Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Toxoplasmose, questões, Exercícios de Parasitologia

Respostas de questões sobre toxoplasmose, onde aborda transmissão,tratamento, diagnóstico, exames laboratoriais, entre outros.

Tipologia: Exercícios

2019

Compartilhado em 12/10/2023

mayara-ferreira-60
mayara-ferreira-60 🇧🇷

1 documento

1 / 2

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
1-Taquizoitos, fase adulta,forma móvel de multiplicação rápida,vacúolos
citoplasmáticos de varias células e líquidos orgânicos, secreções,excreções, células
SFM, hepáticas, pulmonares,nervosas,submucosa e musculares.
Bradizoitos, forma crônica,multiplicação lenta, vacúolo parasitoforo de células cápsula
do cisto tecidual,parede cística resistente, elástica,isolando a ação do SI.
Oocisto,forma de resistência,produzido nas células intestinais de felídeos não
imunes,eliminados não esporulados, após esporulação – 2 esporocistos com 4
esporozoitos cada,2-20 milhões- 20 g fezes –resiste 1 ano ou mais,dispersão pelo
vento,chuva e fauna coprofila.
2-As principais formas de transmissão ocorrem por meio da ingestão de oocistos
liberados pelas fezes de felídeos, que podem estar presentes na água ou alimentos
contaminados como vegetais crus; ingestão de carne crua ou mal cozida contendo
cistos teciduais; ingestão de leite cru ou não pasteurizado e por via transplacentária.
3-As manifestações, quando presentes, são prematuridade, retardo de crescimento
intrauterino, icterícia, hepatoesplenomegalia, miocardite, pneumonite, exantema,
coriorretinite, hidrocefalia, calcificações intracranianas, microcefalia e convulsões. O
diagnóstico é por testes sorológicos ou PCR (polymerase chainreaction).
4-Na fase aguda da toxoplasmose, é produzida primeiramente a imunoglobulina M (IgM),
seguida da produção de imunoglobulina G (IgG). No teste avidez de anticorpos IgG, eles
aparecem mais tarde, indicando que o paciente já foi exposto ao parasita.Na infecção
aguda, anticorpos IgG ligam-se fracamente ao antígeno (baixa avidez). Já na infecção
crônica (> 4 meses) tem-se elevada avidez, porém não é possível diferenciar entre uma
infecção recente ou uma infecção que ocorreu no passado.A presença do anticorpo IgM
confirma uma infecção aguda, e o seu grau de elevação pode ser utilizado para diferenciar
quando ocorreu a infecção pelo parasita.Imunoglobulinas como a IgA e a IgE, quando
detectadas, podem estar relacionadas a infecção aguda da toxoplamose para a avaliação
de infecção recente.
5-Lavar bem frutas e legumes; Congelar a carne por 3 dias a 15ºC negativos; Lavar as mãos
regularmente, sobretudo após a manipulação de alimentos e antes das refeições; Evitar
contato com areia de gatos e lavar bem as mãos após este procedimento.
6-anti-Toxoplasma. Neste estudo não se observou a presença de gestantes com IgM anti-
Toxoplasma (IgM) positiva acompanhado ou não de IgG anti-Toxoplasma reagente. 79,1%
estavam suscetíveis à infecção por T. gondii (Tabela 1). 15,8% repetiram a sorologia no 2º
trimestre de gestação não sendo observada soro conversão em nenhum caso.
7-Todas as gestantes suscetíveis devem realizar, no mínimo, três sorologias durante a gestação
(BRASIL, 2010). Recomenda-se a realização de sorologia no momento do parto ou durante o
puerpério.
8-A maioria das gestantes possuíam rede de esgoto e consumiam água filtrada, fervida ou
mineral, o que demonstra uma boa infra-estruturar sanitária,no entanto, isso não atingiu a
todas. A captação da água da chuva por meio de calhas do telhado se apresentou freqüente e
é comum em regiões de precariedade de distribuição de água. Embora não se tenha observado
pf2

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Toxoplasmose, questões e outras Exercícios em PDF para Parasitologia, somente na Docsity!

