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Tipos de rochas e minerais, Notas de aula de Geografia

geologia - tipos de rochas e minerais

Tipologia: Notas de aula

2025

Compartilhado em 28/03/2025

adriele-macedo-neves
adriele-macedo-neves 🇧🇷

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Geografia Física: Os tipos de rochas
Rochas ígneas
As rochas ígneas (do latim ignis, fogo) são também conhecidas como rochas magmáticas. Elas são formadas pela solidificação
(cristalização) do magma, que é um líquido com alta temperatura, em torno de 700 a 1200ºC, proveniente do interior da Terra.
As rochas ígneas podem conter jazidas de rios metais (ouro, platina, cobre, estanho, etc.) e trazem à superfície do planeta
importantes informações sobre as regiões profundas da crosta e do manto terrestre.
O tamanho dos cristais das rochas ígneas é, em geral, proporcional ao tempo de resfriamento do magma, isto é, quanto mais lenta for
a cristalização de um magma, maiores são os cristais formados e vice-versa.
Magmas cristalizados a grandes profundidades no interior da crosta esfriam lentamente, possibilitando que seus cristais se
desenvolvam até atingir tamanhos visíveis a olho nu ( 1 mm). Rochas ígneas deste tipo são denominadas rochas plutônicas, como
por exemplo o granito.
Nos vulcões, o magma (lava) atinge a superfície da crosta e entra em contato com a temperatura ambiente, resfriando-se muito
rapidamente. Como a solificação é praticamente instantânea, os cristais não têm tempo para se desenvolver, sendo portanto muito
pequenos, invisíveis a olho nu (1mm). Rochas deste tipo são denominadas rochas vulcânicas, como o basalto.
Quando o magma se cristaliza muito próximo à superfície, mas ainda no interior da crosta, o resfriamento é um pouco mais lento
que o das rochas vulcânicas, permitindo que os cristais sejam visíveis a olho nu, embora ainda de tamanho pequeno (~1mm).
Rochas deste tipo são denominadas rochas sub-vulcânicas, a exemplo do diabásio.
Rochas sedimentares
As rochas sedimentares são o produto de uma cadeia de processos que ocorrem na superfície do planeta e se iniciam pelo
intemperismo das rochas expostas à atmosfera.
As rochas intemperisadas perdem sua coesão e passam a ser erodidas e transportadas por diferentes agentes (água, gelo, vento,
gravidade), até sua sedimentação em depressões da crosta terrestre, denominadas bacias sedimentares. A transformação dos
sedimentos inconsolidados (p. ex. areia) em rochas sedimentares (p. ex. arenito) é denominada diagênese, sendo causada por
compactação e cristalização de materiais que cimentam os grãos dos sedimentos.
As rochas sedimentares fornecem importantes informações sobre as variações ambientais ao longo do tempo geológico. Os fósseis,
que são vestígios de seres vivos antigos preservados nestas rochas, são a chave para a compreensão da origem e evolução da vida.
A importância econômica das rochas sedimentares está em conterem, em determinadas situações, petróleo, gás natural e carvão
mineral, que são as principais fontes de energia do mundo moderno.
As rochas sedimentares formadas pela acumulação de fragmentos de minerais ou de rochas intemperizadas são denominadas rochas
clásticas ou detríticas, como o arenito. Existem também rochas sedimentares formadas pela precipitação de sais a partir de soluções
aquosas saturadas (p. ex. evaporito) ou pela atividade de organismos em ambientes marinhos (p. ex. calcário), sendo denominadas
rochas não-clásticas ou químicas.
Rochas metamórficas
As rochas metamórficas são o produto da transformação de qualquer tipo de rocha, quando esta é levada a um ambiente onde as
condições físicas (pressão, temperatura) são muito distintas daquelas onde ela se formou. Nestes ambientes, os minerais podem se
