














































































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Livro sobre Teatro com formas de animação
Tipologia: Transcrições
1 / 86
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!















































































PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Dilma Vana Rousseff MINISTRO DA EDUCAÇÃO: Aloizio Mercadante
SISTEMA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL DIRETOR DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DA COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR – CAPES: João Carlos Teatini de Souza Clímaco
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE UNICENTRO REITOR: Aldo Nelson Bona VICE-REITOR: Osmar Ambrósio de Souza PRÓ-REITORA DE ENSINO: Márcia Tembil COORDENADORA NEAD/UAB - UNICENTRO: Maria Aparecida Crissi Knüppel COORDENADORA ADJUNTA UAB/UNICENTRO: Jamile Santinello
SETOR DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES DIRETOR: Carlos Eduardo Schipanski VICE-DIRETOR: Adnilson José da Silva
COMITÊ EDITORIAL DO NEAD/UAB Aldo Bona, Edelcio Stroparo, Edgar Gandra, Klevi Mary Reali, Margareth de Fátima Maciel, Maria Aparecida Crissi Knüppel, Maria de Fátima Rodrigues, Rafael Sebrian, Ruth Rieth Leonhardt.
EQUIPE RESPONSÁVEL PELA IMPLANTAÇÃO DO CURSO DE LICENCIATURA DE ARTE EDUCAÇÃO PLENA A DISTÂNCIA COORDENADOR DO CURSO: Clovis Márcio Cunha COMISSÃO DE ELABORAÇÃO: Eglecy do Rocio Lippmann, Daiane Solange Stoeberl da Cunha, Evandro Bilibio, Maria Aparecida Crissi Knüppel
COMISSÃO CIENTÍFICA: Clovis Marcio Cunha, Eglecy do Rocio Lippmann, Daiane Solange Stoeberl da Cunha, Evandro Bilibio, Maria Aparecida Crissi Knuppel
PROJETO GRÁFICO E EDITORAÇÃO Andressa Rickli Espencer Ávila Gandra Natacha Jordão Gráfica Unicentro 250 exemplares
Catalogação na Publicação Biblioteca Central da UNICENTRO, Campus Guarapuava
Nota: O conteúdo da obra é de exclusiva responsabilidade do autor.
Cebulski, Márcia Cristina C387t Teatro de formas animadas / Márcia Cristina Cebulski. – – Guarapuava: Ed. da Unicentro, 2013. 86 p. : il.
Bibliografia
CDD 791.
O TeaTRO De FORmas aNImaDas: máscaRas, bONecOs e ObjeTOs
a máscaRa NO TeaTRO
máscaras Rituais africanas e Indígenas Teatro de máscaras no Oriente Teatro de máscaras no Ocidente a máscara no Teatro contemporâneo
TeaTRO De bONecOs
Teatro de sombras Teatro de bonecos no Ocidente Teatro de bonecos contemporâneo mamulengo – Teatro de bonecos do nordeste do brasil
TeaTRO De ObjeTOs
ReFeRêNcIas
12 17 23 32
40 55 58
66
INTRODuçãO
Afinal de contas, o que é o Teatro de Formas Animadas? Tanto o Teatro de bonecos, como o de máscaras e Objetos fazem parte do Teatro de Formas Animadas, do qual se ocupam tanto os artistas profissionais como as pessoas do povo. e, de uns tempos para cá, de modo especial, os arte- educadores. Estão presentes em ritos e festejos religiosos e profanos, e também em manifestações da arte erudita e da arte popular, como poderemos observar durante os nossos estudos. O Teatro de Formas Animadas é marcado por uma forte relação do ator- manipulador com o boneco, a máscara e o objeto que ele “anima”, baseada em um profundo respeito pelo significado simbólico neles contidos, e que a ele (ator-manipulador) cabe desencadear a expressão. Pois que, para esses artistas do teatro de formas animadas, os bonecos e as máscaras contêm uma vida, a qual precisa de alguém para exteriorizá-la. Faz-se importante, a partir de agora, demarcar as fronteiras entre o sagrado e o profano, e as implicações para a arte erudita e a arte popular.
