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Trabalho 2014, Manuais, Projetos, Pesquisas de Engenharia Mecânica

PROJETO DE UM REDUTOR DE VELOCIDADE DE ENGRENAGENS CILÍNDRICAS DE DENTES RETOS

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2014

Compartilhado em 16/06/2014

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UNIJUÍ – UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
PROJETO DE UM REDUTOR DE VELOCIDADE DE
ENGRENAGENS CILÍNDRICAS DE DENTES RETOS DE DUPLA
REDUÇÃO PARA ACIONAMENTO DE MOTOR DE 20CV
Everaldo de Souza Brizolla
Jéssica Camila Kruger
Maiquel Müller
Ricardo Böhm
Roberto Guerreiro
Tobias Bechert
Componente Curricular: Elementos de Máquina II
Panambi, Junho de 2014.
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UNIJUÍ – UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO

GRANDE DO SUL

PROJETO DE UM REDUTOR DE VELOCIDADE DE

ENGRENAGENS CILÍNDRICAS DE DENTES RETOS DE DUPLA

REDUÇÃO PARA ACIONAMENTO DE MOTOR DE 20CV

Everaldo de Souza Brizolla

Jéssica Camila Kruger

Maiquel Müller

Ricardo Böhm

Roberto Guerreiro

Tobias Bechert

Componente Curricular: Elementos de Máquina II

Panambi, Junho de 2014.

SUMÁRIO

LISTA DE TABELAS..............................................................................................................

  • LISTA DE FIGURAS...............................................................................................................
  • LISTA DE TABELAS..............................................................................................................
  • RESUMO...................................................................................................................................
    1. OBJETIVOS......................................................................................................................
    1. METODOLOGIA..............................................................................................................
    1. INTRODUÇÃO..................................................................................................................
    • 3.1 Princípio de Funcionamento.........................................................................................
    • 3.2 Lubrificação.................................................................................................................
    • 3.3 Quantidade de Óleo....................................................................................................
    • 3.4 Escolha do Óleo.........................................................................................................
    • 4.1 Vedadores...................................................................................................................
      1. DIMENSIONAMENTO................................................................................................
    • 5.1 Introdução...................................................................................................................
    • 5.1.1 Objetivos Dimensionais..........................................................................................
    • 5.1.2 Cálculos..................................................................................................................
    • 7.1 Retentores...................................................................................................................
    • Materiais Elastoméricos
    1. CHAVETAS.....................................................................................................................
    • 8.1 Introdução...................................................................................................................
    • 8.1.1 Cálculos..................................................................................................................
    • 8.2 Acoplamentos.............................................................................................................
  • Acoplamentos Elásticos
  • Aplicações Convencionais
  • Desalinhamento
  • Cubos em Aço
  • Norma DIN e AGMA
    1. CONCLUSÃO..................................................................................................................
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................................
  • Figura 1 – Modelo Redutor......................................................................................................... LISTA DE FIGURAS
  • Figura 2 – Tipo de Lubrificação de Redutores.........................................................................
  • Figura 3 – Lubrificação com Salpico........................................................................................
  • Figura 4 – Lubrificação com Salpico........................................................................................
  • Figura 5 – Lubrificação por Circulação....................................................................................
  • Figura 6 – Nomenclatura das Engrenagens..............................................................................
  • Figura 7 – Perfil retentor Selecionado......................................................................................
  • Figura 8 – Acoplamento Elástico..............................................................................................
  • Figura 9 – Dimensionamento de Acoplamento 1765RPM.......................................................
  • Figura 10 – Dimensionamento de Acoplamento 100RPM.......................................................
  • Figura 11 – Figura Cubo Normal..............................................................................................
  • Tabela 1 – Tabela de Seleção de Óleos Lubrificantes.............................................................. LISTA DE TABELAS
  • Tabela 2 – Tabela de Seleção Óleos Lubrigificantes................................................................
  • Tabela 3 – Número de Dentes mínimos Recomendados..........................................................
  • Tabela 4 – Tipo de Retentor Selecionado.................................................................................
  • Tabela 5 – Seleção retentor eixo 25mm....................................................................................
  • Tabela 6 – Seleção retentor eixo 40mm....................................................................................
  • Tabela 7 – Tabela para Furação Eixos......................................................................................
  • Tabela 8 – Torques Suportados pelos Acoplamentos...............................................................
  • Tabela 9 – Dimensões Cubo Normal........................................................................................

