Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Anatomia e Patologia das Unhas: Formação, Estruturas e Doenças, Notas de estudo de Podologia

Este documento explica a formação e estruturas de unhas, incluindo a matriz ungueal, lúnula, hiponíquio e queratina. Além disso, discute as doenças que podem afetar as unhas, como onicocriptoses, hemangiomas capilares e infecções fúngicas. O texto também aborda o papel dos profissionais da saúde, como podólogos e dermatologistas, no diagnóstico e tratamento dessas condições.

Tipologia: Notas de estudo

2022

Compartilhado em 23/01/2024

aline-pereira-3sx
aline-pereira-3sx 🇧🇷

1 documento

1 / 63

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Adriane do Espírito Santo Rangel Soares
TÉCNICAS PODOLÓGICAS
Vila Velha - ES
1ª Edição - 2017
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Anatomia e Patologia das Unhas: Formação, Estruturas e Doenças e outras Notas de estudo em PDF para Podologia, somente na Docsity!

Adriane do Espírito Santo Rangel Soares

TÉCNICAS PODOLÓGICAS

Vila Velha - ES 1 ª Edição - 2017

Todos os direitos reservados à autora. Nenhuma parte do conteúdo deste livro poderá ser utilizada ou reproduzida em qualquer meio ou forma, seja ele impresso, digital, áudio ou visual sem a expressa autorização por escrito da autora sob penas criminais e ações civis.

PREFÁCIO

A palavra técnica deriva do grego téchne , cuja tradução significa arte ou ciência, e a palavra podológica, que compartilha da mesma origem grega, refere-se à expressão podo/podos = pés e lógica/lógico/logos = tratado/estudo. Portanto, a expressão Técnicas Podológicas nos faz concluir que:

  1. Quando se emprega determinada técnica para se chegar ao melhor resultado possível de um determinado procedimento, está se produzindo arte ou ciência.
  2. Quando se emprega o termo podológica logo após a palavra técnica, espera-se a execução de um procedimento que, obrigatoriamente, requer um conhecimento teórico substancial e um embasamento científico para tal prática. O livro Técnicas Podológicas é um livro que, desde o seu prefácio até sua última página alerta ao leitor que todo procedimento de podologia, independente da “técnica” que será utilizada, é embasado em conhecimento teórico prévio. Um livro que descreve várias técnicas podológicas, ao mesmo tempo em que esmiúça aspectos da anatomia e fisiologia dos pés. Longe de ser um livro de “receitas” para curiosos, é um livro de bases e terminologia específicas, cujo entendimento e conteúdo se destinam a estudantes e profissionais da área da saúde, que estudam e atuam promovendo a saúde dos pés. Adriane do Espírito Santo Rangel Soares

SOBRE A AUTORA

A autora é bacharel em Enfermagem com especialização no tratamento de feridas, podóloga, docente e ministrante de palestras, participante da equipe do projeto de pesquisa Assistência de Enfermagem em Diabetes do Município de Vitória – ES pela Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, autora de 03 livros na área: Dermatologia de Membros Inferiores, Unhas: Espelho da Saúde e Reflexo de Doenças e do livro infanto juvenil A Invasão da Unha do Dedão do Pé. Presidente em exercício da ADVV - Associação de Diabéticos de Vila Velha - ES, entidade filiada a Fenad.

INTRODUÇÃO

O QUE DIZER DOS PÉS?

Elementos que sustentam o corpo, veículos que nos impulsionam a andar, correr, saltar, ficar de pé. Os pés viajam pelo nosso imaginário representando força, superação, liberdade, fetiche. Reverenciados pela arte e literatura mundial e muitas vezes esquecidos na correria do dia a dia. Abandonados no desconforto de calçados nada funcionais, vítimas de precários hábitos de higiene, mutilados por costumes “sem pé nem cabeça”, eles acabam com o tempo se ressentindo e como quaisquer máquinas, sem cuidados adequados, falham. Pés maltratados fazem qualquer um se curvar, diante de dores que nem sabíamos que poderíamos sentir.

Portanto, fiquem atentos, pois antes dos seus pés gritarem, primeiro eles falam. Aprenda a ouvi-los com esta conversa “ao pé da letra”. Os nossos membros inferiores e às vezes exclusivamente nossos pés, são passíveis de serem acometidos por várias doenças e condições de gravidade variáveis. Foram selecionadas algumas para conhecimento neste livro sobre a saúde dos pés, por se tratarem de doenças de incidência considerável atualmente.

