Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Prática de Torre de Resfriamento, Exercícios de Engenharia Química

Uma prática realizada em uma universidade tecnológica sobre o funcionamento de uma torre de resfriamento. Ele descreve detalhadamente o equipamento, os princípios de funcionamento, as variáveis envolvidas e os cálculos realizados para determinar a vazão mássica de ar, a quantidade de água evaporada e a eficiência do processo de resfriamento. O documento também compara os resultados obtidos com duas diferentes vazões de ar, mostrando que o aumento da vazão de ar leva a uma maior eficiência no resfriamento da água. Além disso, o documento discute a importância da umidade relativa do ar no processo de resfriamento e apresenta considerações finais sobre a prática realizada.

Tipologia: Exercícios

2023

Compartilhado em 07/05/2024

1 / 8

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ
DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE ENGENHARIA QUÍMICA
Ana Flávia Reksua
Gabriel Angelo dos Santos
Maria Eduarda Vieira Holtz
Prática: TORRE DE RESFRIAMENTO
PONTA GROSSA
2023
pf3
pf4
pf5
pf8

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Prática de Torre de Resfriamento e outras Exercícios em PDF para Engenharia Química, somente na Docsity!

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE ENGENHARIA QUÍMICA

Ana Flávia Reksua

Gabriel Angelo dos Santos

Maria Eduarda Vieira Holtz

Prática: TORRE DE RESFRIAMENTO

PONTA GROSSA

INTRODUÇÃO

Figura 1 - Ilustração do fluxo de uma Torre de Resfriamento

Na figura 1 podemos observar o equipamento utilizado durante a aula prática, onde

a água aquecida é bombeada até o topo da torre e sofre uma distribuição pelo recheio, em

contracorrente temos uma corrente de ar, que também entra no sistema por uma bomba

com vazão determinada.

Em ST-1 temos a temperatura do tanque, ST-2 representa a temperatura que a água

chega ao topo da torre.

Já as indicações ST-3 e ST-4 são, respectivamente, bulbo úmido e bulbo seco da

entrada de ar. No caso do bulbo úmido, indicará a quantidade de umidade relativa do ar

(quantidade de água contida no ar em relação à quantidade máxima que o mesmo ar

poderia conter naquelas condições), uma vez que quando acontece a evaporação, sendo

uma mudança de fase (calor latente) há o consumo de calor, então o bulbo úmido estará em

uma temperatura mais amena, já que as moléculas de maior energia deixam o sistema na

forma de vapor. Quanto menor a umidade relativa do ar, maior a quantidade que evapora e

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para iniciar a análise do experimento realizamos o balanço de massa e energia do

sistema representado na Figura 1 seguindo os cálculos:

● Balanço de massa Ar seco: m

1

.

= m

2

.

= m

ar

.

(1)

● Balanço de massa Água: m

3

.

  • m

1

.

⋅ω

1

= m

4

.

  • m

2

.

⋅ω

2

Isolando as massas de ar e substituindo, obtemos:

m

evaporada

.

= m

ar

.

( ω

2

ω

1

Em seguida realizamos o balanço de energia na torre:

Q + W =

entrada

m ( h +

v ²

  • gz )−

saída

m ( h +

v ²

  • gz )+

dE

sistema

dt

Pelas considerações feitas, temos que:

( m

1

.

⋅ h

1

)+( m

3

.

⋅h

3

)=( m

2

.

⋅h

2

)+( m

4

.

⋅h

4

( m

3

.

⋅ h

3

)−( m

4

.

⋅h

4

)= m

ar

.

( h

2

h

1

Como a temperatura é conhecida obtemos as entalpias através das

tabelas termodinâmicas, deixando a equação em apenas uma variável:

m

4

.

= m

3

.

m

ar

.

( ω

2

ω

1

Substituindo a equação acima na equação anterior à ela e isolando

m

ar

obtemos:

m

ar

.

m

3

( h

3

h

4

( h

2

h

1

)−( ω

2

ω

1

) h

4

Logo conseguimos calcular a vazão mássica de ar que circula na torre e a

partir deste valor obtemos

m

4

e

m

evaporada

através das equações acima.

V ❑

1

= m

ar

.

