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1 INTRODUÇÃO À MEMBRANA PLASMÁTICA E SUAS FUNÇÕES 2 ORGANIZAÇÃO DA MEMBRANA PLASMÁTICA (ESTRUTURA) 3 TIPOS DE TRANSPORTE 4 ASSIMETRIA DA MEMBRANA E GLICOCÁLICE 5 ENTRADA E SAÍDA DE SUBSTÂNCIAS DA CÉLULA
Tipologia: Resumos
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A membrana plasmática é quem envolve a célula, sendo ela uma camada delgada (de 6 a 10 nm de espessura) composta por lipídios, proteínas e carboidratos. As membranas celulares não são basicamente uma simples fronteira inerte que compõem as células, mas sim estruturas que exercem diversas funções, como:
Na maioria das substâncias, há uma relação direta entre a solubilidade nos lipídios e facilidade de penetração nas células; sendo de modo geral os compostos apolares os que atravessam mais facilmente a membrana, e os polares (insolúveis em lipídios) têm mais dificuldade para a penetração. E é graças à essas dificuldade e facilidades de cada composto de penetrar a célula, que a mesma possui diferentes modos de transporte e estruturas que permitem uma maior velocidade desse transporte. São os tipo de transporte: osmose, difusão simples, difusão facilitada e transporte ativo. Osmose: Sabe-se que a membrana celular é extremamente permeável à água. Colocando as células em uma solução hipertônica, as mesmas têm seu volume reduzido pelo fato de a água sair da célula e ir em direção ao maior gradiente de concentração (nesse caso, o meio externo), mudando a forma da célula e seu volume; o contrário ocorre quando são colocadas em um meio hipotônico, onde a maior concentração de soluto está no interior da célula, fazendo com que a água entre na mesma, fazendo com que ela se encha; já em um meio isotônico, não há a alteração do formato e do volume das células, permanecendo em seu estado normal. Portanto, é possível pontuar que esse é um tipo de transporte no qual há somente a passagem se solvente (água, em geral) pela membrana, respeitando sempre o gradiente de concentração, buscando o equilíbrio entre os meios (intra e extracelular) Difusão simples: É a passagem de soluto, tendo a sua entrada quando o meio interno possui uma grande quantidade de solvente (ou seja, quando há uma menor taxa de soluto no meio intracelular); saindo da célula caso a concentração de soluto no meio externo for menor que no meio interno. A força que permite todo esse movimento de soluto é graças à agitação térmica das moléculas do soluto, não tendo gasto de energia da célula, uma vez que é um processo físico que age de acordo com o gradiente de concentração. Difusão facilitada: A glicose e alguns outros aminoácidos penetram na célula por esse tipo de transporte, que é sem gasto de energia. Nesse transporte, a difusão ocorre também em favor de um gradiente de concentração, porém ocorre em uma maior velocidade quando se compra com a difusão simples; isso se dá pelo fato de que a membrana plasmática possui proteínas facilitadoras chamadas permease, que ajudam no transporte de soluto (principalmente os isômeros, que acabam possuindo afinidade com a característica estéreo- específica da membrana). A velocidade do transporte não é diretamente proporcional à concentração do soluto, uma vez que existe um número definido de proteínas transportadoras, limitando a capacidade desse transporte, levando-o a um ponto de saturação quando houver um nível exagerado de concentração do soluto. 5
Transporte ativo: Nesse caso, há gasto de energia fornecida por ATP e as substâncias são transportadas do meio menos concentrado para o mais concentrado; com isso, é possível pontuar que esse tipo de transporte vai contra o gradiente de concentração (sendo ele um soluto químico (não iônico) ou elétrico (iônico)); podendo usar como exemplo quando se quer transportar íons de sódio do citoplasma (onde sua concentração é mais baixa) para o meio extracelular (concentração maior), tendo que atravessar um obstáculo químico, representado pela concentração elevada de íons no meio extracelular, e um obstáculo elétrico que corresponde à soma das cargas positivas de íons de sódio (dificultando a entrada de novos íons no meio extracelular). 6
As moléculas grandes como os polissacarídeos, proteínas e polinucleotídios não passam pela membrana celular, necessitando alterações morfológicas da superfície celular, onde se formam dobras (invaginações, por exemplo) que englobam o material a ser introduzida à célula. Portanto, a entrada dessas substâncias é feita pela endocitose e a saída é realizada através da exocitose. Endocitose : É o processo de entrada de partículas na célula por meio de vesículas chamadas endossomos, sendo dividida em fagocitose (fago, que significa comer) e pinocitose (pino, que significa beber). Fagocitose: A célula ingere as substâncias maiores como micro-organismos ou resíduos celulares (geralmente sólidos). Posteriormente, o citoplasma cria expansões, denominadas de pseudópodes (falsos pés) que envolvem a substância e a colocam em uma cavidade da célula. Nessa cavidade é feita a digestão e a absorção. Nos animais esse processo é geralmente um mecanismo de defesa. Pinocitose: Esse processo é realizado principalmente pelas células eucarióticas. A célula engloba líquidos ou solutos do meio por meio do processo de invaginação da membrana, formando pequenas vesículas que são puxadas pelo citoesqueleto. Na pinocitose não seletiva, as vesículas englobam todos os solutos do meio extracelular; no entanto, na maioria das células, essa pinocitose ocorre em duas etapas. Tendo na primeira, a substância que será incorporada se conecta a receptores da membrana. Já na segunda, a membrana se afunda e o material a ela aderido passa à uma vesícola. No entanto, é necessário pontuar que a pinocitose ocorre somente em locais específicos da membrana, onde há os receptores para que haja o reconhecimento do que ira adentrar a célula. Exocitose: Também pode se chamar clasmatose. Nele, ocorre a expulsão de produtos para fora da célula, que acabam compensando também a entrada das inúmeras substâncias pelo processo de endocitose, fazendo com que o tamanho da célula permaneça a mesma. São produtos que ficam no interior das vesículas e que estão na superfície das membranas. Estão presentes nas glândulas salivares e no pâncreas. Esse é um processo complexo, visto que todas as membranas têm cargas negativas (devido à presença dos radicais fosfato nos fosfolipídios), por isso, quando estruturas cobertas por membrana se aproximam, elas se repelem; sendo assim, a exocitose depende sempre de um aumento na concentração citossólica de cálcio. Sendo assim, na exocitose, a superfície celular gnha membrana, e as porções membranosas retiradas pela endocitose retornam a membrana plasmática pela exocitose, formando-se um fluxo de membrana. 8
Livro: Biologia celular e molecular - 9ª edição - Junqueira & Carneiro Livro: Bases da biologia celular e molecular – 4ª edição – Eduardo De Robertis Livro: Histologia Básica – 12ª edição – Junqueira & Carneiro 9