1-Taquizoitos, fase adulta,forma móvel de multiplicação rápida,vacúolos citoplasmáticos de varias células e líquidos orgânicos, secreções,excreções, células SFM, hepáticas, pulmonares,nervosas,submucosa e musculares. Bradizoitos, forma crônica,multiplicação lenta, vacúolo parasitoforo de células cápsula do cisto tecidual,parede cística resistente, elástica,isolando a ação do SI. Oocisto,forma de resistência,produzido nas células intestinais de felídeos não imunes,eliminados não esporulados, após esporulação – 2 esporocistos com 4 esporozoitos cada,2-20 milhões- 20 g fezes –resiste 1 ano ou mais,dispersão pelo vento,chuva e fauna coprofila. 2-As principais formas de transmissão ocorrem por meio da ingestão de oocistos liberados pelas fezes de felídeos, que podem estar presentes na água ou alimentos contaminados como vegetais crus; ingestão de carne crua ou mal cozida contendo cistos teciduais; ingestão de leite cru ou não pasteurizado e por via transplacentária. 3-As manifestações, quando presentes, são prematuridade, retardo de crescimento intrauterino, icterícia, hepatoesplenomegalia, miocardite, pneumonite, exantema, coriorretinite, hidrocefalia, calcificações intracranianas, microcefalia e convulsões. O diagnóstico é por testes sorológicos ou PCR (polymerase chainreaction). 4-Na fase aguda da toxoplasmose, é produzida primeiramente a imunoglobulina M (IgM), seguida da produção de imunoglobulina G (IgG). No teste avidez de anticorpos IgG, eles aparecem mais tarde, indicando que o paciente já foi exposto ao parasita.Na infecção aguda, anticorpos IgG ligam-se fracamente ao antígeno (baixa avidez). Já na infecção crônica (> 4 meses) tem-se elevada avidez, porém não é possível diferenciar entre uma infecção recente ou uma infecção que ocorreu no passado.A presença do anticorpo IgM confirma uma infecção aguda, e o seu grau de elevação pode ser utilizado para diferenciar quando ocorreu a infecção pelo parasita.Imunoglobulinas como a IgA e a IgE, quando detectadas, podem estar relacionadas a infecção aguda da toxoplamose para a avaliação de infecção recente. 5-Lavar bem frutas e legumes; Congelar a carne por 3 dias a 15ºC negativos; Lavar as mãos regularmente, sobretudo após a manipulação de alimentos e antes das refeições; Evitar contato com areia de gatos e lavar bem as mãos após este procedimento. 6-anti-Toxoplasma. Neste estudo não se observou a presença de gestantes com IgM anti- Toxoplasma (IgM) positiva acompanhado ou não de IgG anti-Toxoplasma reagente. 79,1% estavam suscetíveis à infecção por T. gondii (Tabela 1). 15,8% repetiram a sorologia no 2º trimestre de gestação não sendo observada soro conversão em nenhum caso. 7-Todas as gestantes suscetíveis devem realizar, no mínimo, três sorologias durante a gestação (BRASIL, 2010). Recomenda-se a realização de sorologia no momento do parto ou durante o puerpério. 8-A maioria das gestantes possuíam rede de esgoto e consumiam água filtrada, fervida ou mineral, o que demonstra uma boa infra-estruturar sanitária,no entanto, isso não atingiu a todas. A captação da água da chuva por meio de calhas do telhado se apresentou freqüente e é comum em regiões de precariedade de distribuição de água. Embora não se tenha observado

associação com a soro positividade, o uso dessa água deve ser restrito a atividades que não envolvam consumo humano e nem de animais, já que pode estar potencialmente contaminada com oocistos das fezes dos gatos não imunes, que frequentam os telhados das casas.Outros comportamentos de risco foram observados entre as gestantes.O consumo de leite cru ou não pasteurizado pode ser uma fonte de infecção por taquizoítos do parasito (BOUGHATTAS, 2017) e se mostrou um comportamento frequente na população estudada. No entanto, não se observou associação estatística com essa variável, diferente do observado em Umurama-PR (CAETANO et al., 2017), e em Santa Cruz-RN (ALOISE et al,2017) em que essa variável se mostrou associada a soro positividade.Já o consumo de vegetais crus, sem a adequada higienização, também possibilita a infecção por oocistos do parasito que podem ser encontrados no solo e água e contaminar os alimentos (HUSSAIN et al, 2017). Identifica-se um alto percentual de gestantes (82,7%), que não usavam os saneantes adequados (hipoclorito de sódio e outras substâncias cloradas) para a higienização de hortaliças e frutas, se expondo ao risco de contaminação. Evidencia-se que as gestantes que criam ou já criaram gatos apresentaram 4,5 vezes a chance de ser soropositivas para o Toxoplasma, o que corrobora com o observado em outras regiões como Caxias-MA, (CÂMARA; SILVA; CASTRO, 2015), Pelotas-RS (SANTOS et al., 2015) e Cássia dos Coqueiros-SP (PASSOS et al., 2018). Pesquisadores afirmam que o comportamento de deixar os gatos saírem de casa, apresentada por metade das tutoras de gatos, pode colaborar na infecção dos felinos e, consequentemente, na eliminação de oocistos por esses animais no ambiente doméstico, oferecendo riscos de infecção às tutoras. Além disso, pode colaborar com o aumento da população de animais errantes, por reprodução descontrolada, o que pode impactar diretamente no número de animais potencialmente infectados disseminando oocistos pelo ambiente, já que os gatos terão oportunidade de caçar presas infectadas e circular por ambientes contaminados por oocistos.Destaca-se que o percentual de gestantes que manipulavam o solo foi baixo, apenas 7,9%. Entretanto, esse comportamento é considerado de risco. O contato com o solo deve ser evitado no período gestacional, devendo-se usar luvas no manuseio do solo, de materiais de jardinagem, potencialmente contaminados com fezes de gatos.