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Guias e Dicas
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Teoria Eletromagnética, Notas de estudo de Eletromagnetismo

Apostila de Teoria Eletromagnética da UFU.

Tipologia: Notas de estudo

2019

Compartilhado em 13/08/2019

joao-emanuel
joao-emanuel 🇧🇷

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Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Faculdade de Engenharia Elétrica - FEELT
Apostila de Conceitos Teóricos
Apostila de Conceitos TeóricosApostila de Conceitos Teóricos
Apostila de Conceitos Teóricos
e Exercícios Propostos
e Exercícios Propostose Exercícios Propostos
e Exercícios Propostos
Curso de Graduação
Prof. Dr. Geraldo Caixeta Guimarães
Prof. Dr. Geraldo Caixeta GuimarãesProf. Dr. Geraldo Caixeta Guimarães
Prof. Dr. Geraldo Caixeta Guimarães
Versão 2010
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Universidade Federal de Uberlândia - UFU

Faculdade de Engenharia Elétrica - FEELT

Apostila de Conceitos TeóricosApostila de Conceitos TeóricosApostila de Conceitos TeóricosApostila de Conceitos Teóricos

e Exercícios Propostose Exercícios Propostose Exercícios Propostose Exercícios Propostos

Curso de Graduação

Prof.Prof.Prof.Prof. Dr.Dr.Dr.Dr. GeraldoGeraldoGeraldoGeraldo CaixetaCaixetaCaixetaCaixeta GuimarãesGuimarãesGuimarãesGuimarães

Versão 2010

CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO

S SUUMMÁÁRRIIOO i

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO GERAL iii

CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO

I INNTTRROODDUUÇÇÃÃOO GGEERRAALL iii

INTRODUÇÃO GERAL

Importância do Curso de Eletromagnetismo

Este curso deve ser encarado com bastante seriedade devido sua indiscutível importância

no currículo de Engenharia. Para facilitar a aprendizagem, ele é iniciado apresentando os

fundamentos matemáticos necessários para então considerar os aspectos físicos da disciplina. A

teoria básica dos campos elétricos, da densidade de fluxo elétrico, a Lei de Gauss, os potenciais e

correntes elétricas, todos da Eletrostática e Eletrodinâmica, são apresentados em seqüência até

se chegar nas formulações da Equações de Poisson e Laplace. Já dentro do Magnetismo,

considera-se primeiramente a teoria básica dos campos magnéticos, abordando importantes

princípios como a Lei de Biot-Savart e a Lei Circuital de Ampère. Vários conceitos do

Eletromagnetismo são então introduzidos, culminando com o estudo dos campos baseados nas

equações de Maxwell, o qual justifica as aproximações que conduzem a teoria de circuitos

elétricos. Todos os conceitos aqui apresentados devem formar a base para a construção de novos

alicerces de conhecimento, como aqueles relacionados às disciplinas que tratam de máquinas

elétricas, aterramentos elétricos, linhas de transmissão, propagação de ondas, antenas, etc.

Metodologia Adotada

  • O curso foi esquematizado da forma mais simples possível para ser ministrado através de

aulas expositivas, com diálogos, discussões, demonstrações, incluindo soluções de exercícios,

e, sempre que possível, com interpretação e aplicação prática de cada resultado.

  • O conteúdo programático do curso é disposto de tal maneira que os assuntos mais difíceis são

abordados no seu final, sendo os capítulos colocados numa forma seqüencial e lógica para

auxiliar a aprendizagem.

  • Além dos livros indicados abaixo foi preparada esta apostila, intitulada Conceitos Teóricos e

Exercícios Propostos de Eletromagnetismo , a qual tem o objetivo de servir de roteiro de

aulas teóricas e fonte suplementar de exercícios, reduzindo o tempo utilizado na exposição de

assuntos e transcrição de enunciados de exercícios no quadro, permitindo assim que mais

tempo seja dedicado a explicação e aplicação prática de conceitos da disciplina.

  • Uma outra apostila de Exercícios Resolvidos de Eletromagnetismo também foi preparada,

contendo numerosos exemplos numéricos e literais de cada capítulo do programa, visando

com isto facilitar o entendimento e a auto-aprendizagem do aluno.