Este livro foi pensado para que você, prezado aluno, adentre neste universo das Formas animadas... serão apresentados, em linhas gerais, tanto a sua trajetória histórica, como questões ligadas à sua estética, poética e possibilidades educativas. Algumas referências bibliográficas, fílmicas, videográficas, no sentido de iniciar uma pesquisa que, acreditamos firmemente, estar só no seu início! O caminho será o mais simples possível e seguirá, de certa forma, aquele apontado como sendo histórico: primeiro, as Máscaras ; depois, os Bonecos. e então, o Teatro de Objetos. mas, antes de folhearem estas páginas, curiosos e com grande expectativa, é de vital importância que leiam o maravilhoso artigo de Ana Maria do amaral – O inverso das coisas , da Revista de estudos sobre Teatro de Formas animadas/ mÓIN-mÓIN. Disponível em:
E, só depois, vamos começar viajando no tempo, para conhecer algumas formas primitivas de Teatro, nos quais a Máscara tem papel fundamental.
Nesta unidade teremos a oportunidade de estudar uma modalidade de fazer teatral na qual a máscara é animada pela energia e habilidade daquele que a movimenta - o ator manipulador. E é a máscara que atribui a personalização do personagem que, por sua vez, traz para a cena as aventuras humanas - seus anseios, sonhos, desejos – espirituais ou terrenos, desde os primeiros tempos da presença do homem na Terra. mas, antes de falarmos propriamente sobre as origens do teatro de máscaras, é oportuno relembramos sobre a origem do próprio teatro, cujas formas apareceram nos rituais realizados pelos homens primitivos. Ligado profundamente à natureza, durante séculos e séculos, os humanos da pré- história eram fundamentalmente grandes observadores dos fenômenos ocorridos ao seu redor, sentindo extremo respeito por tudo o que se manifesta no plano físico – chuvas, terremotos, raios, secas, troca das estações, e assim por diante. Ao observar e interpretar os fenômenos naturais que ocorriam à sua volta, nossos ancestrais comumente davam a eles explicações quase sempre de caráter sobrenatural. assim foram surgindo os mitos , e com eles, tentativas de compreensão dos fenômenos naturais e suas relações com o sobrenatural, com o mundo invisível, com o desconhecido.
Desta maneira, ao reviverem os personagens míticos, contando as suas histórias, as pessoas deixavam momentaneamente de ser o que eram e se tornavam uma outra coisa. Esse momento sagrado, também chamado de rito , se compunha de uma série encadeada de atos, numa cerimônia coletiva, em que os mitos eram interpretados e simbolizados, garantindo desta maneira, sua transmissão aos seus descendentes.
E é na origem ritual que se encontra a beleza, a força do teatro: poder se disfarçar, “sair de si”, se afastar momentaneamente das tarefas do dia-a- dia para viver novas experiências, assumir novos papéis, criar novas realidades. Nesse movimento, o homem primitivo, para representar situações diferentes daquelas do cotidiano, utilizava de gestos, palavras, ações, ritmos diversos, objetos e máscaras. Principalmente ao colocar uma máscara, sofria uma metamorfose, uma transformação em outro ser, animal, um deus; era outra a sua personalidade, detentor de forças que não possuía até então. E é a respeito das máscaras que falaremos agora, já que a máscara não é um objeto qualquer. Nos antigos rituais tinha um sentido sagrado, pois permitia uma transferência de energias: uma pessoa que representasse um determinado animal “recebia”, por meio da máscara, as qualidades e poderes desse animal. Também as qualidades sagradas das árvores impregnavam a máscara quando esta era fabricada da madeira dessas árvores, e se acreditava que tais qualidades se transferiam a quem usasse a máscara.
http://www.rietberg.ch/en-gb/collection/highlights.aspx# Acesso em 27/10/
a rituais sagrados, instrumento de ligação entre o homem e o mundo espiritual, representando, muitas vezes, a encarnação dos espíritos. Nas máscaras indígenas brasileiras predominam os desenhos sem traços definidos, geralmente abstratos, tendendo ao geométrico, e trazem poucos elementos simbólicos. Externamente apresentam, quase sempre, pequenas aberturas para os olhos, o que tem um efeito peculiar sobre aquele que a veste, pois o obriga a se concentrar no próprio espírito. Produzidas com os mais diversos materiais, como madeira, penas, cerâmica e palhas, as máscaras indígenas simbolizam forças advindas da natureza e devem ser interpretadas no conjunto dos rituais que integram danças, cantos e histórias da tradição oral. Juntamente com todos esses elementos, as máscaras vêm auxiliar a cada membro do grupo a leitura dos mitos e ritos de seu povo.
já as máscaras africanas são abstratas, falam de um mundo não natural, ligado a crenças religiosas. Porém se utilizam de formas geométricas que se encontram na realidade, como linhas, círculos, triângulos e quadrados. E quase
http://www.xamanismo.com.br/Poder/SubPoder1191198080It Acesso em 27/10/
14
sempre trazem elementos simbólicos que as particularizam, como figuras de animais.