⋅v

1

O experimento foi realizado duas vezes, variando as vazões de ar na entrada

da torre. Para a primeira parte aguardamos o equipamento atingir a temperatura do

setpoint no reservatório de 35 ºC, com um fluxo de água de 1,72 l/min e fluxo de ar

de 3 l/s, com isso foram obtidos os seguintes dados para os sensores distribuídos

na torre de resfriamento.

Tabela 1 - Dados experimentais

A vazão mássica m

3

.

representa a vazão de água que entra na torre, o qual

podemos encontrar seu valor através da equação abaixo:

m

3

.

= ρ. Q (10)

Sabemos que a vazão de entrada foi de 1,72 L/min, convertendo o valor,

2,867E-5 m³/s. Voltamos à equação (10) para encontrar a vazão mássica,

resultando em 0,02867 kg/s.

Com base nos dados da Tabela 1 utilizamos a tabela termodinâmica

(Termodinâmica I - Apêndice - Tabela A-4 Propriedades da água saturada) para

encontrar o valor de entalpia do líquido saturado, representadas por

h

3

e

h

4

. Sendo

necessário realizar a interpolação dos dados de temperatura para encontrar os

valores próximos de entalpia. Para as temperaturas de bulbo úmido e bulbo seco

encontramos a entalpia por meio da carta psicrométrica, relacionando os valores de

entrada e saída.

Tabela 2 - Dados de entalpia e relação de umidade.

Sabendo esses valores conseguimos então calcular a vazão mássica de ar

seco que circula na coluna pela equação (8). Substituindo pelos valores da tabela

acima. Realizando os cálculos temos que m ar

.

=0,0192 kg / s. Com esse dado podemos

seguir para equação (7) e encontrar a m

4

.

e, em seguida, encontrar o valor de

m evaporada

.

pela equação (3). Os valores encontrados estão dispostos na Tabela 3.

aumento na porcentagem de água evaporada, vazão mássica de água e de vazão

volumétrica do ar. Sendo mais eficiente desta segunda forma, pois quando

aumentamos a vazão de ar também aumentamos a variação de temperatura do

fluido quente. Como podemos comparar as variações de

Δ T

= 2,4 °C e

ΔT

=3,4 °C

para o primeiro e segundo grupo respectivamente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A prática de torre de resfriamento foi realizada com sucesso, ajudando a entender o

funcionamento de equipamentos industriais utilizados para resfriar água no

processo produtivo. Pode-se observar a distribuição de água quente pelo

enchimento, em contracorrente ao fluxo de ar, através da bomba comparando os

resultados com as duas vazões usadas.

Uma hipótese importante, embora não tenhamos testado isso experimentalmete, já

que o principal objetivo é o resfriamento da água, é a de que quanto menor a vazão

de água, mais eficiente e rápido vai ser o resfriamento, tanto devido a se ter uma

menor quantidade de matéria para ser resfriada, mas também porque uma vazão

excessivamente alta diminuiria a passagem do ar em contracorrente, diminuindo

assim as trocas de calor.

Pode-se observar que com variação do fluxo de ar, de aproximadamente 3 L/s para

aproximadamente 23 L/s, obtemos maior eficiência de resfriamento,com a primeira

vazão, aumentamos de 35,1ºC para 32,7ºC, e com a segunda vazão, de 35,1 ºC

para 31,7ºC. A variação de temperatura foi 1ºC maior para a segunda vazão. Esse

aumento também resultou no aumento do percentual de umidade no fluxo de ar, de

0,388% para 0,416%, um aumento percentual de 7,2%.

Outro fato é o de que umidade relativa do ar é importante no processo de

resfriamento porque a mudança de fase da água ajuda a resfriar o sistema, mas a

evaporação excessiva desperdiça a água do sistema, o que não é desejável.

Em resumo, mesmo com alguns possíveis erros experimentais, como foi o caso da

falta de um sistema de controle de temperatura, obtemos resultados compatíveis e

condizentes.

REFERÊNCIAS

CREMASCO, M. A. Fundamentos de Transferência de Massa. 2. ed. São Paulo:

Unicamp, 2009.

MELLO, Lilian Cardoso de. Influência de variáveis de processo do desempenho

de torre de resfriamento. 2008. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.