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Termos e estruturas do corpo humano, Notas de estudo de Anatomia

Apostila explicativa sobre termos; estruturas do corpo humano.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 24/10/2010

george-luiz-moraes-9
george-luiz-moraes-9 🇧🇷

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O corpo humano apresenta vários acidentes topográficos e servem como guias para
que se localize as estruturas abaixo deles, auxiliando assim, o conhecimento da anatomia do
corpo através dos seus aspectos externos. O conhecimento dos acidentes superficiais do
organismo, ou anatomia topográfica, permitirá ao bombeiro militar treinado, avaliar rapidamente
a gravidade de uma lesão e antecipar possíveis complicações. Através da inspeção e
palpação, componentes da avaliação geral do acidentado, o examinador poderá identificar
lesões ou achados importantes ao atendimento da vítima.
Ante a nomenclatura adotada, o bombeiro militar deve estar familiarizado com a
linguagem técnica, de forma que possa transmitir informações objetivas e precisas.
NOMENCLATURA ANATÔMICA - A nomenclatura anatômica geral ou especial é um conjunto
de termos que representa a linguagem técnica usada para indicar e descrever as diversas
partes do organismo. Portanto, faz-se necessário o conhecimento e domínio da linguagem
técnica dos termos anatômicos, vejamos então:
Para visualizar o organismo na posição anatômica ou ortostática, deve-se imaginar o
indivíduo em pé, olhando o examinador com os braços de lado, as palmas das mãos voltadas
para frente.
Quando usar os termos direito e esquerdo, refere-se aos lados direito e esquerdo da
vítima.
O corpo é subdividido em cabeça, pescoço, tronco e membros. O tronco compreende
tórax, abdome e pelve. Os membros, que compreendem: membro superior formado pela
cintura escapular, braço, antebraço e mão; e, membro inferior constituído pela cintura pélvica,
coxa, perna e pé.
A superfície da frente do corpo, olhando o examinador, é a superfície anterior; a de trás
é a superfície posterior.
Uma linha reta imaginária é traçada do meio da região frontal através do nariz e do umbigo até
o solo, denomina-se linha média. As áreas além desta linha são chamadas laterais, e as em
direção a esta são chamadas mediais. Em direção cefálica estão as extremidades superiores;
em direção caudal as extremidades inferiores.
Os termos proximal e distal se referem a um local de uma extremidade, que está mais próximo
ou mais distante do tronco, respectivamente. Proximal, se refere também a qualquer lugar do
tronco situado mais próximo da linha média, ou de um ponto de referência específico, opondo-
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11 .. Anatomia e Fisiologia

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O corpo humano apresenta vários acidentes topográficos e servem como guias para que se localize as estruturas abaixo deles, auxiliando assim, o conhecimento da anatomia do corpo através dos seus aspectos externos. O conhecimento dos acidentes superficiais do organismo, ou anatomia topográfica, permitirá ao bombeiro militar treinado, avaliar rapidamente a gravidade de uma lesão e antecipar possíveis complicações. Através da inspeção e palpação, componentes da avaliação geral do acidentado, o examinador poderá identificar lesões ou achados importantes ao atendimento da vítima. Ante a nomenclatura adotada, o bombeiro militar deve estar familiarizado com a linguagem técnica, de forma que possa transmitir informações objetivas e precisas.

NOMENCLATURA ANATÔMICA - A nomenclatura anatômica geral ou especial é um conjunto de termos que representa a linguagem técnica usada para indicar e descrever as diversas partes do organismo. Portanto, faz-se necessário o conhecimento e domínio da linguagem técnica dos termos anatômicos, vejamos então: Para visualizar o organismo na posição anatômica ou ortostática, deve-se imaginar o indivíduo em pé, olhando o examinador com os braços de lado, as palmas das mãos voltadas para frente. Quando usar os termos direito e esquerdo, refere-se aos lados direito e esquerdo da vítima. O corpo é subdividido em cabeça, pescoço, tronco e membros. O tronco compreende tórax, abdome e pelve. Os membros, que compreendem: membro superior formado pela cintura escapular, braço, antebraço e mão; e, membro inferior constituído pela cintura pélvica, coxa, perna e pé. A superfície da frente do corpo, olhando o examinador, é a superfície anterior; a de trás é a superfície posterior. Uma linha reta imaginária é traçada do meio da região frontal através do nariz e do umbigo até o solo, denomina-se linha média. As áreas além desta linha são chamadas laterais, e as em direção a esta são chamadas mediais. Em direção cefálica estão as extremidades superiores; em direção caudal as extremidades inferiores. Os termos proximal e distal se referem a um local de uma extremidade, que está mais próximo ou mais distante do tronco, respectivamente. Proximal, se refere também a qualquer lugar do tronco situado mais próximo da linha média, ou de um ponto de referência específico, opondo-

