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Teste de Apercepcao Tematica, Manuais, Projetos, Pesquisas de Psicologia da saúde

Avaliacao Psicologica- testes psicologicos

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2021

Compartilhado em 17/05/2021

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ussene-paiota-9 🇧🇷

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Índice
Introdução
O presente trabalho da cadeira de Avaliação psicológica IV, aborda sobre o Teste de Apercepcao
Temática (TAT). No seu desenvolvimento vamos focar do conceito, histórico, o material,
descrição das pranchas, bases de interpretação do teste. O trabalho tem uma enorme importância
na vida profissional do psicólogo clínico, visto através do TAT, podemos avaliar a dinâmica da
personalidade e desvendar os desajuste psicológicos do utente. Na compilação do tema usou-se o
método de revisão bibliográfica de modo a trazer conteúdos objectivos, claros e concisos.
O trabalho está estruturado em três partes, sendo a primeira introdutória, a segunda de
desenvolvimento, a terceira conclusiva e de referências bibliográficas. No geral, tem como
objectivo compreender a forma de aplicação do Teste de Apercepção Temática.
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Índice

Introdução O presente trabalho da cadeira de Avaliação psicológica IV, aborda sobre o Teste de Apercepcao Temática (TAT). No seu desenvolvimento vamos focar do conceito, histórico, o material, descrição das pranchas, bases de interpretação do teste. O trabalho tem uma enorme importância na vida profissional do psicólogo clínico, visto através do TAT, podemos avaliar a dinâmica da personalidade e desvendar os desajuste psicológicos do utente. Na compilação do tema usou-se o método de revisão bibliográfica de modo a trazer conteúdos objectivos, claros e concisos. O trabalho está estruturado em três partes, sendo a primeira introdutória, a segunda de desenvolvimento, a terceira conclusiva e de referências bibliográficas. No geral, tem como objectivo compreender a forma de aplicação do Teste de Apercepção Temática.

TAT – TESTE DE APERCEPÇÃO TEMÁTICA

Conceito A definição de projecção proposta por laplanche-pontalis (1974) esclarece o conceito “o sujeito percebe o meio ambiente e responde ao mesmo em função de seus próprios interesses, atitudes, hábitos, estados afectivos duradouros ou momentâneos, esperanças, desejos, etc”. em outras palavras o individuo estrutura ou interpreta a sua realidade de acordo com suas próprias características. Há uma interacção dinâmica entre os objectos do mundo externo e o mundo interno da pessoa, criando –se uma terceira realidade. A esta percepção dinamicamente significativa da realidade Bellak (1974) propõe o termo “ apercepçao ”. De acordo coma definição, a apreensão dos dados do mundo externo terá sempre um componente subjectivo. No caso do TAT, em vez de projeção, falamos em apercepção , ou seja, não uma mera percepção de um objeto, mas toda uma interpretação de uma cena. Histórico e fundamentos teóricos O TAT constitui se hoje num dos principais instrumentos que dispõe o psicólogo clínico para investigação da personalidade. Criado em 1935 por Morgan e Murray, teve sua forma definitiva publicada por seu autor em 1943, por ocasião da sua segunda revisão. Basicamente o teste consiste no uso de gravuras que representam cenas diversas, com diferentes graus de estruturação e realismo, a partir dos quais o testando é solicitado a desenvolver um tema, narrar uma história. De posse desse material, o psicólogo teria condições de identificar

Várias pesquisas, entretanto indicam a utilidade do instrumento tanto a partir de 6 anos (debray,

  1. como após 40 (Traxler, Seineger e Rodgers, 1974) citado por Silva, 2005. As pranchas são divididas de acordo com o sexo e a idade do sujeito, compreendendo sempre um conjunto de 20 estímulos para cada aplicação. Há pranchas universais, assinaladas apenas por um algarismo, que se destinam a todos os sujeitos, independente de sexo e idade (pranchas: 1, 2, 4, 5, 10, 11, 14, 16, 19, 20). As demais são assinaladas por letras, conforme o grupo específico a que se destinam. População Edição Homens Mulheres Menino Menina Brasileira Hhomem Ffeminina Rrapaz Mmoça Argentina Hhombre Mmujer Vvarón Nnifia Americana Mmale Ffemale Bboy Ggirl Como exemplo teríamos: Prancha 3RH ou 3VH OU 3BM – destinada a sujeitos do sexo masculino, de qualquer idade Prancha 3MF ou 3 NM ou 3 GF – Para sujeitos do sexo feminino de qualquer idade Prancha 13HF ou 13 HM ou 13 MF – para adultos, independentemente do sexo. Prancha 13R ou 13V ou 13B – para meninos Prancha 13 M ou 13N ou 13G – para meninos Assim, para uma mulher adulta, empregaríamos todas as pranchas universais mais aquelas em que aparece F (edição americana e brasileira) ou M (edição argentina), só ou acompanhado por outra letra. O total será de 20 pranchas. Para homens, utilizaríamos as universais mais aquelas que apresentam o M (versão americana) ou o H (versões argentina e brasileira), só ou acompanhado por outra letra. A sequência de apresentação dos estímulos deve, em princípio, seguir a ordem prevista, já que se começa pelas pranchas mais realistas e estruturadas. Aos poucos os estímulos vão se tornando