  • Vários recursos didáticos poderão ser empregados no curso como: quadro e giz,

equipamentos audio-visuais, microcomputador e datashow.

CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO

I INNTTRROODDUUÇÇÃÃOO GGEERRAALL iv

  • São também selecionados estudantes monitores com objetivo de:

 Prestar atendimento aos alunos, auxiliando-os na solução de listas de exercícios,

 Corrigir as listas de exercícios que forem entregues pelos alunos,

 Auxiliar o professor na correção de testes aplicados durante o curso,

 Auxiliar o professor na supervisão da aplicação de provas e/ou testes.

Formas de Avaliação

  • São realizadas 3 provas do tipo sem consulta, com questões abertas ou dissertativas, isto é,

não são incluídas questões do tipo teste de múltipla escolha.

  • São também aplicados 3 testes rápidos (30 minutos no máximo), distribuídos ao longo do

período, podendo estes ocorrem de surpresa, a critério do professor.

  • É preparado um total de 9 listas de exercícios, relativas aos 9 capítulos, com 4 exercícios

cada uma, indicados previamente para cada aluno de acordo com a matéria lecionada nestes

capítulos, tomando como base o livro texto (referência [1]) e o livro de exercícios adotado

(referência [2]). Os exercícios são definidos pelo professor de tal maneira que nenhum aluno

tenha os mesmos quatro exercícios de seu colega. Cada lista deverá ser entregue até no

máximo uma semana após o encerramento das aulas correspondentes ao capítulo da lista.

  • Para ser aprovado na disciplina, cada aluno deverá cumprir os seguintes requisitos:

 Freqüência mínima de 75% nas aulas ministradas, a qual é verificada através de

chamada oral e/ou assinatura de lista de presença em sala de aula;

 Soma total das notas obtidas nas diversas avaliações igual ou superior a 60 pontos de

um total de 100 pontos, os quais são distribuídos segundo o quadro abaixo.

TIPO DE AVALIAÇÃO VALOR DATA

Primeira Prova (Capítulos I a IV) 20

Segunda Prova (Capítulos V e VI) 20

Terceira Prova (Capítulos VII a IX) 30

3 Testes Rápidos (4 pontos cada um) 12

9 Listas de Exercícios (2 pontos cada uma) 18

Total = 100

CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO

FORMULÁRIO GERAL vi

5. EQUAÇÕES DE MAXWELL

Forma Pontual Forma Integral

∂ t

∇ × =−
B
E
• =− S
B

E L d t

d S

d t

J J
D
H J

∇ × = + ∫ ∫ •

• = + S
D

H L d t

d I S

∇ • D = ρ v

d dv

∫S ∫vol v

DS = ρ

∇ • B = 0

d 0 S

∫ B • S =

6. CONDIÇÕES DE CONTORNO ENTRE 2 MEIOS

Componentes tangenciais: Et1 = Et2 Ht1 – Ht2 = k

Componentes normais: Dn1 – Dn2 = ρS Bn1 = Bn

7. PERMISSIVIDADE DO ESPAÇO LIVRE

Permissividade elétrica do vácuo: π

ε = × ≅

− −

9 12

o [F/m]

Permeabilidade magnética do vácuo: μ o = π×

7

[H/m]

8. FÓRMULAS IMPORTANTES DO ELETROMAGNETISMO

Lei de Gauss: ∫ • = Qinterna

S

D d S

Teorema da Divergência: d ( ) dv

∫S ∫vol

D • S = ∇• D

Equação de Poisson:

2 V

ρv

ε

Equação de Laplace:

2 V 0

Lei de Biot-Savart: ∫

π

×

2 4 R

I d L a R H

onde I d L K dS J dv

Lei Circuital de Ampère: enlacada

∫ H •^ d L =^ I

Teorema de Stokes: (^) ∫ H • d L =∫ (∇ × H )•d S S

CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO

FORMULÁRIO GERAL vii

9. OUTRAS FÓRMULAS DO ELETROMAGNETISMO

D E P

= εo +

P E

=χeε o

D E

ε = ε (^) r εo

E (^) vol dv 2

W D E

t

N

fem = −

= E • d L

fem

( ) S

B

v B L d t

d S

= ∫ × • −∫

^ 

fem

S

B d S

I
N
L

2

I
2 W
L

H

1

2 12 12 I

N
M

B ( H M )