se a distal, mais distante. Braços e pernas são descritos como extremidades superiores e inferiores, respectivamente. A porção superior da extremidade inferior, que vai do quadril ao joelho, chama-se coxa; o segmento inferior, do joelho ao até o tornozelo, chama-se perna; a ponto superior do membro superior, desde o ombro até o cotovelo, chama-se braço; a área inferior, do cotovelo ao punho; antebraço. Fazendo uso destes termos, o examinador poderá descrever o local de uma injúria de forma que, outro examinador, conhecerá imediatamente onde procurar e o que deve encontrar. A inspeção deve ser feita de forma sistemática e obedecendo ao sentido céfalo-caudal, começando pela cabeça, continuando pelo pescoço, tórax, abdome, pélvis, extremidades inferiores, extremidades superiores e dorso no mesmo sentido.

CABEÇA A cabeça pode ser dividida em crânio e face. Um plano horizontal e imaginário passa através da parte superior das orelhas e dos olhos separando a porções superior e inferior da cabeça. A área situada acima deste plano imaginário é o crânio. O crânio contém o encéfalo, que se liga à medula espinhal através de uma abertura larga na base do crânio e no centro da parte superior do pescoço – forâmen magno. A porção mais superior do crânio é o occipto. De cada lado, as partes laterais mais anteriores do crânio são chamadas têmporas ou regiões temporais; mais posteriormente estão as regiões parietais. Pode-se sentir o pulso da artéria temporal anterior e superiormente ao ouvido. Abaixo deste plano estão as orelhas, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula, formando a face. Abaixo dos olhos, os ossos da face são proeminentes acompanhando-se também, pela exposição acentuada da mandíbula. Os acidentes mais evidentes são os olhos, os ouvidos, o nariz e a boca. Não é difícil reconhecer lesões grosseiras dessas estruturas. O globo ocular é protegido superior e inferiormente por eminências ósseas e medialmente pelo nariz. São essas as estruturas faciais que recebem maior parte da força do impacto. Apenas o terço proximal do nariz é formado por osso, o restante é uma estrutura cartilaginosa. Ao contrário do nariz, a porção exposta do ouvido é formada totalmente por cartilagem coberta por pele. Lesões neste órgão geralmente são evidentes, mas o examinador deve conhecer certos acidentes anatômicos da orelha: a área anterior do pavilhão auricular denomina-se trago, que é uma pequena protuberância carnosa redonda imediatamente anterior ao canal auditivo. O pavilhão auricular é o nome dado a orelha em si. Os lobos são as porções cartilaginosas pendentes na base de cada orelha. Na frente do pavilhão auricular o examinador