mais indefinidos ou com maior carga dramática, principalmente a partir da prancha 10. Espera se assim, que o testando esteja mais aquecido e mobilizado ao se defrontar com os estímulos que geram maior ansiedade. No caso de haver interrupção, a sequência pode ser alterada. O grau de realismo é variável, sendo as 10 primeiras mais estruturadas e as 10 últimas menos estruturadas. Cada prancha apresenta impressos no verso, apenas um número ou um número seguido de uma ou mais letras. O número indica a ordem em que o estímulo deve ser apresentado , na série, e as letras referem-se ao gênero e/ou idade aos qual o estímulo se destina. 2.2. APLICAÇÃO Instruções segundo Murray A ênfase segundo Murray está no conteúdo das respostas, naquilo que o sujeito diz. As instruções são as que se seguem: “Vou lhe mostrar uma série de figuras e desejo que você invente uma história para cada uma delas. Quero que você diga o que está acontecendo, o que sentem, pensam as personagens, quais os acontecimentos que levaram à situação actual e o que acontecerá depois. Anotarei tudo o que você disser. Peço que fale devagar”. Antes da prancha 16 (em branco), diz-se: “Tente imaginar uma cena que poderia estar aqui. Tente descreve-la e invente uma história sobre ela.” As instruções podem ser repetidas ao longo do teste, se necessário, e adaptadas à idade e nível intelectual ou cultural do sujeito. Apresenta-se a prancha e inicia-se a contagem do tempo. (Muray,1945). As instruções segundo Vica Shentoub A ênfase da análise de Vica Shentoub está no aspecto formal, ou seja, no como o sujeito elabora seu relato. Acredita, assim que a interferência do aplicador deve ser a mínima possível, para que não modifique o estilo espontâneo de resposta do testando, e também para garantir uma coerência entre a natureza do material, as instruções e a figura do aplicador. As instruções resumen-se “Imagine uma história a partir desta prancha” ou “imagine uma história sobre esta

sinais de ansiedade (agitação motora, tiques, etc.) podem indicar como o indivíduo sofre o impacto provocado pela prancha, seu grau de envolvimento com a situação, a inferência da ansiedade, etc. Na medida do possível, os comportamentos observados devem ser registados prancha por prancha. A escolha das pranchas Tanto Murray quanto Shentoub enfatizam a necessidade de se aplicar a série completa, ou seja, o total de 20 pranchas. Descrição das pranchas Prancha 1 (Universal) - O menino e o violino. Prancha 2 (universal) - A estudante no campo Prancha 3 (masculina-feminina)- 3RH Curvado/a sobre o diva (masculino) 3MF A jovem na porta (feminina ) Prancha 4 (universal) - A mulher que retém o homem

Prancha 5 – (Universal ) - A senhora na porta Prancha 6 - (masculina-feminina) 6RH -O filho que parte (masculina 6MF- Mulher surpreendida (feminina ) Prancha 7 (masculina- feminina) 7RF-Pai e filho (masculina ) 7MF- Menina e boneca (feminina) Prancha 8 (masculina -feminina)

12H- O hipnotizador (homens) 12F-Mulher jovem e velha (mulheres) 12RM- Bote abandonado (crianças) Prancha 13 (adultos – rapazes – meninas) 13HF -Mulher na cama (adultos) 13R- Menino sentado na soleira 13M-Menina subindo as escadas Prancha 14 (universal) Prancha 15 (universal) 14 - Homens na janela 15- No cemitério Prancha 16 – (universal)

Em branco uma vez que o estímulo é totalmente branco, o sujeito é levado a projectar –se totalmente. Prancha 17 (masculina – feminina) 17RH- O acrobata – masculina 17MF- A ponte – feminina Prancha 18 (masculina –feminina) 18RH- Atacado por trás 18- MF Mulher que estrangula feminina Prancha 19 (universal) Prancha 20 – (universal) 19- Cabana na neve 20- Só sob a luz

A análise posterior esclarecerá as nuances e desvios destes padrões, como se revelam e outras possibilidades de actuação do individuo. Tipos de análise na interpretação do teste  Análise de conteúdo  Análise formal  Análise de sequência Análise de conteúdo Enfoca o tema levantado pelo indivíduo e o modo como desenvolve o mesmo. Tal enfoque basea-se na hipótese de que o indivíduo identifica-se uma (eventualmente mais de uma) personagem, atribuindo a esta suas próprias características e necessidades, alem de configurar a situação e demais personagens do modo como configura sua percepção do ambiente e relação com o mesmo. A exploração do desenvolvimento dos temas possibilita, assim, a investigação da dinâmica da personalidade do testando em suas várias dimensões: como se percebe, suas principais necessidades e conflitos, como percebe o ambiente que o cerca, perspectivas de resolução de suas dificuldades. Para se proceder à interpretação do conteúdo, pode se usar um esquema interpretativo que auxilia a decodificaçao da mensagem, o acesso ao conteúdo latente a partir do manifesto. Tal esquema, auxilia na apreensão dos dados mais significativos de cada história. Esquema de interpretação da análise de conteúdo