= μo +

M H

=χ m

B H

μ = μ (^) r μo

vol

H dv 2

W B H
F E
E =Q

F ( v B )

M=^ Q ×

F F F ( E v B )

= E+ M =Q + ×
F L B

d = Id ×

T r F S B

d = ×d =Id ×

d m =Id S

T m B

d = d ×

B A
=∇×

H = −∇ ( J = 0 )

V m

CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO

FORMULÁRIO GERAL ix

11. FÓRMULAS DE INTEGRAIS

u e v são funções de x; C, a e n são constantes arbitrárias.

1. [ f( )x] dx f(x)

dx

d

2. ( u + v) dx= udx+ vdx+C

3. a udx= a udx+C

4. C ( n 1 )

n 1

u u du

n 1 n

  • ≠−

= u+C u

du ln

e du= e +C

u u

7. C (a 0 ,a 1 )

a

a a du

u u = + > ≠

ln

senudu= −cosu+C

cosudu= senu+C

10. tg udu=− cosu+C= secu+C

ln ln

11. cotg udu= senu+C=− cosecu+C

ln ln

sec udu= ln secu+tgu+C

C

u tg (^) +

 π = ln +

cosec udu= − ln cosecu+cotgu+C

= C

u tg (^) +

ln

= − +C

sen 2 u

u sen udu

2

= + +C

sen 2 u

u cos udu

2

sec udu= tgu+C

2

cosec udu= −cotgu+C

2

tg udu= tgu−u+C

2

cotg udu= −cotgu−u+C

2

secutgudu= secu+C

cosecucotgudu= −cosecu+C

22. C

a

u arctg a

u a

du

2 2

23. C

u a

u a

2 a

u a

du

2 2

ln

24. C

a u

a u

2 a

a u

du

2 2

ln

25. C

a

u arcsen

a u

du

2 2

26. C

a

u u a

u a

du

2 2

2 2

ln

27. u u a C

u a

du (^22)

2 2

ln

28. C

a

u arcsec a

u u a

du

2 2

29. C

u

a u a

a

u u a

du

2 2

2 2

ln

30. C

u

a a u

a

u a u

du

2 2

2 2

ln

( )

C

u a

u

a

u a

du

2 2 3 /^2222

2 2 2 2 a u 2

u a −u du= −

C

a

u arcsen 2

a

2

2 2 2 2 u a 2

u u ±a du= ±

u u a C

2 2 ± ln + ± +

u dv= uv− vdu (Integração por partes)

CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO

C Caappííttuulloo II:: ÁÁNNÁÁLLIISSEE VVEETT

1.1 – CONCEITOS GERAIS
  • Grandeza Escalar – Representada por um

Ex.: Tensão ou potencial, corrente, carga, tempo, massa,

  • Grandeza Vetorial – Representada por uma

Ex.: Densidade de corrente, velocidade, aceleração, força, torque, etc.

Atenção: No curso de Eletromagnetismo não será feita distinção entre a magn

intensidade e valor absoluto de um vetor. A magnitude de um vetor é um valor sempre

positivo.

  • Campo Escalar – Cada ponto

Ex.: Campo de potenciais, campo de temperaturas, campo de pressões, etc.

Notação: Seja x y

2 2 φ= + +

Se φ = potencial ⇒

Se φ = temperatura

Se φ = pressão ⇒

  • Campo Vetorial – Cada ponto

Ex.: Campo elétrico, campo magnético, campo gravitacional, etc.

Notação: Seja E 3 ax 4 a

Se (^) E

= campo elétrico

possuindo módulo igual a

(também chamados de versores):

Atenção: No curso de Eletromagnetismo adota

que seu módulo pode ser representado por

1.2 – O PRODUTO ESCALAR (OU

O produto escalar entre 2 vetores

A • B=AB cos θ

Propriedades do produto escalar

(a) A B B A

  • = • (propriedade comutativa)

(b) A • B= 0

⇔ A ⊥ B

(c)

(^2 ) A • A=A =A

CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO

TTOORRIIAALL

Capítulo I

ANÁLISE VETORIAL

Representada por um número real, positivo ou negativo.