1. INTRODUÇÃO e OBJETIVOS

O trabalho a seguir ira apresentar o projeto de um redutor de velocidade colocando em

prática todo o conteúdo aprendido ao decorrer do componente curricular, e tem como

principais objetivos dimensionar os componentes de um redutor de engrenagens cilíndricas de

dentes retos, como diâmetro dos eixos de entrada intermediário e saída, torque e rotação dos

eixos, esforços das engrenagens, nos eixos, seleção dos rolamentos e lubrificantes.

Este trabalho visa apresentar detalhadamente o dimensionamento de um redutor de

dupla redução, com dentes de engrenagens de perfis retos, com ângulo de pressão no plano

normal de 20º, tendo um ângulo da hélice de 20º, utilizando material de fabricação de

engrenagens um aço SAE 5140, onde a máquina que devera ser acionada requer uma potência

de 20cv, e rotação de saída de 180 rpm.

O redutor foi dimensionado levando em conta uma serie de análises e cálculos

relevantes que buscam satisfazer o melhor resultado de funcionamento do equipamento, além

de levar em conta vários outros fatores.

2. METODOLOGIA..............................................................................................................

O seguinte trabalho será desenvolvido através de pesquisas bibliográficas, buscando o

maior número de informações possíveis, possibilitando a criação de um bando de dados das

informações coletadas. Após a finalização da pesquisa, será classificado o material coletado

para estudo e desenvolvimento do trabalho.

De acordo com os dados coletados da rotação do acionador, e a rotação final de saída,

podemos calcular os passos sequentes para que o dimensionamento do redutor de velocidades

tenha o melhor desempenho.

3.1 Princípio de Funcionamento.........................................................................................

O redutor de velocidades deste projeto trabalha de forma simples, onde possui dois

estagio de redução de velocidade, onde o dispositivo que tem seus trens de engrenagens

dispostos de forma que a alta velocidade recebida do equipamento acionador, através do eixo

e na engrenagem de entrada, seja transformada em menor rotação. Essa redução é dada pelo

fator de redução, ou relação de transmissão (i), além disto, à medida que a rotação diminui,

aumenta-se o torque.

As engrenagens cilíndricas transmitem potência entre árvores paralelas, com uma

relação de transmissão constante. A relação de transmissão é a mesma que seria obtida por

dois cilindros imaginários comprimidos um contra o outro e girando sem deslizamento em sua

linha de contato.

3.2 Lubrificação.................................................................................................................

O principal objetivo da lubrificação é reduzir o atrito, o desgaste e o aquecimento das

peças que se movem uma em relação à outra. O lubrificante pode ser qualquer substância que

quando introduzida entre as superfícies em movimento atendem ao proposito de lubrificação.

Em situações onde tivermos elevadíssimas pressões de contato juntamente com um

severo deslizamento relativo nas superfícies de trabalho dos dentes, e a diminuição da

precisão de fabricação e montagem, acarretaram um grande problema da manutenção de

engrenagens.

O lubrificante normalmente tem a função de resolver os problemas citados. Para

fazer isso, o lubrificante deve possuir as seguintes propriedades:

  • Menor viscosidade possível, mas estar de acordo com as características operacionais;
  • Que a película de lubrificante tenha máxima resistência frente às cargas atuantes nos

dentes;

  • Ação inibidora de oxidação e grande estabilidade química;
  • Capacidade de aderir e proteger toda a superfície de contato;
  • Possuir aditivos de extrema pressão ou polares, dependendo dos materiais, cargas e

velocidades atuantes.

O tipo de lubrificante e os aditivos bem como o método de aplicação do mesmo

dependerão do tipo, tamanho e rotação das engrenagens, das cargas transmitidas e dos

materiais e acabamento superficial dos dentes.

