Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Teníase e Cisticercose Suína , Notas de estudo de Biologia

Trabalho do aluno Emanuel Isaque Cordeiro da Silva, técnico em agropecuária pelo Instituto Federal de Penambuco campus Belo Jardim.

Tipologia: Notas de estudo

2018

Compartilhado em 26/03/2018

alana-thais-mayza-da-silva-1
alana-thais-mayza-da-silva-1 🇧🇷

4.5

(6)

5 documentos

1 / 6

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Ciclo de Vida da Tenia
Os seres humanos são os únicos hospedeiros definitivos da T. saginata e da T.
solium. Os bovinos são os hospedeiros intermediários da Taenia saginata, e os suínos são
os hospedeiros intermediários da Taenia solium.
Nas imagens acima demonstradas podemos observar que o homem é o único
hospedeiro fixo do verme, e que o animal ingerindo as fezes desse humano infectado,
acaba aderindo à doença parasitária, no animal agora esses ovos deixados pelo verme se
ficam a carne e dá-se o nome de cisticercos.
O ciclo de vida da teníase começa quando um ser humano infectado evacua em
um local sem saneamento básico e libera para o meio ambiente ovos ou proglotes grávidas
(segmento do corpo da tênia que contém órgãos reprodutores) misturados às fezes. Uma
vez no solo, esse ovos de tênia podem sobreviver durante dias a meses, dependendo das
condições climáticas. Vacas, no caso da T. saginata, e porcos, no caso da T. solium,
tornam-se infectados pela ingestão de vegetação contaminada com ovos ou proglotes
grávidas.
pf3
pf4
pf5

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Teníase e Cisticercose Suína e outras Notas de estudo em PDF para Biologia, somente na Docsity!

Ciclo de Vida da Tenia Os seres humanos são os únicos hospedeiros definitivos da T. saginata e da T. solium. Os bovinos são os hospedeiros intermediários da Taenia saginata, e os suínos são

os hospedeiros intermediários da Taenia solium.

Nas imagens acima demonstradas podemos observar que o homem é o único hospedeiro fixo do verme, e que o animal ingerindo as fezes desse humano infectado, acaba aderindo à doença parasitária, no animal agora esses ovos deixados pelo verme se ficam a carne e dá-se o nome de cisticercos. O ciclo de vida da teníase começa quando um ser humano infectado evacua em um local sem saneamento básico e libera para o meio ambiente ovos ou proglotes grávidas (segmento do corpo da tênia que contém órgãos reprodutores) misturados às fezes. Uma vez no solo, esse ovos de tênia podem sobreviver durante dias a meses, dependendo das condições climáticas. Vacas, no caso da T. saginata , e porcos, no caso da T. solium , tornam-se infectados pela ingestão de vegetação contaminada com ovos ou proglotes grávidas.

No intestino desses animais, o embrião da tênia liberta-se do ovo, invade a parede intestinal e consegue atingir a circulação sanguínea. Uma vez no sangue, o embrião viaja até vários órgãos, como cérebro, olhos, coração e músculos, onde se desenvolvem para a forma de cisticerco. O cisticerco contém cerca de 0,5 a 1 cm e pode sobreviver na musculatura de bovinos e suínos por muitos anos. Os seres humanos se infectam através da ingestão de carne crua ou mal cozida que contenham cisticercos. Após ser ingerido, ao chegar ao intestino humano, o cisticerco usa suas ventosas e ganchos para ficar aderido à mucosa. Uma vez estabelecido no intestino, o parasito consegue completar seu ciclo de vida, tornando-se um verme adulto dentro de 2 meses. A maioria das pessoas apresenta apenas uma única tênia, chamada de solitária, mas se houver ingestão de muitos cisticercos, é possível que o paciente desenvolva mais de um verme adulto ao mesmo tempo. A tênia é um verme que possui órgãos sexuais masculinos e femininos em suas proglotes, podendo ficar grávida sem a necessidade de um parceiro. A tênia possui cerca de 1000 proglotes, que, ao ficarem grávidas, destacam-se do corpo do verme e são liberadas nas fezes. Cada uma dessas proglotes pode produzir entre 50.000 e 100. ovos. Ciclo da cisticercose No momento em que o ser humano recém-infectado libera as proglotes e os ovos na fezes, o ciclo da doença teníase torna-se completo. Porém, para a doença cisticercose humana, estamos apenas na metade do caminho. A cisticercose humana inicia-se quando o indivíduo contaminado libera os ovos de Taenia solium nas fezes e, ele mesmo ou outros seres humanos, os ingerem acidentalmente, como nos casos de águas contaminadas ou manuseio de alimentos com a mãos não devidamente higienizadas após uma evacuação. Pessoas que moram na mesma casa de uma pessoa contaminada com Taenia solium são as que têm o maior risco de desenvolverem cisticercose_._ Quando um indivíduo ingere acidentalmente os ovos da T. solium , o processo se dá de forma semelhante ao que ocorre nos porcos. Os ovos liberam o embrião do parasito