: Tensão ou potencial, corrente, carga, tempo, massa, volume, temperatura, pressão, etc.

Representada por uma magnitude, direção e sentido.

: Densidade de corrente, velocidade, aceleração, força, torque, etc.

No curso de Eletromagnetismo não será feita distinção entre a magn

intensidade e valor absoluto de um vetor. A magnitude de um vetor é um valor sempre

Cada ponto da região é representado por um escalar.

: Campo de potenciais, campo de temperaturas, campo de pressões, etc.

z 100

2

  • = definindo um campo escalar.

⇒ temos uma superfície equipotencial esférica.

= temperatura ⇒ temos uma superfície isotérmica esférica.

⇒ temos uma superfície isobárica esférica.

Cada ponto da região equivale a um vetor.

: Campo elétrico, campo magnético, campo gravitacional, etc.

y 5 a z

  • definindo um campo vetorial.

= campo elétrico ⇒ temos uma região onde o campo elétrico é uniforme,

possuindo módulo igual a E = 5 2

e direção fixa definida pelos vetores unitários

(também chamados de versores): ax

, ay

e az

No curso de Eletromagnetismo adota-se a seguinte notação para vetores:

que seu módulo pode ser representado por A

ou A , ou, simplesmente, A.

PRODUTO ESCALAR (OU PRODUTO INTERNO)

O produto escalar entre 2 vetores A e B é definido como:

(θ = menor ângulo entre A e B )

Propriedades do produto escalar:

(propriedade comutativa)

B (o produto escalar entre 2 vetores perpendiculares é nulo)

1

, positivo ou negativo.

volume, temperatura, pressão, etc.

No curso de Eletromagnetismo não será feita distinção entre a magnitude, módulo,

intensidade e valor absoluto de um vetor. A magnitude de um vetor é um valor sempre

: Campo de potenciais, campo de temperaturas, campo de pressões, etc.

temos uma superfície equipotencial esférica.

temos uma superfície isotérmica esférica.

onde o campo elétrico é uniforme,

e direção fixa definida pelos vetores unitários

se a seguinte notação para vetores: A

ou A , sendo

, ou, simplesmente, A.

(o produto escalar entre 2 vetores perpendiculares é nulo)

CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO

C Caappííttuulloo II:: ÁÁNNÁÁLLIISSEE VVEETT

(i) Aplicação do produto vetorial

Obtenção do vetor ou versor normal

por 2 vetores A e B.

N A B
= ×
A B
A B
N
N

a (^) n  

×
×

(ii) Aplicação do produto vetorial

Obtenção da área de um

vetores A e B.

S (^) paralelog ramo=Base×

S

S (^) triângulo = paralelog

Exercício: Demonstrar que o volume de um paralelepípedo pode ser obtido através do produto

misto:

vol (A B) C

= × •

sendo (^) A

, B

e (^) C

paralelepípedo.

1.4 – SISTEMAS DE COORDENA

1.4.1 – Representação de um ponto nos 3 sistemas de coordenadas

CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO

TTOORRIIAALL

Aplicação do produto vetorial:

versor normal a um plano formado

(vetor normal)

(versor normal

Aplicação do produto vetorial:

de um paralelogramo (ou triângulo) cujos lados são as magnitudes dos

Altura BA A B

× = sen θ= ×

A B

log ramo

= ×

Demonstrar que o volume de um paralelepípedo pode ser obtido através do produto

C

, respectivamente, o comprimento, a largura e a altura do

SISTEMAS DE COORDENADAS CARTESIANAS, CILÍNDRICAS E ESFÉRICAS

Representação de um ponto nos 3 sistemas de coordenadas

3

) cujos lados são as magnitudes dos

Demonstrar que o volume de um paralelepípedo pode ser obtido através do produto

, respectivamente, o comprimento, a largura e a altura do

ÍNDRICAS E ESFÉRICAS

CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO

C Caappííttuulloo II:: ÁÁNNÁÁLLIISSEE VVEETT

1.4.2 – Transformações entre os 3 sistemas de coordenadas

Quadro das transformações entre os três sistemas de coordenadas

SISTEMA (^) Cartesiano

Cartesiano

z z

y y

x x

Cilíndrico

z z

tan (y/x) 0

x y

  • 1

2 2

φ =

ρ= + ρ

Esférico

(

θ= +

tan y/ x

tan x y

r x y z

  • 1
  • 1 2 2

2 2 2

1.4.3 – Vetores unitários nos 3 sistemas de coordenadas

1.4.4 – Produtos escalares entre vetores unitários nos 3 sistemas de coordenadas

Coordenadas cartesianas e cilíndricas

Nota: O produto escalar entre o vetor unitário

de coordenadas esféricas, é dado pelo coseno do ângulo formado entre o vetor unitário