  1. Tema – consiste em identificar a essência do relato, a mensagem fundamental subjacente ao discurso. A identificação do tema custuma ser o primeiro passo de análise prancha por prancha. É baseado em três níveis;  Nível descritivo  Nível interpretativo  Nível diagnóstico
  1. Identificação do herói – o herói é a personagem principal, aquela em torno da qual gira a trama, aquela sob cujo ponto de vista a história é narrada. É considerada a figura de identificação, aquela na qual o sujeito projecta suas próprias características, reais ou ideais.
  2. Necessidades do herói- expressam aquilo que o individuo busca satisfazer, impulso básico que determina suas acções.
  3. Figuras, objecto ou circunstancias introduzidas A introdução de elementos ausentes na prancha pode indicar uma necessidade mais premente do individuo, principalmente se isto se dá com certa frequência no protocolo. Se o sujeito introduz situacoes de alimenta,cão pode –se pensar em necessidades de graticaçao, se a figura da mãe aparece mesmo quando não há personagens femininas, pode-se pensar em dependência.
  4. Figuras, objectos e circunstancias omitidas ou distorcidas A omissão de elementos significativos da prancha pode ser interpretada como a necessidade de não entrar em contacto com conteúdos a eles associados.
  5. Concepção do ambiente: O modo como o sujeito configura o ambiente em seus relatos é uma complexa mistura de autoncepçao e distorção aperceptiva de estímulos, segundo Rabin(1960).
  6. Figuras percebidas como….reacção do herói Verifica-se detalhadamente, como o sujeito percebe e se relaciona com outros indivíduos: pais, amigos, rivais, companheiros, etc.
  7. Conflitos significativos Referem-se a desejos incompatíveis e concominantes, revelados através das necessidades do herói, ou a impulsos que se opõem ao superego (agressão, desejo sexual, impulsos anti-sociais de uma maneira geral) ou ao ambiente.
  8. Ansiedade

palavras, quanto mais investidas estiverem as estruturas inconscientes, mais o discurso sofrerá a interferência dos processos primários, havendo perturbação na sintaxe e no contacto com o objecto externo. A fim de identificar a relação entre sistemas consciente e inconsciente, Shentoub (1981), chegou a seguintes factores:  Factores da serie A (rigidez), Factores da serie B (labilidade), Factores da serie c (inibição), Factores da serie D (comportamento), Factores da serie E (emergência dos processos primários) Análise de sequência Corresponde a identificação do movimento do indivíduo ao longo do teste. Como ele e adapta à situação, como a ansiedade vai interferindo em sua produção, quando ele se permite entrar em contacto com fantasia, quando se retrai, quando se perturba e como se recupera. Trata-se de uma abordagem mais global do protocolo, uma análise mais livre, que supõe já uma certa prática com o instrumento e um raciocínio clínico mais desenvolvido. Conclusão Ao terminar, torna-se necessário salientar que, O TAT foi criado em 1935 por Morgan e Murray e revisto em 1943. Murray procedeu a escolha do material: reproduções de situações dramáticas seleccionadas, de contornos imprecisos, impressão difusa e tema inexplicado. Exposto a esse material, o indivíduo, sem perceber, identifica-se com uma personagem por ele escolhida e, com total liberdade, comunica, através de uma história completa, sua experiencia perceptiva, mnémica, imaginativa e emocional. A personologia de Murray procura considerar o indivíduo naquilo que tem de mais próprio na sua relação consigo e com o mundo. O material do TAT consiste em 31 pranchas, que, segundo Murray, representariam “situações humanas clássicas”. As pranchas são variadas em termos do grau de realismo, das situações propostas, número e tipo de personagens. As pranchas são divididas de acordo com o sexo e a idade do sujeito, compreendendo sempre um conjunto de 20 estímulos para cada aplicação. O grau de realismo é variável, sendo as 10 primeiras mais estruturadas e as 10 últimas menos estruturadas. O

aplicador deve dispor de cronómetro, lápis e papel. Na medida do possível, os comportamentos observados devem ser registados prancha por prancha. Referências bibliográficas Silva, M. C. V. M. TAT: Aplicaçao e interpretação do teste de apercepçao temática. EP.U. editora, são Paulo. Bellak, L/(1944). The Concept of projection.psichiatry.7ed LAPLANCHE, J.; PONTALIS, J.B. (1997). Vocabulário de Psicanálise. 3ª edicao, editora Martins Fonte LTDA, São Paulo. MURRAY, H. (1951). Test de Apercepcion Temática –Manual para la Aplicacion. Editora Paidoós, Buenos Aires. SHENTOUB, V. (1987). Thematic Apperception Test (TAT), Theorie et Méthode Techniques Projectives III: Le TAT – Vica Shentoub-Psichologie Française. Tome.