A escolha de um lubrificante para engrenagens que trabalham em carcaças fechadas

dependerá principalmente de três fatores:

- Velocidade tangencial das engrenagens;

  • Força transmitida pelos dentes;
  • Método de aplicação do lubrificante.

Mas existe ainda uma série de outros fatores a serem considerados na seleção do

lubrificante, que são a temperatura operacional, a disposição das engrenagens na caixa, os

materiais dos dentes, etc.

Na lubrificação por banho uma maneira prática para determinar a quantidade de óleo no

cárter de um redutor, é apenas cobrir completamente com óleo o dente inferior da engrenagem

mais baixa. O excesso de óleo só contribui para elevar a temperatura e formar espuma.

3.3 Vedação

Para que não haja entrada de sujeira e de algum material estranho e para reter o

lubrificante dentro da carcaça, deve-se incluir uma vedação. A função adequada dos mesmo

deve proporcionar mínima fricção e desgaste mesmo em aplicações criticas ou sob condições

de funcionamento desfavoráveis.

Existem três métodos de vedação mais comuns que são através de feltro, vedador

comercial (retentor) e o vedador de labirinto. Os vedadores de feltro podem ser usados com

lubrificação por graxa, em velocidades mais baixas e as superfícies onde ocorre o

deslizamento precisam ser bem polidas.

O vedador comercial (retentor) é um conjunto que consiste do elemento deslizante e

geralmente, uma mola de retenção, inseridos num invólucro de metal. Estes vedadores são

geralmente montados sob pressão na capa do rolamento. Como a ação vedadora é obtida pelo

atrito, não devem ser usados para altas velocidades.

Figura 2 – Nomenclatura das Engrenagens

4.1.2 Cálculos

Inicialmente partimos da análise do motor elétrico já especificado, que será um

motor de IV polos de 20CV da marca WEG, e o valor de rotação efetiva de 1760RPM,

partimos para a relação de transmissão mais adequada para tal aplicação.

Juntamente da rotação de entrada fornecida do acionador, que é o motor da WEG de

1765 rpm e rotação de saída de 180 rpm, podemos calcular a relação de transmissão do

sistema que fara um perfeito funcionamento do sistema.

I

t =

h

e

h

s

I

t =

1760

180

I

t =9,

Como o moto redutor possuirá dois pares de engrenagens, a redução será caracterizada

como sendo I T

= I

1

* I

2,

e adota-se I 1

= I

2

= √I

T

= 2,961 (1:2,961), com isto usaremos dois pares

de engrenagens iguais.

Na tabela 01 é possível verificar que são sugeridos alguns números de dentes mínimos

de pinhão e coroa, a fim de evitar interferência nos dentes das engrenagens e possíveis

problemas no seu funcionamento.

Tabela 1 – Ângulos de pressão x Número de dentes.

Pela tabela 1, podemos verificar que para uma relação de transmissão igual a 2,96,

onde adotamos 1:3, relacionados a um ângulo de pressão de 20º, deveremos usar um pinhão

com 15 dentes para um melhor funcionamento sem interferência. Com este dado inicial

podemos determinar o número de dentes da coroa do primeiro dos pares de engrenagens.

Onde: Z1=15 dentes, se It= Z2/Z1, temos:

Tabela 2 – Propriedades mecânicas dos aços.

  • Aço 5140, onde
  • r =10500 Kgf/cm 2
  • Dureza Brinell – 310HB
  • Temperatura = 538 ºC
  • Espessura endurecida = 1 a 1,6mm

Força que pode ser transmitida por um dente:

σ

0

. y

, onde:

σ

0

σr

y

= Fator de forma (tabelado)

σ

0

kgf

cm

2

Determina-se a engrenagem

mais fraca conforme tabela

3 pela definição do Y.

Tabela 3 – Definição do Y.

