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Este documento discute os danos causados pelo tabaco na cavidade oral, incluindo o câncer bucal, doença periodontal e halitose. Além disso, o texto aborda as alterações que o tabaco causa nos tecidos bucais e os malefícios para a saúde geral. O documento também discute a relação entre o tabagismo e o câncer bucal, e os efeitos do tabagismo nos tecidos moles bucais.
Tipologia: Trabalhos
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Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à UNIDERP, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em odontologia. Orientador: Rômulo Marcato CAMPO GRANDE-MS 2019
Dedico este trabalho primeiramente а Deus, por ser essencial em minha vida, autor de meu destino, socorro presente na hora da angústia, ао mеυ pai Srº Jóse Nilton e minhaυ pai Srº Jóse Nilton e minha mãe Srª Márcia Regina, que não mediram esforços para qυеυ pai Srº Jóse Nilton e minha еυ pai Srº Jóse Nilton e minhaυ chegasse até esta etapa de minha vida
Primeiramente agradeço a Deus pela realização deste trabalho por ser essencial em minha vida, autor do meu destino, que me guiou e socorreu nas horas de angústias. Aos meus avós paternos e maternos, em especial a minha vó Gonçala que sempre esteve em constante oração por mim durante minha graduação, obrigado vô Julio por sempre fazer meu cafezinho daquele jeito que o senhor sabe que eu gosto, bem forte e sem açúcar, eles me ajudaram em muitas noites em claro estudando. A minha namorada Gabrielly que nesse ultimo ano de graduação teve bastante compreensão em relação a minha ausência finalizando este e trabalho, e também me ajudou nos meus ensaios para apresentação do mesmo. Gostaria de agradecer aos meus amigos de graduação que nesses cinco anos sempre nos mantivemos unidos em tudo e um ajudando o outro.
NILTON, Allan Ap. S. Alves. Malefícios do tabaco na cavidade oral. 2019. 27. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Odontologia) – UNIDERP, Campo Grande, 2019. RESUMO O tabaco é um tóxico reconhecido pela sua dependência psicológica, tornando a nicotina umas das várias substâncias encontradas no cigarro e a principal responsável por tal dependência.O devido trabalho apresentado é uma revisão de literatura sobre o tabagismo e seus malefícios na cavidade oral. Os artigos que serão utilizados foram publicados, nos últimos vinte e cinco anos. As buscas irão ser realizadas através de bancos digitais, como Scielo e Google Acadêmico.O tabagismo foi considerado uma doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS) devido às alterações físicas,e mocionais e comportamentais que provoca. Além disso, é uma droga que contém mais de 4.700 substâncias químicas nocivas para o organismo e cavidade oral, esse impacto sobre a saúde no uso crônico do tabaco é bem conhecido e responsável por 90% dos tumores pulmonares, 75% das bronquites crônicas, 25% das doenças isquêmicas do coraçãoe sem falar no câncer de boca.A nicotina é o componente responsável pela dependência ao fumo, sendo está caracterizada pelo uso progressivo e abusivo de tabaco e o envolvimento à tríade do vício: tolerância, dependência e síndrome de abstinência A principal causa da doença periodontal é o acúmulo de placa bacteriana nas superfícies dos dentes. Placa esta composta por bactérias que produzem toxinas que destroem os tecidos de suporte dos dentes (gengiva, cemento, osso e ligamento periodontal), causando gengivite (inflamação das gengivas) e periodontite (inflamação dos tecidos ao redor dos dentes).Em suma, há um grande caminho a percorrer. É importante salientar que o Brasil vem evoluindo, que o número de fumantes vem decaindo. Porém é preciso manter o combate. Palavras-chave: Tabaco, Estratégia saúde da família, Tabagismo, Fumo, Câncer bucal.