esférico ar

(ou aθ

) e sua projeção no plano

por esta projeção e o vetor unitário

a

ρ

a

φ

a

a

x

  • ••• cos φφφφ^ -^ sen φφφφ

a

y

  • ••• sen φφφφ^ cos φφφφ

a

z

• •••^^0

CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO

TTOORRIIAALL

Transformações entre os 3 sistemas de coordenadas

Quadro das transformações entre os três sistemas de coordenadas

Cartesiano Cilíndrico

z z

y sen

x cos

=ρ φ

=ρ φ

≤φ≤ π

z = z

φ=φ

ρ= ρ

)

≤φ≤ π

≤θ≤π

z 0

r 0

( )

φ=φ ≤φ≤ π

θ= ρ ≤θ≤π

= ρ + ≥

tan z 0

r z r 0

  • 1

2 2

Vetores unitários nos 3 sistemas de coordenadas

Produtos escalares entre vetores unitários nos 3 sistemas de coordenadas

Coordenadas cartesianas e cilíndricas Coordenadas cartesianas e esféricas

O produto escalar entre o vetor unitário ax

(ou ay

) e o vetor unitário

de coordenadas esféricas, é dado pelo coseno do ângulo formado entre o vetor unitário

) e sua projeção no plano xy , multiplicado pelo coseno do ângulo formado

or unitário ax

(ou ay

a

r

a

θ

a

x

  • ••• sen θθθθ^ cos φφφφ^ cos θθθθ^ cos

a

y

  • ••• sen θθθθ^ sen φφφφ^ cos θθθθ^ sen

a

z

  • ••• cos θθθθ^ -^ sen

a

z

4

Quadro das transformações entre os três sistemas de coordenadas

Esférico

= θ

= θ φ

= θ φ

z rcos

y rsen sen

x rsen cos

= θ

φ=φ

ρ= θ

z rcos

rsen

π φ=φ

θ=θ

r= r

Produtos escalares entre vetores unitários nos 3 sistemas de coordenadas

Coordenadas cartesianas e esféricas

) e o vetor unitário ar

(ou aθ

) do sistema

de coordenadas esféricas, é dado pelo coseno do ângulo formado entre o vetor unitário

, multiplicado pelo coseno do ângulo formado

θ

a

φ

cos φφφφ - sen φφφφ

sen φφφφ cos φφφφ

sen θθθθ^0

CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO

C Caappííttuulloo II:: ÁÁNNÁÁLLIISSEE VVEETT

1.5 – EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1.1) As superfícies que delimitam um volume são definidas por:

7 π/9, z = 2 e z = 20. Determinar:

a) O volume determinado pela

b) O comprimento de um segmento linear que une dois vértices opostos do volume.

Respostas: a) Volume = 375

1.2) Um vetor E a a

= ρ + φ +

plana x + y + z= 2. Determinar:

a) o vetor E

no sistema de coordenadas cartesianas;

b) o ângulo θ que o vetor E

c) as duas componentes vetoriais de

Respostas: a) E a x a

c) (^) N ( (^) x 3

E a

1.3) Um vetor (^) A

, com módulo igual a 10, está orientado do ponto P(r = 5;

origem de um sistema de coordenadas

a) coordenadas esféricas no ponto P.

b) coordenadas cartesianas no ponto

Respostas: a) A^ =−^10 a r

; b)

