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Nesta entrevista, deivison campos, jornalista e coordenador do curso de jornalismo na universidade luterana do brasil, discute a comissão da verdade da escravidão negra e temas relacionados a cotas raciais, racismo e desigualdade social. Ele clara a intenção da comissão de foco em políticas públicas e inclusão do povo negro e pobre, e destaca a importância de desmistificar mitos sobre o brasil sendo 'o paraíso das raças'.
Tipologia: Trabalhos
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Curso: Comunicação Social – Jornalismo Disciplina: Fundamentos de Jornalismo Aluno: Alison Rodrigues Soares “O objetivo da Comissão é apresentar propostas de políticas inclusivas e de reparação”, diz Deivison Campos sobre a Comissão da Verdade da Escravidão Negra Deivison Moacir Cezar de Campos é jornalista, coordenador do curso de jornalismo na Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) em Canoas e integra a Comissão da Verdade da Escravidão Negra desde seu início, em fevereiro de 2015. Alunos da universidade em que ele é coordenador o entrevistaram na sala de aula sobre a Comissão e assuntos como cotas raciais, racismo, desigualdade social, entre outros. Assuntos, todos, que fazem parte do contexto que fez a comissão ser convocada, e que foram elucidados aos alunos por Deivison. Quarenta alunos do curso de jornalismo participaram da entrevista que foi convocada pela professora Gabriela Almeida, a fim de trazer o debate à tona entre os acadêmicos presentes. Foi deixado claro pelo entrevistado a intenção de foco nas políticas públicas e de inclusão do povo negro e de baixa renda. Para mostrar a diferença social latente na nossa sociedade, foram citados dados que mostram que sempre a população negra e pobre que é a mais vitimada nos números de violência policial, por exemplo. A Comissão busca achar a causa desses problemas de desigualdade no passado, mas problemas, como por exemplo, documentos queimados pelos governantes da época, dificultam bastante a pesquisa. O estudo poderá derrubar alguns mitos, como o do Brasil ser “O paraíso das raças” e mostrar uma faceta mais cruel e preconceituosa do país. Quando questionado sobre as cotas, Deivison explicou o porquê delas, afirmando a sua importância para uma sociedade mais igualitária: “Direito não é privilégio”, exclamou. Segundo ele, alguns fatores atrapalham para se mostrar equívocos e preconceitos da sociedade, e o senso comum seria o maior deles.
Meios de acompanhamentos à Comissão Nacional da Verdade da Escravidão ainda serão providenciados, como Fan Page no Facebook, site e outros meios diretos ao público via Web. A entrevista durou cerca de duas horas e fez parte, além do enriquecimento acadêmico e cultural dos alunos, de uma atividade de avaliação. Canoas, 20 de maio de 2015