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Avaliacao Psicologica- testes psicologicos
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Introdução O presente trabalho da cadeira de Avaliação psicológica IV, aborda sobre o Teste de Apercepcao Temática (TAT). No seu desenvolvimento vamos focar do conceito, histórico, o material, descrição das pranchas, bases de interpretação do teste. O trabalho tem uma enorme importância na vida profissional do psicólogo clínico, visto através do TAT, podemos avaliar a dinâmica da personalidade e desvendar os desajuste psicológicos do utente. Na compilação do tema usou-se o método de revisão bibliográfica de modo a trazer conteúdos objectivos, claros e concisos. O trabalho está estruturado em três partes, sendo a primeira introdutória, a segunda de desenvolvimento, a terceira conclusiva e de referências bibliográficas. No geral, tem como objectivo compreender a forma de aplicação do Teste de Apercepção Temática.
Conceito A definição de projecção proposta por laplanche-pontalis (1974) esclarece o conceito “o sujeito percebe o meio ambiente e responde ao mesmo em função de seus próprios interesses, atitudes, hábitos, estados afectivos duradouros ou momentâneos, esperanças, desejos, etc”. em outras palavras o individuo estrutura ou interpreta a sua realidade de acordo com suas próprias características. Há uma interacção dinâmica entre os objectos do mundo externo e o mundo interno da pessoa, criando –se uma terceira realidade. A esta percepção dinamicamente significativa da realidade Bellak (1974) propõe o termo “ apercepçao ”. De acordo coma definição, a apreensão dos dados do mundo externo terá sempre um componente subjectivo. No caso do TAT, em vez de projeção, falamos em apercepção , ou seja, não uma mera percepção de um objeto, mas toda uma interpretação de uma cena. Histórico e fundamentos teóricos O TAT constitui se hoje num dos principais instrumentos que dispõe o psicólogo clínico para investigação da personalidade. Criado em 1935 por Morgan e Murray, teve sua forma definitiva publicada por seu autor em 1943, por ocasião da sua segunda revisão. Basicamente o teste consiste no uso de gravuras que representam cenas diversas, com diferentes graus de estruturação e realismo, a partir dos quais o testando é solicitado a desenvolver um tema, narrar uma história. De posse desse material, o psicólogo teria condições de identificar
Várias pesquisas, entretanto indicam a utilidade do instrumento tanto a partir de 6 anos (debray,
mais indefinidos ou com maior carga dramática, principalmente a partir da prancha 10. Espera se assim, que o testando esteja mais aquecido e mobilizado ao se defrontar com os estímulos que geram maior ansiedade. No caso de haver interrupção, a sequência pode ser alterada. O grau de realismo é variável, sendo as 10 primeiras mais estruturadas e as 10 últimas menos estruturadas. Cada prancha apresenta impressos no verso, apenas um número ou um número seguido de uma ou mais letras. O número indica a ordem em que o estímulo deve ser apresentado , na série, e as letras referem-se ao gênero e/ou idade aos qual o estímulo se destina. 2.2. APLICAÇÃO Instruções segundo Murray A ênfase segundo Murray está no conteúdo das respostas, naquilo que o sujeito diz. As instruções são as que se seguem: “Vou lhe mostrar uma série de figuras e desejo que você invente uma história para cada uma delas. Quero que você diga o que está acontecendo, o que sentem, pensam as personagens, quais os acontecimentos que levaram à situação actual e o que acontecerá depois. Anotarei tudo o que você disser. Peço que fale devagar”. Antes da prancha 16 (em branco), diz-se: “Tente imaginar uma cena que poderia estar aqui. Tente descreve-la e invente uma história sobre ela.” As instruções podem ser repetidas ao longo do teste, se necessário, e adaptadas à idade e nível intelectual ou cultural do sujeito. Apresenta-se a prancha e inicia-se a contagem do tempo. (Muray,1945). As instruções segundo Vica Shentoub A ênfase da análise de Vica Shentoub está no aspecto formal, ou seja, no como o sujeito elabora seu relato. Acredita, assim que a interferência do aplicador deve ser a mínima possível, para que não modifique o estilo espontâneo de resposta do testando, e também para garantir uma coerência entre a natureza do material, as instruções e a figura do aplicador. As instruções resumen-se “Imagine uma história a partir desta prancha” ou “imagine uma história sobre esta
sinais de ansiedade (agitação motora, tiques, etc.) podem indicar como o indivíduo sofre o impacto provocado pela prancha, seu grau de envolvimento com a situação, a inferência da ansiedade, etc. Na medida do possível, os comportamentos observados devem ser registados prancha por prancha. A escolha das pranchas Tanto Murray quanto Shentoub enfatizam a necessidade de se aplicar a série completa, ou seja, o total de 20 pranchas. Descrição das pranchas Prancha 1 (Universal) - O menino e o violino. Prancha 2 (universal) - A estudante no campo Prancha 3 (masculina-feminina)- 3RH Curvado/a sobre o diva (masculino) 3MF A jovem na porta (feminina ) Prancha 4 (universal) - A mulher que retém o homem