tornar instáveis e reagir formando outros minerais, estáveis nas condições vigentes.
Como os minerais são estáveis em campos definidos de pressão e temperatura, a identificação de minerais das rochas metamórficas
permite reconhecer as condições físicas em que ocorreu o metamorfismo.
O estudo das rochas metamórficas permite identificar grandes eventos geotectônicos ocorridos no passado, fundamentais para o
entendimento da atual configuração dos continentes.
As cadeias de montanhas (por exemplo Andes, Alpes, Himalaias) são grandes deformações da crosta terrestre, causados pelas
colisões de placas tectônicas. As elevadas pressões e temperaturas existentes no interior das cadeias de montanhas durante sua
edificação são o principal mecanismo formador de rochas metamórficas.
O metamorfismo pode ocorrer também em outras situações, ao longo de planos de deslocamentos de grandes blocos de rocha (alta
pressão) ou nas imediações de grandes volumes de magmas, devido à dissipação de calor (alta temperatura).
O ciclo das rochas
O ciclo das rochas representa as diversas possibilidades de transformação de um tipo de rocha em outro.
Os continentes se originaram ao longo do tempo geológico pela transferência de materiais menos densos do manto para a superfície
terrestre. Este processo ocorreu principalmente através de atividade magmática.
As rochas, uma vez expostas à atmosfera e à biosfera passam a sofrer a ação do intemperismo, através de reações de oxidação,
hidratação, solubilização, ataques por substâncias orgânicas, variações diárias e sazonais de temperatura, entre outras. O
intemperismo faz com que as rochas percam sua coesão, sendo erodidas, transportadas e depositadas em depressões onde, após a
diagênese, passam a constituir as rochas sedimentares.
A cadeia de processos de formação de rochas sedimentares pode atuar sobre qualquer rocha (ígnea, metamórfica, sedimentar)
exposta à superfície da Terra.
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Geografia Física: Os tipos de rochas Rochas ígneas As rochas ígneas (do latim ignis, fogo) são também conhecidas como rochas magmáticas. Elas são formadas pela solidificação (cristalização) do magma, que é um líquido com alta temperatura, em torno de 700 a 1200ºC, proveniente do interior da Terra. As rochas ígneas podem conter jazidas de vários metais (ouro, platina, cobre, estanho, etc.) e trazem à superfície do planeta importantes informações sobre as regiões profundas da crosta e do manto terrestre. O tamanho dos cristais das rochas ígneas é, em geral, proporcional ao tempo de resfriamento do magma, isto é, quanto mais lenta for a cristalização de um magma, maiores são os cristais formados e vice-versa. Magmas cristalizados a grandes profundidades no interior da crosta esfriam lentamente, possibilitando que seus cristais se desenvolvam até atingir tamanhos visíveis a olho nu ( 1 mm). Rochas ígneas deste tipo são denominadas rochas plutônicas, como por exemplo o granito. Nos vulcões, o magma (lava) atinge a superfície da crosta e entra em contato com a temperatura ambiente, resfriando-se muito rapidamente. Como a solificação é praticamente instantânea, os cristais não têm tempo para se desenvolver, sendo portanto muito pequenos, invisíveis a olho nu (1mm). Rochas deste tipo são denominadas rochas vulcânicas, como o basalto. Quando o magma se cristaliza muito próximo à superfície, mas ainda no interior da crosta, o resfriamento é um pouco mais lento que o das rochas vulcânicas, permitindo que os cristais sejam visíveis a olho nu, embora ainda de tamanho pequeno (~1mm). Rochas deste tipo são denominadas rochas sub-vulcânicas, a exemplo do