superfície superior do diafragma que é o limite inferior do tórax. Anteriormente, na linha média do tórax o examinador poderá identificar o osso esterno. No bordo superior do esterno é encontrada a fúrcula esternal. Na extremidade inferior, existe uma estrutura cartilaginosa e estreita, denominada de apêndice xifóide. Na região posterior, em projeção da linha média é possível identificar os processos espinhosos das 12 (doze) vértebras torácicas. As 10 (dez) primeiras são unidas anteriormente ao esterno por intermédio das dez primeiras costelas. Por outro lado, os 11º e 12º arcos costais, não promovem comunicação com o esterno, sendo denominadas de costelas flutuantes. A articulação entre as costelas e o esterno é formada por uma cartilagem costal interposta – cartilagem costo-condral. Inferiormente, as cartilagens em si, tornam-se mais longa e formam o arco costal palpável, que é o limite do bordo inferior do tórax e bordo superior do abdome. O arco em si é formado pela fusão das cartilagens costais desde a quinta até a décima. A fúrcula esternal se localiza ao nível da segunda vértebra torácica e o apêndice xifóide está aproximadamente ao nível da nona vértebra torácica. No tórax masculino os mamilos se localizam ao nível do espaço inter costal da quarta com a quinta costelas. Na mulher obviamente, as mamas variam de tamanho, e conseqüentemente, varia também a posição dos mamilos; entretanto, o centro da mama ainda se localiza no mesmo espaço intercostal. Posteriormente, a escápula está sobre a parede torácica e é mantida dentro de músculos potentes. Quando a vítima está em posição ereta, as duas escápulas devem se localizar mais ou menos no mesmo nível, com suas extremidades inferiores próximas da sétima vértebra torácica. O diafragma é uma cúpula muscular que forma a superfície inferior do tórax, separando as cavidades torácica e abdominal. Anteriormente é ligado ao arco costal; e posteriormente, une-se as duas ou três primeiras vértebras lombares por ligamentos, localizando-se abaixo das vértebras torácica. No padrão ventilatório fisiológico, o diafragma mobiliza-se em direção céfalo caudal e vice-versa, por uma distância de um ou dois espaços inter costais. Dentro da caixa torácica, as estruturas mais importantes são o coração e os pulmões. O coração se localiza no centro, imediatamente abaixo do esterno e acima da porção média do diafragma, envolto por um saco denominado pericárdio. Estende-se desde a segunda até a sexta costelas, anteriormente, e, da quinta à oitava vértebra torácica, posteriormente. Em geral, estende-se da linha média até a linha hemiclavicular esquerda, no quinto espaço intercostal. As doenças cardíacas podem aumentá-lo ou diminuí-lo. Os principais acidentes palpáveis do tórax são, obviamente, as costelas. A maioria delas podem ser palpadas com facilidade. A primeira não é palpável nas extremidades por estar escondida abaixo e atrás da clavícula. As clavículas e o esterno pelo contrário, são facilmente palpados. Imediatamente inferior à junção da clavícula com o esterno, existe o

ângulo de Louis, localizado no corpo do esterno cima do espaço entre a segunda e terceira costelas. Os principais vasos sangüíneos que chegam e saem do coração são as veias cavas superior e inferior, localizadas do lado direito da coluna vertebral, e, as artérias aorta e pulmonar, que tem a função de distribuir o sangue para todo o corpo e para os pulmões, respectivamente. O arco da aorta passa para a esquerda, localizando-se ao longo do lado esquerdo da coluna vertebral à medida que desce do tórax para o abdome. O esôfago situa-se atrás da traquéia e diretamente sobre a coluna vertebral, conforme passa através do tórax para o abdome. Todo espaço dentro do tórax não ocupado pelo coração, grandes vasos e esôfago é preenchido pelos pulmões. Anteriormente, os pulmões se estendem até a superfície do diafragma, ao nível do apêndice xifóide; posteriormente, ainda em contato com a superfície do diafragma, prossegue até o nível da 12ª vértebra torácica.

O ABDOME Considerada a segunda maior cavidade do corpo, o abdome é limitado superiormente pelo diafragma e inferiormente, por um plano que se estende da sínfise pubiana através do sacro; anteriormente, pela parede abdominal anterior e, posteriormente, pela parede abdominal posterior. Contém os principais órgãos da digestão e excreção. O abdome é dividido em quatro quadrantes, mediante o cruzamento de duas linhas imaginárias, perpendiculares, que se cruzam na cicatriz umbilical. A primeira linha de referência é a linha média do corpo e a segunda, como referido, perpendicular a primeira ao nível do umbigo, definindo assim os quadrantes superior direito, inferior direito, superior esquerdo e inferior esquerdo. No quadrante superior direito, os principais órgãos são o fígado, a vesícula biliar e uma porção do cólon. A maior parte do fígado está localizada neste quadrante, quase que sob completa proteção das seis últimas costelas, estendendo-se através de todo o espaço ântero- posterior do abdome. Lesões nesta região estão freqüentemente associadas ao fígado. Dor sem lesão no quadrante superior direito é geralmente resultante de uma doença da vesícula biliar. No quadrante superior esquerdo, os principais órgãos são o estômago, o baço, uma porção dos cólons transverso e descendente, e uma pequena parte do fígado. O estômago e o baço estão quase que completamente protegido pela caixa torácica esquerda. O baço se localiza lateral e posteriormente, sob o diafragma e imediatamente abaixo da 8ª à 11ª costelas. Este órgão é lesado com freqüência, sobretudo em associação com fraturas destas costelas. O aumento da sensibilidade ou a dor em si no quadrante superior esquerdo indicam freqüentemente rotura de baço. No quadrante inferior direito os principais órgão são o ceco e o cólon ascendente. O