NILTON, Allan Ap. S. Alves. Harm of tobacco in the oral cavity. 2019. 27. Course Conclusion Paper (Undergraduate Dentistry) - UNIDERP, Campo Grande, 2019. ABSTRACT Tobacco is a toxic substance known for its psychological dependence, making nicotine one of several substances found in cigarettes and the main responsible for this addiction. The due work presented is a literature review about smoking and its harmful effects in the oral cavity. The articles to be used have been published for the last twenty-five years. Searches will be conducted through digital banks such as Scielo and Google Scholar.Smoking has been considered a disease by the World Health Organization (WHO) due to the physical, emotional and behavioral changes it causes. In addition, it is a drug that contains more than 4,700 harmful chemicals to the body and oral cavity. This health impact on chronic tobacco use is well known and accounts for 90% of lung tumors, 75% of chronic bronchitis, 25 % of ischemic heart disease not to mention mouth cancer.The main cause of periodontal disease is the accumulation of plaque on tooth surfaces. Plaque is composed of bacteria that produce toxins that destroy the supporting tissues of the teeth (gum, cementum, bone and periodontal ligament), causing gingivitis (inflammation of the gums) and periodontitis (inflammation of the tissues around the teeth). A great way to go. It is important to note that Brazil has been evolving, that the number of smokers has been decreasing. But you have to keep up the fight. Key-words: Tobacco, Family Health Strategy, Smoking, Smoking, Oral Cancer. LISTA DE ILUSTRAÇÕES
APS - Atenção Primária em Saúde BVS - Biblioteca Virtual em Saúde ESB - Equipes de Saúde Bucal ESF - Estratégia Saúde da Família OMS - Organização das Nações Unidas PSF - Programa Saúde da Família SUS - Sistema Único de Saúde SNC - Sistema nervoso central SCIELO - Scientific Eletronic Library Online USF - Unidade de Saúde da família
através de bancos digitais, como Scielo e Google Acadêmico com as seguintes palavras chaves: Tabaco. Tabagismo. Tabaco na cavidade oral.
2. Malefícios do Tabaco na Saúde Bucal e Sistêmica Segundo Hortense (2007), fumar é um habito em evolução na história por mais de 500 anos e se transformou em um das mais complicadas pandemias criadas pelo ser humano. A proliferação do tabaco se iniciou quando Colombo, viu os índios fumando rolos feitos de folhas, e esse hábito foi adotado e rapidamente inserido na Europa por meio da Portugual, Espanha, Inglaterra e França. No início o tabaco foi avaliado como uma erva com diversos fins medicinais, utilizado para mais de inumeros tipos de doenças, sob diferentes formas: fumo, infusões e cataplasma. Derrepente o seu uso medicinal foi diminuindo até o seu completo desaparecimento para tais fins. Foi quando a sua industrialização e comercialização gerou um extouro em propagandas e divulgações dos cigarros e do investimento visivelmente gigantesco, ocorreu um extremo crescimento de seu consumo, em meados da primeira metade do século XX, o uso do cigarro era visto como sinônimo de beleza, charme, poder e assim fazendo com que o cigarro virasse objeto de desejo de milhões de pessoas. O tabagismo foi considerado uma doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS) devido às alterações físicas, emocionais e comportamentais que provoca. Além disso, é uma droga que contém mais de 4.700 substâncias químicas nocivas para o organismo e cavidade oral, esse impacto sobre a saúde no uso crônico do tabaco é bem conhecido e responsável por 90% dos tumores pulmonares, 75% das bronquites crônicas, 25% das doenças isquêmicas do coraçãoe sem falar no câncer de boca. Nos países desenvolvidos foram criadas medidas de comercialização e consumo do tabaco, que levaram a indústria do tabaco a direcionar seus esforços de venda para países mais pobres, onde havia perspectivas de crescimento do consumo e contínua reposição de fumantes. As campanhas de tem comercialização promocionais têm como alvo os jovens e adolescentes. No final da década de 1990, mais ou menos cerca de 100 mil jovens que se iniciavam no tabagismo a
cada dia no mundo, 80% residiam em países em desenvolvimento (FILHO et al., 2010). A nicotina é o componente responsável pela dependência ao fumo, sendo está caracterizada pelo uso progressivo e abusivo de tabaco e o envolvimento à tríade do vício: tolerância, dependência e síndrome de abstinência. Torna-se assim fonte de prazer e de sofrimento para os usuários que reconhecem os malefícios causados pelo tabaco (CARVALHO, 2000). 2.1 Alterações Bucais Ocasionadas Pelo Tabaco Na boca, o cigarro agride as células da mucosa e diminui a capacidade de cicatrização e de defesa, deixando-a mais sujeita à ação de agentes agressores como bactérias, vírus e fungos, alpem de conter substâncias carcinogênicas que aumentam a probabilidade do desenvolvimento de câncer bucal (PIZETTE, 2010). Segundo Nunes (2011) afirma o que o cigarro também diminui a secreção salivar a qual é extremamente importante na proteção bucal e até mesmo na diminuiçãodo risco de cárie. A sensação de boca seca, chamada de xerostomia, causa dificuldade na mastigação e na deglutição dos alimentos, além de interferir na retenção de próteses totais no casos de pessoas que faze uso. A prevalência e gravidade da doença periodontal destruitiva em termos de perda óssea periodontal e perda de dentes está associada ao tabaco. Fumar tem um efeito destruidor sobre o osso periodontal. A perda óssea vertical é um sinal de destruição periodontal progressivo que envolve o osso periodontal. O carcinoma de células escamosas (CCE) é o tipo mais prevalente de câncer de boca e orofaringe, acometendo principalmente pacientes do gênero masculino entre a 50 e 80 anos, tabagistas e\ou etilistas crônicos e de baixa condição socioeconômica, sendo pouco frequente em pacientes com menos de 45 anos de idade. As regiões anatômicas acometidas pelo CCE foram divididas em região anterior (dois terços anteriores da língua, maxila, gengiva, assoalho bucal, lábio e palato duro) e posterior (laringe, palato mole, orofaringe, parótida, base da língua, epiglote e faringe)(BAJON, 2005).