1.4) Dado o vetor A a x a y

a) As coordenadas esféricas

b) O ângulo α que A

faz com a superfície esférica, centrada na origem, que passa por P;

c) O ângulo β que A

faz com a superfície cônica, coaxial com o eixo z, que passa por P;

d) O ângulo γ que A

faz com o semi

Respostas: a) P( r= 2 2 ; θ

1.5) Um vetor A

, de módulo igual 8, está situado sobre a linha reta que passa

P(r = 10, θ = 30

o , φ = 0

o ) e

Determinar:

a) O vetor A

expresso em coordenadas cartesianas;

b) O ângulo que o vetor A

c) O módulo da projeção do vetor

Respostas: a) A =− 2 , 21 a

CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO

TTOORRIIAALL

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

As superfícies que delimitam um volume são definidas por: ρ = 5 e ρ

/9, z = 2 e z = 20. Determinar:

O volume determinado pelas superfícies em questão, utilizando integração;

O comprimento de um segmento linear que une dois vértices opostos do volume.

Respostas: a) Volume = 375π; b) PQ = 21,.

a z

  • está aplicado no ponto P(x = 0, y = 1, z = 1) da superfície

. Determinar:

no sistema de coordenadas cartesianas;

E

faz com o vetor normal à superfície plana;

as duas componentes vetoriais de (^) E

normal e tangencial à superfície plana.

a (^) y a z

  • ; b) θ =70,

o ;

a (^) y a z )

    • e (^) T ( (^4) x (^2) y 2 3

E a a a

, com módulo igual a 10, está orientado do ponto P(r = 5;

origem de um sistema de coordenadas cartesianas. Expressar este vetor em:

coordenadas esféricas no ponto P.

coordenadas cartesianas no ponto P.

; b) A =− 5 a x − 5 a y − 5 2 a z

y a z

+ aplicado ao ponto P(x = – 3 , y = 1, z = 2), determinar:

As coordenadas esféricas r, θ e φ do ponto P;

faz com a superfície esférica, centrada na origem, que passa por P;

faz com a superfície cônica, coaxial com o eixo z, que passa por P;

faz com o semi-plano radial, partindo do eixo z, que passa por P.

θ = 45 °; φ = 150 ° ); b) α = 75

o ; c) β = 123,

, de módulo igual 8, está situado sobre a linha reta que passa

) e Q(r = 20, θ = 60

o , φ = 90

o ) , e orientado no sentido de P a Q.

expresso em coordenadas cartesianas;

faz com o vetor normal à superfície plana z = 0;

O módulo da projeção do vetor A

sobre a superfície plana z = 0.

a (^) x + 7 , 67 a y + 0 , 59 a z; b) α = 85,

o ; c) Proj

6

= 10, φ = 2π/9 e φ =

superfícies em questão, utilizando integração;

O comprimento de um segmento linear que une dois vértices opostos do volume.

está aplicado no ponto P(x = 0, y = 1, z = 1) da superfície

normal e tangencial à superfície plana.

a z )

, com módulo igual a 10, está orientado do ponto P(r = 5; θ = π/4; φ = π/4) à

. Expressar este vetor em:

, y = 1, z = 2), determinar:

faz com a superfície esférica, centrada na origem, que passa por P;

faz com a superfície cônica, coaxial com o eixo z, que passa por P;

plano radial, partindo do eixo z, que passa por P.

o ; d) γ = 142,

o .

, de módulo igual 8, está situado sobre a linha reta que passa pelos pontos

) , e orientado no sentido de P a Q.

mal à superfície plana z = 0;

Proj A = 7 , 98.

CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO

C Caappííttuulloo II:: ÁÁNNÁÁLLIISSEE VVEETT

1.6) Transformar o vetor E = 5

a) A(r = 4, θ = 30

o , φ = 120

b) B(x = – 2 , y = 2 , z =

Respostas: a) E a 4

= r +

1.7) Sejam dados os pontos A(r = 1,

representam 2 vértices extremos da porção de um volume esférico formado com estes pontos.

Determinar, usando integração quando possível, o seguinte:

a) O volume total (vol) da porção de volume esférico formado;

b) Os vetores normais de área,

esférico nas direções dos vetores unitários

c) O comprimento do segmento AB (“diagonal principal” da porção de volume esférico);

d) O vetor

AB , localizado em A e dirigido de A para B, expresso em coordenadas esf

Respostas: a) vol. = 36

13 π ; b)

d) AB = 1 , 3713

1.8) Sejam dados os dois pontos A(r = 10,

Determinar:

a) A distância d entre os dois pontos medida em linha reta;

b) A distância d’ entre os dois pontos medida ao longo da superfície esférica r = 10.

