfibrilação (aplicação de corrente elétrica que interrompe a arritmia, fazendo com que o coração retome o ciclo cardíaco normal). ATENÇÃO: O DEA NÃO FUNCIONARÁ EM CASO DE PCR, ELE SO FUNCIONA EM CASOS DE FV E TV. PORTANTO, APÓS A ANÁLISE DO RITMO CARDÍACO, SE ELE NÃO COMANDAR UM CHOQUE, INICIE A MASSAGEM CARDIACA.

A grande maioria de PCRs em adultos envolvem pacientes com ritmo inicial de Fibrilação Ventricular (FV) ou Taquicardia Ventricular (TV) sem pulso, portanto a desfibrilação precoce e a compressão torácica são necessárias. Se você tiver à sua disposição o DEA, deverá utilizá-lo.

  1. Posicionar as placas no tórax do paciente, conforme a indicação nelas existente;
    1. Ligar o aparelho, ele fará uma análise da situação da pessoa e dará as instruções como: a) Continue as compressões ou; b) Compressões ineficientes (isso quer dizer que precisa de mais vigor e velocidade) ou; c) Afaste-se, para que o equipamento efetue o choque. ATENÇÃO: Se você não tiver um DEA, mantenha as compressões torácicas até a chegada de uma equipe de emergência. Avaliação inicial da vítima: A avaliação inicial da vítima é uma etapa essencial para seu diagnóstico. Permite o início imediato das manobras de reanimação e o acionamento do serviço de urgência e emergência. Esta etapa deve ser realizada em qualquer situação de urgência. Passos: A vítima está consciente? Apresenta pulso? A vítima está respirando? A via aérea está desobstruída? As novas diretrizes da American Heart Association AHS (2015) preconizam a seqüência:
  2. Massagem cardíaca;
  3. Desobstrução de vias aérea;
  4. Boa ventilação Avaliando o estado de consciência da vítima Toque-a no ombro com vigor; Fale alto perto do ouvido da vítima “posso ajudar?” Se o acidentado estiver consciente, é preciso tranquilizá-lo, transmitindo segurança; Se a vitima estiver inconsciente, coloque-a em uma superfície dura, firme e plana. Se ela estiver em decúbito lateral ou ventral, o socorrista deve virá-la em bloco de modo que a cabeça, pescoço e tronco movam-se simultaneamente, sem provocar torções. Avaliando o pulso da vítima A verificação do pulso deverá ser rápida, durando de 5 a 10 segundos. Estenda o pescoço da vítima e posicione os dedos indicador e médio sobre a proeminência laríngea. Faça então deslizar lateralmente a ponta dos dois dedos executando uma leve pressão sobre o pescoço até que se perceba a pulsação. Se na avaliação inicial o socorrista não perceber o pulso, deverá iniciar as compressões torácicas. O local correto da aplicação da massagem cardíaca é na linha mamilar, sendo a mão posicionada sobre o esterno, apoiando-se apenas nas palmas das mãos, evitando-se o contado dos dedos com o tórax.

Os braços do socorrista devem permanecer extendidos, com as articulações dos cotovelos retas, transmitindo ao esterno da vítima a pressão exercida pelo peso dos seus ombros e tronco. A pressão aplicada deve ser suficiente para comprimir o esterno cerca de 5 cm (no adulto).

Iniciando as compressões torácicas

  1. Ajoelhe-se ao lado da vítima;
  2. Inicie a Ressuscitação Cardiopulmonar- RCP na frequência de 100 a 120 vezes por minuto;
  3. Coloque a base de uma mão no centro do tórax da vítima e a outra mão sobre a primeira. Os dedos devem ser entrelaçados;
  4. Certifique-se de que os seus ombros estão acima do centro do tórax da vítima;
  5. Cada vez que pressionar para baixo, deixe que o tórax retorne a posição inicial. Isto permitirá que o sangue flua de volta ao coração;
  6. As mãos devem manter-se sempre em contato com o tórax;
  7. Continue as manobras até a chegada de ajuda. A função da RCP não é despertar a vítima, mas estimular a oxigenação e a circulação do sangue até que seja iniciado o tratamento definitivo.