A principal causa da doença periodontal é o acúmulo de placa bacteriana nas superfícies dos dentes. Placa esta composta por bactérias que produzem toxinas que destroem os tecidos de suporte dos dentes (gengiva, cemento, osso e ligamento periodontal), causando gengivite (inflamação das gengivas) e periodontite (inflamação dos tecidos ao redor dos dentes). Como os fumantes têm maiores acúmulos de placa que os não fumantes, as bactérias presentes nessa placa são mais agressivas, podendo causar formas mais severas de doenças periodontais. As toxinas também presentes no cigarro induzem e exacerbam a doença periodontal existente, e prejudicam o tratamento, alterando a resposta imune local e diminuindo a ação dos fibroblastos na reparação dos tecidos lesados. A severidade da doença periodontal está relacionada com a duração e a quantidade de cigarros fumados por dia (PIZETTE,2010). 2.3 Tabaco e Suas Complicações Sistêmicas Segundo Pinsk (2009), relata que na gestação e na amamentação o fumo deve ser evitado a todo custo, pois o recém-nascido de mãe fumante tem maior risco de apresentar baixo peso ao nascer, atraso no desenvolvimento e morte fetal intra útero. A gestante fumante, portanto, tem todo o infortúnio de complicações para ela e para o bebê, aumentando as chances em 70% ou mais de ter abortos espontâneos, 40% de filhos prematuros e 30% de mortalidade perinatal. As complicações também aumentam no parto, com maiores possibilidades de quadros de deslocamento prematuro de placenta, óbito fetal e materno. Quando o período do puerpério, são mais suscetíveis às infecções e hemorragias, especialmente quando mantêm o vício. Se na amamentação continuam fumando, pelo leite materno passam as substâncias tóxicas do cigarro para o recém-nascido, que irão produzir mais efeitos danoso no desenvolvimento do lactante (ALMEIDA, 2001). Varella (2010), informou que a nicotina aspirada pelo fumante é metabolizada no fígado o que leva esse órgão a estar sujeito a desenvolver câncer. O alcatrão irrita as paredes e estômago que explica náuseas sentidas com frequência pelos fumantes, podendo gerar gastrite, úlcera e até mesmo o
câncer. Além de que o monóxido de carbono reduz a concentração de oxigênio no sangue e a nicotina reduz a espessura dos vasos sanguíneos; assim toda a circulação fica comprometida, aumentando o risco de derrame cerebral, trombes, podendo levar à amputação de membros.Devemos compreender como o odontólogo pode conduzir o tratamento odontológico do paciente tabagista, sabendo como atuar devida situação clínica. No próximo capitulo será abordado a respeito do tratamento odontológico em pacientes tabagistas.
3. Tratamento Odontológico Em Pacientes Tabagistas É importante na abordagem ao paciente tabagista priorizar o direcionamento profissional, procedimento este que eleva a chance de cessação do tabagismo (BRASIL, 2011). Segundo Michael e Fiori (2008), existem vários métodos empregados para cessação do tabagismo, desde material de auto-ajuda, tipo de folhetos, manuais, aconselhamentos telefônicos reativos, passando por direcionamento telefônico pró-ativo, orientação face a face mínimo, intensivo, individual ou em grupo de apoio. O cirurgião-dentista, para efetuar a prevenção do câncer bucal, sempre deve direcionar discutir e incentivar o paciente quanto à cessação do ato de fumar, a ingestão moderado de bebidas alcoólicas, alimentação saudável, uma higiene bucal satisfatória e problemas com a exposição solar, além de diagnosticar e tratar precocemente as lesões pré-câncer, eliminar fatores irritantes na mucosa bucal além de orientar o paciente a fazer o auto-exame da boca regularmente (KUJAN et al ., 2006). Embora muitos motivos de risco tenham sido postulados, o tabagismo, por si só, tem sido implicado como o principal fator de risco na etiologia para o câncer bucal, em qualquer idade. Atualmente sabe-se que a quantidade de cigarros industrializados utilizado por um indivíduo se reflete diretamente numa maior probabilidade de desenvolvimento do câncer bucal. Este estudo teve por objetivo avaliar se alterações significativas poderiam ser identificadas por meio da planimetria em esfregaços colhidos pela citologia em meio líquido de indivíduos jovens usuários de tabaco, sob a forma de cigarros industrializados.