Respostas: a) d = 11,37 unidades de comprimento.

b) d’ = 12,09 unidades de comprimento

1.9) a) Se os vetores A =xa

representam os lados de um paralelepípedo retângulo, quais os valores de

b) Determinar o volume do paralelepípedo retângulo formado acima.

Respostas: a) x = –1,5, y =

b) vol. = 20,25 unidades de volume

1.10) Sejam 2 pontos em coordenadas esféricas

Determinar:

a) A distância entre os 2 pontos medida em

b) A distância entre os 2 pontos medida ao longo da superfície esférica r = 5;

c) O ângulo entre as 2 linhas que se estendem da origem até os 2 pontos;

d) A área compreendida entre estas 2 linhas e o círculo de raio r = 5.

Respostas: a) AB = 5,32 unida

c) 64,

o = 1,123 rad, d) área = 14,04 unidades de área.

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TTOORRIIAALL

5 x a x

para coordenadas esféricas nos seguintes pontos:

o );

, z = –2).

a θ (^) a φ 2

  • ; b) E a 2

= r −

Sejam dados os pontos A(r = 1, θ = π/3, φ = π/6) e B(r = 3, θ = π/2,

representam 2 vértices extremos da porção de um volume esférico formado com estes pontos.

Determinar, usando integração quando possível, o seguinte:

(vol) da porção de volume esférico formado;

Os vetores normais de área, S r

, S θ

S φ

, que saem da superfície da porção de volume

esférico nas direções dos vetores unitários a r

, a θ

e a φ

, respectivamente ;

O comprimento do segmento AB (“diagonal principal” da porção de volume esférico);

, localizado em A e dirigido de A para B, expresso em coordenadas esf

; b) (^) r r 8

S a

 (^) π

= , (^) θ θ

π S = a

, (^) φ φ

π S = a

; c) AB = 2,

3713 a (^) x+ 1 , 6883 a y− 0 , 5 a z= 1 , 5093 a r + 1 , 4487 a

Sejam dados os dois pontos A(r = 10, θ = 45

o , φ = 0

o ) e B(r = 10, θ = 60

entre os dois pontos medida em linha reta;

entre os dois pontos medida ao longo da superfície esférica r = 10.

a) d = 11,37 unidades de comprimento.

b) d’ = 12,09 unidades de comprimento.

a (^) x + 3 ay+ 3 a z, B = 2 ax +yay+ 2 az, e

representam os lados de um paralelepípedo retângulo, quais os valores de

b) Determinar o volume do paralelepípedo retângulo formado acima.

1,5, y = –1,0, z = –0,5 unidades de comprimento;

b) vol. = 20,25 unidades de volume

Sejam 2 pontos em coordenadas esféricas ( )

o o r = 5 ,θ= 60 ,φ= 30 e (r =

A distância entre os 2 pontos medida em linha reta;

A distância entre os 2 pontos medida ao longo da superfície esférica r = 5;

O ângulo entre as 2 linhas que se estendem da origem até os 2 pontos;

A área compreendida entre estas 2 linhas e o círculo de raio r = 5.

a) AB = 5,32 unidades de comprimento; b) AB = 5,61 unidades de comprimento;

= 1,123 rad, d) área = 14,04 unidades de área.

7

para coordenadas esféricas nos seguintes pontos:

a θ (^) + 5 a φ.

/2, φ = π/4), os quais

representam 2 vértices extremos da porção de um volume esférico formado com estes pontos.

, que saem da superfície da porção de volume

, respectivamente ;

O comprimento do segmento AB (“diagonal principal” da porção de volume esférico);

, localizado em A e dirigido de A para B, expresso em coordenadas esféricas.

; c) AB = 2,

a (^) θ + 0 , 7786 a φ.

o , φ = 90

o ).

entre os dois pontos medida ao longo da superfície esférica r = 10.

, e C = ax +ay+zaz,

representam os lados de um paralelepípedo retângulo, quais os valores de x, y e z?

)

o o = 5 , θ= 30 ,φ= 120.

