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Trabalho de Difteria para a matéria de Fisiologia humana
Tipologia: Trabalhos
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O trabalho tem como objetivo mostrar os dados estatísticos de casos de difteria em todo território nacional juntamente com a cobertura vacinal. Orientador: Prof. Daniel Alves Dos Santos
A difteria é uma doença infecciosa grave causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae , que afeta principalmente as vias respiratórias superiores, como amígdalas, faringe, laringe e nariz, podendo também acometer a pele e outras mucosas. A doença se manifesta principalmente por meio de placas branco-acinzentadas nas amígdalas e estruturas próximas, podendo causar dificuldades respiratórias e, em casos mais graves, inchaço no pescoço e gânglios linfáticos. No Brasil, a introdução da vacina tríplice bacteriana (DTP) e, posteriormente, da vacina Penta, foi determinante para a drástica redução dos casos de difteria, tornando a doença rara no país. No entanto, o risco permanece presente, especialmente em grupos não vacinados ou em regiões com cobertura vacinal insuficiente, o que reforça a necessidade de manter estratégias de prevenção e controle ativas e abrangentes. Este documento apresenta um panorama atualizado da situação da difteria no Brasil, abordando os principais aspectos epidemiológicos e as estratégias adotadas para prevenção e controle da doença. Além disso, propõe ações de intervenção e reforço vacinal, destacando a importância da vigilância ativa para evitar a reemergência da difteria em território nacional.
A Difteria é uma doença transmissível e causada por bactéria (Corynebacterium diphtheriae) que atinge as amígdalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, outras partes do corpo, como pele e mucosas. A presença de placas na cor branco-acinzentada nas amígdalas e partes próximas é o principal sintoma da difteria. Dependendo do tamanho e de onde as placas aparecerem, a pessoa pode sentir dificuldade de respirar. Em casos mais graves, porém raros, podem aparecer inchaços no pescoço e gânglios linfáticos. A principal forma de prevenção é por meio da vacina Penta. Após o surgimento da vacina tríplice bacteriana (DTP), o número de casos de difteria tornou-se muito raro no Brasil. A vacina é a melhor, mais eficaz e principal forma de prevenir a difteria. A difteria ocorre durante todos os períodos do ano e pode afetar todas as pessoas não protegidas pela vacinação de qualquer idade, raça ou sexo. Objetivo Avaliar a incidência dos casos de Difteria para auxiliar na prevenção. Metas acompanhar a tendência da doença, para detecção precoce de surtos e epidemias; investigar todos os casos suspeitos e confirmados com vistas à adoção de medidas de controle pertinentes para evitar a ocorrência de novos casos; e aumentar o percentual de isolamento em cultura, com envio de 100% das cepas isoladas para o laboratório de referência nacional, para estudos moleculares e de resistência bacteriana a antimicrobianos. Desenvolvimento das Estratégias de Ação. Vigilância epidemiológica No Brasil, a notificação imediata (até 24 horas) de casos suspeitos ou confirmados é obrigatória por todos os estabelecimentos de saúde conforme Portaria de Consolidação nº 4, de 28 de setembro de 2017. É necessário o fortalecimento da vigilância laboratorial, com a capacitação periódica dos profissionais de saúde quanto à coleta de amostras clínicas suspeitas de difteria,
elevadas. Daí a necessidade de intensificação de ações de vacinação de rotina no esquema primário, com ênfase nos reforços com 15 meses e 4 anos. E os reforços com dupla adulto a cada 10 anos, na perspectiva de manter a população adulta protegida, já que devido à queda de imunidade há potencial para desenvolvimento de surtos e epidemias nesse grupo. 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 0 5 10 15 20 6 16 4 5 1 4 2 1 2 4 7
ano n° de casos Parcerias intersetoriais Ministério da Saúde; Secretaria de Vigilância em Saúde; Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis; Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações. Atualiza informações sobre a situação epidemiológica da difteria na região das Américas, coberturas vacinais e reitera as recomendações para prevenção e controle da doença no Brasil. Gráfico abaixo demonstra o número de casos registrados de difteria comparado com a cobertura vacinal entre os anos de 1990 a 2020 no Brasil.
Plano de Implementação A confirmação dos casos dessa doença ocorre por quatro critérios: laboratorial, clínico-epidemiológico, clínico e anatomopatológico. Notificar e investigar todos os casos suspeitos e surtos de difteria, bem como registrar os dados no Sinan; Manter a vigilância ativa para a detecção precoce de casos suspeitos a fim de iniciar tratamento oportuno (antibioticoterapia e soro antidiftérico); Realizar coleta de amostras clínicas de todos os casos suspeitos de difteria, inclusive comunicantes na busca por portadores, considerados disseminadores do agente etiológico; Disseminar informações epidemiológicas amplamente à população e aos serviços de saúde, público e privado; Manter elevadas coberturas vacinais do esquema primário com a vacina penta e dos reforços aos 15 meses e 4 anos de idade com a vacina DTP em todos os municípios, com meta ≥ 95% conforme preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI); Garantir as doses de reforço com dupla adulto a cada 10 anos na população em geral e aumentar as coberturas de dTpa (vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis acelular) em gestantes e puérperas. Em relação ao tratamento, em geral, a difteria é uma doença grave que necessita de assistência médico-hospitalar imediata e isolamento.
77% 23%
URBANA RURAL PERIURBANA IGNORADO/S. INF Tais ações visam reduzir a propagação da infecção na comunidade e morbimortalidade nos indivíduos afetados. Por fim, é importante lembrar que a difteria é uma doença grave, potencialmente letal, que embora controlada no país, ainda está presente em nosso meio e, portanto, é preciso elaborar estratégias para o aumento das coberturas vacinais de forma homogênea bem como ter uma vigilância ativa a fim de evitar a reemergência dessa doença.
3. CONCLUSÃO Conclui-se que a difteria, embora atualmente controlada no Brasil devido às elevadas coberturas vacinais, ainda representa um risco, especialmente em populações não imunizadas. A manutenção da vigilância epidemiológica ativa, aliada a estratégias de prevenção e controle, é fundamental para evitar o surgimento de surtos e garantir a proteção da população. Investimentos contínuos em campanhas de vacinação, capacitação de profissionais de saúde e monitoramento epidemiológico são essenciais para manter os baixos índices da doença e responder prontamente a eventuais casos suspeitos. A integração entre diferentes setores da saúde pública também se mostra crucial para assegurar a eficácia das ações preventivas e de controle. Portanto, reforçar a conscientização sobre a importância da vacinação e garantir o acesso às vacinas são medidas prioritárias para manter a difteria sob controle no Brasil, protegendo a saúde coletiva e evitando a reintrodução dessa enfermidade potencialmente grave.
BRASIL. Gov. Gov. DIFTERIA. 2025. GOV.BR. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/difteria. Acesso em: 10 maio. 2025. BRASIL. Gov. Gov. ESTUDOS E NOTAS. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/estudos-e- notas-informativas/2023/nota-tecnica_340_cgpni-devit_svs_ms.pdf Acesso em: 12 maio. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Gov. DIFTERIA. BOLETIM EPDEMOLOGICO.