diabásio. Rochas sedimentares As rochas sedimentares são o produto de uma cadeia de processos que ocorrem na superfície do planeta e se iniciam pelo intemperismo das rochas expostas à atmosfera. As rochas intemperisadas perdem sua coesão e passam a ser erodidas e transportadas por diferentes agentes (água, gelo, vento, gravidade), até sua sedimentação em depressões da crosta terrestre, denominadas bacias sedimentares. A transformação dos sedimentos inconsolidados (p. ex. areia) em rochas sedimentares (p. ex. arenito) é denominada diagênese, sendo causada por compactação e cristalização de materiais que cimentam os grãos dos sedimentos. As rochas sedimentares fornecem importantes informações sobre as variações ambientais ao longo do tempo geológico. Os fósseis, que são vestígios de seres vivos antigos preservados nestas rochas, são a chave para a compreensão da origem e evolução da vida. A importância econômica das rochas sedimentares está em conterem, em determinadas situações, petróleo, gás natural e carvão mineral, que são as principais fontes de energia do mundo moderno. As rochas sedimentares formadas pela acumulação de fragmentos de minerais ou de rochas intemperizadas são denominadas rochas clásticas ou detríticas, como o arenito. Existem também rochas sedimentares formadas pela precipitação de sais a partir de soluções aquosas saturadas (p. ex. evaporito) ou pela atividade de organismos em ambientes marinhos (p. ex. calcário), sendo denominadas rochas não-clásticas ou químicas. Rochas metamórficas As rochas metamórficas são o produto da transformação de qualquer tipo de rocha, quando esta é levada a um ambiente onde as condições físicas (pressão, temperatura) são muito distintas daquelas onde ela se formou. Nestes ambientes, os minerais podem se tornar instáveis e reagir formando outros minerais, estáveis nas condições vigentes. Como os minerais são estáveis em campos definidos de pressão e temperatura, a identificação de minerais das rochas metamórficas permite reconhecer as condições físicas em que ocorreu o metamorfismo. O estudo das rochas metamórficas permite identificar grandes eventos geotectônicos ocorridos no passado, fundamentais para o entendimento da atual configuração dos continentes. As cadeias de montanhas (por exemplo Andes, Alpes, Himalaias) são grandes deformações da crosta terrestre, causados pelas colisões de placas tectônicas. As elevadas pressões e temperaturas existentes no interior das cadeias de montanhas durante sua edificação são o principal mecanismo formador de rochas metamórficas. O metamorfismo pode ocorrer também em outras situações, ao longo de planos de deslocamentos de grandes blocos de rocha (alta pressão) ou nas imediações de grandes volumes de magmas, devido à dissipação de calor (alta temperatura). O ciclo das rochas O ciclo das rochas representa as diversas possibilidades de transformação de um tipo de rocha em outro. Os continentes se originaram ao longo do tempo geológico pela transferência de materiais menos densos do manto para a superfície terrestre. Este processo ocorreu principalmente através de atividade magmática. As rochas, uma vez expostas à atmosfera e à biosfera passam a sofrer a ação do intemperismo, através de reações de oxidação, hidratação, solubilização, ataques por substâncias orgânicas, variações diárias e sazonais de temperatura, entre outras. O intemperismo faz com que as rochas percam sua coesão, sendo erodidas, transportadas e depositadas em depressões onde, após a diagênese, passam a constituir as rochas sedimentares. A cadeia de processos de formação de rochas sedimentares pode atuar sobre qualquer rocha (ígnea, metamórfica, sedimentar) exposta à superfície da Terra.