Consideramos o pinhão com 15 dentes com pressão normal de 20º, onde y=0.092:

σ

0

. y

3500 ∗0,092= 322 kgf / cm ²

E a coroa com 44 dentes com pressão normal de 20º, onde y=0.126:

σ

0

. y

350 0 ∗0,126= 441 kgf / cm ²

Onde constatamos que o pinhão é mais fraco Após isto podemos fazer os cálculos dos

diâmetros primitivos dos pares de engrenagens, onde adotamos um modulo dos pares de

engrenagens de 4 mm conforme tabela 4, de módulos padronizados.

Tabela 4 – Módulos Padronizados – NORMA DIN 780.

D

p

= Z .m

D

p 1

= Z

1

m

1

= 15 ∗ 4 = 60 mm

Para executarmos os cálculos da tensão admissível nos dentes, devemos utilizar o calculo

de velocidade tangencial, para saber qual das formulas devem ser utilizadas conforme tabela

Tabela 6 – Tensões admissíveis para engrenagens cilíndricas de dentes retos.

Vt = 2 πrN

Vt = 2 π ∗0,03∗ 1760 =331,75m/min

Então velocidade igual a 331,75m/min -> V<600, utilizamos a fórmula:

σ

a

= σ

o

(

183 + V

)

(

)

kgf

cm ²

σ

d 1

2 Mt

1

π

2

km

3

yz

1

π

2

3

=466,83 kgf / cm ²

Verificamos que

σ

a

σ

d 1

Como os dois eixos possuem as mesmas engrenagens não é necessário calcular

σ

d 1

novamente.

V

1

(velocidade) e

σ

a

(tensão admissível) serão iguais.

Verificamos que 1244,29>466,83kgf/cm²

Após os cálculos de analise de resistência, que se mostram satisfatório, iremos verificar se

o critério das forças também é satisfatório.

Para calcular as forças tangenciais atuantes no 1º par de engrenagens, consideramos o

momento torçor 1, Mt=813,86kgf.cm, o modulo adota de 6mm, e o número de dentes da

primeira engrenagem que é Z1=15 dentes.

F

t

2 ∗ M

t

mZ 1

F

t

=271,28 kgf

Para cálculo da carga dinâmica nos dentes, deve ser encontrado na figura 3, através da

verificação o valor do erro permissível em função da velocidade tangencial da engrenagem, e

depois de encontrado este valor, fazer uma verificação na figura 4 em função do modulo da

engrenagem.

Então com o valor encontrado na figura 4, deve ser levada a figura 6 para o valor de C ser

encontrado. Deve se considerar que o valor encontrado na figura 4 não pode ser maior que o

encontrado na figura 3.

Figura 3 – Erro permissível em função da velocidade.

Figura 4 – Erro esperado em função do modulo.

Pela analise da tabela 7, considerando o ângulo de pressão normal de 20º, encontra-se o

valor de k, que pela tabela, encontramos k=366kgf/cm², relacionado à tensão de ruptura do

aço utilizado de 10500kgf/cm².

Tabela 7 – Valores de K para desgaste de dente.

Seguindo:

Dpp= 6 cm

b= 5,02 cm

ka= 366 kgf/cm²

Q= 1,49 kgf

F

w

=0,070∗ d

pp

bk

a

∗ Q

F

w

=0,070∗ 6 ∗5,026∗ 366 ∗1,49=1152,34 kgf

Seguindo as analises de satisfação de tensões:

F

d

V (

bc

+ F

t

V +9,

bc

+ F

t

+ F

t

F

d

+271,28=530,39 kgf

Com os valores das forças atuantes, podemos definir agora, se nossas engrenagens (1°

par), terão resistência para a sua aplicação.

F0 ≥ Fd 1152,34 kgf > 530,39 kgf

Fw ≥ Fd 3924,79 kgf > 530,39 kgf

Os critérios de força e critérios de resistência foram satisfeitos, desta forma podemos

considerar o dimensionamento abaixo:

Número de dentes da engrenagem menor (1º par) = 15 dentes

Número de dentes da engrenagem maior (1º par) = 44 dentes

Diâmetro da engrenagem menor = 60 mm

Diâmetro da engrenagem maior = 176 mm

Largura das engrenagens = 50,26 mm

Dimensionamento do 2°

O segundo par de engrenagens é idem ao 1° par calculado anteriormente.