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Este trabalho de investigação aborda a função da escola como instituição social, discutindo sua importância no processo de socialização e transmissão de cultura. Além disso, apresenta a história e o desenvolvimento das escolas desde a grécia antiga até a atualidade, destacando sua evolução e transformação ao longo dos séculos.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Introdução No presente Trabalho de Investigação falaremos sobre a função da escola. Não temos como falar da função da escola sem primeiramente falar o que é uma escola. Escola é o lugar em que aprendemos sobre cultura e como a sociedade funciona, além também de estudarmos matérias específicas. Assim, essa instituição colabora com a nossa vida, nos tornando cidadãos, nos ensinando a respeitar diferentes pontos de vista e a história de todos os envolvidos, além de nos formar profissionais competentes.
A escola A escola (do grego scholé, através do termo latino schola) tinha como significado, “discussão ou conferência”, mas também “folga ou ócio”. Este último significado, no caso, seria um tempo ocioso onde era possível ter uma conversa interessante e educativa. Hoje é uma instituição concebida para o ensino de alunos sob a direção de professores.A maioria dos países tem sistemas formais de educação, que geralmente são obrigatórios. Nestes sistemas, os estudantes progridem através de uma série de níveis escolares e sucessivos. Os nomes para esses níveis nas escolas variam por país, mas geralmente incluem o ensino fundamental (ensino básico) para crianças e o ensino médio (ensino secundário) para os adolescentes que concluíram o fundamental. Uma instituição onde o ensino superior é ensinado, é comumente chamada de faculdade ou universidade. Além destas, os alunos também podem frequentar outras instituições escolares, antes e depois do ensino fundamental. A pré-escola fornece uma escolaridade básica para as crianças mais jovens. As profissionalizantes, faculdades ou seminários podem estar disponíveis antes, durante ou depois do ensino médio. A escola também pode ser dedicada a um campo particular, como uma escola de economia ou de música, por exemplo. As escolas podem ser publicas ou particulares. Podem ser mistas, femininas ou masculinas. Podem ser colegios de aplicação. Podem ser exclusivas para crianças com necessidades especiais. Podem ser escolas religiosas. Escolas para adultos incluem instituições de alfabetização, de treinamento corporativo, militar e escolas de negócios. História e desenvolvimento das escolas O conceito de unir estudantes em um local separado para a aprendizagem existe desde a Antiguidade Clássica. O ensino fundamental existe provavelmente desde a Grécia antiga, Roma antiga, Índia antiga e China antiga. O Império Bizantino tinha um sistema de ensino criado a partir do nível primário. De acordo com Bentley (2006), a fundação do sistema de educação primária começou em 425 quando "o pessoal militar geralmente tinha pelo menos o ensino primário". Apesar de Bizâncio ter perdido muito da
A oferta assume várias formas, bem adaptada à demanda dos pais e inserida na continuidade da educação familiar, centrada na aprendizagem dos valores, na socialização e na aquisição de competências precisas. Este tipo de oferta tem seus inconvenientes: a flexibilidade de suas estruturas resulta em um funcionamento aleatório; se o pároco muda ou o mestre decide viajar, a escola para de funcionar. Na França, as escolas elementares só surgiram na segunda metade do século XIII, e se multiplicaram entre 1350 e 1450. As escolas rurais são relativamente bem conhecidas no norte, na Champanha e na Normandia, ou em toda região rica e urbanizada que tem muitos clérigos a formar e muitos monges para formá-los. No norte, em 1449 , das 156 aldeias de Flandres, 152 possuem uma escola. Na zona rural, a escola raramente ensina a escrever: "saber ler é uma função intelectual valorizada, saber escrever é uma habilidade manual vagamente desprezada". Na cidade, há todos os tipos de escola (cursos em latim ou em língua vulgar), assim como todos os níveis de ensino. No norte, Lille e Saint-Omer possuem trinta escolas, quase uma por paróquia, e Douai possui sete escolas. Em Valenciennes, que conta com vinte escolas em 1337 e 49 em 1388 , há, nessa data, 516 crianças (145 meninas) escolarizadas entre sete e dez anos. A função da Escola Função quer dizer atribuição (encargo), poder dado a alguém ou uma organização (Instituição) para realizar alguma tarefa ou, cumprir uma missão. No âmbito deste estudo, função diz respeito ao desempenho ou missão que a sociedade confia à escola. O conceito confere identidade à organização escola, cuja missão desde os primórdios é transmitir ferramentas indispensáveis à vida das gerações novas. A palavra escola do latim «schola» e do grego «schole» significa “tempo livre, de exercício do espírito” (Fernando, 2010, p.14). De facto, uma das funções da escola é treinar o cognos do homem/mulher, através de exercícios de raciocínio lógico, crítico e operacional para desenvolver o intelecto. Durante muitos anos o papel da escola foi irrelevante. A família cumpria a tarefa de transmitir os valores culturais, os usos e os costumes e encarregava-se de preparar as novas gerações para o exercício de um ofício ou profissão. “Educava-se e recebia-se educação ao mesmo tempo que se vivia” (Gaspar e