Fonte: Instituto Mário Romañach – IMR, 2019 Humphris et al., (2004), em estudo com 944 pacientes, concluíram que a compreensão dos fumantes quanto aos riscos do fumo, no que tange ao desenvolvimento do câncer de boca, pode ser ampliada com a utilização de materiais informativos. 3.1 Consequências Do Tabaco Na Doença Periodontal O fumo do cigarro provoca o desencadeamento da doença periodontal através de diversos efeitos, quer local (por exemplo, exercendo diretamente nos tecidos de suporte do dente) quer sistêmicos. Os efeitos locais incluem a vasoconstrição ocasionadas pela nicotina e a diminuição do nível de oxigénio, que beneficia a colonização da área subgengival por bactérias anaeróbias (LEE et al., 2009). É conhecido que, por si só, o calor resultante da combustão do tabaco também tenha efeitos locais nocivos para o tecido de suporte do dente. Tendo em conta que a combustão se dá entre os 835ºC e 884ºC, o fumo que depois é inalado entra em contacto com a mucosa oral ainda a altas temperaturas, o que provoca a destruição das camadas de fibroblastos dessa mucosa. Depois de certo período de consumo continuado, a principal consequência desta destruição é a retração gengival, em que os dentes ficam comprometido por cada vez menos tecido adjacente, facilitando a sua mobilidade e posterior queda. Para além disso, com a retração gengival, fica desprotegida uma maior extensão das raízes dos dentes. A raiz do dente, ao contrário da coroa, não tem esmalte, que é o principal elemento protetor da formação de cáries. Esta parte do dente é revestida maioritariamente por dentina (que tem menos cálcio na sua constituição do que o esmalte) e, por isso, não está tão preparada para entrar em contacto com os diversos agentes agressores. Consequentemente aparecem as cáries radiculares, que lentamente, vão contribuindo para a infecção, inflamação e destruição dos ligamentos periodontais e de mais tecido gengival (CORREA et al., 1983). Uma outra condição fundamental, que é agravada pelo consumo do tabaco, é a formação de tártaro. O tártaro é simultaneamente uma causa e consequência do acúmulo de placa bacteriana que é, como acima referido, o
principal fator etiológico da doença periodontal. Neste caso, é a nicotina que tem um papel fundamental, pois é a encarregado por transformar a placa bacteriana em cálculos mais ricos em calcário e por isso mais rígidos e difíceis de eliminar. Por essa razão as destartarizações (que consistem numa remoção do tártaro através de jatos de bicarbonato e polimento dentário) devem ser efetuadas duas vezes por ano nos fumadores, enquanto para a restante população está aconselhada apenas uma destartarização anual, desde que se mantenha uma boa higiene oral (HIRAYAMA, 1981). As cáries e o tártaro, se não forem devidamente tratados, vão causar ainda outras desordens, que apesar de não serem tão debilitantes como a doença periodontal, influenciam na qualidade de vida dos indivíduos. As principais são a sensibilidade dentária e a halitose. Estas desordens, com mais frequências nos fumadores e por implicarem um incómodo mais imediato e constante no dia-a-dia da pessoa afetada, podem ser usadas como arma motivacional na cessação tabágica (VIEGAS, 2007). Em relação aos efeitos sistémicos ocasionados pelo fumo do tabaco, estes incluem a função da quimiotaxia e fagocitose de neutrófilos (orais e periféricos) e uma redução na produção de imunoglobulinas. Destemodo, os agentes microbióticos presentes na placa bacteriana tornam-se mais susceptíveis de romper a barreira imunológica do paciente e ocasionar a infecção precursora da doença periodontal (AZEVEDO et al., 2006). De acordo com a frequência de consumo de cigarros e da idade, o estudo do nível da crista óssea alveolar na região medial e distal de pré- molares maxila e mandíbula de pacientes não fumantes, ex- fumantes, fumantes revelou ocorrência do aumento da distância da crista óssea alveolar à junção cimento esmalte para os fumantes, quando comparados aos ex- fumantes e não fumantes, sendo que essa perda óssea é independente da presença de doença periodontal (CRUZ, 2003). O conceito de que o fumo pode ser prejudicial para a saúde periodontal é estudado desde a década de 1940, quando se estabeleceu a associação entre a gengivite ulcerativa necrotizante e o fumo. Desde então, inúmeros estudos foram publicados relacionando fumo com as doenças periodontais. Atualmente o fumo é considerado o maior fator na prevalência, extensão e severidade das doenças periodontais, sendo que fumantes apresentam maior