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Embriologia, Gametogênese feminina e masculina, desenvolvimento embrionário.
Tipologia: Resumos
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Trabalho da disciplina Biomorfologia, como requisito para obtenção de nota para a conclusão da matéria supracitada no 1° semestre do curso de Fisioterapia.
Docente: Sara Nunes de Oliveira Araújo
Os espermatozoides e os oócitos são gametas altamente especializados. Cada uma dessas células contém metade do número de cromossomos presentes nas células somáticas. O número de cromossomos se reduz durante um tipo especial de divisão celular, a meiose, que ocorre somente durante a gametogênese (formação das células germinativas). Nos homens, esse processo recebe o nome de espermatogênese, nas mulheres, de oogênese.
Figura 1: Representação da Espermatogênese e Oogênese.
Durante a meiose, um processo composto por duas divisões celulares meióticas, o número de cromossomos das células germinativas é reduzido à metade (23, número haploide) do número encontrado em outras células do corpo (46, número diploide). A meiose garante a constância do número de cromossomos de uma geração para outra, ao reduzir o número cromossômico de diploide para haploide e, dessa forma, produzindo gametas haploides, permitindo a distribuição aleatória dos cromossomos maternos e paternos entre os gametas e propiciando a troca de
segmentos dos cromossomos maternos e paternos, por meio do cruzamento de segmentos cromossômicos (crossing over), o que “embaralha” os genes e produz a recombinação do material genético.
2. GAMETOGÊNESE MASCULINA
A gametogênese (formação dos gametas) é o processo de formação e desenvolvimento das células germinativas, os gametas (oócitos e espermatozoides). Esse processo, que envolve os cromossomos e o citoplasma dos gametas, preparam essas células para a fecundação. Durante a gametogênese, o número de cromossomos é reduzido pela metade e a forma das células é alterada (Figura.). A meiose garante a constância do número de cromossomos de uma geração para outra, ao reduzir o número cromossômico de diploide para haploide, produzindo gametas haploides, permitindo a distribuição aleatória dos cromossomos maternos e paternos entre os gametas. Propiciando a troca de segmentos dos cromossomos maternos e paternos, por meio do cruzamento de segmentos cromossômicos, o que “embaralha” os genes e produz a recombinação do material genético, como pode-se observar na figura a seguir.
Figura 2: Meiose.
espermatogônias crescem e sofrem modificações, são transformadas em espermatócitos primários, as maiores células germinativas nos túbulos seminíferos dos testículos. Cada espermatócito primário sofre, uma divisão reducional, a primeira divisão meiótica para formar dois espermatócitos secundários haploides, que possuem aproximadamente metade do tamanho do espermatócito primário. As espermátides, células em estágio avançado de desenvolvimento, são transformadas gradualmente em quatro espermatozoides maduros pelo processo conhecido como espermatogênese este processo completo, incluindo a espermatogênese, demora cerca de dois meses para acontecer. Estará completada, quando os espermatozoides entram na luz dos túbulos seminíferos.
Figura 4: Transformação das espermátides em espermatozoides.
As células de Sertoli revestem os túbulos seminíferos, sustentam e participam da nutrição das células germinativas (espermatozoides/oócito) e estão envolvidas na regulação da espermatogênese. Os espermatozoides são transportados passivamente dos túbulos seminíferos (Fig.) para o epidídimo, onde são armazenados e tornam-se funcionalmente maduros durante a puberdade. O epidídimo é um ducto longo e espiralado. No seguimento do epidídimo vem o ducto deferente, que transporta os espermatozoides para a uretra. Os espermatozoides maduros são células ativamente móveis, que nadam livremente, constituídos por uma cabeça e uma cauda. O colo do espermatozoide é a junção entre a cabeça e a cauda. A cabeça do espermatozoide forma a maior parte
dele e, é onde se localiza o núcleo. Os dois terços anteriores da cabeça são cobertos pelo acrossomo, uma organela sacular em forma de capuz que contém várias enzimas. Quando liberadas, as enzimas facilitam a dispersão das células foliculares da corona radiata e a penetração do espermatozoide na zona pelúcida durante a fecundação.
Figura 5: Representação do sistema reprodutor masculino.
É o processo de formação dos ovócitos maduros. Este processo de maturação inicia-se antes do nascimento e é completado depois da puberdade, continuando até a menopausa. O termo oogênese se refere à sequência de eventos por meio da qual as oogonias (oócitos primordiais) se transformam em oócitos primários. No início da vida fetal, as oogonias se multiplicam por mitose e crescem para formar os oócitos primários antes do nascimento. O ovócito primário circundado por uma camada de células epiteliais foliculares constitui um folículo primordial. Os ovócitos iniciam sua
processo de maturação, transformando-se em oócitos secundários e sendo liberados na ovulação.
3.2 CICLOS REPRODUTIVOS FEMININOS
A partir do primeiro ciclo menstrual, as mulheres têm ciclos reprodutivos mensais, regulados pelo hipotálamo , hipófise e ovários. Esses ciclos preparam o sistema reprodutivo para a gravidez. O hormônio liberador de gonadotropina é sintetizado por células neurossecretoras no hipotálamo. Especificamente, esse ciclo de 28 dias consiste em:
Figura 7: Ciclo reprodutivo feminino.