Fernando, 2010, p.6). A Transformação da escola como instituição de ensino está ligada à origem da escrita. nascida “da necessidade da vida social, de registar, controlar o movimento da economia no que se refere às entradas e às saídas dos produtos armazenados do nome das pessoas nas vendas” (Fernando 2010, p.14). Desta prática emerge uma das principais tarefas da escola de transmitir o domínio da leitura, da escrita e do cálculo. Para facilitar o processo de transmissão foram construídos lugares onde se podia dar uma instrução e educação formal que que passaram a chamar-se escolas. Portanto, a escrita confere uma nova função social à escola, além da tradicional missão de “transmissão da cultura de geração em geração que, já se fazia de forma oral padronizado através de ritos religiosos, rituais de iniciação, crenças e lendas, uso de provérbios, sentenças breves e incisivas, a construção de contos utilizando sequências rítmicas com o objetivo de impedir mudanças arbitrárias e garantir a fidelidade à mensagem que se deseja difundir”. (Fernando, 2010, p.15). Outro facto relevante na institucionalização e consolidação da escola foi o surgimento do capitalismo e o desenvolvimento das cidades onde o documento escrito ganhou uma preponderância impondo a necessidade de alfabetizar a população, que conheceu a sua expressão máxima na filosofia iluminista e nas teses da Revolução Francesa em 1789. São apontados quatro grandes motivos que levaram à consolidação da escola como instituição: de ordem económica, ideológico e político. Função da escola como instituição social A escola tem sido um dos objetos de estudo da Sociologia da Educação desde a institucionalização dessa ciência. Por seu papel como agente de socialização, que disputa com a família a transmissão de cultura do grupo às novas gerações, a escola adquiriu grande importância particularmente, a partir do século XVII. Constitui-se a espinha dorsal da chamada educação formal, que se diferencia da informal exatamente pelo seu caráter de intencionalidade, isto é, pelo fato de organizar a partir de certas diretrizes (periodicidade, método, currículo e regulamento). A Escola é o espaço próprio para a educação formal, apesar de todas as outras maneiras que se tem atualmente para se concretizar o processo educativo. O crescente processo de individualismo é gestado num contexto de formação da formação da cultura urbana, em curso desde o século
Parece importante tentar evidenciar os aspectos positivos desse processo de individualização crescente e do retraimento para a vida familiar/privada, alguns decorrentes do surgimento de vários setores sociais contemporâneos mobilizados em busca de novas formas de sociabilidade e de organizar espaços públicos. A juventude aparece nesse contexto de maneira mais significativa, adquirindo uma visibilidade que tem sua origem recente e cresce à medida que os jovens buscam uma definição de novos referenciais de comportamento e de identidade na sociedade. Mesmo não parecendo decididos a transformar a sociedade, mas apenas em construir e manifestar uma identidade distinta, os jovens acabam por marcar sua posição no mundo, até mesmo como uma forma de suportar o aumento da competitividade atual e entre os próprios jovens, que não parecem identificar-se com aquela velha ideia de ser “o futuro do país”. Querem ser aceitos pela sociedade, querem poder investir em si mesmos como forma de suportar o peso do mundo centrado no indivíduo. As questões da indiferença política e o individualismo podem ser rebatidos com o resgate de valores como dignidade, respeito ao próximo, ao espaço público e a si mesmo, contra o consumismo, a apatia diante das injustiças. Nesse microcosmo que reflete a sociedade como um todo pode haver um movimento de revalorização da escola e o professor torna-se novamente um importante agente da socialização, buscando incentivar i trabalho em equipe e mostrando o quanto pode ser bom que algumas regras (claras e coerentes, obviamente) sejam seguidas, valorizando as relações interpessoais em contrapartida ao aumento do individualismo. A Escola como organização A análise das organizações a partir de metáforas é bastante criativa e eficaz no sentido de mostrar o quanto estas podem ser complexas e passíveis de análises, as mais diversas, em termos de referencial teórico, podem ser investigadas numa perspectiva multidisciplinar. Aliando a sociologia da educação com as teorias da administração, percebe-se que, tal como outras organizações, o estabelecimento de ensino é uma organização complexa, que congrega atores diversos, exercendo várias funções, mas com objetivos comuns.
