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Teoria do Consumidor, Resumos de Microeconomia

Os conceitos básicos da Teoria do Consumidor, que é uma área da Microeconomia que estuda como os consumidores tomam decisões de consumo. São discutidos temas como mercado, restrição orçamentária, preferências, escolha e demanda. O texto apresenta definições, axiomas e exemplos para ilustrar os conceitos. O objetivo é fornecer uma base teórica para entender como os consumidores fazem escolhas e como isso afeta o mercado.

Tipologia: Resumos

2022

À venda por 09/10/2022

anaalicefrr
anaalicefrr 🇧🇷

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bg1
Teoria do Consumidor
Ref.: VARIAN, Hal. Microeconomia
1 O MERCADO
A economia avança com base no desenvolvimento de modelos de fenômenos sociais, que são uma
representação simplificada da realidade.
Variáveis endógenas: fatores discutidos no modelo;
Variáveis exógenas: fatores não discutidos no modelo.
Princípio da Otimização: as pessoas tentam escolher o melhor padrão de consumo ao seu alcance.
Princípio do Equilíbrio: os preços ajustam-se até que a oferta seja igual à demanda.
Curva da demanda: expressa a relação entre a quantidade demandada descreve a quantidade
demandada a cada preço acessível;
Curva da oferta: expressa a relação entre o preço e a quantidade ofertada.
Preço de reserva: a quantia máxima que uma pessoa está disposta a pagar por alguma coisa;
Preço de equilíbrio: preço no qual a demanda se iguala a oferta.
Estática comparativa: compara dois equilíbrios “estáticos”, sem se preocupar em saber como o mercado
se move de um equilíbrio para outro.
Eficiência de Pareto: quando não existe um modo de melhorar a situação de algum grupo de pessoas
sem piorar a de outro.
2 RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA
Cesta de consumo: todas as cestas de bens que o consumidor pode adquirir em determinados níveis de
preços e de renda.
𝑝1𝑥1+ 𝑝2𝑥2 𝑀
Onde p1 e p2 referem-se aos preços do bem 1 e do bem 2 e M refere-se a renda.
Bem composto: x2 abrange todos os outros bens.
A reta orçamentária é o conjunto de preços que custa exatamente M.
Manipulando 𝑝1𝑥1+ 𝑝2𝑥2= 𝑀, temos que:
𝑥2=𝑀
𝑝2
𝑝1
𝑝2
𝑥1
pf3
pf4
pf5
pf8

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Teoria do Consumidor

Ref.: VARIAN, Hal. Microeconomia

1 O MERCADO

A economia avança com base no desenvolvimento de modelos de fenômenos sociais, que são uma

representação simplificada da realidade.

  • Variáveis endógenas: fatores discutidos no modelo;
  • Variáveis exógenas: fatores não discutidos no modelo.

Princípio da Otimização: as pessoas tentam escolher o melhor padrão de consumo ao seu alcance.

Princípio do Equilíbrio: os preços ajustam-se até que a oferta seja igual à demanda.

Curva da demanda: expressa a relação entre a quantidade demandada – descreve a quantidade

demandada a cada preço acessível;

Curva da oferta: expressa a relação entre o preço e a quantidade ofertada.

  • Preço de reserva: a quantia máxima que uma pessoa está disposta a pagar por alguma coisa;
  • Preço de equilíbrio: preço no qual a demanda se iguala a oferta.

Estática comparativa: compara dois equilíbrios “estáticos”, sem se preocupar em saber como o mercado

se move de um equilíbrio para outro.

Eficiência de Pareto: quando não existe um modo de melhorar a situação de algum grupo de pessoas

sem piorar a de outro.

2 RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA

Cesta de consumo: todas as cestas de bens que o consumidor pode adquirir em determinados níveis de

preços e de renda.

1

1

2

2

Onde p1 e p2 referem-se aos preços do bem 1 e do bem 2 e M refere-se a renda.

  • Bem composto: x2 abrange todos os outros bens.

A reta orçamentária é o conjunto de preços que custa exatamente M.

Manipulando 𝑝 1

1

2

2

= 𝑀, temos que:

2

2

1

2

1

A inclinação da reta orçamentária indica o custo de oportunidade de consumir o bem 1.

O aumento da renda desloca a reta para fora, enquanto o aumento do preço do bem 1 torna-a mais

inclinada e o aumento do preço do bem 2 faz com que ela fique menos inclinada.

  • Numerário: preço em relação ao qual se mede o outro preço e a renda.

Os impostos, subsídios e racionamento mudam a inclinação e a posição da reta orçamentária, porque

alteram os preços pagos pelo consumidor.

Impostos – efeito similar a um aumento;

Subsídios - efeito similar a um desconto;

Racionamento – limitação no nível de consumo.

3 PREFERÊNCIAS

Tipos de preferências:

  • Preferência estrita:

1

2

1

2

  • Indiferente: (𝑥

1

2

1

2

  • Preferência fraca:

1

2

1

2

Os economistas partem do pressuposto de que o consumidor pode ordenar várias possibilidades de

consumo, e a maneira como faz isso descreve suas preferências.

Axiomas:

  • Preferência completa: (𝑥

1

2

1

2

) ou (𝑦

1

2

1

2

  • Reflexividade: todas as cestas são, pelo menos, tão boas quanto elas mesmas;
  • Transitividade: dado que 𝑋 ≻ 𝑌 e 𝑌 ≻ 𝑍 , supõe-se que 𝑋 ≻ 𝑍.

Curvas de indiferença: podem ser usadas para descrever diferentes tipos de preferências.