PRINCIPAIS ASPECTOS SOBRE A

ANATOMIA DO APARELHO UNGUEAL

Para fins didáticos, a unha humana e o seu estudo se encaixam perfeitamente na expressão “anatomia do aparelho ungueal”, a unha humana está longe de se comportar como uma simples unidade feita basicamente de queratina, ao contrário, nossa unha representa um complexo aparelho cujas partes devem ser minuciosamente analisadas isoladamente, visto que, cada

parte deste aparelho denominado unha, pode ser acometido por diferentes processos patológicos. Produzimos unha ainda na vida intra uterina, a partir da epiderme da ponta dorsal dos nossos dedos na 9ª semana, sendo que, na 50ª semana de vida intra uterina a matriz de nossas unhas, está suficientemente desenvolvida a ponto de formar nossas unhas, a partir de agora, num processo ininterrupto, salvo algumas condições, até a morte. Esta placa semi flexível, translúcida quando saudável, a qual denominamos unha, é o resultado do amadurecimento de um tipo de tecido produzido na matriz ungueal, que será envolvido por queratina ao longo do seu trajeto até o bordo ou borda livre da unha, ou seja, a unha primeiramente se forma como um tecido especializado na matriz ungueal, atraves da atividade ininterrupta de células nesta região, e, ao longo do seu trajeto até cobrir a ponta distal dos nossos dedos, recebe constantes injeções de queratina até tornar-se esta placa dura a qual denominamos unha. A unha está firmemente aderida ao seu leito ungueal, região de pele abaixo da unha rica em terminações nervosas e vasos sanguíneos, e esta aderência entre a unha e o tecido embaixo dela é tão intenso que, microscopicamente, em situações em que há desprendimento da unha, seja de forma traumática ou não, pode-se observar este mesmo epitélio, acompanhando a porção inferior da unha que se soltou. A lúnula, estrutura em forma de meia lua, visível no corpo da unha próximo a sua borda proximal, as vezes de difícil visualização principalmente em pessoas que apresentam unidades ungueais diminuídas, ou seja, unhas

➢ Lúnula ➢ Hiponíquio ➢ Eponíquio ➢ Faixa onico córnea ➢ Leito ungueal ➢ Sulcos ungueais ➢ Raiz da unha ➢ Matriz da unha PROPRIEDADES QUÍMICAS DA UNHA A unha basicamente é formada de queratina,mas, tão somente este fato, não é garantia de unhas saudáveis, é necessário pontes intercelulares para ligar toda essa queratina e isso só é possível graças ao elemento químico enxofre, que promove essas ligações químicas na unha conhecidas como pontes dissulfeto. A dureza e força da unha, que antes era atribuída erroneamente ao elemento cálcio, se deve ao seu grande conteúdo de ceratinas duras, proteínas ricas em enxofre e cisteína e sua flexibilidade é dependente do conteúdo de água encontrado na unha, se o conteúdo de água diminui

abaixo de 18% a unha torna-se frágil, se o conteúdo de água aumenta acima de 30%, a unha torna-se opaca e macia. O principal lipídeo encontrado nas unhas é o colesterol, responsável pelo efeito plastificante saudável e o seu conteúdo nas unhas é dependente de controle hormonal, a quantidade de colesterol na unha diminui após a menopausa. Também encontramos traços de vários elementos como ferro, zinco e cálcio; que não influenciam em nada a dureza das unhas. FATORES EXÓGENOS E ENDÓGENOS QUE ALTERAM ESPESSURA, COR E CRESCIMENTO DAS UNHAS A espessura e cor das unhas são suscetíveis a mudanças devido a vários fatores. Dentre os fatores endógenos de maior incidência, capazes de alterar a espessura para mais ou para menos e cor das unhas destacam-se a alimentação, a idade e as doenças sistêmicas. Entre os fatores exógenos destacam-se as

destruir as pontes intercelulares dos corneócitos e tornar as unhas frágeis e mais finas, permitindo a incidência da onicosquizia e da onicólise. CURIOSIDADES! ➢ Células do tipo células de Langherans e melanócitos estão presentes na matriz das unhas, no leito ungueal encontram-se somente células de Langherans. O aumento excessivo de melanossomos (devido aos melanócitos tornarem-se ativos) nos corneócitos, no desenvolvimento da placa ungueal, desencadeia o surgimento da melanoníquia. ➢ A unha cresce 0,1 mm ao dia nos dedos da mão e um terço disto nos dedos do pé. ➢ A espessura das unhas das mãos corresponde a 0,5/0,75 mm e 1mm nas unhas dos pés. ➢ Produzimos 3 g de unha por ano. ➢ As unhas das mãos levam de 4 a 6 meses para crescerem e as dos pés de 12 a 18 meses.