Sendo seu objetivo maior a formação do homem consciente, por meio de uma Educação voltada para o desenvolvimento da autonomia intelectual, ao fortalecimento do pensamento crítico e ao comportamento ético, entende-se que o aluno precisa de liberdade para aprender. O respeito à individualidade é visto como fundamental para o bom andamento do processo de aprendizagem do aluno. Assim, a vida organizacional da escola não deve ser vista de forma mecânica: todos devem ser convidados e incentivados a participar do processo educativo. Recorrendo a obra de Gareth Morgan, intitulada Imagens da organização, podemos pensar a escola sob uma nova ótica. O autor faz uso de metáforas para explicar como se pode entender as organizações. São elas: organização vista como máquina, cérebro, organismo, cultura, sistemas de governo, prisão psíquica, fluxo e transformação, e instrumento de dominação. Segundo o autor, pode-se observar que as máquinas “não são planejadas para a inovação”, (MORGAN, 1996, p. 38) enquanto que as organizações, vistas como cultura, têm mais instrumentos para lidar com a mudança, uma vez que são construídas e reconstruídas socialmente. Retomando a ideia do item anterior, a metáfora mais próxima da imagem da escola que poderíamos considerar como sendo a metáfora ideal é a metáfora da organização vista como cultura; a cooperação, interdependência, os interesses e objetivos compartilhados e a ajuda mútua entre os valores que nela atuam são pontos a serem salientados e que confirmam essa ideia. Os significados orientam a vida organizacional. Na verdade, o aluno aprende a se conhecer e a se avaliar. Na medida em que se dá a troca com o professor, visto como um facilitador da aprendizagem, o aluno analisa seu desempenho, faz as correções necessárias em termos de conteúdo, mas, sobretudo, nota-se que cresce o grau de consciência sobre si mesmo. Essas são características de organizações vistas como organizações de cultura, já que um conjunto de objetivos comuns e valores estão compartilhados na sua base. Mesmo quando o conflito surge, ele é administrado no sentido de acolher as possíveis diferenças com o objetivo de acrescentar, de somar, e nunca de segregar e/ou excluir. Não se deve esquecer que sempre há necessidade de conjugar metáforas para melhor analisar a organização escolar, uma vez que ela pode simultaneamente incorporar elementos de mais uma metáfora. Porém, uma organização complexa como a escola pode (e de...) ser vista como cultura, isto é, um conjunto de sistemas de significado
Conclusão Através de seu trabalho específico, portanto, a escola deve levar o aluno a compreender a sua própria realidade, situar-se nela, interpretá-la e contribuir para sua transformação. A escola é fundamental para a formação da cidadania. Por isso, nenhum ser humano pode ficar excluído de seus benefícios. Todas as crianças têm o direito a uma sólida formação escolar.Todas têm o direito de sonhar e seguir seus sonhos, realizando seus projetos individuais e coletivos.
Bibliografia RAGO, M. Políticas da (in)diferença: individualismo e esfera pública na sociedade Contemporânea. Anuário do Laboratório de Subjetividade e Política. Departamento de Psicologia, Universidade Federal Fluminense, ano 2, 1993.