3.4 OVULAÇÃO
O ciclo uterino e ovariano prepara o sistema reprodutor para a gravidez (Figura 7). Ciclo ovariano: compreende a fase folicular e luteínica. A ovulação ocorre nas 24
Fecundação é a quando o espermatozoide se une ao óvulo e forma o zigoto. Essa formação ocorre em aproximadamente 24 horas, no interior das trompas e o óvulo fecundado em seguida se encaminha na direção do útero. Mas, para que o espermatozóide entre em contato com o ovócito, é necessário que ocorram uma sequência de eventos moleculares ordenados, onde qualquer alteração, pode ocasionar na morte do zigoto.
A partir do contato da cabeça do espermatozoide com a superfície do óvulo, a membrana plasmática dessas duas células se fundem e rompe-se para que ocorra a passagem desse espermatozoide. A membrana plasmática do óvulo então, se torna impermeável evitando que outros espermatozoides a penetre. Em seguida, ocorre a fusão dos núcleos desses dois gametas e a consequente mistura dos cromossomos maternos e paternos. Este processo ocorre na metáfase da primeira divisão mitótica do zigoto, ou seja, do embrião unicelular. Após a entrada do espermatozoide, o ovócito completa sua segunda divisão meiótica, fazendo com que o ovócito se torne um oócito maduro, denominado pró- núcleo feminino. Já dentro do citoplasma do ovócito, o núcleo do espermatozoide também aumenta para se formar o pró-núcleo masculino e a cauda degenera-se. Nessa fase, dá-se origem ao zigoto, formado por 46 cromossomos diploides, pois os pró-núcleos duplicam os seus DNAs.
Figura 8 : Fecundação do Óvulo
1. Passagem de um espermatozoide na coluna radiata: as células foliculares da coluna radiata localizada no ovócito necessita da ação das enzimas hialuronidase, liberadas pela vesícula do espermatozoide, que por sua vez, também possui mobilidade na cauda, o que facilita a penetração na corona radiata. 2. Penetração da zona pelúcida: é considerada a fase mais importante do início da fecundação, pois as enzimas (destacando a acrosina, uma enzima proteolítica libertada pela acrossoma dos espermatozóides). Estabelecidas na zona pelúcida, elas causam a lise (dissolução) do caminho, facilitando a penetração do espermatozoide no óvulo. 3. Fusão da membrana plasmática no óvulo e do espermatozoide: eles se fundem e se rompem na fusão, onde a cabeça e a cauda do espermatozoide entra no citoplasma do óvulo. A cauda do espermatozoide se degenera e as células espermáticas são fagocitadas pelos glóbulos brancos.
Figura 9 : Fases da fecundação
Figura 10: Representação da Fecundação de Gêmeos
4.2.3 Gêmeos Monozigóticos Siameses ou Xipófagos
Os gêmeos xifópagos, ou siameses também são monozigóticos, ou seja, formados a partir do mesmo zigoto. De acordo com informações retiradas no site do Instituto de Ciências Biológicas de Minas Gerais: em geral, em pouco mais de uma semana o embrião se separa em dois, mas se essa divisão demorar mais que 12 dias, as células formarão partes do corpo ou órgãos em comum aos dois. Quando isso acontece em partes vitais como pulmão, coração ou cérebro, um dos gêmeos precisa ser sacrificado. Se não, podem ser separados cirurgicamente.
Figura 11: Tipos de fecundação de gêmeos
Os folículos ovarianos estimulados se desenvolvem e amadurecem na administração do citrato de clomifero. Oócitos e folículos são aspirados durante a laparoscopia e, em seguida, os oócitos são colocados na placa de Peri em um meio especial e com espermatozóides capacitados.
Figura 13: Diferença entre cromossomos X e Y.
Ainda para Clotet e Goldim (2014), o tema da seleção do sexo é polêmico numa sociedade pluralista, como também é o da fecundação assistida. Na opinião de Mary Anne Warren (1999, apud CLOTET E GOLDIM, 2014), é preocupante a difusão dos métodos de seleção de sexo porque na prática significou sempre a eliminação de meninas não-aceitas. O tema está em debate, como outros muitos na ética biomédica atual.
O desenvolvimento do produto da fertilização é dividido em três grandes períodos distintos: primeira fase embrionária, que corresponde ao período que inicia da fertilização e termina com a nidificação da blástula na mucosa uterina, ao longo desta fase, deve-se falar de ovo ou produto da concepção; segunda fase embrionária, que engloba o primeiro trimestre de desenvolvimento, período ao longo do qual todos os órgãos do corpo vão sendo formados; e terceira fase e mais prolongada, denominada de fase fetal, a qual compreende o tempo que resta até ao momento do nascimento, correspondendo ao período de amadurecimento. Nesta última fase, os órgãos já formados na etapa anterior, acabam de adquirir a sua estrutura definitiva, alcançando fatores essenciais para possibilitar uma vida independente fora do organismo materno. Neste capitulo vamos falar mais detalhadamente da primeira e segunda fase embrionária.
O conceito de embrião é assombroso e a formação de um embrião é a tarefa mais árdua que alguém haverá de realizar. Para se tornar um embrião, você teve que construir a si mesmo a partir de uma única célula. Teve que respirar antes que tivesse pulmões, digerir alimentos antes que seus órgãos estivessem formados, construir ossos a partir de uma massa e ordenar os neurônios antes mesmo de adquirir a capacidade de pensar. Uma diferença marcante entre você e a máquina é que a máquina nunca é requisitada para uma função antes que esteja terminada. Todo animal tem que estar em funcionamento enquanto se autoconstrói. GILBERT,
5.1 CLIVAGEM
Logo após o processo de fecundação, inicia-se a etapa da segmentação, também conhecida por clivagem, que consiste em divisões mitóticas repetidas do zigoto conforme ele passa pela tuba uterina em direção ao útero, resultando em um