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Aprenda a Lei de Faraday, Lei de Lens e Força Eletromotriz
Tipologia: Notas de aula
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No estudo da indução eletromagnética, são aplicadas as seguintes leis: Lei de Faraday ou Lei de Indução Eletromagnética, Lei de Lenz e também a análise da força eletromotriz (fem) induzida com a utilização de transformadores. A lei de Faraday ou Lei da Indução Eletromagnética, enuncia que quando existir variação do fluxo magnético através de um circuito, surgirá no próprio, uma força eletromotriz induzida. Foi descoberta através do fenómeno da indução eletromagnética, sendo utilizada posteriormente na construção de dínamos e a sua aplicação na produção de energia elétrica de larga escala. Desta forma é possível determinar o valor da fem induzida num circuito e a partir dela é possível encontrar a intensidade da corrente induzida, verificando-se que a corrente apresenta sentidos opostos conforme a variação do fluxo magnético. A fórmula matemática que representa a Lei de Faraday, é indicada como:
Observação: O sinal negativo da equação indica que o sentido da fem é induzida em oposição à variação do fluxo magnético.
A lei de Lenz determina o sentido da corrente elétrica que surge num circuito, a partir da variação do fluxo magnético (indução eletromagnética), sendo comprovada a Lei de Faraday, no entanto passa a estabelecer-se que o sentido do campo magnético produzido pela corrente induzida é contrária á variação do fluxo magnético, ou seja, se o fluxo aumentar, o circuito apresentará uma corrente induzida que criará um campo magnético induzido em sentido oposto ao do campo magnético que o circuito está imerso. Num caso experimental de aproximarmos um imã de uma espira, produzimos um aumento, durante um intervalo de tempo, do fluxo magnético através da espira, sendo que nesta situação, o campo magnético criado pela corrente induzida, surge para anular esse aumento, explicando assim o sentido oposto do campo magnético do imã. Por outro lado se o fluxo magnético diminui, o sentido da corrente será tal que o campo produzido por ele terá o mesmo sentido do campo magnético do imã. Para encontrar o valor do fluxo magnético utilizamos a seguinte fórmula:
Φ - Fluxo Magnético (Wb) B - Intensidade do Campo Magnético (T) A - Área da Superfície (m^2 ) θ – Ângulo entre o vetor B e o da superfície (º)
A função de um transformador é aumentar ou diminuir a diferença de potencial, tensão ou voltagem. Trata-se de um dispositivo de corrente alternada que opera baseado nos princípios eletromagnéticos das Leis de Faraday e de Lenz. O transformador de tensão (V) normalmente é constituído por uma peça de ferro, denominada de núcleo do transformador, ao redor do qual, são enroladas duas bobinas, sendo uma a primária e a outra a secundária. Numa dessas bobinas é aplicada a tensão que se deseja transformar, ou
seja, aumentar ou diminuir, neste caso efetuada na bobina primária (enrolamento primário). Após ser transformada, a tensão é estabelecida nos terminais da outra bobina, que é identificada como a secundária (enrolamento secundário). Por norma os transformadores têm mais espiras no primário que no secundário, para que possam diminuir a tensão entre elas, sendo chamados de redutores. Existem casos em que a bobina secundária possui mais espiras, sendo chamados de elevadores. Na relação entre a tensão e o fluxo magnético no enrolamento primário temos a seguinte e equação:
Já no secundário temos a seguinte equação:
Na situação ideal, o fluxo magnético gerado na bobina primária é totalmente dirigido á bobina secundária, de forma que Φp = Φ (^) s = Φ, podemos dividir as igualdades e chegar à relação básica do transformador:
VP - Tensão aplicada na bobina primária (V) V (^) S - Tensão aplicada na bobina secundária (V) N (^) P - Número de espiras da bobina primária N (^) S - Número de espiras da bobina secundária
IP - Intensidade da corrente aplicada na bobina primária (A) IS - Intensidade da corrente aplicada na bobina secundária (A) N (^) P - Número de espiras da bobina primária N (^) S - Número de espiras da bobina secundária