Devido à migração dos continentes durante o tempo geológico, as rochas podem ser levadas a ambientes muito diferentes daqueles onde elas se formaram. Qualquer tipo de rocha (ígnea, sedimentar, metamórfica) que sofra a ação de, por exemplo, altas pressões e temperaturas, sofre as transformações mineralógicas e texturais, tornando-se uma rocha metamórfica. Se as condições de metamorfismo forem muito intensas, as rochas podem se fundir, gerando magmas que, ao se solidificar, darão origem a novas rochas ígneas. O ciclo das rochas existe desde os primórdios da história geológica da Terra e, através dele, a crosta de nosso planeta está em constante transformação e evolução. Minerais O nosso país é muito grande e possui um subsolo muito rico. Apenas uma parte dessas riquezas já foi localizada, com exemplo temos: CARVÃO-DE-PEDRA - Originou-se dos depósitos de resíduos vegetais de grandes florestas que existiam em determinadas regiões da Terra. Utilizado em industrias, e na produção de energia, encontrado em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. PETRÓLEO - É um líquido escuro e grosso encontrado entre rochas sedimentares. Extrai gasolina, óleo diesel, óleo lubrificante, parafina, nafta, betume, querosene, gás de fogão, etc. Encontrado na Bahia, Sergipe, Amazonas, Espírito Santo, Pará, Maranhão, Acre, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. MANGANÊS - É utilizado, como mistura, na fabricação do aço. Bahia, Minas Gerais, Amapá e Mato Grosso COBRE: É empregado sobretudo na fabricação de fios elétricos e pode ser encontrado na Bahia, Rio Grande do Sul e São Paulo. CHUMBO : Forma com o Estanho uma liga. É utilizado como solda e também como protetor de salas de raio X. Encontra- se em Goiás, Minas Gerais, Bahia, Paraná e em São Paulo. OURO: É um dos metais mais preciosos e utilizado sobretudo na fabricação de jóias. Encontra-se em Minas Gerais(Morro Velho), Bahia, e Pará(Serra Pelada). URÂNIO : É um minério radiativo, isto é liberador de energia. É encontrado nas areias monazíticas do litoral brasileiro e em Poços de Caldas, Minas Gerais e Goiás. ESTANHO : É produzido com um minério chamado cassiterita, que existe em grande quantidade em Rondônia e Amazonas. NÍQUEL : Apresenta diversas utilidades e é encontrado sobretudo em Goiás (Niquelândia) Minas Gerais(Liberdade e Pratápolis). BAUXITA: Deste minério se extrai o alumínio, metal utilizado para fabricação de chapas e de utensílios domésticos. Encontra-se em Poços de Caldas, Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais e nas proximidades do rio Trombetas, no Pará. PEDRAS PRECIOSAS As chamadas pedras preciosas, como o diamante, o rubi e a esmeralda, são minerais que têm cor e brilho especiais, sendo valiosos por sua raridade e dureza. Quanto mais rara uma pedra preciosa, maior o seu valor comercial. Vejamos como são algumas pedras preciosas: DIAMANTE : Depois de lapidado (tratamento e polimento da pedra), o diamante fica com um brilho muito bonito. Geralmente é incolor ou tem ligeira coloração azul, amarela, vermelha, rosa ou verde. No Brasil é encontrado em Minas Gerais, onde os garimpeiros o retiram dos cascalhos e da areia dos rios. O diamante é a pedra mais dura que existe na natureza. É capaz de cortar e riscar todas as outras pedras. RUBI : Sua coloração pode variar entre o rosa e o vermelho-escuro. É uma pedra muito dura, quase igual ao diamante, embora seja muito mais rara. SAFIRA : É uma pedra de cor azul, que varia do azul-celeste ao azul-escuro. ESMERALDA : Geralmente é de cor verde. Trata-se de uma variedade de berílio transparente. É encontrado na Bahia, em Goiás e em Minas Gerais. ÁGUA-MARINHA : Esta pedra apresenta uma variedade muito grande de tonalidade, entre azul-esverdeado e azul-escuro. O Brasil é o maior produtor de águas-marinhas. São encontradas principalmente em Minas Gerais e na Bahia e apanhadas em cascalhos e leitos de rios. TURMALINA : Apresenta grande variedade de cores. Pode ser vermelha, rósea, verde, azul e preta. É encontrada principalmente nos Estados de Minas Gerais e Bahia. TOPÁZIO : Apresenta-se sob várias cores: amarelo, rosa, roxo e azul, podendo também ser incolor. É encontrado em Minas Gerais. AMETISTA : Geralmente tem cor roxa. Quando lapidada fica muito bonita. É encontrada no Rio Grande do Sul, na Bahia e em Minas Gerais. Encontramos também os metais ornamentais, como ouro e prata, que não são usados apenas em jóias e objetos decorativos, mas também em peças na indústria eletrônica, por exemplo. Já os sais de prata são usados em filmes fotográficos.