A distância entre os 2 pontos medida ao longo da superfície esférica r = 5;

O ângulo entre as 2 linhas que se estendem da origem até os 2 pontos;

des de comprimento; b) AB = 5,61 unidades de comprimento;

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Capítulo II

LEI DE COULOMB E INTENSIDADE DE CAMPO ELÉTRICO

2.1 – LEI DE COULOMB

Força de uma carga Q 1 sobre uma carga Q 2 :

2 12 o 12

1 2 2 a 4 R

QQ
F

πε

= [N]

onde:

R 12 = vetor orientado de Q 1 a Q 2

a 12 = versor orientado de Q 1 a Q 2

Notas: O módulo de F 2 depende dos valores das cargas pontuais, da distância entre elas e do meio.

Adota-se vácuo como o meio neste caso, e em todas as análises posteriores até o capítulo 5.

A orientação de F 2 (ou sentido de F ) depende apenas 2 dos sinais das 2 cargas pontuais.

2.2 – INTENSIDADE DE CAMPO ELÉTRICO

Força de uma carga pontual Q 1 sobre uma carga de prova positiva QP situada num ponto P:

2 1 P o 1 P

1 P P a 4 R

QQ
F

πε

Campo elétrico gerado pela carga pontual Q 1 no ponto P (definição):

2 1 P o 1 P

1

P

P a

4 R

Q
Q
F
E

πε

= = (Unidade: N/C ou V/m)

Nota: A orientação do campo elétrico E depende apenas do sinal da carga que o produz (Q 1 ).

Assim, as linhas de força do campo elétrico saem (ou divergem) das cargas positivas e

entram (ou convergem) para as cargas negativas.

Campo elétrico gerado por n cargas pontuais:

( ) m

n

m 1

2 o m

m a

4 r r

Q

E r ∑

πε −

=

[V/m]

onde: Qm = m-ésima carga pontual

r m = posição da m-ésima carga pontual

r = posição do ponto onde se quer o campo

m

m m r r

r r a −

= = versor da m-ésima carga pontual

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2.3 – CAMPO ELÉTRICO DE UMA DISTRIBUIÇÃO VOLUMÉTRICA CONTÍNUA DE
CARGAS

Definindo

dv

dQ ρ (^) v = = densidade volumétrica de carga (em C/m

3 ), temos que dQ = ρvdv.

Assim a fórmula para calcular o campo elétrico num ponto P, no vácuo, de um volume de cargas é:

= R

2 o

a

4 R

dQ

E [V/m] (FÓRMULA GERAL)

sendo:

a (^) R = versor orientado de dQ ao ponto P (saindo)

R = distância de dQ ao ponto P

εo = permissividade elétrica do vácuo [F/m]

Nota: Genericamente: ρv dv = ρS ds = ρL dL = dQ, para volume → superfície → linha → ponto.

2.4 – CAMPO ELÉTRICO DE UMA DISTRIBUIÇÃO LINEAR CONTÍNUA DE CARGAS

Definindo dL

dQ ρ (^) L = = densidade linear de carga (em C/m), temos que dQ = ρLdL.

Demonstrar que a fórmula que fornece o campo elétrico num ponto P, no vácuo, devido a uma

filamento retilíneo ∞∞ ∞∞ com carga uniformemente distribuída (ver figura), é expressa por:

ρ πε ρ

ρ = a

2

E

o

L

sendo:

ρL = densidade linear de carga [C/m] (valor constante)

ρ = menor distância (direção normal) da linha ao ponto P [m]

a (^) ρ= versor normal à linha orientado para o ponto P

Solução: Posicionando o eixo z sobre o filamento e o plano xy sobre

o ponto P para facilitar a solução (ver figura), temos:

dQ =ρL dz

R = −zaz +ρa ρ e

2 2 R = z +ρ ⇒

2 2

z R

z

za a

R
R

a

  • ρ

− + ρ = =

ρ

Substituindo na fórmula geral acima obtemos:

( )

( )

( )

ρ

ρ ρ = +

πε +ρ

ρ − + ρ +∞

=−∞

− + ρ

πε + ρ

+∞ ρ

=−∞

= ∫ ∫ E E

4 z

dz za a

z z

za a

4 z

dz

z

E (^) z 2 23 /^2 o

L z

2 2

z

2 2 o

L

Por simetria Ez = 0.