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BLS para universitários e leigos
Tipologia: Resumos
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Para iniciar os primeiros socorros à vítima acidentada ou em situação de urgência, o socorrista (aquele que prestará os primeiros socorros à vítima) deverá assumir o controle da situação rapidamente, obtendo todas as informações possíveis do ocorrido. Para um atendimento tranquilo, o socorrista deverá seguir algumas regras: Manter-se calmo; Usar bom senso; Pedir ajuda; Chamar por ajuda: Telefones de emergência: 193 (Bombeiro), 192 (SAMU), 190 (Polícia Militar) e outros Afastar os curiosos; Atender a vítima com mais uma ou duas pessoas; Trabalhar com segurança; Utilizar proteção (luvas), para evitar contato direto com sangue ou outras secreções. Quando se aproximar da vítima, tenha certeza de que tem segurança para o atendimento. É importante observar rapidamente se existem perigos para o acidentado e para quem estiver prestando o socorro nas proximidades da ocorrência. Por exemplo: Fios elétricos soltos e desencapados; vazamento de gás; máquinas funcionando, etc. MANOBRAS EM PRIMEIROS SOCORROS Suporte Básico de Vida (SBV): Os procedimentos de primeiros socorros, ou o Suporte Básico de Vida (SBV) podem determinar a diferença entre a vida e morte. É um conjunto de medidas e procedimentos técnicos com o objetivo de manter o suporte de vida à vítima até a chegada da equipe de emergência. Os procedimentos de emergência visam manter as funções vitais e evitar o agravamento de uma pessoa ferida, inconsciente ou em perigo de morrer, até que ela receba assistência qualificada. Este atendimento imediato poderá ser realizado por qualquer pessoa habilitada. Segundo o dicionário Aurélio, Urgência é a “qualidade do que é urgente; necessidade imediata; aperto”. Em termos médicos é quando há uma situação que não pode ser adiada, que deve ser resolvida rapidamente, pois se houver demora, corre-se o risco até mesmo de morte. Emergência é a circunstância que necessita de intervenção imediata. Em situações de emergência, a avaliação da vítima e seu atendimento devem ser prontamente realizados de forma objetiva e eficaz. O suporte básico de vida inclui o reconhecimento precoce de pacientes com os primeiros sinais e sintomas de síndrome coronariana aguda, acidente vascular cerebral e obstrução de via aérea. Inclui as manobras de reanimação cardiopulmonar nas vítimas de parada e manobras de desobstrução de vias aéreas por corpo estranho. ETAPAS: Reconhecimento imediato da Parada cardiorrespiratória (PCR) e acionamento do Serviço de Emergência; A reanimação cardiopulmonar precoce, com ênfase nas compressões torácicas; Rápida desfibrilação com uso do desfibrilador externo automático (DEA); Suporte Avançado de vida eficaz;
Cuidados pós-PCR. DEA: O Desfibrilador Externo Automático – DEA é um equipamento eletrônico portátil que tem como função identificar o ritmo cardíaco. A leitura automática é realizada através de pás adesivas que são fixadas no tórax da vítima. Ele pode ser utilizado por público leigo, com recomendação que o operador faça um curso de Suporte Básico em parada cardíaca. Este equipamento é autoinstrutivo, ou seja, tem todas as informações de como deve ser utilizado. Depois de ligado, ele dá instruções verbais para o procedimento a ser executado. Identifica automaticamente o ritmo cardíaco normal e as arritmias potencialmente letais (Fibrilação Ventricular- FV e Taquicardia Ventricular- TV). Além de diagnosticar, ele é capaz de tratá-las, através da desfibrilação (aplicação de corrente elétrica que interrompe a arritmia, fazendo com que o coração retome o ciclo cardíaco normal). ATENÇÃO: O DEA NÃO FUNCIONARÁ EM CASO DE PCR, ELE SO FUNCIONA EM CASOS DE FV E TV. PORTANTO, APÓS A ANÁLISE DO RITMO CARDÍACO, SE ELE NÃO COMANDAR UM CHOQUE, INICIE A MASSAGEM CARDIACA.
A grande maioria de PCRs em adultos envolvem pacientes com ritmo inicial de Fibrilação Ventricular (FV) ou Taquicardia Ventricular (TV) sem pulso, portanto a desfibrilação precoce e a compressão torácica são necessárias. Se você tiver à sua disposição o DEA, deverá utilizá-lo.
Os braços do socorrista devem permanecer extendidos, com as articulações dos cotovelos retas, transmitindo ao esterno da vítima a pressão exercida pelo peso dos seus ombros e tronco. A pressão aplicada deve ser suficiente para comprimir o esterno cerca de 5 cm (no adulto).
Iniciando as compressões torácicas
Respiração boca a boca: ATENÇÃO: Na literatura atual não é recomendada a realização de respiração boca a boca, devido ao risco do contato com secreções digestivas e respiratória. Recomendamos sempre o uso de uma barreira de proteção (máscara). Porém, neste manual explicaremos a técnica para casos em que houver necessidade de realizar a manobra em familiares. Incline a cabeça da vítima para trás e eleve-lhe o queixo (somente em casos em que não há suspeita de trauma); Coloque a mão na testa da vítima. Comprima as narinas da vítima com o seu polegar e indicador; Com a outra mão, mantenha o queixo elevado e deixe que a boca se abra; Inspire normalmente, incline-se para frente e coloque a sua boca completamente sobre a boca da vítima; Insufle ar para dentro da boca da vítima de forma homogênea e ao mesmo tempo verifique se o tórax se eleva. Deixe que cada insuflação dure cerca de 01 (um) segundo; Mantenha a cabeça da vítima para trás com a elevação do queixo. Eleve a sua cabeça para verificar se o tórax abaixa; Inspire normalmente e faça uma 2ª insuflação; Reposicione as suas mãos adequadamente e continue com mais 30 compressões torácicas; Recomenda-se o uso de máscara de proteção individual para ressucitação.
Obstrução de via aérea por corpo estranho: Os sinais clássicos da vítima de engasgo são: Tosse (na tentativa de expelir o corpo estranho); Agitação (sensação de morte); Levar as mãos à garganta (a vítima não consegue falar); Dificuldades para respirar; Mudança da cor da pele (cianose/arroxeado). Se a vítima não for socorrida a tempo ela poderá evoluir para PCR. Existe um procedimento, chamado manobra de Heimlich, que qualquer pessoa pode fazer na tentativa de retirar o corpo estranho de uma vítima de engasgo. Para isto, o socorrista deverá estar treinado e identificar os sinais de engasgo.
PCR RCP Quando suspeitar ou critérios de inclusão Paciente inconsciente, respiração ausente ou em gasping, sem pulso central palpável. Conduta