Uma das complicações da teníase é a apendicite, que pode surgir caso uma dessas proglotes que se desprendem da tênia acabe ficando presa dentro do apêndice (leia: APENDICITE). Da mesma forma, o ducto biliar também pode fiicar obstruído. SINTOMAS DA CISTICERCOSE Os sintomas da cisticercose são completamente diferentes da teníase. Isso não é uma surpresa, já que ambas são doenças distintas. Os sintomas da cisticercose variam de acordo com os locais onde o cisticerco se implanta. A forma mais grave é a neurocisticercose, que surge quando há implantação de cisticerco no cérebro. Na neurocisticercose, os sintomas mais comuns são a dor de cabeça e a epilepsia. Porém, não incomum haver casos totalmente assintomáticos de neurocisticercose. O surgimento dos sintomas pode demorar anos. Na maioria dos casos, os sintomas só surgem 3 a 5 anos após a contaminação. Nos casos de contaminação maciça, com múltiplas implantações cerebrais do cisticerco, o paciente pode desenvolver um quadro de edema cerebral, crises convulsivas, náuseas, dor de cabeça, alterações da personalidade e até coma. A cisticercose também pode atingir os olhos. O espaço sub-retiniano, vítreo e a conjuntiva são os locais mais freqüentes de infecção. As manifestações clínicas mais comuns da infecção ocular incluem dor, visão turva ou cegueira. Os cisticercos também podem se depositar nos músculos, provocando um quadro de miosite (inflamação do músculo) ou na pele, levando à formação de nódulos subcutâneos. DIAGNÓSTICO DA TENÍASE E DA CISTICERCOSE O diagnóstico da teníase é feito através do exame parasitológico de fezes, pela identificação dos ovos ou da proglote da tênia. Como a eliminação dos ovos é intermitente, podem ser necessários mais de um exame até que se consiga estabelecer o diagnóstico. O ideal é colher, no mínimo, 3 amostras de fezes em dias diferentes.

No caso da cisticercose, o diagnóstico costuma ser feito através de exames de imagem, como a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética do crânio, que conseguem identificar os cisticercos alojados no sistema nervoso central. Nos pacientes com cisticercose, o exame da fezes para pesquisa da tênia é importante, pois muitos pacientes contraem o cisticerco por auto-contaminação com os ovos presentes nas suas próprias fezes. TRATAMENTO DA TENÍASE E DA CISTICERCOSE As opções de tratamento para a teníase incluem:

  • Mebendazol: 200 mg, 2 vezes ao dia, por 3 dias, por via oral.
  • Praziquantel, dose única, 5 a 10 mg/kg de peso corporal, por via oral.
  • Albendazol, 400 mg/dia, durante 3 dias, por via oral (leia: BULA SIMPLIFICADA DO ALBENDAZOL).
  • Niclosamida, 2 gramas adulto e 1 grama para crianças, em dose única por via oral.
  • Nitazoxanida, 500 mg 2 vezes ao dia, por 3 dias, por via oral (leia: ANNITA – NITAZOXANIDA – Posologia, Indicações e Efeitos Adversos). Após o tratamento, pedaços da tênia podem permanecer sendo eliminados por vários dias. Após 3 meses, sugere-se novo exame parasitológico de fezes para confirmar a ausência de ovos nas fezes. TRATAMENTO DA CISTICERCOSE Nem todos os casos de cisticercose precisam de tratamento, principalmente se o paciente for assintomático. Em geral, o tratamento é indicado nos casos sintomáticos de neurocisticercose ou cisticercose ocular. As opções de tratamento da neurocisticercose são:
  • Albendazol 15 mg/kg por dia por 15 a 30 dias, dependendo da gravidade da doença.