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Teste de hipóteses, Teses (TCC) de Engenharia Metalúrgica

Tudo sobre o teste de hipótese

Tipologia: Teses (TCC)

Antes de 2010

Compartilhado em 04/04/2010

igor-cuzzuol-10
igor-cuzzuol-10 🇧🇷

4.7

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bg1
Teste de Hipóteses
Nesta aula estudaremos outro aspecto de inferência estatística: o Teste de
Hipóteses.
Objetivo: Decidir se uma conjectura sobre determinada característica de uma ou mais
populações é, ou não, apoiada pela evidência obtida dos dados amostrais. Tal
conjectura é o que se chama hipótese estatística, e a regra usada para decidir se ela
é verdadeira ou não é o teste de hipótese.
Exemplo: Com base na produtividade de uma hortaliça cultivada em uma área onde
foi usado um novo fertilizante, e em outra área onde se utiliza o fertilizante padrão,
temos de decidir se o novo fertilizante é, ou não, melhor. A dificuldade aqui e daí a
necessidade de métodos estatísticos é que a produtividade varia de planta para
planta.
Os testes de hipóteses permitem-nos tomar decisões em presença da variabilidade,
ou seja, verificar se estamos diante de uma diferença real (significativa) ou de uma
diferença devida simplesmente à flutuação aleatória ao processo.
Hipótese estatística: Uma hipótese estatística, que denotaremos por H, é qualquer
afirmação sobre a população em estudo.
Na formulação de um teste de hipóteses, duas hipóteses são definidas. A hipótese de
investigação, Ha, denominada hipótese alternativa e a hipótese nula, H0, que consiste
na negação de Ha. Então, o teste de hipóteses consiste numa regra de decisão entre
H0e Ha. Nesta regra de decisão são utilizadas as informações obtidas na amostra.
Exemplos:
1) Um pesquisador deseja estudar o efeito de certa substância no tempo de reação
de seres vivos a um certo tipo de estímulo. Um experimento é desenvolvido com
cobaias que são inoculadas com a substância e submetidas a um estímulo elétrico,
com seus tempos de reação (em segundos) anotados. Admite-se que o tempo de
reação segue, em geral, o modelo N(8 seg; 2 seg). O pesquisador desconfia,
entretanto, que o tempo médio sofre alteração por influência da substância.
Neste caso, as hipóteses de interesse são:
H0: as cobaias apresentam tempo de reação padrão
Ha: as cobaias apresentam tempo de reação alterado
Em termos estatísticos, tais hipóteses envolvem o parâmetro e podem ser escritas
como
H0: = 8,0 seg
Ha: 8,0 seg
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Teste de Hipóteses

Nesta aula estudaremos outro aspecto de inferência estatística: o Teste de

Hipóteses.

Objetivo: Decidir se uma conjectura sobre determinada característica de uma ou mais

populações é, ou não, apoiada pela evidência obtida dos dados amostrais. Tal

conjectura é o que se chama hipótese estatística, e a regra usada para decidir se ela

é verdadeira ou não é o teste de hipótese.

Exemplo: Com base na produtividade de uma hortaliça cultivada em uma área onde

foi usado um novo fertilizante, e em outra área onde se utiliza o fertilizante padrão,

temos de decidir se o novo fertilizante é, ou não, melhor. A dificuldade aqui − e daí a

necessidade de métodos estatísticos − é que a produtividade varia de planta para

planta.

Os testes de hipóteses permitem-nos tomar decisões em presença da variabilidade,

ou seja, verificar se estamos diante de uma diferença real (significativa) ou de uma

diferença devida simplesmente à flutuação aleatória ao processo.

Hipótese estatística: Uma hipótese estatística, que denotaremos por H, é qualquer

afirmação sobre a população em estudo.

Na formulação de um teste de hipóteses, duas hipóteses são definidas. A hipótese de

investigação, H

a

, denominada hipótese alternativa e a hipótese nula, H

0,

que consiste

na negação de H

a

. Então, o teste de hipóteses consiste numa regra de decisão entre

H

0

e H

a

. Nesta regra de decisão são utilizadas as informações obtidas na amostra.

Exemplos :

  1. Um pesquisador deseja estudar o efeito de certa substância no tempo de reação

de seres vivos a um certo tipo de estímulo. Um experimento é desenvolvido com

cobaias que são inoculadas com a substância e submetidas a um estímulo elétrico,

com seus tempos de reação (em segundos) anotados. Admite-se que o tempo de

reação segue, em geral, o modelo N(8 seg; 2 seg). O pesquisador desconfia,

entretanto, que o tempo médio sofre alteração por influência da substância.

Neste caso, as hipóteses de interesse são:

H

0

: as cobaias apresentam tempo de reação padrão

H

a

: as cobaias apresentam tempo de reação alterado

Em termos estatísticos, tais hipóteses envolvem o parâmetro  e podem ser escritas

como

H

0

:  = 8,0 seg

H

a

:  ≠ 8,0 seg

Por conveniência técnica, sempre, deixamos a igualdade na hipótese nula e em H

a

a

hipótese que desejamos investigar.