inominado. A pressão delicada sobre cada espinha ilíaca ântero-superior em uma vítima com suspeita de fratura de bacia, geralmente esclarecerá através crepitação óssea e da dor, o ponto da fratura. Entre a sínfise pubiana e a espinha ilíaca ântero-superior, de cada lado da porção inferior do abdome, encontra-se uma faixa de tecido densa, palpável; o ligamento inguinal. Atrás deste ligamento passam o nervo, a artéria e a veia femorais, e os músculos para a extremidade inferior. A artéria femoral é facilmente palpável logo abaixo do ponto médio do ligamento. O nervo femoral situa-se imediatamente lateral à artéria; a veia femoral se localiza medialmente à artéria. Posteriormente, a pélvis apresenta um aspecto achado devido, sobretudo, à configuração do sacro. Na posição sentada, sente-se facilmente uma proeminência óssea no meio de cada nádega. Estas proeminências são as tuberosidades isquiáticas. O nervo ciático que transporta a principal inervação sensitivo-motora para o pé e a perna passa lateralmente à tuberosidade à medida que penetra na coxa. No homem, a inspeção da pélvis deve sempre incluir a inspeção do pênis. As lesões de pélvis podem resultar em uma ereção dolorosa e fixa do pênis conhecida como priapismo. Ocasionalmente, o priapismo é observado após lesões de coluna; pode auxiliar na manipulação do paciente.

A EXTREMIDADE INFERIOR A extremidade inferior é formada pelo quadril, coxa, joelho, tornozelo e pé. O quadril é uma articulação onde o fêmur se articula com o osso inominado. Imediatamente abaixo desta articulação, existe uma proeminência óssea em cada fêmur denominada o grande trocanter. A articulação do quadril se localiza superior e medialmente ao grande trocanter. A coxa se estende desde o quadril até o joelho, seu osso de suporte é o fêmur. Ao nível do joelho, existe um acidente anatômico evidente; a patela. Este osso é uma parte integral do tendão do músculo quadríceps, o qual se estende até a perna. Normalmente a patela move-se suavemente em uma depressão existente na superfície anterior da parte distal do fêmur. Esta depressão se localiza entre os côndilos que formam a extremidade distal do fêmur e a superfície articular da articulação do joelho. A linha articular real do joelho geralmente se encontra a 2,5cm abaixo do bordo inferior da patela. Pode ser facilmente palpada am cada lado do tendão rotuliano com o joelho fletido em 45º. A perna é a porção da extremidade inferior que se estende do joelho ao tornozelo. Os ossos da perna são a tíbia e a fíbula. A epífise da tíbia é larga e forma a superfície inferior da articulação do joelho, a parte inferior da perna é formada pelo platô tibial, plano e largo. Pode- se palpar a tíbia, em toda a extensão da perna, abaixo da pele, na superfície medial.

No bordo póstero-lateral do joelho, a dois dedos abaixo da linha articular, está a epífise da fíbula. Este osso é mais facilmente palpado com o joelho fletido em 90º. Passando imediatamente abaixo e ao redor desta proeminência óssea, encontra-se o nervo peroneiro. Este nervo controla a dorsoflexão e eversão do tornozelo e dá a sensibilidade do dorso do pé na superfície lateral. As lesões da fíbula nesta região devem sempre ser examinadas comparando-se a função do nervo com aquela do nervo do lado oposto. O tornozelo é facilmente identificado pelas extremidades distais proeminentes da tíbia e da fíbula. Estas são geralmente visíveis mesmo nas vítimas com pernas grossas ou gordas. Tais proeminências são chamadas, respectivamente, de maléolo medial e maléolo lateral. Formam o encaixe da articulação do tornozelo. Este encaixe recebe o astrágalo, que por sua vez, se articula com o calcâneo (osso do calcanhar) para formar a principal estrutura de suporte do pé, que completa a extremidade. O calcâneo é palpável através da pele do calcanhar. Extremidade é completada pelos ossos do tarso, por cinco metatarso – que formam a substância do pé – cinco dedos formados pelas falanges e pelos ossos sesamóides, ocasionalmente. A inspeção da extremidade inferior pode fornecer vários indícios de uma lesão. Algumas são bastantes evidentes.