Respiração boca a boca: ATENÇÃO: Na literatura atual não é recomendada a realização de respiração boca a boca, devido ao risco do contato com secreções digestivas e respiratória. Recomendamos sempre o uso de uma barreira de proteção (máscara). Porém, neste manual explicaremos a técnica para casos em que houver necessidade de realizar a manobra em familiares. Incline a cabeça da vítima para trás e eleve-lhe o queixo (somente em casos em que não há suspeita de trauma); Coloque a mão na testa da vítima. Comprima as narinas da vítima com o seu polegar e indicador; Com a outra mão, mantenha o queixo elevado e deixe que a boca se abra; Inspire normalmente, incline-se para frente e coloque a sua boca completamente sobre a boca da vítima; Insufle ar para dentro da boca da vítima de forma homogênea e ao mesmo tempo verifique se o tórax se eleva. Deixe que cada insuflação dure cerca de 01 (um) segundo; Mantenha a cabeça da vítima para trás com a elevação do queixo. Eleve a sua cabeça para verificar se o tórax abaixa; Inspire normalmente e faça uma 2ª insuflação; Reposicione as suas mãos adequadamente e continue com mais 30 compressões torácicas; Recomenda-se o uso de máscara de proteção individual para ressucitação.

Obstrução de via aérea por corpo estranho: Os sinais clássicos da vítima de engasgo são: Tosse (na tentativa de expelir o corpo estranho); Agitação (sensação de morte); Levar as mãos à garganta (a vítima não consegue falar); Dificuldades para respirar; Mudança da cor da pele (cianose/arroxeado). Se a vítima não for socorrida a tempo ela poderá evoluir para PCR. Existe um procedimento, chamado manobra de Heimlich, que qualquer pessoa pode fazer na tentativa de retirar o corpo estranho de uma vítima de engasgo. Para isto, o socorrista deverá estar treinado e identificar os sinais de engasgo.

  1. Aguardar orientação da Regulação Médica para procedimentos e/ou transporte para a unidade de saúde.

PCR RCP Quando suspeitar ou critérios de inclusão Paciente inconsciente, respiração ausente ou em gasping, sem pulso central palpável. Conduta

  1. Checar a responsividade (tocar os ombros e chamar o paciente em voz alta).
  2. Se não responsivo:
  • Profissional 1: comunicar imediatamente a Regulação Médica, para apoio do suporte avançado de vida (SAV) e providenciar desfibrilador externo automático (DEA) e os equipamentos de emergência;
    • Profissional 2: verificar a respiração e o pulso simultaneamente. Atenção: Checar pulso central (carotídeo) em até 10 segundos.
  1. Posicionar o paciente em decúbito dorsal em superfície plana, rígida e seca.
  2. Se respiração ausente ou em gasping e:
  • Pulso PRESENTE: abrir via aérea e aplicar uma insuflação a cada 5 a 6 segundos (10 a 12/min) e verificar a presença de pulso a cada 2 minutos. Siga o Protocolo BC4 (Parada respiratória);
  • Pulso AUSENTE: informar imediatamente à Central de Regulação Médica, solicitando apoio (caso ainda não o tenha feito) e iniciar ressuscitação cardiopulmonar (RCP).
  1. Iniciar RCP pelas compressões torácicas, mantendo ciclos de:
  • 30 compressões eficientes (na frequência de 100 a 120/min, deprimindo o tórax em 5 a 6 cm com completo retorno)
  • Duas insuflações eficientes (de 1 seg cada e com visível elevação do tórax) com bolsa valva-máscara com reservatório e oxigênio adicional.
    1. Assim que o DEA estiver disponível:
  • Instalar os eletrodos de adulto do DEA no tórax desnudo e seco do paciente sem interromper as compressões torácicas;
  • Ligar o aparelho; e
  • Interromper as compressões torácicas apenas quando o equipamento solicitar análise. Seguir as orientações do aparelho quanto à indicação de choque.
  1. Se choque for indicado:
  • Solicitar que todos se afastem do contato com o paciente;
  • Disparar o choque quando indicado pelo DEA; e
    • Reiniciar imediatamente a RCP após o choque, começando pelas compressões torácicas, por 2 minutos.
  1. Após 2 minutos de compressões e insuflações eficientes, checar novamente o ritmo com o DEA:
  • Se choque for indicado, siga as orientações do equipamento. Em seguida, reinicie imediatamente a RCP com ciclos de 30 compressões para duas insuflações;
  • Se choque não for indicado, checar pulso carotídeo e, se pulso ausente, reiniciar imediatamente a RCP com ciclos de 30 compressões para duas insuflações.
  1. Checar novamente o ritmo após 2 minutos (considerar possibilidades do item 8);
  2. Manter os ciclos de RCP e avaliação do ritmo até:
    • A chegada do SAV;
  • A chegada ao hospital ou
  • A vítima apresentar sinais de circulação (respiração, tosse e/ou movimento);
  1. Se retorno à circulação espontânea, seguir Protocolo de cuidados pós-RCP (BC7);
  2. Na ausência de retorno a circulação espontânea ou outras condições de risco, considerar Protocolo de Interrupção da RCP (BC8).
  3. Realizar contato com a Regulação Médica para definição do encaminhamento e/ou unidade de saúde de destino.
  4. Registrar achados e procedimentos na ficha/boletim de ocorrência.