➢ O íon cálcio é responsável pela dureza dos ossos e dentes, quem é responsável pela dureza das unhas é o enxofre disponível na forma do aminoácido cisteína. ➢ Concentração normal de enxofre na unha 32%, o que equivale a 12% de cisteína. Esta concentração diminui em casos de atrofia ou distrofia ungueal. ➢ Os lipídios são responsáveis pela elasticidade da unha, são encontrados nas unhas na forma de colesterol. Gordura total 0,1 a 1% contrastando com 10% encontrado no estrato córneo. ➢ A escassez de água contribui para a dureza da unha, valor normal 7-12%. ➢ O leito ungueal é irrigado por 2 arcos arteriais e os vasos linfáticos são numerosos, mais que em outras áreas da pele, indo até o tecido adiposo. ➢ Numerosos corpúsculos de Vater Paccini podem ser vistos profundamente, a partir da borda livre da unha, os corpúsculos de Meisner são visualizados. ➢ A microflora da unha é composta por bactérias gram positivas, gram negativas, scopulariopses brevicaulis e candida albicans. É bem conhecida a incidência de fungos em unhas aparentemente normais servindo de reservatório para infecções, assim como a possibilidade das infecções interdigitais afetarem a unha. A importância deste fato é o papel oportunista desempenhado pela

facilidade. A regra de ouro é nunca ocasionar uma lesão maior do que aquela que o paciente já apresenta.

  1. Desenvolver destreza e agilidade para realizar uma espiculaectomia perfeita, corte longitudinal reto e de ampla superfície. Lembre-se de que, quanto mais se afastar o restante da unha da lesão em sua lateral, evitando traumatizar o tecido lesionado, principalmente durante a deambulação pela própria unha, melhor para o processo de cicatrização e melhor para a limpeza do sulco ungueal.
  2. Adquirir conhecimento técnico científico para saber identificar e classificar, os vários processos inflamatórios provenientes das onicocriptoses, para com isso, indicar o melhor tratamento. Além de ser extremamente dolorida, pode causar vários processos inflamatórios e antes de indicar o melhor tratamento, o podólogo deve reconhecer que tipo de processo inflamatório foi desencadeado: ONICOCRIPTOSE COM INFLAMAÇÃO DO TIPO AGUDA Pedaço da unha que perfura o tecido desencadeando como resposta a agressão eritema, edema e dor. O tratamento consiste na limpeza da lesão com soro fisiológico a 0,9% em jato na temperatura ambiente (por ser uma solução isotônica, possui várias vantagens como: não interfere no processo de cicatrização, não danifica o tecido, não causa dermatites de contato e nem altera a microbiota normal da pele, o que permitiria a proliferação de microrganismos mais virulentos), sondagem, espiculaectomia com instrumental que o profissional tenha melhor domínio e aplicação de

anteparo embebido em anti-séptico como curativo primário. Nesta etapa de aplicação de anteparo, é fundamental para o podólogo, entender que está lidando com uma lesão na pele, e em qualquer protocolo de tratamento de lesões na pele é instituído que, todo o material que for entrar em contato direto com a lesão, seja estéril, para se evitar o risco de contaminação cruzada durante o procedimento. Indicação de anteparo: fio dental para aparelho ortodôntico. Indicação de anti- séptico: Digluconato de clorexidine a 0,12% solução aquosa. Dica: sempre manipule o digluconato de clorexidine a 0,12% solução aquosa sem corante e sem essência, pois é desta forma que ele é indicado para o tratamento de feridas. As fórmulas comerciais já prontas, que também são indicadas pela odontologia como solução de bochecho, geralmente apresentam em suas formulações bases alcoólicas ou contendo ácido cítrico, que neste caso, é contraindicado para o uso em feridas. ATENÇÃO! Está contraindicado por protocolos nacionais e internacionais de tratamento de feridas, o uso de pomadas antibióticas em lesões, devido ao fato, mais do que comprovado, de que não há eficiência dos antibióticos de ação local no tratamento de feridas, por apresentarem baixa concentração nas camadas tissulares. Também está contraindicado o uso de soluções a base de iodo ou água oxigenada, por serem altamente citotóxicos e destruírem o tecido de granulação.