O OMBRO A cintura escapular é formada pela clavícula, anteriormente, e pela escápula, posteriormente. A lesão dessas estruturas pode ser notada simplesmente como uma “dor no ombro”. A clavícula está ligada medialmente ao esterno, ao nível da articulação esternoclavicular. É palpável em todo seu comprimento, desde o esterno até a ligação com a escápula, na articulação acromioclavicular. A escápula é um osso chato, largo, que se localiza sobre a parede posterior do tórax e se articula sobre a parede posterior do tórax e se articula com a clavícula. A escápula mantém a superfície da articulação do braço com o ombro. A lesão deste osso é bastante incomum devido à sua situação protegida. Normalmente não é palpável, embora uma barra transversal através da porção superior de cada escápula, chamada de espinha da escápula, possa ser freqüentemente palpável sob a pele do dorso. O aspecto externo do ombro como um todo é o de uma área redonda sem proeminências evidentes. A parte mais superior do ombro corresponde à articulação cromioclavicular (A-C). Esta articulação se localiza a três dedos anterior e inferiormente à articulação A-C, encontra-se a proeminência óssea do processo coracóide da escápula. Este processo serve como local de inserção dos músculos da extremidade superior e dos músculos que passam entre o ombro e a parede torácica. A estrutura mais lateral do ombro é a epífise do úmero – o osso do braço – que é a responsável pelo aspecto arredondado do ombro, em geral.

localize perto da pele, ela pode ser comprimida para ajudar a controlar o sangramento além daquele ponto. Teoricamente, este princípio pode ser aplicado a toda artéria do organismo. Existem várias áreas onde as artérias podem ser especialmente palpadas e onde a compressão pode ser usada para controlar uma hemorragia. Basicamente, o melhor controle de uma hemorragia é feito pela pressão local exercida sobre o vaso afetado, ao nível da lesão. Entretanto, pode ser necessária, embora infreqüente, a compressão de uma artéria nutridora principal, sendo necessário que o examinador tenha conhecimento de tais pontos. Anteriormente à porção superior do ouvido, logo acima das articulações temporomandibulares, localizam-se as artérias temporais superficiais que nutrem o couro cabeludo. Anteriormente ao ângulo da mandíbula de cada lado, podem-se palpar as artérias maxilares externas, que contribuem com grande parte do suprimento sanguíneo da face. As artérias carótidas podem ser comprimidas anteriormente contra os processos transversos da sexta vértebra cervical, que se localiza atrás. Na superfície interna do braço, pode-se palpara artéria braquial a aproximadamente quatro dedos acima do cotovelo. A compressão neste ponto pode controlar a circulação do antebraço. Da mesma forma, o batimento arterial pode ser sentido em ambas as artérias radial e ulnar, ao nível do punho – nas bases do polegar e do mínimo, respectivamente. A artéria femoral pode ser palpada e comprimida à medida que emerge debaixo do ligamento inguinal, na virilha. Neste ponto, localiza-se logo acima ramo pubiano, podendo-se fazer compressão da artéria contra esse osso. No oco poplíteo, espaço triangular existente na face posterior da articulação do joelho, pode-se palpar a artéria poplítea localizada na área medial deste espaço. É essencial a palpação desta artéria durante o exame de toda a ferida de membro inferior. Imediatamente posterior ao maléolo medial, encontra-se a artéria tibial posterior. É sempre palpável logo abaixo da pele, podendo ser comprimida com facilidade. Na superfície anterior do pé, imediatamente lateral ao tendão do extensor longo do hálux, está a artéria dorsal do pé – pedial –. Esta artéria não está presente com tanta freqüência quanto a tibial posterior, porém suas pulsações, quando presentes; podem ser facilmente palpáveis e também comprimidas.

SISTEMA CARDIOVASCULAR O sistema cardiovascular ou circulatório é uma vasta rede de tubos de vários tipos e calibres, que põe em comunicação todas as partes do corpo. Dentro desses tubos circula o sangue, impulsionado pelas contrações rítmicas do coração.

Imagem: SÉRIE ATLAS VISUAIS. O corpo Humano. Ed. Ática, 1997.