Queremos decidir entre H

0

e H

a

Em todo processo de decisão existe a chance de uma decisão errada. Neste processo

de decisão dois tipos de erro são possíveis, como mostra o quadrado seguinte.

Erros possíveis associados a teste de hipóteses

decisão incorreta

(Erro tipo II)

decisão correta

Não rejeitar H

0

decisão incorreta decisão correta

(Erro tipo I)

Rejeitar H

0

H

0

H falsa

0

Decisão verdadeira

Situação Real

Podemos rejeitar H

0

quando H

0

é verdadeira, que consiste no erro tipo I e podemos

não rejeitar H

0

quando H

0

é falsa, que consiste no erro tipo II.

No exemplo anterior, estes dois erros são:

Erro tipo I : concluir que as cobaias apresentam tempo de reação alterado quando na

verdade ele não é concluir que ≠ 8 quando na verdade  = 8.

Erro tipo II : concluir que as cobaias apresentam tempo de reação padrão quando na

verdade ele é  concluir que  = 8 quando na verdade  ≠ 18.

As probabilidades do erro tipo I e do erro tipo II serem cometidos são,

respectivamente:

 = P(erro tipo I) = P(rejeitar H

0

| H

0

verdadeira) = nível de significância do teste

 = P(erro tipo II) = P(não rejeitar H

0

| H

0

falsa)

Os dois tipos de erro são indesejáveis.

Para um tamanho de amostra fixo, isto é, coletados os dados, não é possível

controlar os dois erros simultaneamente.

Então, queremos encontrar uma regra de decisão entre H

0

e H

a

tal que o erro tipo I

seja controlado.

1.Teste de Hipóteses para uma média populacional

1.1 - População Normal, 

conhecido

População X ~ N (

Estatística de teste:

Teste unilateral esquerdo: Região crítica: RC:. Z

obs

< - z

H

0

0

ou H

0

H

a

0

ou H

a

0

n

X

Z

sob H

o

verdadeira Z ~ N (0 ; 1)

  • z

RC

p-valor: p = P(Z < Z

obs

) , rejeita-se H

0

se p < 

Teste unilateral direito: Região crítica: RC:. Z

obs

z

a

H

0

0

ou H

0

0

H

a

0

ou H

a

0

p-valor: p = P(Z > Z

obs

) , rejeita-se H

0

se p < 

z

RC

Teste bilateral: Região crítica: RC:. Z

obs

< - z



ou Z

obs

z



H

0

0

H

a

0

z



z



RC

RC

p-valor: p = 2P(Z > | Z

obs

| ) , rejeita-se H

0

se p < 

Exemplo : Suspeita-se de que o tempo gasto para a extração de minério utilizando-se

uma nova técnica esta sendo maior do que o tempo gasto com a técnica padrão, que

é em média 69,8 h. É sabido, de estudos anteriores, que o tempo gasto com a nova

técnica tem distribuição normal com desvio-padrão de 1,86 h. Para verificar essa

suspeita, foram feitas 50 extrações utilizando-se a nova técnica e o tempo gasto em

cada uma delas foi medido, obtendo-se média igual a 70,59 h.

Deseja-se testar se o tempo gasto com a nova técnica é superior ao tempo gasto cmo

a técnica padrão.

Isto é, queremos testar se: H

0

:  = 69,8 versus H

a

:  > 69,8 (teste unilateral direito).

Temos que:  = 1,86, n = 50

Como os dados são de uma distribuição normal com  conhecido usamos a

estatística de teste Z.

RC.: Z

obs

z

, para  = 0,05 RC.: Z

obs

obs

Z

n

X

Z

RC

Como Z

obs

1,64, conclui-se que existem

evidências amostrais para se rejeitar H

o

ao nível de significância  = 5%.

Logo, há evidências de que o tempo gasto para extração de

minério com a nova técnica é maior que o tempo gasto com a

técnica padrão, ao nível de significância  de 5%.

p-valor = P(Z>3,00) = 0,5 - P(0<Z<3,00) = 0,5 - 0,4987 = 0,

0,0013 < 0,05  rejeita-se H

0

Exemplo1 : Um teste de resistência à ruptura feito em uma amostra de seis cordas

acusou resistência média de 3770 kg com desvio padrão de 66 kg. O fabricante

afirma que seu produto tem resistência média superior a 3650 kg. Considerando que

a resistência à ruptura da população de cordas segue uma distribuição normal, pode-

se justificar a alegação do fabricante, no nível de significância de 1%?

O teste de interesse é:

H

0

: A alegação não é válida

H

a

: A alegação do fabricante é válida

Isto é,

H

0

:  = 3650 versus H

a

Sendo 

2

desconhecido usaremos o estimador S

2

Assumindo que a amostra de 6 cordas é de uma população N( ; ), usaremos a

estatística de teste T, pois  é desconhecido e n é pequeno

RC.: T

obs

< t

 ; n- 1

n

s

X

T

X  3770 S  66

obs

T

Para  = 0,01 e  = n-1 = 6 - 1 =

graus de liberdade  t

5, 0,

(valor encontrado na tabela da distribuição t.