ImPORTaNTe LembRaR ....
sUGesTÃO De aTIVIDaDes:
http://www.escritoriodearte.com/leilao/2008/setembro/JPEG/8517.jpg Acesso em 27/10/
Berta Ribeiro, e procura destacar, para além da visão, a importância que podem ter os outros quatro sentidos (tato, paladar, olfato e audição) no processo de significação do ritual indígena.
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2333-8.pdf sTRaPassON, sueli maria. Máscaras africanas, colonialismo e estereótipos: relações inter-culturais em movimento.
esTe aRTIGO...
[...] tem como principal objetivo abordar a temática africana através de uma das suas múltiplas manifestações artísticas: as máscaras. Busca ir além daquelas encontradas nos manuais didáticos, empregando conjuntamente a tematização do conteúdo clássico da história dos povos africanos (colonialismo europeu na África no século XIX) com outra área do conhecimento: a Arte. Almeja-se que os educandos possam se motivar e perceber as construções ideológicas e culturais que ocorreram em torno dos povos do continente africano, que contribuíram para uma introjeção de valores negativos em relação à cultura negra africana. Busca-se também que sejam levados a uma reflexão sobre a questão dos estereótipos que cercam a África e que desenvolvam novos olhares que contribuam para se tornarem cidadãos mais solidários e que saibam conviver com as diversidades.
MUSEUS (SITES):
http://www.mafro.ceao.ufba.br/
Museu Afro Brasileiro, Salvador (BA). No seu acervo, cerâmica, artefatos, instrumentos musicais, artigos de vestuário e outros objetos que contam a vida cotidiana no continente africano estão em exposição no maFRO, graças a aquisições pelo Ministério das Relações Exteriores e doações de missões diplomáticas africanas no brasil.
http://www.museuafrobrasil.org.br/
O Museu Afro-Brasil, em São Paulo, contém mais de 3.000 obras que destacam a importância dos negros brasileiros na criação de cultura nacional, património e identidade.
http://www.rietberg.ch/de-ch/foyer.aspx
O Museu Rietberg está localizado em Zurique, Suíça. Seu acervo é composto de peças de arte de diferentes culturas da Ásia, África, América e Oceania.
TEATRO DE MÁSCARAS NO ORIENTE
as máscaras no Oriente seguem uma longa tradição cultural. De início, eram utilizadas em danças nos rituais religiosos, até chegar o momento em que a máscara passou a ser um elemento importante no teatro profissional, como veremos a seguir, na Ópera de Pequim.
A Ópera de Pequim
como exemplo da utilização das máscaras no teatro oriental, vamos estudar a Ópera de Pequim, forma dramática tradicional chinesa. Fruto de dezenas de séculos de apresentações em palcos, muitas vezes precários, instalados em praças e outros lugares públicos, a Ópera de Pequim se caracteriza por fundir o mimo , a ópera e a acrobacia. Em cena eram dramatizados contos tradicionais e lendas chinesas por meio de performances espetaculares dos
http://paragrafopontofinal.wordpress.com/page/28/ Acesso em 27/10/
Branco-mate – traição Negro – a lealdade e a honestidade Azul – a coragem ou a arrogância Amarelo – os calculistas e os racionais Verde – os orgulhosos Vermelho – os passionais
As máscaras de Bali
http://ebt-edu.com/por_dischina.htm Acesso em 27/10/
Kathakali
um significado que os torcedores de pronto identificam, e sabem explicar os seus sentidos. Fazer um levantamento em sala de aula de alguns símbolos mais conhecidos pelos educandos e o significado das cores para eles. Pesquisar o significado das cores em outras culturas humanas. Por exemplo, a cor branca, que na tradição ocidental significa pureza, para os orientais, está ligada à traição; e, por isso, não se tem o hábito de se casar vestido de branco nos países orientais.
Ator de Kathakal http://urban-review.com/kathakali-%E2%80%93-the-most-exotic-dance-form-in-india/ Acesso em 27/10/