Funções do sistema cardiovascular O sistema circulatório permite que algumas atividades sejam executadas com grande eficiência:

O coração humano, como o dos demais mamíferos, apresenta quatro cavidades: duas superiores, denominadas átrios (ou aurículas) e duas inferiores, denominadas ventrículos. O átrio direito comunica-se com o ventrículo direito através da válvula tricúspide. O átrio esquerdo, por sua vez, comunica-se com o ventrículo esquerdo através da válvula bicúspide ou mitral.A função das válvulas cardíacas é garantir que o sangue siga uma única direção, sempre dos átrios para os ventrículos. 1 - Coronária Direita 2 - Coronária Descendente Anterior Esquerda 3 - Coronária Circunflexa Esquerda 4 - Veia Cava Superior 5 - Veia Cava Inferior 6 – Aorta 7 - Artéria Pulmonar 8 - Veias Pulmonares

9 - Átrio Direito 10 - Ventrículo Direito 11 - Átrio Esquerdo 12 - Ventrículo Esquerdo 13 - Músculos Papilares 14 - Cordoalhas Tendíneas 15 - Válvula Tricúspide 16 - Válvula Mitral 17 - Válvula Pulmonar

Imagem: ATLAS INTERATIVO DE ANATOMIA HUMANA. Artmed Editora.

As câmaras cardíacas contraem-se e dilatam-se alternadamente 70 vezes por minuto, em média. O processo de contração de cada câmara do miocárdio (músculo cardíaco) denomina-se sístole. O relaxamento, que acontece entre uma sístole e a seguinte, é a diástole.

A atividade elétrica do coração Nódulo sinoatrial (SA) ou marcapasso ou nó sino-atrial: região especial do coração, que controla a freqüência cardíaca. Localiza-se perto da junção entre o átrio direito e a veia cava superior e é constituído por um aglomerado de células musculares especializadas. A freqüência rítmica dessa fibras musculares é de aproximadamente 72 contrações por minuto, enquanto o músculo atrial se contrai cerca de 60 vezes por minuto e o músculo ventricular, cerca de 20 vezes por minuto. Devido ao fato do nódulo sinoatrial possuir uma freqüência rítmica mais rápida em relação às outras partes do coração, os impulsos originados do nódulo SA espalham-se para os átrios e ventrículos, estimulando essas áreas tão rapidamente, de modo que o ritmo do nódulo SA torna-se o ritmo de todo o coração; por isso é chamado marcapasso. Sistema De Purkinje ou fascículo átrio-ventricular: embora o impulso cardíaco possa percorrer perfeitamente todas as fibras musculares cardíacas, o coração possui um sistema especial de condução denominado sistema de Purkinje ou fascículo átrio-

Imagem: AVANCINI & FAVARETTO. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica. Vol. 2. São Paulo, Ed.Moderna, 1997.

O neurotransmissor secretado pelos neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso parassimpático é a acetilcolina, razão pela qual são denominados colinérgicos, geralmente com efeitos antagônicos aos neurônios adrenérgicos. Dessa forma, a estimulação parassimpática do cérebro promove bradicardia (redução dos batimentos cardíacos), diminuição da pressão arterial e da freqüência respiratória, relaxamento muscular e outros efeitos antagônicos aos da adrenalina. Em geral, a estimulação do hipotálamo posterior aumenta a pressão arterial e a freqüência cardíaca, enquanto que a estimulação da área pré-óptica, na porção anterior do hipotálamo, acarreta efeitos opostos, determinando notável diminuição da freqüência cardíaca e da pressão arterial. Esses efeitos são transmitidos através dos centros de controle cardiovascular da porção inferior do tronco cerebral, e daí passam a ser transmitidos através do sistema nervoso autônomo.

Fatores que aumentam a freqüência cardíaca

Fatores que diminuem a freqüência cardíaca Queda da pressão arterial inspiração excitação raiva dor hipóxia (redução da disponibilidade de oxigênio para as células do organismo) exercício adrenalina febre

Aumento da pressão arterial expiração tristeza

Iabordagem evolutiva e ecológica. Vol. 2. São Paulo, Ed.magem: AVANCINI & FAVARETTO. Biologia – Uma Moderna, 1997.

Imagem: CD O CORPO HUMANO 2.0. Globo Multimídia.