RC.: T

obs

Portanto, como T

obs

pertence à RC, decidimos pela rejeição da hipótese nula, ou

seja, a alegação do fabricante é provável, ao nível de significância de 1%.

p-valor = P(T > 4,45). Nesse caso não é possível, com a tabela t que temos,

determinar exatamente o valor p. Podemos afirmar que é menor que 0,

(probabilidade correspondente a t = 4,032 com 5 gl. Como é menor que 0,01,

rejeitamos H0. O valor exato do p-valor é 0,00335.

2 : Deseja-se investigar se uma moléstia que ataca o rim altera o consumo de oxigênio

desse órgão. Para indivíduos sadios, admite-se que esse consumo tem distribuição

Normal com média 12 cm

3

/min. Os valores medidos em 16 pacientes com a moléstia

foram: 14,4; 12,9; 15,0; 13,7; 13,5; 14,6; 13,0; 13,7; 14,5; 14,8; 13,9; 14,0; 14,3; 15,0;

13,3 e 12,9. Qual seria conclusão, ao nível de 1% de significância?

O teste de interesse é:

H

0

: A moléstia não altera a média de consumo renal de oxigênio

H

a

: Indivíduos portadores da moléstia têm média de consumo renal de oxigênio

alterada

Isto é,

H

0

:  = 12 versus H

a

Sendo 

2

desconhecido usaremos o estimador S

2

2 2

2

n

x x

S

n

x x

S

i i

Assumindo que a amostra de 16 pacientes é de uma população N( ; ), usaremos a

estatística de teste T.

RC.: T

obs

< - t

/ 2 ; n- 1

ou T

obs

< t

 / 2 ; n- 1

n

s

X

T

2

1

n

x x

S

n

x

X

i

n

i

i

obs

T

Para  = 0,01 e  = n-1 = 16 - 1 =

graus de liberdade  t

15, 0,

(valor encontrado na tabela da distribuição t.

RC.: T

obs

< - 2,947 ou T

obs

Portanto, como T

obs

pertence à RC, decidimos pela rejeição da hipótese nula, ou

seja, a moléstia tem influência no consumo médio de oxigênio ao nível de

significância de 1%.

T

  • 2 , 947



2 , 947

0



RC RC

Teste bilateral: Região crítica: RC:. Z

obs

< - z



ou Z

obs

z



H

0

0

H

a

0

Exemplo : Um laboratório farmacêutico introduz no mercado um novo comprimido

contra dor de cabeça, retirando de circulação o antigo, com a justificativa de que o

novo produto tem ação mais rápida. O remédio que estava no mercado tem um

tempo médio de 37 minutos para o início do efeito. Em uma amostra de 34 pessoas

que tomaram o novo comprimido, obteve-se um tempo médio de 36 minutos, com

desvio padrão de 4 minutos. Ao nível de significância de 5% podemos afirmar que o

novo comprimido tem ação mais rápida?

Solução :

H

0

:  = 37 (o novo comprimido não é melhor que o antigo)

H

a

:  < 37 ( o novo comprimido tem ação mais rápida que o antigo)

Estamos diante de uma situação em que não conhecemos a distribuição, mas o

tamanho da amostra, n = 34, pode ser considerada grande. Devemos, pois, usar o

Teorema Central do Limite.

p-valor: p = 2P(Z > | Z

obs

| ) , rejeita-se H

0

se p < 

  • z



z



Estatística de teste:

RC.: Z

obs

< Z

Pela tabela da distribuição Normal, z

0,

= - 1,64. Então, a RC é dada por: Z < - 1,64.

O valor de Z calculado, Z

obs

, com base na amostra não está na região

de rejeição, RC. Logo, não rejeitamos H

0

e concluímos que o tempo

médio de ação do novo comprimido não é inferior ao tempo

médio de ação do comprimido que estava no mercado,

ao nível  = 0,05.

Utilizando o p valor, teríamos: p = P(Z < - 1,46) = 0,5 - 0,4279 = 0,00721. Como p >

0,05, não rejeitamos H

0

n

s

X

Z

obs

Z

RC

2.Teste de Hipóteses para uma proporção populacional, grandes amostras

Estatística de teste:

Teste unilateral esquerdo: Região crítica: RC:. Z

obs

< - z

H

0

: p p

0

ou H

0

: p ≥ p

H

a

: p < p

0

ou H

a

: p < p

0

  • z

RC

p-valor: p = P(Z < Z

obs

) , rejeita-se H

0

se p < 

Teste unilateral direito: Região crítica: RC:. Z

obs

z

a

H

0

: p = p

0

ou H

0

: p ≤ p

0

H

a

: p > p

0

ou H

a

: p > p

0

p-valor: p = P(Z > Z

obs

) , rejeita-se H

0

se p < 

z

RC

Teste bilateral: Região crítica: RC:. Z

obs

< - z



ou Z

obs

z



H

0

: p = p

0

H

a

: p ≠ p

0

z



z



RC

RC

p-valor: p = 2P(Z > | Z

obs

| ) , rejeita-se H

0

se p < 

N

n

p p

p p

Z

n

p p

p N p 

n

p p

p p

Z

0

0