  • Substitutos perfeitos: quando o consumidor aceita substituir um pelo outro a uma taxa

constante;

  • Complementares perfeitos: são consumidos sempre juntos e em proporções fixas;
  • Males: uma mercadoria que o consumidor não gosta;
  • Neutros: bens o qual o consumidor não possui nenhum tipo de preferência sobre;
  • Bens discretos: disponíveis apenas em quantidades inteiras.

O ponto de saciedade constitui a melhor cesta que um consumidor pode possuir. Quanto mais próximo

ele estiver desse ponto maior será seu nível de satisfação; em contrapartida, quanto mais longe ele

estiver do ponto de saciedade menor será seu nível de satisfação.

A transformação monotônica de uma função de utilidade é uma função de utilidade que representa

as mesmas preferências da função de utilidade original.

Utilidade marginal: teorias que partem do pressuposto de que o tamanho da diferença de utilidade entre

duas cestas de bens é de alguma significância.

A Função utilidade é a combinação de todos os pontos

1

2

, de modo que 𝑢

1

2

seja igual a

uma constante, construindo uma curva de nível.

Dadas as curvas de indiferença, queremos encontrar uma função que seja constante ao longo de cada

curva de indiferença e que atribua valores maiores às curvas de indiferença mais altas.

A partir de uma descrição das preferências, procuramos imaginar o que o consumidor está tentando

maximizar - que combinação de bens descreve o comportamento de escolha do consumidor.

Substitutos perfeitos

1

2

1

2

Complementares perfeitos

1

2

) = min{𝑎𝑥

1

2

Quase lineares

1

2

1

1

2

1

Cobb Douglas

1

2

1

𝑎

2

𝑏

A utilidade marginal refere-se à taxa de variação da utilidade do consumidor quando se oferece um

pouco mais de um bem.

A taxa marginal de substituição pode ser calculada com base na função utilidade:

1

2

1

2

Onde 𝑈𝑀𝑔

1

𝜕𝑈

𝜕𝑥

1

e 𝑈𝑀𝑔

2

𝜕𝑈

𝜕𝑥

2

5 ESCOLHA

A escolha ótima do consumidor é aquela cesta no conjunto orçamentário do consumidor que se situa

na curva de indiferença mais alta.

Normalmente, a cesta ótima se caracterizará pela condição de que a inclinação da curva de indiferença

(a TMS) seja igual à inclinação da reta orçamentária.

  • Condição necessária: a escolha ótima deve satisfazer o consumidor e este consumirá um

pouco de ambos os bens de modo que seja um ótimo interior - tangenciará a reta

orçamentária.

  • Condição suficiente: a escolha só ocorrerá no caso de preferências côncavas.

2

1

1

2

A escolha ótima dos bens 1 e 2, num determinado conjunto de preços e de renda, é chamada cesta

demandada do consumidor.

  • A função demanda é a função que relaciona a escolha ótima – ou seja, as quantidades

demandadas – com os diferentes valores de preços e rendas.

  • Indiretamente revelada como preferida: Seja a cesta Y revelada como preferida à cesta Z, de

modo que 𝑝

1

1

2

2

1

1

2

2

, e sabendo que a cesta X é preferível a Y, pela

transitividade,

1

2

1

2

Axioma fraco da preferência revelada (AFrPR) : Se

1

2

for diretamente revelada como

preferida a (𝑦

1

2

) e se as duas cestas não forem idênticas, então não pode acontecer que (𝑦

1

2

seja diretamente revelada como preferidas a (𝑥

1

2

Ou seja, se temos:

1

1

2

2

1

1

2

2

Não podemos ter:

1

1

2

2

1

1

2

2

Axioma forte da preferência revelada (AFoPR) : Se (𝑥 1

2

) for revelada como preferida a

1

2

), direta ou indiretamente, e (𝑦

1

2

) for diferente de (𝑥

1

2

), então (𝑦

1

2

) não poderá ser

nem direta nem indiretamente revelada como preferida a

1

2

  • Se o comportamento observado for otimizador, ele deverá satisfazer o AFoPR.

Números índices:

  • Índice de Layspeyres: aplicamos como peso os preços do ano base.

𝑞

1

𝑏

1

𝑡

2

𝑏

2

𝑡

1

𝑏

1

𝑏

2

𝑏

2

𝑏

  • Índice de Paasche: aplicamos como pesos os preços do período t.

𝑞

1

𝑡

1

𝑡

2

𝑡

2

𝑡

1

𝑡

1

𝑏

2

𝑡

2

𝑏

8 A EQUAÇÃO DE SLUTSKY

  • Efeito substituição: variação na demanda devido à variação da taxa pelo qual os dois bens são

trocados → efeito giro.

o O efeito substituição sempre se move em sentido contrário ao do movimento de

preços. Assim, dizemos que o efeito substituição é negativo.

1

𝑠

1

1

1

1

  • Efeito renda: variação na demanda dado o aumento no poder aquisitivo → efeito

deslocamento.

1

𝑛

1

1

1

1

Identidade de Slutsky: diz que a variação total na demanda é igual ao efeito substituição mais o efeito

renda.

1

1

𝑠

1

𝑛

Dada a definição, torna-se:

1

1

𝑠

1

𝑚

Identidade de Slutsky em termos de taxa de variação:

1

1

1

𝑠

1

1

𝑚

1

Taxa de variação da demanda a medida que o preço se altera, mantendo-se a renda inalterada:

1

1

1

1

1

1

1

Taxa de variação na demanda à medida que o preço se altera, ajustando-se a renda para que ainda seja

possível comprar a cesta anterior (efeito substituição):

1

𝑠

1

1

1

1

1

1

Taxa de variação da demanda, mantendo-se os preços fixos e ajustando-se a renda (efeito renda):

1

𝑚

1

1

1

1

Δm

Lei da demanda : se a demanda de um bem aumenta quando a renda aumenta, a demanda desse bem

tem de diminuir quando seu preço subir.