Eletrocardiograma (ECG) O trabalho cardíaco produz sinais elétricos que passam para os tecidos vizinhos e chegam à pele. Assim, com a colocação de eletrodos no peito, podemos gravar as variações de ondas elétricas emitidas pelas contrações do coração. O registro dessas ondas pode ser feito numa tira de papel ou num monitor e é chamado de eletrocardiograma (ECG). No coração normal, um ciclo completo é representado por ondas P, Q, R, S, T, com duração total menor do que 0,8 segundos. Neste gráfico se distingue uma onda P que corresponde à contração das aurículas, e um consecutivo complexo QRS determinado pela contração dos ventrículos. Conclui o ciclo uma onda T. Muitas alterações cardíacas determinam uma modificação da onda eletrocardiográfica normal, de modo que o eletrocardiograma representa um precioso meio de diagnóstico. ECG normal

Imagem : 2° vestibular UnB/DF 2001 A figura II representa um ciclo cardíaco. Se o tempo estimado em cada quadrante é de 0,2 segundos (mostrado na figura I) e um ciclo compreende 5 quadrantes, em 60 segundos (1 minuto), teremos a freqüência de 60 ciclos ou batimentos por minuto (0,2 segundos x 5 = 1 segundo = 1 ciclo; em 60 segundos teremos 60 ciclos). Circulação pulmonar e circulação sistêmica A circulação sangüínea humana pode ser dividida em dois grandes circuitos: um leva sangue aos pulmões, para oxigená-lo, e outro leva sangue oxigenado a todas as células do corpo. Por isso se diz que nossa circulação é dupla. O trajeto “ coração (ventrículo direito) ► pulmõescoração (átrio esquerdo)” é denominado circulação pulmonar

(b) A pressão na bolsa de ar entre 80 e 120 mmHg permite o fluxo de sangue durante a sístole. O som da passagem de sangue é audível no estetoscópio. A pressão mostrada nesse momento é a pressão máxima ou sistólica. (c) A pressão na bolsa de ar menor que 80 mmHg permite fluxo de sangue durante a diástole; os sons são audíveis no estetoscópio. Essa é a pressão mínima ou diastólica.

b- Capilares sangüíneos : são vasos de pequeno calibre que ligam as extremidades das arteríolas às extremidades das vênulas. A parede dos capilares possui uma única camada de células, correspondente ao endotélio das artérias e veias. Quando o sangue passa pelos capilares, parte do líquido que o constitui atravessa a parede capilar e espalha-se entre as células próximas, nutrindo-as e oxigenando-as. As células, por sua vez, eliminam gás carbônico e outras excreções no líquido extravasado, denominado líquido tissular. A maior parte do líquido tissular é reabsorvida pelos próprios capilares e reincorporada ao sangue. Apenas 1% a 2% do líquido extravasado na porção arterial do capilar não retorna à parte venosa, sendo coletado por um sistema paralelo ao circulatório, o sistema linfático , quando passa a se chamar linfa e move-se lentamente pelos vasos linfáticos, dotados de válvulas.

Na porção arterial do capilar, a pressão do sangue é maior que a pressão osmótica do plasma ð saída de água contendo substâncias dissolvidas. Na porção venosa do capilar, a pressão do sangue é reduzida, tornando-se menor que a pressão osmótica do plasma ð retorno de fluido para o interior do capilar. c- Veias : são vasos que chegam ao coração, trazendo o sangue dos órgãos e tecidos. A parede das veias, como a das artérias, também é formada por três camadas. A diferença, porém, é que a camada muscular e a conjuntiva são menos espessas que suas correspondentes arteriais. Além disso, diferentemente das artérias, as veias de maior calibre apresentam válvulas em seu interior, que impedem o refluxo de sangue e garante sua circulação em um único sentido.

Depois de passar pelas arteríolas e capilares, a pressão sangüínea diminui, atingindo valores muito baixos no interior das veias. O retorno do sangue ao coração deve-se, em grande parte, às contrações dos músculos esqueléticos, que comprimem as veias, fazendo com que o sangue desloque-se em seu interior. Devido às válvulas, o sangue só pode seguir rumo ao coração.

Imagens: CD O CORPO HUMANO 2.0. Globo Multimídia. Sangue O sangue humano é constituído por um líquido amarelado, o plasma, e por células e pedaços de células, genericamente denominados elementos figurados. Glóbulos vermelhos ou hemácias: transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos, através da hemoglobina. São produzidas no interior dos ossos, a partir de células da medula óssea vermelha, como apresentado a seguir: Coagulação sangüínea Mecanismos da Hemostasia (impedimento de perda sangüínea): (1) espasmo vascular: imediatamente após a ruptura ou o corte de um vaso sangüíneo ocorre vasoconstrição (contração) do vaso sangüíneo lesado. (2) formação de tampão plaquetário: acúmulo de plaquetas para formar um tampão plaquetário no vaso lesado (adesividade das plaquetas no local da lesão e aderência das plaquetas entre si). (3) coagulação sangüínea: esquema abaixo.