Prancha 5 – (Universal ) - A senhora na porta Prancha 6 - (masculina-feminina) 6RH -O filho que parte (masculina 6MF- Mulher surpreendida (feminina ) Prancha 7 (masculina- feminina) 7RF-Pai e filho (masculina ) 7MF- Menina e boneca (feminina) Prancha 8 (masculina -feminina)
12H- O hipnotizador (homens) 12F-Mulher jovem e velha (mulheres) 12RM- Bote abandonado (crianças) Prancha 13 (adultos – rapazes – meninas) 13HF -Mulher na cama (adultos) 13R- Menino sentado na soleira 13M-Menina subindo as escadas Prancha 14 (universal) Prancha 15 (universal) 14 - Homens na janela 15- No cemitério Prancha 16 – (universal)
Em branco uma vez que o estímulo é totalmente branco, o sujeito é levado a projectar –se totalmente. Prancha 17 (masculina – feminina) 17RH- O acrobata – masculina 17MF- A ponte – feminina Prancha 18 (masculina –feminina) 18RH- Atacado por trás 18- MF Mulher que estrangula feminina Prancha 19 (universal) Prancha 20 – (universal) 19- Cabana na neve 20- Só sob a luz
A análise posterior esclarecerá as nuances e desvios destes padrões, como se revelam e outras possibilidades de actuação do individuo. Tipos de análise na interpretação do teste Análise de conteúdo Análise formal Análise de sequência Análise de conteúdo Enfoca o tema levantado pelo indivíduo e o modo como desenvolve o mesmo. Tal enfoque basea-se na hipótese de que o indivíduo identifica-se uma (eventualmente mais de uma) personagem, atribuindo a esta suas próprias características e necessidades, alem de configurar a situação e demais personagens do modo como configura sua percepção do ambiente e relação com o mesmo. A exploração do desenvolvimento dos temas possibilita, assim, a investigação da dinâmica da personalidade do testando em suas várias dimensões: como se percebe, suas principais necessidades e conflitos, como percebe o ambiente que o cerca, perspectivas de resolução de suas dificuldades. Para se proceder à interpretação do conteúdo, pode se usar um esquema interpretativo que auxilia a decodificaçao da mensagem, o acesso ao conteúdo latente a partir do manifesto. Tal esquema, auxilia na apreensão dos dados mais significativos de cada história. Esquema de interpretação da análise de conteúdo
palavras, quanto mais investidas estiverem as estruturas inconscientes, mais o discurso sofrerá a interferência dos processos primários, havendo perturbação na sintaxe e no contacto com o objecto externo. A fim de identificar a relação entre sistemas consciente e inconsciente, Shentoub (1981), chegou a seguintes factores: Factores da serie A (rigidez), Factores da serie B (labilidade), Factores da serie c (inibição), Factores da serie D (comportamento), Factores da serie E (emergência dos processos primários) Análise de sequência Corresponde a identificação do movimento do indivíduo ao longo do teste. Como ele e adapta à situação, como a ansiedade vai interferindo em sua produção, quando ele se permite entrar em contacto com fantasia, quando se retrai, quando se perturba e como se recupera. Trata-se de uma abordagem mais global do protocolo, uma análise mais livre, que supõe já uma certa prática com o instrumento e um raciocínio clínico mais desenvolvido. Conclusão Ao terminar, torna-se necessário salientar que, O TAT foi criado em 1935 por Morgan e Murray e revisto em 1943. Murray procedeu a escolha do material: reproduções de situações dramáticas seleccionadas, de contornos imprecisos, impressão difusa e tema inexplicado. Exposto a esse material, o indivíduo, sem perceber, identifica-se com uma personagem por ele escolhida e, com total liberdade, comunica, através de uma história completa, sua experiencia perceptiva, mnémica, imaginativa e emocional. A personologia de Murray procura considerar o indivíduo naquilo que tem de mais próprio na sua relação consigo e com o mundo. O material do TAT consiste em 31 pranchas, que, segundo Murray, representariam “situações humanas clássicas”. As pranchas são variadas em termos do grau de realismo, das situações propostas, número e tipo de personagens. As pranchas são divididas de acordo com o sexo e a idade do sujeito, compreendendo sempre um conjunto de 20 estímulos para cada aplicação. O grau de realismo é variável, sendo as 10 primeiras mais estruturadas e as 10 últimas menos estruturadas. O
aplicador deve dispor de cronómetro, lápis e papel. Na medida do possível, os comportamentos observados devem ser registados prancha por prancha. Referências bibliográficas Silva, M. C. V. M. TAT: Aplicaçao e interpretação do teste de apercepçao temática. EP.U. editora, são Paulo. Bellak, L/(1944). The Concept of projection.psichiatry.7ed LAPLANCHE, J.; PONTALIS, J.B. (1997). Vocabulário de Psicanálise. 3ª edicao, editora Martins Fonte LTDA, São Paulo. MURRAY, H. (1951). Test de Apercepcion Temática –Manual para la Aplicacion. Editora Paidoós, Buenos Aires. SHENTOUB, V. (1987). Thematic Apperception Test (TAT), Theorie et Méthode Techniques Projectives III: Le TAT – Vica Shentoub-Psichologie Française. Tome.