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Formação e a afirmação identidade do povo brasileiro, articulando os conceitos antropológicos de cultura, etnocentrismo e relativismo cultural. Análise também sobre a identidade cultural na pós-modernidade, considerando os seguintes marcadores sociais: gênero, etnia, classe e geração.
Tipologia: Esquemas
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Acadêmico (a) Keila Antonieta Meireles Almeida TRABALHO COMPLEMENTAR: Antropologia Belo Horizonte – MG Dezembro - 2014
Formação e a afirmação identidade do povo brasileiro, articulando os conceitos antropológicos de cultura, etnocentrismo e relativismo cultural. Análise também sobre a identidade cultural na pós-modernidade, considerando os seguintes marcadores sociais: gênero, etnia, classe e geração. O autor Roberto Damatta, trata em sua obra como se da à construção de identidade no Brasil, desde o seu descobrimento até os dias atuais. Aponta que a sua identidade nacional, bem como sua cultura se dá pela religiosidade, festas populares, artes, carnavais, esportes entre outros... O autor também destaca à culinária, dizendo que a comida é quem define as pessoas. No entanto revela que a construção desta identidade há pontos positivos e negativos. Comparando com outros países, o Brasil se destaca a “casa” como um local principal das relações familiares, intimidades e diversos sentimentos ali contidos, porém no que se refere ao “trabalho”, no Brasil este ainda é visto como uma tortura, em comparação com outros países, por exemplo: os calvinistas americanos, o trabalho é que os leva a salvação. No que se referem as “raças”, Damatta faz uma análise da miscigenação, revela uma discrepância entre o Brasil e os Estados Unidos da América – EUA, enquanto no Brasil a relação racial não tem uma classificação formal, nos EUA as escolas, transportes, bairros entre outros, são divididos entre negros e brancos. Na pós-modernidade a identidade cultural, ainda é um assunto complexo e inacabado, diante das constantes transformações na modernidade. Stuart Hall em sua obra procura analisar e identificar as culturas e a identidade dos países discute sobre a possibilidade de homogeneização, e observam que há várias culturas, quais determina um povo, buscando sua identificação. HALL (2006) apresenta três possíveis consequências da globalização às identidades culturais, a primeira refere-se à globalização com um reforçamento das identidades locais, devido à homogeneização cultural e a conjuntura global do mundo pós-moderno, as identidades nacionais estão se desintegrando. A segunda é um processo desigual, algumas identidades nacionais e locais estão se reforçando com a resistência à globalização, e por último, retém alguns
hierarquicamente, e a cultura europeia teria vantagens à frente, deste modo o etnocentrismo e a ciência andavam juntas. Entretanto o etnocentrismo é um dos principais elementos de conflitos entre as culturas, por pensar que uma é melhor do que a outra, no entanto Laraia enfatiza que, para viver nas diversas culturas existentes é imprescindível ter amplo conhecimento sobre elas. O etnocentrismo, ou seja, um preconceito ainda reproduzido pela sociedade ou pelas culturas e o relativismo cultural são duas etnias antigas, e que ainda no século XXI, estão presentes nas relações humanas. Neste sentido a identificação do individuo na sociedade torna-se cada vez mais rejeitado, por exemplo: comparando os idiomas, o estrangeiro é sempre visto como “esquisito”, sua culinária horrível, o modo de vestir é errado, sua religiosidade uma perversão entre outros... Ao contrário do etnocentrismo o relativismo cultural é uma teoria que produz novos conhecimentos, corroborando para os avanços da ciência, contudo esta teoria possibilita a mudança do nosso olhar para as sociedades. As principais repercussões atribuídas ao relativismo cultural estão relacionados ao respeito sincero pela cultura e sociedade dos outros povos, recusa de interferir e de modificar costumes e tradições de um povo, cuidado extremo com a objetividade, o anti-colonialismo, o problema das minorias étnicas, movimentos contra a discriminação, a luta pela libertação da mulher etc... Para Laraia a cultura estará sempre em mudança, e devemos sempre atentar- se as essa mudanças para evitarmos condutas preconceituosas, para isso é essencial que a sociedade compreenda as diferenças entre as culturas, pois, assim o ser humano estará preparado para conviver em um mundo místico de culturas. Contudo percebe-se perante as obras aqui analisadas, que ainda na atualidade a sociedade é submetida à discriminação, preconceito, destacam-se aqui algumas das principais situações decorrentes no dia-a-dia: diversidade de etnias, de classe, de gênero, de geração, de raça/etnia e de orientação sexual. As desigualdades de classe, ou desigualdades sociais surgiram em função da distribuição desigual de renda no sistema capitalista, a desigualdade de gênero não é novidade, na antiguidade era bem explicito a dominação masculina sobre as
mulheres, ainda presente na sociedade “o machismo” como: a violência doméstica a dependência econômica, atribuições dos afazeres domésticos, diferenças salariais, etc... As desigualdades de geração, os mais vulneráveis desta opressão são os jovens, e através do sistema escolar hoje eles podem se manifestar, contestar, fazer greves entre outros... A desigualdade racial como todos já sabem é bem antiga na sociedade, no entanto os negros ainda são vistos como “marginais”, inferiores etc... No decorrer dos anos conquistou muito seu espaço, porém ainda sofrem preconceitos principalmente pelo sistema capitalista que se aproveita desta situação para explorar ainda mais. E por último destaca-se a desigualdade de orientação sexual, um dos temas mais relevantes da atualidade, a discriminação é o principal fator de opressão, para a sociedade de forma geral “é obrigação ser heterossexual”. Enfim, concluo que os autores fazem uma interessante análise da cultura na sociedade brasileira em relação a outros países, intensificando a construção da nossa própria identidade cultural, cuja cultura é decorrente de vários fatores, no entanto conforme o autor Laraia, nós é que temos adaptar com as mudanças sócio - culturais.